LOMOGRAFIA ESCOLA FOCUS RECOMENDAÇÕES ALUNOS REFERENCIA EM ENSINO ENIO LEITE

Lomografia ganha adeptos em Brasília - Mania na Europa desde a década de 1980, a lomografia ganha adeptos em Brasília. A ordem é não seguir as regras da fotografia tradicional.

Texto: Nahima Maciel - Fonte: Correio Brazilinese

A câmera com quatro lentes de plástico reproduz a mesma imagem a partir de um clique. O desafio é conseguir grafismos variados

A lomografia se pratica com uma pequena câmera de plástico e tem 10 mandamentos. O mais curioso deles é nunca pensar antes de apertar o clique da máquina fotográfica. Se o praticante obedecer a esse princípio, conseguirá produzir uma autêntica imagem Lomo. Para levar o selo, a foto nada pode ter de planejada ou montada. As cores não são perfeitas, o foco, muitas vezes, nem sequer existe e, se a composição parecer um mosaico, melhor ainda. A regra básica da lomografia é não seguir a nenhuma norma que serve de guia ao mundo formal da fotografia. Mania surgida no Leste Europeu(1) na década de 1980, a prática começa a ganhar adeptos em larga escala no Brasil. Se lá fora é muito popular, por aqui ainda fica restrita a um grupo pequeno de fotógrafos e amadores curiosos e corajosos. Para quem gosta de fazer experiências, é um mundo encantado.

Quando Janaína Miranda viu uma Holga (modelo clássico da marca Lomo) pela primeira vez, não resistiu. O aparelho pertencia a uma amiga e ela pediu emprestado. Para o trabalho comercial, Janaína usa câmera digital e analógica. Nas produções mais autorais, gosta de manipular filme e imagem, inverter negativos, estourar luzes. A Lomo virou um fetiche. “Gosto da imprevisibildade da coisa. A Lomo é uma grande surpresa. Você tem uma câmera de plástico, que vaza luz, é tudo errado”, brinca.

Produzida por uma fabricante austríaca de câmeras de plástico inspiradas em modelos toscos vendidos no leste da Europa em países do antigo bloco socialista, a Lomo tem pelo menos 20 modelos diferentes. A Holga é a clássica, mas há também a Diana, com direito a flash, a Pop 9, com nove minúsculas lentes de plástico, que repetem a mesma imagem em um único clique e uma olho de peixe capaz de resultados inusitados.

Em Brasília, há poucos lomógrafos. No entanto, eles foram suficientes para Humberto Lemos, fundador do Fotoclube f/508, decidir montar o primeiro ponto de venda das câmeras no Brasil. Comprou 56 exemplares de uma importadora carioca e vendeu 47. “A Lomo hoje é considerada uma estética e tem toda uma filosofia. O lomógrafo tem um perfil jovem e a estética flutua em torno de um certo descompromisso antes de fotografar. As cores são supersaturadas e os resultados, inesperados. Quando você fotografa em analógico, consegue prever o resultado. Com a Lomo não, é uma coisa muito espontânea”, explica Lemos.

Ser um lomógrafo é cult e significa pertencer a uma pequena tribo de descolados. Para Lemos, a moda funciona como uma maneira de defender a fotografia analógica entre o público jovem. Enquanto a tecnologia digital democratiza o acesso à fotografia, a Lomo recupera um certo romantismo da produção de imagens analógicas. A expectativa começa na total falta de controle desde o enquadramento — muitos desses aparelhos são tão toscos que nem sequer têm visor — e se estende à revelação de efeitos inesperados. “Você prolonga o prazer da fotografia, é uma delícia”, constata Humberto Lemos.

“Ela te pede que você não seja tradicional na forma de fotografar”, completa Rinaldo Morelli. O fotógrafo descobriu a Lomo fuçando na internet. Em 2004, comprou a primeira câmera, um modelo azul, de plástico, com uma sequência de quatro lentes que permitem o registro da mesma imagem. O desafio é conseguir que cada registro seja diferente. Depois, Morelli adquiriu um aparelho com quatro lentes dispostas em formato quadrado. “É antidigital”, brinca. “É bacana porque você desconstrói o ato rígido de fotografar. E como há uma desconstrução da tecnologia, há um preconceito de que não rende boas fotos. Não acho isso. O lowtech me encanta porque é mais desafiador.”

O fotojornalista Arthur Monteiro se encantou com a Lomo por causa de um defeito. Um problema nas lentes faz com que as imagens ganhem contornos pretos, o que Monteiro chama de vinhetagem. “Todas as Lomos acabam fazendo isso. Achei interessante, deu um ar especial à imagem. Infelizmente, o mercado aboliu de vez o analógico, mas para mim é o hobby da minha profissão. É uma coisa meio paranoica, mas também nostálgica.”

Distorções austríacas Tudo começou na antiga União Soviética. O governo queria produzir câmeras baratas, pequenas, simples e robustas. O objetivo era torná-las populares. Em visita a um país do bloco comunista, dois austríacos utilizaram o aparelho e ficaram encantados com as distorções provocadas pelas lentes de plástico e pelo eventual vazamento de luz. Fundaram então a Sociedade Lomográfica com o objetivo de reunir adeptos. A fábrica original fechou, mas a marca continuou nos aparelhos de uma fabricante austríaca que hoje exporta para o mundo todo. Do simples ao luxuoso A Lomo é conhecida pela produção de câmeras muito simples, de aspecto rude, sem muito design. A Diana chega a ser kitsch, com detalhes em cores vibrantes como rosa e amarelo. Mas a fabricante também investe em pequenos aparelhos de luxo, mais elaborados. É o caso da Lubiflex, uma cópia da Rolleiflex. Foi exatamente esse modelo que Emanuel Celestino resolveu comprar. “Quero ter essa experiência nova de conhecer essa câmera. A questão da imprevisibilidade me atrai. Tenho uma digital, mas os efeitos e as cores da Lomo são diferentes”, explica o servidor público, que pratica fotografia como hobby e ouviu falar da Lomo num curso no fotoclube.

Outro modelo mais luxuoso é a Pin Hole Zero. Fabricadas com número de série e tiragem limitada — não estão disponíveis para venda —, essas caixinhas de madeira com dispositivos dourados reproduzem o mais simples dos instrumentos utilizados para captar uma imagem. A Pin Hole é a versão sofisticada da lata de leite pintada de preto. “A gente gosta de uma linguagem diferenciada”, repara Humberto Lemos, dono de um dos exemplares mais cobiçados da Lomo.

A lomografia é um movimento com tantos adeptos que tem direito a comunidades na internet, especialmente nos sites de postagem de fotos. Em algumas páginas do Filckr, os praticantes explicam que a lomografia é uma filosofia na qual se privilegia o instante em detrimento do objeto. Na comunidade intitulada Lomo, um pedido fundamental orienta a postagem das fotos: “Por favor, nada de falsas Lomos ou Lomos digitais

FOTOJORNALISMO MANIPULAÇÃO DIGITAL ETICA PROFISSIONAL ESCOLA FOCUS ENIO LEITE

Presidente  Norte Americano Abraham Lincoln, imagem manipulada, 1860

FONTE: http://www.webartigos.com/articles/25318/1/tica-e-manipulao-da-imagem-no-fotojornalismo-digital-/pagina1.html

O fotojornalismo é caracterizado como sendo uma parte da fotografia na qual a informação é transmitida ao público por meio da imagem fotográfica, de maneira clara e objetiva. Por meio de tal ciência a fotografia é capaz de transmitir informações devido ao enquadramento utilizado pelo fotógrafo diante do fato. Assim, a imagem é fundamental aos meios de comunicação por servir como complemento para os textos das matérias jornalísticas.

A fotografia jornalística é dividida em gêneros. Dentre esses, destaca-se a fotografia social (com imagens sobre política, economia e acontecimentos gerais), a fotografia esportiva (que deve conter várias informações), a fotografia cultural (que chama atenção para a notícia em destaque) e a fotografia policial (relacionada a imagens de combate, repressão policial, crimes, mortes).

Existe uma polêmica em relação à fotografia gerada em torno dos conceitos de tratamento e manipulação de imagem que, geralmente, são confundidos. O tratamento de uma fotografia consiste em melhorar a qualidade da imagem por meio da tecnologia, a qual permite que pontos escuros sejam clareados, alterar a saturação das cores e fazer mudanças no brilho. Porém, o conteúdo não é modificado, isto é, a mensagem transmitida pela imagem não é alterada. Já a manipulação consiste em interferir na realidade dos fatos, em que elementos podem ser acrescentados ou excluídos fazendo com que o real vire ficção ou uma ficção vire realidade. No fotojornalismo, a manipulação de imagem é condenável no ponto de vista da ética, justamente por distorcer a realidade e não apresentar todos os fatos em precisão.

A manipulação da imagem ocorre antes da era digital, com a alteração dos negativos das máquinas analógicas. Com a tecnologia digital, a percepção da manipulação da imagem torna-se mais complicada, justamente por não existir os negativos e, conseqüentemente, provar as alterações na imagem é mais difícil. "Até mesmo a questão da propriedade intelectual e a questão do controle econômico sobre a imagem digital se tornam problemáticas, pois não existem negativos" (SOUSA, Jorge Pedro. História Crítica do Fotojornalismo Ocidental, 2000, p. 216).

O livro Les commissariat aux archives – Les photos qui falsifient l´histoire (O Comissário para Arquivos - Imagens que falsificaram a história), do jornalista e escritor Alain Jaubert, retrata que muitos políticos utilizaram a manipulação fotográfica para omitir dados sobre a realidade social e política do país que governavam e assumirem posição de dominação perante a população. "O personagem que aparece ao fundo é Tibor Samuelli, enviado especial do governo revolucionário húngaro de Bela Kun, que foi à Moscou pedir ajuda ao jovem poder soviético. Para eliminar qualquer alusão a uma possível internacionalização da revolução bolchevique, o estrangeiro foi apagado da fotografia, para conferir maior poder a Lênin", afirmou o jornalista em seu livro publicado no ano de 1984, p.19.

No jornalismo é comum à manipulação de imagens, mesmo que tal ação contradiga o Código de Ética do Jornalismo, como forma de omitir uma informação que chocaria a população ou para fazer sensacionalismo e resultar em maiores vendas nos veículos impressos. "Sim, até as fotografias mentem. Basta haver um mentiroso atrás da câmara fotográfica. E uma mentira jornalística, no Líbano como por cá, pode ser mais letal que um bombardeamento", retratou o jornalista do Jornal de Notícias Manuel António Pina em relação à manipulação digital das fotografias referentes ao bombardeamento de Beirute pela Força Aérea de Israel.

No Brasil os métodos de controle dos processos de manipulação de imagem ainda são menos eficazes que no exterior. Para evitar a alteração parcial ou total do conteúdo da matéria ocasionado pelas imagens digitais, jornais como "O Globo e Folha de S. Paulo", elaboraram normas de edição interna que previna tais acontecimentos. "Em geral, a Folha não usa montagens fotográficas, fotos recortadas, invertidas, retocadas, ovais ou redondas" (MANUAL DA FOLHA DE S. PAULO. 8a edição).

No ponto de vista da Ética do Jornalismo, a manipulação da imagem é inaceitável, pois ao se alterar uma fotografia o jornalista não está fornecendo todos dados à população, ou seja, não exerce seu papel de difusor da verdade. Porém, com a influência do sistema capitalista nos meios de comunicação de massa, tal processo ocorre com freqüência, pois os proprietários dos veículos de comunicação dão prioridade aos lucros gerados com as vendas de uma imagem manipulada ao priorizarem um jornalismo ético e verdadeiro.

TEXTO: (Mariana Tannous Dias Batista)

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FOTOGRAFIA DIGITAL E PROGRAMAS DE EDIÇÃO DE IMAGENS

ENTREVISTA COM  PROF ENIO LEITE

Por Larissa Coldibeli  - Jornal Agora SP – Versão Impressa – 10/12/2009Quais as vantagens da fotografia digital?

A fotografia digital apresenta uma série de vantagens:

ENIO LEITE : 1) PRATICIDADE: Se o assunto for publicação de fotos na Web, bota prático nisso. Fotografou, transferiu ao computador, publicou. Assim de simples. Com a fotografia convencional (35mm) você tem de esperar acabar o filme, levar para processar, esperar no mínimo uma hora, escanear, enfim, uma série de procedimentos muito mais demorados e complexos. Neste ponto, a fotografia digital bate de dez a zero na fotografia convencional. Imagem instantânea, sem custo de processamento!

2) Não polui o meio ambiente ! Não utiliza sais de prata. Não depende de processos químicos caros e demorados para a sua revelação.

Por exemplo: Um filme 35mm de 36 poses, processado, custa algo em torno de R$ 20,00. Já 36 fotos digitais não custam absolutamente nada. Mas haja PILHAS. As câmeras digitais consomem pilhas num ritmo alucinante. Em média, um conjunto de 4 pilhas alcalinas cada 50/60 fotos. Conselho: se sua câmera não usa pilhas especiais, de alta duração, use baterias recarregáveis. Mesmo assim, o custo operacional é totalmente vantajoso. Novamente, neste ponto, a fotografia digital bate de dez a zero na fotografia convencional.

3)  Podem ser enviada para qualquer lugar do planeta por meio de e-mail ou telefonia celular.
Uma coisa é certa: você vai ficar viciado. A facilidade é tanta e o custo operacional tão baixo que você vai "queimar filme" prá valer. Uma foto tirada em resolução decente em uma câmera de 2Megapixels ocupa mais ou menos 1,2 Megabtes. Nós clicamos, no prazo de um ano, 4.000 cenas. Faça as contas .... e reserve algumas dezenas de  gigas só para o novo brinquedo. Agora, cuidado com a ansiedade em disparar o botão, Fotografe com critério.

·         Limitação na capacidade

O pior problema de todos. Suponha você lá no deserto do Saara, diante de uma cena fantástica, e a capacidade de sua Smart Card ou Memory Stick está esgotada. Como você vai fazer para descarregá-la? Levar  seu notebook consigo? Essa é a única alternativa, a menos que você tenha como levar e colocar para funcionar um HD portátil.. Outro inconivente é carregar as baterias onde a energia elétrica é inexistente. Filme 35mm há em todo lugar; Smartcards, Memory Sticks, esqueça. Para viajar a locais onde o acesso à tecnologia é difícil, a câmera digital é desaconselhável (a menos que, como dissemos, você leve seu notebook, vários cartões adicionais de reserva,de 8 GB)e muitas baterias já carregadas e mesmo assim vai durar poucos dias. Em grandes cidades, entretanto, você pode ir a um laboratório digital e descarregar seu cartão de memória em um DVD, ou pendrive e preservar suas fotos.

Devemos, contudo considerar um ponto contra no caso de se substituir uma câmera comum por uma digital, a impressão em jato de tinta, mesmo profissional e com o melhor papel do mundo, não consegue aproximar da fotografia tradicional. Outro, porém é que se diminuir a foto ai é que piora, já que a impressora tem um ponto de tamanho mínimo fixo. Ou seja, na fotografia digital quanto maior a impressão melhor a foto, o que se traduz em mais gasto de tinta."


Nós tivemos a sorte de poder apreciar, em um laboratório profissional aqui em São Paulo, uma ampliação feita a partir de um registro digital não comprimido obtido em uma câmera profissional; o tamanho do arquivo era 16 megabtyes. O resultado? Impressionante. Também é possível obter cópias de qualidade mais que satisfatória em laboratórios digitais. O custo? Algo entre R$ 1,20 e R$ 1,70 por cópia. Já há, em alguns hipermercados, serviços de impressão 10x15 por volta de R$ 0,39.

5) As maiorias das câmeras compactas gravam fotos e vídeo. Os vídeos podem ser facilmente editados no programa “Movie Maker”,  para as versões do windows.

“O que você acha dos programas de edição de imagens? Eles ajudam ou atrapalham a arte da fotografia?”

ENIO LEITE: Na fotografia convencional, a imagem quando ampliada, passa por um processo de filtragem e correção da exposição, para corrigir  cor e contraste da imagem. No processo digital, os editores de imagem fazem isto, além de outros infinitos recursos para que possamos tornar nossa imaginação visível.

“Na sua opinião, por que esses programas de edição de imagens fazem tanto sucesso entre usuários comuns, que não sabem muito de fotografia nem de informática?”

ENIO LEITE: Para o leigo, qualquer tipo de resultado alcançado com estes programas é motivo de festa. O usuário comum ainda não possui conhecimento técnico suficiente para discernir o que realmente é bom e o que não presta. Agora, sem o mínimo de conhecimento de informática, o leigo não irá longe. Não há milagres nesta área. Fotografia digital implica em conhecer bem seu computador.

“O Photoshop é um programa muito complexo? Existem alternativas mais simples e com recursos legais, disponíveis para download na internet?” 

ENIO LEITE: O Photoshop, sem dúvida é o programa mais completo de edição de imagens. Há outros , mais populares, como o Picasa, por exemplo, na internet. Fácil de se utilizar. Basta abrir a página e pronto!  Para ver como ela funciona é simples, basta digitar “Picasa” no Google!  IrfanView e o Image Magic, muito bons, adequados para fotógrafos amadores. Acabam limitando um pouco a criatividade do usuário, por apresentar apenas ferramentas básicas. Agora nenhum deles ainda supera o bom e velho  AdobePhotoshop.

“Qual é o perfil dos alunos que freqüentam a escola? Eles se interessam por softwares de edição de imagens?”

ENIO LEITE: A Escola Focus  é uma instituição educacional  técnica, com ensino profissionalizante de fotografia. Nossos alunos se interessam apenas pelo photoshop. A maioria já utilizou programas mais simples e agora querem experimentar algo que desafiem seu conhecimento técnico e a sua criatividade.

 

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CAMERA DIGITAL DE CODIGO ABERTO FRANKENCAMERA ESCOLA FOCUS FOCUSFOTO ENIO LEITE Pesquisadores mostram câmera equipada com código aberto

Folha de S.Paulo
Fonte: http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?noticia=Pesquisadores_mostram_camera_equipada_com_codigo_aberto&edt=24&id=69970

A equipe do Laboratório de Computação Gráfica da Universidade de Stanford acaba de apresentar o protótipo de uma câmera digital que opera com software de código aberto. Dessa forma, ela não está limitada a um único programa pré-instalado por um fabricante. Qualquer desenvolvedor pode criar programas para melhorar a performance ou atribuir novas funções à câmera. A câmera ganhou o apelido de Frankencamera, pois ela foi construída a partir de partes de um celular Nokia N95, lentes de uma Canon EOS e uma placa-mãe da Texas Instruments. Por ser um "monstro", com muitas partes de origens diferentes, ela não conquista pelo design. O importante está no seu interior. A câmera roda Linux, sistema operacional famoso por ter código aberto. Os detalhes de como o sistema funciona serão explanados em um artigo cientifico que a equipe pretende publicar em breve "Parece que nós tocamos em uma frustração profunda compartilhada por muitos fotógrafos, que sabem que suas câmeras seriam capazes de fazer "X" se eles tivessem um jeito de falar para elas fazerem", disse à Folha Andrew Adams, um dos membros da equipe que trabalha no projeto. Com o código aberto, um novo universo se abre para fotógrafos e desenvolvedores. Ao contrário do que ocorre com as câmeras vendidas atualmente, podem surgir funções não pensadas pelo fabricante. O fotógrafo terá a chance de testar sua criatividade de outras formas. Enquanto isso, uma oportunidade de negócio surge para os desenvolvedores. Um modelo de loja virtual de aplicativos, como ocorre com o iPhone, pode fazer parte do jogo. Outras iniciativas Antes da Frankencamera, outras iniciativas já davam sinais da chegada do código aberto ao mundo da foto digital. Um software de código aberto chamado Canon Hack Development Kit (CHDK) pode ser instalado em alguns modelos da câmera PowerShot, da Canon. O CHDK não apaga o software original da câmera, mas acrescenta novas funções ao equipamento, como acesso aos dados brutos captados por uma foto, livres de compressões e processamentos. Consulte dicas sobre o programa, manuais e fóruns de ajuda em chdk.wikia.com/wiki/CHDK. Já a primeira geração de iPhones, com sua câmera de 2 Mpixels e poucos recursos, levou para um público ainda maior o sabor de turbinar a própria câmera com aplicativos independentes. Atentas ao surgimento dessa tendência, grandes empresas acompanham o desenvolvimento da Frankencamera. Nokia, Kodak, Adobe e HP investiram de alguma forma no projeto. Adams, porém, ainda se mostra cauteloso quanto à adoção do modelo proposto pela Frankencamera. Ele diz: "Fabricantes de câmeras caras são muito conservadores. A Frankencamera não tem a intenção de ser um produto. Ela é uma demonstração do que seria possível se os fabricantes abrissem suas câmeras um pouco". Focus Escola de Fotografia Desde 1975 http://www.escolafocus.net http://www.focusfoto.com.br Veja mais dicas em: http://www.focusfoto.com.br/HTML/dicas.htm http://focusfoto.com.br/fotografia-digital/ http://www.escolafocus.net/dicas.html

WALKER EVANS FOTOGRAFO ENIO LEITE ESCOLA FOCUS FOCUSFOTO CURSOS FOTOGRAFIA PRETO E BRANCO

Fonte: MASP online

São mais de 100 imagens do cronista visual do cotidiano norte-americano do sec  
Fonte: photos/uol

 Mais de 120 imagens detalham a perspectiva de Walker Evans sobre a sociedade americana dos anos 20 ao início da década de 70. Séries sobre a Grande Depressão e o cotidiano de Nova York são alguns dos destaques na mostra em cartaz até dia 10 de janeiro no MASP, em São Paulo.

A mostra é composta pela principal coleção de fotografias do retratista da América do Século XX, em sua maioria em preto e branco. O norte-americano Walker Evans descobriu a sua paixão pela fotografia durante os anos 20. Por meio de imagens que refletem a modernidade das cidades, registradas com uma câmera Leica, em 1928, Evans fotografou os arranha-céus de Nova Iorque, demonstrando ousadia com ângulos inéditos para a época.  Vale a pena conferir a retrospectiva de Evans.

Até dia 10 de janeiro de 2010

Horários: De terças-feiras a domingo e festivos, das 11h às 18h. Às quintas-feiras, das 11h às 20h.

Ingressos: Inteira: R$ 15,00. Estudantes: R$ 7,00.
Gratuito até 10 anos e para maiores de 60 anos.
Às terças-feiras a entrada é gratuita para todos.
Classificação: Livre.

MASP - Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand
Avenida Paulista, 1.578 - São Paulo - SP - Brasil

SOBRE WALKER EVANS

Walker Evans (1903, St. Louis, Missouri – 1975, New Haven, Connecticut) sem dúvida, uma referência na história da fotografia, está presente pela primeira vez em São Paulo, com uma exposição individual no MASP, que reúne 113 fotografias que abrangem diferentes períodos de sua trajetória profissional. A relação mais imediata que normalmente se faz com seu trabalho é que ele foi um dos fotógrafos ativos na década de 1930 no programa da Farm Security Administration (FSA). Mas sua grandeza e sua importância estão muito além disso. Evans é acima de tudo um intelectual refinado que se aproximou com muita intensidade da literatura e se conectou com movimentos artísticos que pontuam sua obra em diferentes momentos. Basta aprofundar um pouco nosso olhar sobre seu percurso para saber, por exemplo, que Evans incorporou o intelectualismo europeu da modernidade e das vanguardas, em particular o contexto literário que está presente e é significativo em sua fotografia. Ele mesmo se denominava “um homem da literatura, influenciado por Flaubert, Baudelaire, Proust, Stendhal, Henry James, Hemingway e acima de tudo James Joyce”.

Influenciado por Eugene Atget, entre outros, sempre rejeitou o rótulo de “fine art photographer”. Aliás, o trabalho de Walker Evans foi muito mais publicado em livros, catálogos e revistas, do que exibido em museus e galerias. Assumiu esse compromisso desde o início de sua carreira, optando por publicar suas imagens. Mesmo assim, tornou-se referência para muitos, entre eles Robert Frank, Lee Friedlander, Diane Arbus, Garry Winogrand, o melhor da fotografia americana produzida entre as décadas de 1950 e 1970. Robert Frank, por exemplo, se aproximou de Evans desde sua primeira viagem aos EUA, e o tornou seu mentor intelectual. Por sua vez, Evans além de considerá-lo um jovem talento, foi o responsável (e uma espécie de co-autor secreto) por estimulá-lo a escrever um projeto à Fundação Guggenheim, do qual era conselheiro. A realização deste projeto após dois anos e 767 rolos de filmes 35mm, concretizou-se em outro clássico, o livro Les Américains, com 83 fotografias, em 1958, editado por Robert Delpire.

Walker Evans por sua vez, já era consagrado quando Robert Frank chegou aos EUA pela primeira vez no final dos anos 1940. Foi colaborador da revista Fortune e em 1934 apresentou um vigoroso ensaio sobre o Partido Comunista dos EUA. Mais tarde tornou-se editor associado de fotografia e colaborou até abril de 1965. Entre outras realizações, em 1933, sua exposição Walker Evans: Photographs of 19th Century Houses, foi a primeira individual na história institucional do MOMA, apesar de Beaumont Newhall considerá-la apenas como uma exposição dedicada à arquitetura e não à fotografia. Mas, foi em 1938, com a lendária exposição American Photographs, resultado das fotografias produzidas nos dois anos anteriores no sul dos EUA, é que Walker Evans inscreve seu nome nas artes visuais. Praticamente criou um estilo para a fotografia americana e a mostra é considerada a primeira manifestação da fotografia como arte autônoma no MOMA.

Em 2008, tive a oportunidade de participar da banca de doutorado de Diana de Abreu Dobranszky, da Unicamp, que pesquisou durante mais de um ano os arquivos do MOMA para sua tese “A legitimização da Fotografia no Museu de Arte: o Museum of Modern Art de Nova York e os anos Newhall no Departamento de Fotografia”, orientada pelo Prof. Dr. Fernando de Tacca. Um exemplar está disponível na Biblioteca do Instituto de Artes da Unicamp e recomendamos fortemente este trabalho pela quantidade e qualidade dos dados reunidos e que discute e relaciona a presença da fotografia no MOMA, após árdua e intensa pesquisa.

O curioso é que a exposição American Photographs contempla mais de uma centena de fotografias produzidas ao longo de uma década e foi minuciosamente editada por Evans. A mostra foi concebida por Lincoln Kirstein, seu amigo de toda a vida, teve organização inicial de Newhall. Mas, este último foi praticamente hostilizado por Evans que optou pelo controle total da exposição, criando conscientemente, uma narrativa consistente que valorizava intenção, continuidade e clímax. Por outro lado, o livro publicado com o mesmo título tem projeto editorial do fotógrafo, mas é completamente diferente. 47 fotografias da exposição não estão no livro e 33 outras que estão  editadas na publicação não estão na exposição, o que diferencia os dois produtos, ambos clássicos e referenciais.


Antes da FSA, Walker Evans já tinha realizado e publicados alguns  ensaios contundentes e reveladores, entre eles, Brooklyn Bridge e New York Streets, ambos de 1929, Tahiti, de 1932 e Havana, de 1933. Segundo Gilles Mora e John T. Hill, no fascinante livro Walker Evans – The Hungry Eye, “entre os 75 mil negativos dos arquivos da FSA, Evans contribuiu com apenas algumas poucas centenas. Sua produção, realizada no período dezembro de 1935 e julho de 1938, é diferenciada e não obedeceu aos preceitos de Roy Stryker, um dos coordenadores e que alinhava as imagens à ideologia do projeto. Evans se recusou participar deste contexto e quando se afastou, deixou claro que sua fotografia para FSA “era puro registro, não propaganda”.

Walker Evans é um fotógrafo intenso, dramático e lógico, que soube articular com precisão a câmera para não transformá-la num mero aparato de reprodução, mas dotá-la de uma inteligência mediadora conectada ao seu olhar instigante e crítico. A exposição Walker Evans em exibição no Masp – Museu de Arte de São Paulo

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