
ENTREVISTA SIMPLESMENTE BOB WOLFENSON
Entrevistas com, Simplesmente... Bob Wolfenson! Não pretendemos aqui uma entrevista tradicional, estilo perguntas e respostas. Sem blocos de perguntas pré-fixados, optamos por jogar algumas palavras ao nosso entrevistado com o intuito de conseguir um panorama o mais abrangente possível. Esse jogo de palavras são apenas referências. Os assuntos e as lembranças vão surgindo e formam um leque para que possamos conhecer um pouco melhor a vida desses grandes fotógrafos!
SFC: ARTE BW: Difícil, não? Durante muitos anos, antes da década de 80 principalmente, a fotografia não era considerada arte por ser vista como uma representação muito literal da realidade. Eu acho que arte é transformação, é interpretação, é um viés. Era mais uma idéia errada sobre fotografia do que propriamente um problema intrínseco da fotografia. Então, como esse conceito era muito forte, as pessoas não viam a subjetividade que havia ali, em cada fotografia. Isso num senso comum... Os críticos já percebiam esse outro lado. Há muitos fotógrafos que não se consideram artistas e afirmam isso, fazem disso um statement. Helmut Newton, que foi um grande fotógrafo alemão radicado na França, dizia que as duas piores palavras para a fotografia eram arte e bom gosto. Na verdade ele era exibido em museus e era colecionado, mas ele próprio não se considerava artista. E ele era um “ baita” artista. Essa era uma das provocações dele. Ele era um provocador. Quando você tem a etiqueta de arte, quando está num museu, por exemplo, aquilo por si só já é considerado arte. Então ele gostava de desafiar.
SFC: LUGAR BW: Lugar não importa nem para fotografar, nem para existir, nem para estar, nem para ser. O que importa é o teu “em torno”, o que é você neste lugar, o que as pessoas fazem, a emoção que elas sentem... Não acho que sejam feitas fotos melhores em Paris do que em São Paulo, ou no Nordeste do que nos Estados Unidos. Tudo é subjetividade fundida com a realidade, com o contexto.
SFC: CAIXA BW: É um bom cenário. Eu encaixoto muito as pessoas.
SFC:
ANTIFACHADA BW: É uma visão muito pessoal de paisagens que ficaram impregnadas na minha cabeça desde a infância. Foi um nome que eu escolhi para designar um jeito muito particular e singular de olhar. Antifachada é contra a fachada, é uma oposição à fachada. E eu achei que designava bem o que era aquele trabalho. Eu faço análise, psicanálise. Foi minha psicanalista quem falou isso pela primeira vez. O termo me ajudou a desenvolver o trabalho porque aí eu comecei a enxergar também a partir dessa idéia antifachada, disso não ser uma coisa muito real. Apesar de ser um trabalho aparentemente bastante realista, não é: ele é todo cortado, não tem céu, não tem chão, a luz é artificial, meio rarefeita. Eu arrumei aquilo para ficar a sensação de [ “ahhhhhh”, Bob faz-se de sufocado ] você não conseguir respirar.
SFC: MODA BW: Vou parafrasear o fotógrafo Irving Penn. “Toda fotografia de moda é um retrato assim como um retrato é uma fotografia de moda”. Eu não entendo de moda fora do meu contexto, não acompanho, não sou um seguidor. Acho que a moda se realiza no trabalho fotográfico, a moda se comunica no trabalho fotográfico. O final dela vai ser na revista. Então, nessa parte final é que eu entro. Eu não acompanho desde os materiais, os tecidos, as tendências, do que é isso do que é aquilo, não me interesso por isso. Me interessa a moda como possibilidade de imagem, de estar representando dentro de uma imagem.
SFC: ATITUDE BW: Acho que é um fotógrafo tentar ao máximo fotografar com sua própria personalidade. Ter atitude é assim: é você ser aquilo que você é. Lógico que eu digo isso do alto do meu pedestal, mas eu não cheguei até aqui, você não estaria me entrevistando agora se eu não tivesse isso como um norte: atitude,ética, responsabilidade pelo trabalho, seriedade... e usar isso numa forma não puramente comercial, não colocar o dinheiro na frente das coisas o tempo todo... às vezes é necessário, mas...
SFC: TALENTO
BW: Talento é uma coisa que a pessoa tem mas que também pode ser desenvolvido. Às vezes alguém sem talento desenvolve um talento. Não é uma sentença. Agora... os sem-talento que me perdoem, mas talento é fundamental... para muita coisa! SFC: MARGEM BW: Gosto de estar... Quer dizer, se eu falar que estou à margem é uma aberração, porque mais inserido impossível. Mas eu gosto da idéia de estar perto da margem. Eu gosto da idéia de estar além ou um pouquinho aquém. Apesar que a idéia não significa realidade. Eu aprecio, gosto, admiro, procuro, busco, vejo... Eu observo isso, essas pessoas que estão na...
SFC: VULGAR
BW: Não sou contra a vulgaridade, não. Eu acho que a vulgaridade às vezes é um valor. Depende muito, né? Todos os momentos de vanguarda que existiram, o próprio Tropicalismo no Brasil mais as vanguardas européias afirmavam, assim como Helmut Newton, que quando você vai contra essa idéia de bom gosto, de bom mocismo, você resbala na vulgaridade. Você tem que afirmar uma certa vulgaridade. Essa é uma vulgaridade. Agora a vulgaridade vulgar, a vulgaridade de consumir, da coisa barata para vender, para explorar as pessoas, dessa eu sou completamente contra. Mas a vulgaridade de atitude eu acho muito boa.
SFC: EMOÇÃO
BW: Vou falar de uma coisa mais conceitual. Eu me emociono muito. A vida sem emoção não é vida. Tudo é emoção. A emoção de estar falando aqui é alguma emoção. O trabalho, o que está ocorrendo quando você está fotografando, o momento em que a pessoa está sendo fotografada... em tudo isso rola uma emoção cada vez diferente. Por mais que eu tenha muitas constantes em meu trabalho, para evitar muitas emoções (tem estúdio, tem a luz, tem os meus assistentes... tem o sistema. O sistema é anti-emoção. É uma garantia racional de que suas idéia vão se concretizar), elas sempre estão no meio: a outra pessoa, as circunstâncias do lugar, a energia que está emanando dali e que provavelmente muda muito desse curso previsto anteriormente. Em 100% dos casos muda o curso. Você nunca consegue realizar uma idéia como havia pensado lá.
SFC: LIVRO
BW: Pensando nos pilares da minha influência, os livros seminais para mim vão desde literatura brasileira (Machado de Assis, óbvio) passando por Philliph Roth, Isaac Singer... Acabei de ler O Jogador, de Dostoievski e o da Fernanda Young, Vergonha dos Pés. SFC: FILME BW: Filmes têm muitos. Terra em Transe, do Glauber, eu acho genial. Tarantino eu acho bom. Scorsese. Godard, “Une Femme est une Femme”. “Acossado”... dois filmes geniais. La Guerre est Fini...
[INTERROMPIDOS PARA UMA FOTO PARA VOGUE... “Só não me pega de boca aberta”, diz Bob”] [ Toda a imprensa de cobertura do São Paulo Fashion Week almoçando também no restaurante do MAM. Estar numa mesa junto com o Bob em pleno SPFW significa várias pausas na entrevista. Depois de sermos interrompidos pela Lilian Pacce, consultora de moda do GNT, me perdi na entrevista e esqueci de voltar à palavra SONHO! Não é desta vez que descobriremos “os sonhos” de Bob...]
[ INTERROMPIDOS MAIS UMA VEZ... AGORA O DIRETOR DO MAM]
SFC: 55 X S/Nº ?
BW: A 55 era um projeto muito utópico. Utópico demais. Sempre tive vontade de fazer uma revista, principalmente quando me sentia muito mal representado nas revistas vigentes. Eu sentia que não só eu, mas que todo mundo era sub-aproveitado. Então, surgiu a oportunidade de fazer uma revista e as coisas foram ganhando uma dimensão. Pessoas foram se agregando, a gente tinha patrocínio, tinha um dinheiro, tinha anúncio. Aí fizemos a maluquice daqueles dois números que ficaram como marco, uma revista que ninguém esquece. Eu acho que o conteúdo ainda era fraco, mas a forma era genial. A S/Nº, até porque o conceito era esse: uma revista anárquica, totalmente experimental. A S/Nº já é muito mais dentro do clássico, dos parâmetros que deve ser uma revista. A 55 não era uma revista, era um objeto. O Millôr escreveu sobre a 55 número 1, a capa verde, dizendo que era uma revista belíssima... até a primeira briga! E foi premonitório!
SFC: P&B X COLORIDO
BW: Eu já fui P&B, hoje sou cor. Antigamente eu tinha uma dificuldade técnica em resolver a cor. Me incomodava a coisa muito realista que a cor dava, era muito retrato da realidade. E para criar uma magia, uma coisa que interessasse as pessoas que me interessasse, era difícil. Eu achava complicado. Mas hoje em dia não acho. Até gosto da coisa bem realista da cor.
AGORA O DIRETOR DO MAM VERSATIBILIDADE – Uma idéia que defendo bastante é a de você ser fotógrafo “pobre”, “fazedor de imagens”, geral. E fotografia de moda é uma das coisas que eu faço, mas eu gosto da estrutura um pouco de discos. Caetano é um bom exemplo para mim, porque ele canta uma música em inglês, ele canta uma samba, ele canta uma balada... eu gosto dessa estrutura entendeu? Se eu fizer um livro quero que ele tenha esse caráter. Não gosto muito de esgotar um tema. Já fiz livros temáticos. Daqui para frente não os farei. Eu quero poder ser fragmentado.
MENSAGEM – Uma pessoa pode se considerar fotógrafa quando usa a fotografia como forma de expressão. É muito difícil essa questão da relação com o público. Quando se estabelece uma relação entre o que você deseja e o que o outro está vendo. Tem que ter qualidade para você passar a mensagem. Um painel todo borrado... você pode fazer isso depois. Picasso pintava maravilhosamente, sabia todas as técnicas da pintura e depois desconstruiu o processo dele... tem muita gente que já começa borrando, dizem “nossa, que sacada”, sei lá o quê... Tem um senso comum da “sacada” também, da coisa fácil, surrealismo barato de esquina. Isso tem de graça por aí...
MAIS X MENOS – Vou parafrasear David Bailey, “não há tantas fotos ruins quanto as fotos ruins de moda”. Isso me irrita muito. Porque foto ruim de reportagem é uma coisa, o cara não é um pretensioso. Já o fotógrafo de moda é pretensioso, sempre é. E tem que ser mesmo. E quando a pretensão é pífia... isso me irrita. Eu gosto quanto estabeleço uma relação com aquilo, quando a fotografia me emociona, me toca me transporta, me faz viajar, me move do lugar, me deixa perplexo, mexe comigo. Tem muita coisa que me emociona e muito. Muitos livros, muitos fotógrafos, muitas exposições.
FONTE- Revista SOCIAL FOTO CLUBE – Ano I Edição 01
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FOTO: Prêmio Hasselblad Award 2009, Frank Barthold é um excelente fotógrafo de beauty/fashion que vive entre Paris e Düsseldorf. Seus cliques extremamente femininos ilustram campanhas no mundo todo. Confiram alguns trabalhos do portifólio deste artista.
A artista francesa Sophie Calle conquistou o Hasselblad Award 2010, prestigiado galardão fotográfico, este ano em 30.ª edição, que ascende a cerca de 100 mil euros.
Além do valor pecuniário, de um diploma e de uma medalha de ouro, o prémio oferece ao vencedor a possibilidade de apresentar uma exposição individual, ao longo de 2010, na sede da instituição sueca, o Hasselblad Centre, em Gotemburgo, Suécia.
Nascida em 1953, em Paris, onde continua a viver, Sophie Calle tem-se destacado no panorama da arte conceptual francesa, tendo-se especializado em investigar e expor traços da intimidade - a própria ou do outro - numa combinação de biografia, ficção e voyeurismo.
Considerada inovadora na sua linguagem artística, a artista tem procurado mostrar a vulnerab ilidade humana em toda a sua crueza e examinar as relações entre identidade e intimidade, analisando além disso os mecanismos de construção da história oficial.
Exemplo disso é o trabalho que apresentou em 2007, na Bienal de Veneza, intitulado 'Prenez Soin de Vous' (Cuide-se bem), e inspirado numa carta de rompimento de uma relação que tinha recebido em 2005.
A artista entregou o texto a 107 mulheres de várias idades e profissões para que tentassem interpretar aquela frase, filmou-as, fotografou-as e o resultado foi o trabalho apresentado em Veneza.
O prémio Hasselblad será entregue a Sophie Calle a 30 de outubro, numa cerimónia que decorrerá no teatro de Gotemburgo.
Fonte: http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=24651
NOTA DA REDAÇÃO: Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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Nos trabalhos do artista, a história se confunde com o cotidiano. Exposição vai até 25 de abril na Unifor A reprodução perfeita da alma humana e o registro do momento exato, transformados em história, denúncia social e poesia. Tudo isso e muito mais despontam na riqueza das 60 fotos de Marc Riboud, expostas desde ontem à noite, no Espaço Cultural da Universidade de Fortaleza (Unifor), numa parceria com a Aliança Francesa.
Aberta ao público em geral a partir de hoje, das 10 às 20 horas, e, aos sábados e domingos, das 10 às 18 horas, a exposição ficará em cartaz até o dia 25 do próximo mês, numa oportunidade ímpar para quem deseja conhecer de perto o trabalho daquele que é um ícone da fotografia da atualidade.
Aos 87 anos, o francês Marc Riboud é autor de fotos memoráveis, como um trabalho de 1967 em que mostra uma manifestação contra a guerra do Vietnã. A simbologia da imagem de uma mulher segurando uma flor diante das baionetas fala mais que mil palavras.
Também é memorável a foto que o projetou no mundo das artes: a do pintor da Torre Eiffel, clicado totalmente sem proteção durante sua atividade. Inesquecível, dentre muitas outras, é a foto que irradia poesia, feita em 1956 na Índia, acompanhada do texto "A umidade e a bruma são propícias à cultura do chá". As tonalidades, em preto e branco, são suaves e a composição da paisagem é comparável à dos grandes mestres da pintura. Sensibilidade Seja pelo resgate da historiografia contemporânea do mundo afora, seja pela sensibilidade impressa na composição de cenas do cotidiano, a exposição da obra de Marc Riboud não pode deixar de ser vista, ressalta o vice-reitor de Extensão da Unifor, Randal Pompeu.
Itinerante, a exposição, de Fortaleza, segue para Recife e, de lá, para outras capitais do País. As 60 fotos desse artista incluem trabalhos (em cores) feitos no Brasil, na primeira e única viagem feita ao nosso País, ano passado. Umas dessas fotos mostra o dia a dia na Favela da Maré, no Rio de Janeiro.
O pró-reitor lembrou que a exposição só foi possível graças a uma parceira da Unifor com a Aliança Francesa em Fortaleza. A mesma parceria que possibilitou, em 2009, trazer para a instituição a exposição 100XFrance. A obra de Riboud é o que existe de mais moderno no resgate de imagens através da fotografia, considera o diretor geral da Aliança Francesa, no Rio de Janeiro, Yann Lorvo. "Tecnicamente não é difícil fazer uma boa fotografia. Para isso, basta usar elementos como luz e velocidade", disse, considerando que o grande mérito de Marc Riboud foi "colocar o coração nas imagens que fez".
O respeito ao sentimento e expressão facial de quem está sendo retratado é uma preocupação evidente no trabalho de Marc, observou Lorvo. "A sensibilidade com o outro é visível", completa. Já o diretor da Aliança Francesa, em Fortaleza, Alain Didier, enfatiza que a exposição é uma iniciativa que propicia ao fortalezense "o privilégio de conhecer a arte de um dos grandes gênios da fotografia". E essa arte, completa, vai muito além do simples apertar um botão; ela mostra crianças, mulheres e homens com a riqueza de detalhes e da poesia "que poucos sabem tão bem registrar como Marc Riboud".
Em suas fotografias, a história e o cotidiano se confundem, ratifica. É assim, por exemplo, na bela e contundente foto que registra campos de refugiados em Calcutá, ou, ainda, no trabalho que enfoca a neve que cobre o museu da História em Moscou, no ano de 1960. Para a reitora da Universidade de Fortaleza, Fátima Veras, a Unifor mais uma vez contribui para disseminar a cultura com a população cearense quando promove exposições dessa natureza. "Ele é um maiores ícones vivos da arte de fotografar", destacou a reitora.
Vida e obra Marc Riboud
Nascido em 1923 na cidade de Lyon, na França, Riboud se tornou um dos grandes mestres da fotografia no mundo. Durante a Exposição Universal de Paris em 1937, ele realizou suas primeiras fotografias com o pequeno Vest-Pocket, que seu pai lhe deu por ocasião de seus 14 anos. De 1946 a 1948, Marc Riboud estudou engenharia na Ecole Centrale de Lyon e trabalhou em uma fábrica antes de resolver dedicar-se à fotografia. Em 1953, conseguiu publicar na revista Life a foto de um pintor da Torre Eiffel.
Convidado por Henri Cartier-Bresson e Robert Capa, integrou a equipe da agência Magnum. Entre 1968 e 1969, realizou reportagens no Vietnã do Sul e também na parte Norte do país, onde foi um dos fotógrafos a poder ficar lá. Foi eleito vice-presidente da Agência Magnum na Europa em 1959.
Em 2009, lançou "Algérie, Indépendance", pela editora Le Bec en l´air. Ao todo, foram 16 livros de fotografia publicados, entre eles: "Les Tibétains", "Photographies de Marc Riboud", "Sous les pavés", "Marc Riboud, 50 ans de photographie", "Capital of Heaven", "Angkor: The Serenity of Buddhism", "Visions of China", "The Face Of North Vietnam", entre outros. Foram organizadas também duas importantes retrospectivas: em 2004, na Mason Européenne de la Photographie de Paris, e, no ano passado, no Museu da Vida Romântica, também em Paris.
Uma terceira mostra está prevista no Shanghai Art Museum, ainda este mês. Seu trabalho já foi exposto em diversos museus. Ele recebeu, entre outras recompensas, dois prêmios do Overseas Press Club, o Time-Life Achievement, o Lucie Award, o ICP Infinity Awarde, e, recentemente, o Sony World Photography Award. Artista capta a exatidão do momento "É uma grande exposição, de um artista contemporâneo, que mostra, através da fotografia, várias passagens de nossa história. Momentos do século passado e do início do século atual, em várias partes do mundo, são registrados com sensibilidade e poesia.
Da guerra do Afeganistão às cenas do cotidiano, a exposição reúne o belo trabalho de Marc Riboud" Fátima Veras Reitora da Unifor "Marc Riboud sabe o momento de clicar. E, na exatidão desse momento, seu trabalho nos lembra Henri Cartier-Bresson. A composição das fotos de Marc Riboud é perfeita. Elas resgata m o sentimento do homem e sua alma. A exposição, também, nos lembra muito Sebastião Salgado no registro das questões sociais" Wolney Oliveira Diretor da Casa Amarela Eusélio Oliveira "Essa exposição é uma bela retrospectiva do trabalho maravilhoso desse artista.
Para nós, é uma honra trazer essa exposição para a Unifor, que é uma referência nacional como instituição de Ensino Superior que atua na promoção da arte e da cultura. A mostra é itinerante e daqui seguirá para outras capitais do País, como Recife, Salvador, Rio de Janeiro e Brasília" Yann Lorvo Diretor geral da Aliança Francesa (RJ)
MOZARLY ALMEIDA REPÓRTER
Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=748621
Focus Escola de Fotografia
Desde 1975
http://www.escolafocus.net
http://www.focusfoto.com.br
Veja mais dicas em:
http://www.focusfoto.com.br/HTML/dicas.htm
http://focusfoto.com.br/fotografia-digital/
http://www.escolafocus.net/dicas.html
Um fotógrafo britânico aposentado registrou, com o auxílio de um microscópio eletrônico, imagens tridimensionais centenas de vezes ampliadas de insetos e aracnídeos, como moscas, pulgas e aranhas-saltadoras.
Steve Gschmeissner, de 61 anos, usou um Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV) para registrar as criaturas.
Esse tipo de equipamento bombardeia o objeto com elétrons, que enviam mensagens de volta para que o microscópio gerando a imagem de alta precisão em 3D.
O MEV, que segundo o fotógrafo pode custar mais de R$ 1 milhão, é muito mais potente que um microscópio óptico, que pode ampliar um objeto centenas de vezes.
"Poder usar um equipamento como esse na minha aposentadoria é a realização de um sonho", disse o fotógrafo.
Gschmeissner decidiu fotografar os insetos justamente por causa dos incríveis detalhes e formas que as imagens ampliadas deles proporcionam.
"Os insetos foram um grande projeto para mim. O nível de detalhe em seus minúsculos exoesqueletos é simplesmente lindo", declarou.
FONTE:
http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/bbc/2010/03/10/fotografo-capta-imagens-microscopicas-e-em-3d-de-insetos-e-aranhas.jhtm
