Fotógrafo angolano expõe colecção artística
Published on December 11th, 2009 @ 11:42:12 pm , using 263 words, 250 views
Luanda
Fotógrafo angolano expõe colecção artística
Luanda – O fotógrafo angolano Joaquim Afonso Júnior expõe desde hoje (quinta-feira) e até dia 26 deste mês, em Luanda, uma colecção artística de fotografia, algumas das quais com efeitos em aguarela, numa actividade realizada pela União Nacional dos Artistas Plásticos.
Segundo Joaquim Afonso Júnior, durante os 15 dias estarão expostas cerca de 50 fotografias que retratam vários ângulos e paisagens do mundo, sobretudo das regiões de Caota, zona piscatória de Benguela, em 1978, e a dos Imbondeiros do Bengo, em 2002.
Para ele, a apresentação cingiu-se ao aproveitamento do que a natureza oferece, desde os lugares, ângulos, luz e premissas certas para se “gravar” em momentos fotográficos.
O secretário-geral da Unap, Bastos Galiano, fez saber que a exposição enquadra-se nas actividades do Ministério da Cultura “Novembro Cultural - 2009” e visa dentre outros aspectos dar visibilidade a outras disciplinas artísticas.
Segundo ele, durante muitos anos esta disciplina não se fazia sentir, daí a sua escolha para que a Unap realizasse, pela segunda vez, depois de outra que teve lugar no Dia do Herói Nacional, assinalado a 17 de Setembro.
“A foto artística tem uma grande expansão mundial, porquanto se vê apresentações regulares nos outros países e a escolha desta disciplina visa divulgar e expandir a mesma a par das outras artes já conhecidas entre nós”, disse.
Joaquim Pinto Afonso Júnior nasceu a 1 de Março de 1950 no Ukuma, Huambo, tendo se interessado por esta arte ainda na adolescência.
Presenciou o acto o director do Centro de Documentação e Informação do Ministério da Cultura, Fidelino da Esperança, em representação do pelouro, e alguns convidados.
fonte original:
DIVIDIR PARA MULTIPLICAR
Published on November 27th, 2009 @ 12:37:27 pm , using 565 words, 133 views
Colaboração é um tema recente, mas já começa a mostrar as caras no mundo dos negócios. As empresas estão descobrindo as vantagens do modelo colaborativo, hoje muito facilitado por tecnologias desenvolvidas para a chamada Web 2.0. A idéia é aproveitar conhecimentos complementares e construir parcerias em projetos comuns. Esse jeito de fazer negócios é especialmente freqüente quando falamos em sustentabilidade, em que existe a clara – e inevitável – busca pelo lucro, mas conciliando cuidados sociais e ambientais. É justamente com base nesses valores e com a troca de experiências entre os mais diversos setores que será possível encurtar o caminho em direção à sustentabilidade, rumo à construção de negócios melhores em uma sociedade melhor.
Por Fabio Barbosa *
Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/sustentabilidade/artigos/2008/10/22/dividir_para_multiplicar_2060575.html
Ainda existe uma dose considerável de ceticismo no mercado em relação ao novo jeito de fazer negócios e não podemos ignorá-la. O que podemos é mostrar argumentos que provam o contrário. Quem não acredita nesse novo modelo provavelmente acredita que exista uma contradição entre ter um bom retorno financeiro e fazer negócios respeitando as pessoas e o meio ambiente. Esse é um falso dilema. De acordo com estudo realizado pelo Ibmec São Paulo, empresas listadas no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bovespa possuem um valor de mercado até 19% maior que empresas de capital aberto que não estão atentas às questões socioambientais.

Se hoje temos exemplos de sustentabilidade sendo propagados na mídia, ainda há poucos exemplos de cooperação. Na sociedade brasileira, não é comum exemplos de negócios que colaboram entre si. Entretanto, isso não é novidade em alguns países. No Japão, por exemplo, houve uma grande recuperação econômica após a Segunda Guerra Mundial. Um dos momentos mais relevantes foi quando o governo estimulou a criação dos keiretsu, grupos de fabricantes, fornecedores, distribuidores e bancos. Há dois tipos de keiretsu, horizontal (onde diferentes setores de atuação eram beneficiados) ou vertical (onde um determinado tipo de indústria apenas é beneficiado). A base desse sistema é a colaboração.
Vale a pena conhecer alguns resultados da Toyota, referência de um keiretsu, que em 2007 tomou da GM o posto de maior montadora do mundo. De 1964 a 1992, a empresa japonesa e seus fornecedores aumentaram sua produtividade em cerca de 700%, enquanto, no mesmo período, as montadoras norte-americanas e seus fornecedores conseguiram aumentos de produtividade de 250% e menos de 50%, respectivamente. Segundo os autores do artigo publicado na revista HSM Management de dezembro de 2004, Jeffrey Dyer e Nile Watch, a transferência de conhecimento da Toyota para os fornecedores foi a chave desse sucesso, entre outras ações que estimularam a formação do trabalho em rede.
Não podemos ficar na janela assistindo ao desenrolar dessa história. Nossa oportunidade é de liderar essa iniciativa, compartilhando aprendizados e construindo juntos. Só temos a ganhar. Como disse Peter Drucker, “O futuro não é algo a ser previsto, é algo a ser realizado”. Essa frase é especialmente importante nesse momento de transição e dúvidas sobre o futuro dos negócios face às ameaças das mudanças climáticas. Essa é a má notícia. A boa notícia é que existem muitas oportunidades na inserção da sustentabilidade dos negócios, algo que já é valorizado pelos consumidores.
Enfim, sustentabilidade não é utopia nem uma palavra bonita para balizar negociações comerciais. É uma grande oportunidade de fazer negócios e inovar. É também um processo de construção em que para avançar rapidamente e multiplicar resultados é preciso dividir conhecimento e experiência, apostando na colaboração.
* Fábio Barbosa é presidente do Grupo Santander Brasil.