REVISTA NATIONAL GEOGRAPHIC PREMIA ALUNOS DA FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA

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REVISTA NATIONAL GEOGRAPHIC PREMIA ALUNOS DA FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA

A NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL publica todo o mês em sua seleta galeria de fotografia, fotos de fotografos brasileiros, de grande talento. Desta vez, os fotografos selecionados foram, ex- alunos da ESCOLA FOCUS, como melhor foto produzida por LARRY GASPAR e CLEITON COSTA.

VEJA LINK: http://focusfoto.com.br/fotografia-digital/blog4.php

MITOS E VERDADES NA FOTOGRAFIA DIGITAL

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Por: Alex Villegas

Fonte: http://www.fotografia-dg.com/photos-imagens-73-mitos-e-verdades-da-fotografia-digital/

A tecnologia evolui em escala exponencial. Assim como na pintura de barcos, em que se chega na proa e já é hora de pintar a popa de novo, quando achamos que estamos completamente a par do assunto, nossas informações já estão obsoletas. E toca a começar tudo de novo.

Pesquisar é uma terapia para quem tem tempo, mas é um castigo para quem não dispõe dele. Por isso, escolhi aqui cinco das mais interessantes crendices, dando prioridade às de pós-produção e impressão, que são os ramos menos familiares aos que fotografam. Eu, pessoalmente, adoraria que tivessem me esclarecido essas coisas quando comecei a clicar em digital...

Megapixels:Quanto mais, melhor :DEPENDE

Dizer que “depende” é a melhor das respostas, serve para tudo. Não sou doido de concordar, mas tenho que admitir que, em grande parte das situações, a frase tem lá seu fundo de verdade. Contexto é tudo.

Resolução pura e simples não é como dinheiro, de cujo excesso dificilmente reclamaremos - precisa estar associada a uma série de fatores para nos dar o melhor dos resultados. Um deles é a pouco citada densidade de pixels. E o que é essa tal densidade?
Já parou para se perguntar por que a imagem de uma câmera compacta de 12 megapixels não se compara à de uma SLR com os mesmo 12MP?

Uma das respostas é o tamanho do sensor. Quanto maior o sensor, maior os receptores de luz individuais, e mais límpido é o sinal que produzem.

Isso significa que existe um limite para a quantidade de receptores que podemos colocar em uma dada área do sensor – a tal densidade de pixels.

Sensores muitos pequenos abusam desse limite e têm tendência maior à geração de ruído. A conseqüência é que aí a câmera é obrigada a aplicar uma redução de ruído mais elevada, o que degrada a imagem. Da câmera de celular aos backs digitais, a qualidade vai aumentando de maneira  brutal – tenho imagens de nitidez e qualidade soberbas feita com um back de Kodak “espetado” numa Hasselblad.

Outra das respostas é a qualidade da ótica. Lentes de SLR costumam ser mais complexas, mas com um desempenho melhor. Com maior capacidade de focar os raios de luz, a nitidez e qualidade da imagem agradecem. Lentes de baixa qualidade produzem uma imagem mais borrada, que é produzida em toda a sua falta de detalhes pelo sensor.

Isso traz à tona um engano muito comum hoje em dia: adianta alguma coisa ter câmeras com densidade incrível, como a 50D da Canon, e usar ótica de segunda linha? A resolução estará lá, mas o detalhe não. De certa forma, é como usar uma TV full HD para ver fitas VHS. A qualidade da fita não irá melhorar por causa da TV.

Então, para se livrar dos fantasmas dos megapixels, se faz coordenar os elementos do problema: ótica, sensor e, por último, mas não menos importante, a necessidade de resolução. O que nos leva ao próximo mito.

300ppi para impressão: MITO

Outro mito comum é o da resolução para impressão. Na impressão, costumamos considerar a resolução padrão de 300ppi( pixels por polegada), seja qual for o processo – o que não é bem a realidade. A regra dos 300ppi vale apenas para os minilabs. Impressoras off-set (leia-se gráficas) trabalham com conceito de linhas e lineatura.

Explicando de maneira bem simplista, cada substrato, ou superfície imprimível, suporta uma determinada quantidade de linhas impressas por polegada. Abaixo disso, você está subutilizando a superfície, que poderia conter mais detalhe. Acima disso, corre o risco de que as linhas impressas “grudarem” umas nas outras, porque a tinta sempre espalha, no fenômeno conhecido como ganho de ponto.

O importante aqui é saber a lineatura típica de cada substrato, antes de preparar suas imagens. Algumas sugestões:

- Tecido: 18 LPI (linhas por polegada)
- Jornal: 90LPI
- Papel sem revestimento (alta alvura): 133LPI
- Papel revestido (couché) 150LPI

Uma vez de posse dessa informação, só realizar esta operação matemática recomendada pelos técnicos de impressão da Agfa:
{LPI / 2}* 3=DPI

Ou seja, se vai imprimir uma capa de revista couché, a 150LPI, é só dividir esse valor e multiplicar por 3, o que dá 225ppi. Quando se está fazendo uma impressão de página dupla ou em grande formato, o ganho de tamanho que se tem ao calcular corretamente a resolução é considerável. Informe-se com seu impressor e você utilizará muito melhor a capacidade de captura da sua câmera.

Monitor calibrado reproduz exatamente as cores:  MITO

Um dos mais famosos mitos da fotografia digital é relacionado ao gerenciamento de cores: é aquele que reza que podemos ver exatamente o que será impresso utilizando um monitor calibrado. O uso do monitor calibrado não é só recomendável, é praticamente obrigatório, mas há algumas limitações inerentes ao sistema.

Por exemplo, o fato de que um monitor é simplesmente incapaz de reproduzir determinados tons. Alguns tons de ciano, por exemplo, estão completamente fora do mapa de reprodução de cores de qualquer monitor. Mesmo entre monitores, há limitações – certos tons de amarelo são possíveis de reproduzir em monitores LCD, mas não em monitores CRT.

  E muitas vezes, trabalhamos no Photoshop usando espaços de cores maiores do que o espaço que o monitor consegue reproduzir – poucos monitores produzem algo próximo ao AdobeRGB, e nenhum mostra o ProPhoto. Quando trabalhamos com um desses espaços de cor, o que vemos no monitor não é a realidade, mas uma redução dos dados para que possam ser exibidos em um dispositivo de capacidade menor de reprodução.
Um sistema de gerenciamento de cores é interpretativo, ou seja, fornece dados que embora visualmente exatos mostram informações preciosas sobre o resultado final.

Preciso de um Back Digital para fazer outdoor:  MITO

Várias vezes fui consultado sobre aplicativos de interpolação por fotógrafos que desejavam fazer imagens para outdoor -  imaginado ser necessário dezenas de megapixels, backs digitais ou sofisticados sistemas de edição. Ignoravam uma das partes mais importantes da equação: a distância de visualização.

As contas que realizamos logo acima, relacionando lineatura e resolução, têm como base a distância padrão de visualização. Revistas, jornais e livros são objetos que seguramos nas mãos, raramente a uma distância maior que 50cm. No instante em que aumentamos essa distância, nossa percepção de detalhes e contraste se modifica, e já não há necessidade de uma resolução tão elevada. Duplique a distância, a resolução cai pela metade. Dez vezes mais distante, dez vezes menos pixels são necessários.
 

Uma plotter se aproveita desse fenômeno para imprimir em lona – um substrato rústico, que tolera apenas uma lineatura baixa- em baixa resolução mas com excelentes resultados, visto que as imagens serão visualizadas a grande distância.
 Os 300ppi padrão utilizados pelas empresas de impressão em grande formato garantem a visualização de imagens perfeitas a cinco metros de distância – mas é muito freqüente que a distância seja maior. E raramente aproveitamos essas oportunidades para potencializar a qualidade de nossas imagens.

 Experimente visualizar pela rua – só conseguirá visualizar um outdoor.inteiro a uma distância de no mínimo dez metros.O que em teoria corta pela metade nossa necessidade de resolução. Na prática eu recomendaria cair para 200ppi, o que ainda nos dá uma certa margem de segurança. Ou seja, a imagem do nosso hipotético outdoor de 9x3m teria 90cm do lado maior, 200ppi, ou 60cm se consideramos 300ppi.

 A partir de um bom original em Raw é perfeitamente impossível interpolar cerca de 30% tranquilamente, sem perdas facilmente perceptíveis de qualidade. Ou seja, se a sua câmera pode fazer 25x38cm a 300ppi, ela pode perfeitamente fazer um outdoor de boa qualidade com uma única foto.
 E nem sequer citei que a grande maioria das imagens para outdoor não chega nem perto de ocupar toda a área do cartaz.

Raw é inviável em eventos sociais:  MITO

Ao longo dos últimos anos, o formato Raw tem ganhada cada vez mais adeptos entre os fotógrafos profissionais – mas ainda não conquistou os fotógrafos de eventos sociais. Um dos motivos é a crença de que o tamanho e a necessidade de processamento tornam o fluxo de trabalho mais lento, e que a diferença de qualidade não é visível pelo cliente final. Mas o fato é que o trabalho em Raw apenas exige uma certa preparação prévia e otimização de fluxo – cumprida essa etapa, o trabalho em Raw fica tão ou mais ágil do que sua contraparte em JPEG.

O trabalho em Raw permite certas regalias, como: flexibilidade absoluta no balanço de branco; possibilidade de aproximar muito a resposta de cor de câmeras diferentes; arquivos passíveis de maior interpolação; maior latitude. O tamanho maior dos arquivos é contornado pela nova geração de câmeras, que tem maiores buffers e a alternativa de alta velocidade de formato sRaw – small Raw, ou um arquivo Raw com menos resolução

– pelos cartões de memória maiores e mais rápidos, computadores mais ágeis e principalmente pelos softwares como o Adobe Lightroom.

O Lightroom permite que se usem técnicas específicas para o processamento de grandes volumes de fotos, e oferece uma agilidade sem precedentes no tratamento de imagem.

Visto que ele age através de parâmetros que só são aplicados na imagem na hora de exportar – sem necessidade de longos processamentos ou de “salvar” o trabalho – operações como tratamentos criativos de cor, conversões para PB e afins podem ser testadas e realizadas com velocidade sem precedentes, através dos chamados presets.

Experimentar é muito rápido no Lightroom. Normalizações de cor podem ser feitas já na transferência de arquivos do cartão de memória para o computador, e a “receita” de processamento de imagem pode ser aplicada em centenas de outras, através de um simples ato de copiar e colar.

 Nem só de teoria vive o homem, e pus os argumentos à prova fotografando alguns eventos, sincronizando duas ou mais câmeras e processando sessões de fotos com mais de mil cliques. Acredite em mim, não desmereço quem fotografa em JPEG, longe disso. Mas entendo que seja uma questão de mera preferência pessoal, porque, ao longo dos últimos meses de pesquisa e prática, confirmei que Raw não só é perfeitamente viável, como muito recomendável na grande maioria dos casos.

Na prática a teoria é outra:  VERDADE

Mas não tome as minhas palavras por verdade incontestável: podem me acusar de relativista, mas acredito piamente que conhecimento sem experiência de nada serve. Muitas das crendices e mitos da fotografia estão aí simplesmente porque foi verdade um dia, mas foram privados desse status pela evolução vertiginosa da tecnologia. A limitação de hoje certam, ente será contornada amanhã.


Assim são os dogmas: enquanto não são contestados, eles vão ficando, feito visitas chatas. Então você que lê estas linhas, aceite o meu convite e exercite a capacidade crítica. Comprove as informações acima na prática pense em outras afirmações clássicas – já não parecem tão sólidas e incontestáveis agora, não? Que tal testá-las? Tecnologia e informação existem para facilitar nossa vida, não para limitá-la e complicá-la.
 

Focus Escola de Fotografia
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A INCRIVEL FOTOGRAFIA MOLECULAR DE HARVARD

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Essa imagem incrível de pequenos braços moleculares segurando uma esfera verde ganhou uma competição fotográfica importante. A fotografia se chama “Save Our Earth, Let’s Go Green” (traduzido como “Salve nossa Terra, vamos nos tornar verdes” – verdes no sentido de ecologicamente conscientes).

A imagem mostra pequenas fibras plásticas – cada uma é 500 vezes mais fina do que um fio de cabelo. As fibras se enrolaram na esfera instantaneamente quando mergulhadas em um líquido.

A foto foi produzida com um microscópio eletrônico e, posteriormente, modificada digitalmente para ganhar cores e ganhou o prêmio de fotografia no International Science and Engineering Visualisation Challenge (Desafio internacional de visualização de ciência e engenharia).

De acordo com o “fotógrafo” Sung Hoon Kan, aluno de engenharia em Harvard, a imagem serve para nos lembrar de cooperarmos para trazer sustentabilidade ao planeta

FONTE: http://hypescience.com/28312-a-incrivel-fotografia-molecular-de-harvard/

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A DOCE VIDA DE TRIPOLLI

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Por Claudio Dirani (*)
Foto: http://glamurama.uol.com.br/mediacenter/fotos/final/20090428_095509.jpg

Luiz Tripolli gosta de falar. Quando começa, “dá nome aos bois” e não poupa ninguém. Conheça sua história, suas paixões e divirta-se com seus conselhos inusitados para quem vai seguir a carreira de fotógrafo Como abordar 42 anos de carreira em apenas 6 páginas?

 Aventura das mais desafiadoras quando o entrevistado é o fotógrafo e diretor cinematográfico Luiz Tripolli. Ou melhor, TRIPOLLI – a grafia do sobrenome foi alterada por causa de seus primos políticos. “Não queria que as pessoas confundissem as coisas”, esclareceu o artista. As lentes desse carioca irreverente e sem papas na língua ( adotou a capital paulista em 1968, onde vive até hoje ) já registraram de tudo, principalmente mulheres.

Mulheres que compõe a essência das páginas do livro autobiográfico Quase todos meus amores, lançado este ano. Em sua obra, fez questão de selecionar um elenco de estrelas, como Cristiane Torioni, Sabrina Parlatorre, Ana Hickman e Ana Paula Arósio, a cantora Maria Rita, o Rei Pelé e até o mito do cinema, Federico Fellini, clicado de uma forma inusitada em 1970.

Sempre ligado ao universo artístico em geral, Tripolli fez questão de expor sua opinião à FOTO & VIDEO DIGITAL, sobre a funcionalidade da câmera digital e da magia da analógica. “Espero que as pessoas não a abandonem”, apelou o fotógrafo com seu jeito de Woody Allen que permanece amante fiel da fotografia “artesanal”, sem dispensar toda a praticidade dos megapixels. Como você se envolveu com a fotografia? Sempre gostei de arte e sempre estive envolvido com ela.

 Minha tia dava aulas de escultura na Escola de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e sugeriu que eu fosse para lá. O problema é que eu era muito jovem, tinha apenas 14 anos, e não poderia ingressar na escola.

Minha tia, então, deu um jeito, e participei das aulas de escultura como ouvinte. Em minhas andanças pela escola acabei descobrindo o laboratório ( de revelação ) e aí me apaixonei pela fotografia. Quando começou a fazer fotos? Trabalhar no laboratório era bom, mas percebi que precisava ter minha própria câmera.

 Então arrumei um emprego de Office-boy e com meu segundo salário comprei uma câmera Kowa de 35mm. Era uma máquina japonesa bem mixuruca, de quinta categoria...então comecei a fotografar. Isso foi em 1962. Logo descobri outra coisa muito importante: precisava desenvolver toda parte de laboratório. Comecei então a trabalhar como auxiliar de fotógrafo no bairro de Princesa Isabel, em Copacabana, e passava a madrugada revelando, ampliando, ouvindo música e descobrindo todos os macetes. Tudo era muito artesanal naquela época.

 Aprender técnicas de revelação era essencial para a formação do fotógrafo, principalmente em uma era em que a tecnologia digital nem engatinhava. Como foi esse aprendizado? Há duas coisas fundamentais na fotografia. Em primeiro lugar, o talento. Em segundo, o domínio da técnica. Até para se dar ao luxo de não usá-la. Você tem de dominar a técnica para poder fazer tudo...errado! Uma vez que você sabe fazer certo, não precisa ler “bula” e pode ser experimental. E eu me aprofundei nisso trabalhando no laboratório. Fale um pouco sobre inspiração e motivação para fazer diferentes trabalhos.

Quais são suas influências? Minha principal inspiração foi um inglês chamado David Balley ( fotógrafo de personalidades, como Salvador Dali, Francis Bacon, Lennon, McCartney, e muitos outros ). O cinema foi uma grande influência, principalmente o de Federico Fellini.A música também. Sou da época do twist, de Chubby Checker. Depois curti muito Elvis Presley, Ray Charles, Beatles, Bob Dylan...Sempre adorei o samba tradicional. Embora seja descendentes de italianos, adoro a cultura brasileira. Você se lembra como aconteceu sua transição como fotógrafo amador para profissional? Nem me lembro...era uma paixão, e por meio dela eu sabia que se quisesse continuar a fotografar precisava ganhar dinheiro. E foi mais aquela coisa de o meu trabalho dar resultado, e eu ser muito “entrão”, não é? Eu via algumas oportunidades e perguntava: “Posso fazer isso aí?” Eles respondiam: “Então faz ( as fotos ), mas sem compromisso”. Eu fazia, ficava lindo, e o cara me pagava. E essa história ficou rolando bastante tempo.

Quando percebi estava trabalhando para um monte de gente no Rio de Janeiro. Na área musical você gosta de citar algum trabalho específico? Havia uma gravadora chamada Equipe, e acabei fazendo a primeira capa de disco do Paulo Moura – fiz uma foto linda dele na sala Cecília Meireles, antes de um concerto. Em seguida, fiz a capa para o Victor Assis Brasil, um grande saxofonista, mais famoso lá fora do que no Brasil. Fotografei o festival da Canção ( produzido pela TV Record ) para a revista ( hoje extinta ) Fatos e Fotos e clicava mulheres também. Fiz a primeira foto para a revista masculina Fairplay ( também extinta ), dirigida pelo Ziraldo. Não tinha essa história de personalidades, só mulheres bonitas. Mas era difícil fazer nus naquela época.

O bico do peito da mulher tinha de aparecer disfarçado, para se ter uma idéia ( risos ). E por falar em mulheres, você ainda sustenta a idéia de que se a modelo precisar ser retocada no Photoshop nem merecia ser fotografada ? Todo ser humano é fotogênico. Só que a maioria é de uma determinada maneira, determinada luz, determinado ângulo.

 Aí é muito mais complicado. Quando você diz: fulano é modelo, é porque essa pessoa tem uma média tão grande...quer dizer, se você girar em torno de 80% de sua circunferência e fotografar, vai ser fotogênica. Por isso, ela não tem de ser retocada, entendeu? Para que serve o retoque? Para contar mentira? Não sou mentiroso.

O grande barato do artista é ter um olhar diferente para a coisa e saber que a imperfeição é parte da vida. Então, deixa lá se tem uma mancha, uma imperfeição...tudo é parte da beleza. Acho que muitas vezes te perguntaram sobre o mistério da relação entre as mulheres e o fotógrafo. Como acontece essa intimidade? Não pode ser totalmente profissional? A relação com as mulheres é profissional, sim... mas nada sem paixão funciona.

Eu forço uma situação a ponto de elas terem de fazer amor comigo; eu com a câmera, e elas na frente da câmera. É fundamental para mim, todo mundo sabe. Quando estou fotografando um homem e uma mulher juntos, crio uma situação em que os dois fazem amor. E quando estou fotografando um homem, aí me transporto para ele para poder seduzir as mulheres. Mas eles chegam a fazer amor mesmo? Fazem. Mas no imaginário.

 Depois, não sei. ( risos ) O que você acha das fotos de nu feminino atuais? Mudaram radicalmente? Tudo a mesma droga. Não há idéias. O cara vai lá, põe filtro, retoca. Você pode ir até a banca para ver. Quero que eles ( os fotógrafos ) briguem comigo, quero que eles não concordem, quero que eles provem que estou enganado. Mas a fotografia brasileira caiu em uma mesmice, todo mundo faz igual....

Se você olhar bem, a fotografia jornalística está fantástica. Mas o resto é uma porcaria. Qual sua sugestão para o fotógrafo fugir dessa mesmice? Se o fotógrafo ama seu trabalho e tem personalidade, precisa explorar seu próprio universo. A partir daí ele se diferencia. Não importa se as pessoas vão dizer se é bom ou ruim.

O que está acontecendo é uma cópia dos fotógrafos lá de fora. E lá fora, por sua vez, também não está grande coisa. Repito, uma mesmice. Você acha que é tudo uma questão comercial, de imediatismo? Acho que é uma questão de “emburrecimento” geral da massa humana. Estamos na era do TER e não do SER. As pessoas precisam estudar e trabalhar antes de querer conquistar tudo de uma vez.

Em seus 42 anos de profissão, sei que é difícil para você destacar um trabalho. Mas qual foi o “clique” mais gratificante para você? Em uma carreria enorme como a minha, cada trabalho tem uma importância. É por isso que o livro se chama Quase todos os meus amores. Pela diversidade, pela quantidade de trabalhos gratificantes.

 Depois da Marilyn Monroe eu achava a (atriz) Kim Novak maravilhosa. De repente faço uma foto da Ana Hickman que fica igual a Kim Novak, Sempre adorei a Elis Regina, e aí a filha dela (Maria Rita) cai na minha frente e faço a capa do seu CD. Faço uma foto dela fantástica. Poderia ficar falando horas sobre isso. Vamos falar um pouco a respeito de fotografia digital. Você já se rendeu a ela? Não totalmente (risos). Tenho meus assitentes que entendem mais e me ajudam.

A câmera digital é mais ágil e prática. Com ela você controla a luz, e a foto sai matematicamente como você quer. Vai lá, aperta o botão, põe no computador e está pronto. Já a fotografia tradicional está sujeito a intempéries... você trabalha com temperatura, química, ampliador, um determinado papel, depois com revelador... Tem esse lado artesanal que nunca vou abandonar porque sou um artesão.

O digital facilita, é prático, você ganha tempo, clica aqui e está no computador. O mercado quer assim? Então, estou falando comercialmente. Para mim, para minha exposição.... minhas velhas câmeras estão aí, esperando para entrarem em ação (risos).

Voltando para seu trabalho, você citou alguns especiais. Mas em qual foto você acredita ser impossível de alcançar o mesmo resultado por ter sido tão mágico? As que não vou conseguir são de pessoas que já morreram. O Resto não tem o menor problema (risos). Mas, agora sério. Um deles foi o retrato do Pelé...fotografei o Rei e tenho certeza de que fiz o melhor retrato da vida dele. Ninguém fez nada parecido em lugar nenhum. Você se lembra da sessão que fez com a Xuxa em 1984 para extinta revista Status? Não, mas também não me interessa (risos)... eu a respeito...mas de um modo geral não acrescentou nada em minha história pessoal. E quem acrescentou? Falei para você que adoro o Fellini, então coloquei na cabeça que ia fazer uma foto dele.

Fui para Roma em 1970 e fiquei plantado na frente dos estúdios Cinecittà até que um de seus assessores, com muita má vontade, disse que ele viria e eu só tinha alguns minutos para fazer. Ele chegou e logo me deu uma bronca: “Por que todo fotógrafo tem de agachar para fazer uma foto?” (risos). Na verdade nem fui eu que fiz a foto. Foi ele mesmo quem dirigiu. E ficou maravilhosa, inigualável. E o futuro? Depois de dirigir o curta Só por hoje (com Sabrina Parlatore e Léo Jaime), o que você tem nas mangas ? Tenho um projeto maravilhoso – além de ser pai de novo (sua mulher Adriana está grávida de três meses).

Quero fazer um livro sobre a mulher brasileira. Essa coisa da miscigenação, comportamento, e misturar isso a nossos costumes. Fazer um trabalho muito mais ligado a essa coisa que a mulher brasileira tem que a diferencia das outras mulheres do mundo – sem menosprezá-las, é óbvio. A brasileira tem um tempero fantástico...

Não tenho pretensão de fotografar gente importante nesse trabalho.. até pode ser, mas não estou ligado a isso.

(*) Fonte: Foto & Vídeo Digial n. 3 Pg 18 a 23.

FOTO VENCEDORA TIRADA NO IRã IRRITA PURISTAS

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 A foto vitoriosa: mulher protesta contra o resultado da eleição presidencial no Irã - AP

Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/tv/interior.aspx?content_id=1493880&seccao=Media

Mulheres captadas nos protestos originados pela reeleição do Presidente do Irã dão vitória a fotógrafo  freelancer italiano.

É uma vitória surpreendente. Quando o fotógrafo freelancer Pietro Masturzo captou três mulheres em pleno protesto face à reeleição do presidente iraniano, estaria longe de imaginar que os telhados de Teerão lhe iriam valer dez mil euros e, sobretudo, o triunfo num prémio tão importante quanto o World Press Photo.

Segundo o júri do World Press Photo, a imagem captada por Pietro Masturzo, "além de ser bela, capta a tensão e a emoção do momento em que os protestos começaram a intensificar-se". Pode ler--se ainda, em comunicado, que "a imagem mostra o começo de algo, o começo de uma grande história. Isso passa uma perspectiva e informações importantes, tanto visual como emocionalmente", escreveu o presidente do júri, Ayperi Karabuda Eser. No entanto, o facto de a imagem não captar movimento chocou alguns puristas ainda que, como se pode ler no El Mundo, a linha artística esteja "muito em voga", principalmente pelo recurso às sombras e à pós-produção. A fotografia vencedora foi difundida pela estação de televisão italiana RAI e publicada na revista Loop.

O fotógrafo italiano, que também venceu na categoria "Pessoas nas Notícias - Reportagem" com uma série de imagens sobre as eleições no Irão, irá receber um prémio de dez mil euros. Precisamente, os conflitos voltaram a ser um tema destacado entre as fotos vencedoras deste ano, a maioria das quais provenientes de zonas como o Afeganistão, Irão, Faixa de Gaza, Cisjordânia e Somália. O prémio máximo na categoria de notícias foi dado a Adam Ferguson, do New York Times, com uma cena de um atentado suicida com bombas no Afeganistão. O fotógrafo da Reuters, Mohammed Salem, recebeu o segundo prémio desta categoria por uma imagem de uma coluna de fumo brilhante na Faixa de Gaza.

Focus Escola de Fotografia
Desde 1975
http://www.escolafocus.net
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COLEÇÃO NEW YORK DA MAGNUM COMPRADA POR DELL

HENRI CARTIER BRESSON ESCOLA FOCUS ENIO LEITE FOCUSFOTO FOCUS FOTOGRAFIAS

Foto: Henri Cartier Bresson 

Acervo de imagens documentais famosas farão parte da Universidade do Texas
Fonte: http://photos.uol.com.br/materia.asp?id_materia=6426

Michael Dell, dono da empresa Dell de computadores, adquiriu a coleção New York, da Magnum Photos. Entre as quase 200 mil imagens adquiridas há muitas preciosidades de fotógrafos como Rene Burri, Elliott Erwitt, Henri Cartier-Bresson, Robert Capa e muitos outros mais.

Foi o Financial Times que anunciou a compra da coleção, cujos valores não foram revelados. Para efeito de seguro estima-se em 100 milhões de dólares. O destino dessas imagens todas será a Universidade do Texas, em Austin (Dell estudou biologia lá), onde serão preservadas, catalogadas e colocadas em exposição ao público.