
O objetivo da presente publicação é reunir em um unico lugar, a relação de fotográfos brasileiros mais consagrados e com maior visibilidade nos ultimos 50 anos.Se voce conhece alguma celebridade brasileira que não está relacionada neste levantamento, queira nos avisar. Grato! Prof. Enio Leite
Alair de Oliveira Gomes
Data Nascimento: Valença, RJ, 1921 Área de Atuação: Nú Biografia: Formado em Engenharia Civil e Elétrica em 1944 pela Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil, abandonou a profissão em 1948 para se dedicar à crítica de arte e ao estudo da filosofia da natureza e da ciência. Foi professor visitante de Filosofia da Ciência na Universidade de Yale, Estados Unidos, em 1962 e 1963. Foi coordenador da área de fotografia e professor de Fotografia e Cinema da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro, entre 1977 e 1979. Ensaísta, colaborou com publicações especializadas em ciências, arte e cultura. No campo da fotografia atuou a partir de 1960, desenvolvendo basicamente dois temas: o carnaval e o corpo masculino.
Alberto Santos Dumont
Data Nascimento: (Palmira, 20 de julho de 1873 ) Área de Atuação: Inventor Biografia: Santos Dumont projetou, construiu e voou os primeiros balões dirigíveis autênticos. Esse mérito lhe é garantido internacionalmente pela conquista do Prêmio Deutsch em 1901, quando em um voo contornou a Torre Eiffel com o seu dirigível Nº 6, transformando-se em uma das pessoas mais famosas do mundo durante o século XX.Com a vitória no Prêmio Deutsch, ele também foi, portanto, o primeiro a cumprir um circuito pré-estabelecido sob testemunho oficial de especialistas, jornalistas e populares. Santos Dumont também foi o primeiro a decolar a bordo de um avião impulsionado por um motor a gasolina. Em 23 de outubro de 1906, ele voou cerca de 60 metros a uma altura de dois a três metros com o Oiseau de proie' (francês para "ave de rapina"), no Campo de Bagatelle, em Paris. Menos de um mês depois, em 12 de novembro, diante de uma multidão de testemunhas, percorreu 220 metros a uma altura de 6 metros com o Oiseau de Proie III. Esses voos foram os primeiros homologados pelo Aeroclube da França de um aparelho mais pesado que o ar, e possivelmente a primeira demonstração pública de um veículo levantando vôo por seus próprios meios, sem a necessidade de uma rampa para lançamento.Apesar de a maioria dos países do mundo considerar os Irmãos Wright como os inventores do avião, por uma decolagem ocorrida em 17 de dezembro de 1903 no Flyer - na verdade, um motoplanador - o 14-Bis teve uma decolagem auto-propulsada, e por isso, Santos Dumont é considerado no Brasil como o "Pai da Aviação".
Alice Bill
Nascimento: Colônia, Alemanha, 1920 Área de atuação: Foto Documental, Fotojornalismo. Biografia: Chegou ao Brasil em 1934. Artista plástica e fotógrafa estudaram pintura com Paulo Rossi Osíris, Aldo Bonadei, Yolanda Mohalyi e o Grupo Santo Helena. Em 1946 freqüentou os cursos de pintura e fotografia na University of New Mexico, em Albuquerque e na Art Student's League, em Nova York. De volta a São Paulo em 1948, decidiu se dedicar à fotografia. Neste ano acompanhou uma delegação oficial do governo em viagem ao centro do Brasil, fotografando os índios Carajás da Ilha do Bananal. Nos anos 50 foi fotógrafa oficial da revista Habitate, para a qual fotografou arquitetura e obras de arte. Convidada pelo professor Pietro Maria Bardi, diretor do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, realizou, em 1953 e 1954, uma ampla campanha fotográfica sobre o cotidiano na cidade de São Paulo. Desde os anos 50, destacou-se como pintora, gravurista e aquarelista, participando de inúmeras exposições nacionais e internacionais. Formou-se em filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1976) e obteve o título de Mestre (1982) e Doutor (1994) pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. É também autora de ensaios e livros sobre artistas brasileiros.
André François
Data Nascimento: São Paulo, SP, 1966 Área de atuação: Foto autoral Biografia: O interesse pela pintura e o desenho o levam à fotografia, em 1982, como forma de expressão. Torna-se foto-documentarista registrando diferentes povos na América, Europa e África. Em 1992 passa um período em São Thomé das Letras, MG, fotografando os trabalhadores das pedreiras e a sociedade que ali vive. A partir desta experiência funda em 1995 a ImageMagica, organização que atua em escolas e industrias com o objetivo de propagar a fotografia como meio de conhecimento. A partir de 2005 empreende uma documentação sobre a medicina em cerca de 20 hospitais do país, com a participação dos pacientes e profissionais da área. Premiado em 1º lugar na categoria Comunicação e Saúde da III Conferência Latino-Americana de Promoção e Educação para a Saúde e é finalista do Prêmio Empreendedor Social da Fundação Schwab (2006). Aluno da Escola Focus de Fotografia durante a decada de 80.
Araquém Alcântara
Nascimento: São Paulo-SP, 1951 Área de atuação: Fotografia Documental, Fotografia de Natureza. Biografia: Um dos percussores da fotografia de natureza no Brasil e considerado o mais importante fotógrafo dessa especialidade em atuação no país. Seu trabalho presente em várias galerias e museus em vários países tornou-se reverencia nacional e fonte de inspiração para novos fotógrafos. Em sua vasta produção constam 39 livros sobre temas ambientais, cinco prêmios internacionais, 32 nacionais, 75 exposições individuais e reportagens para publicações nacionais e estrangeiras. Autor de, Terra Brasil, o livro de fotografia mais vendido no país, Araquém Alcântara é o primeiro fotógrafo a documentar todos os parques nacionais brasileiros. Também produziu uma edição especial, como colaborador, para a revista National Geographic, intitulada Bichos do Brasil.
Augusto César Malta de Campos
Data Nascimento: 1864 em Paulo Afonso, Alagoas . Área de Atuação: Eventos Biografia: Em 1903, o vendedor de tecidos por amostras e fotógrafo amador Augusto Malta foi contratado pelo prefeito Pereira Passos para registrar em imagens as transformações que passaria o Rio de Janeiro. Desde então, acompanhou o prefeito por toda a cidade fornecendo à prefeitura cenas urbanas de antes e depois do famoso “bota abaixo”.Malta permanece na prefeitura mesmo depois da gestão de Pereira Passos e, sempre muito ligado ao ex-prefeito, oferece à família Passos inúmeras fotos, seja de caráter particular ou da cidade.Focalizando também os tipos e festas do Rio de Janeiro, podemos dizer que nas três primeiras décadas do século XX a vida carioca foi documentada pela câmera de Augusto Malta.Em 1911 registra cenas do carnaval carioca, tornando-se o primeiro foto jornalista brasileiro.Que Paris seja aqui! O chamado afrancesamento que Pereira Passos praticou nas ruas da cidade culminou com a organização, pela prefeitura, da Batalha de Flores, série anual de desfiles de inspiração requintadamente européia. Realizado pela primeira vez em 15/08/1903, na Praça da República,
Benedito Junqueira Duarte
Data Nascimento: Franca, SP, 1910 Área de Atuação: Foto Documental Biografia: Com 10 anos mudou-se para Paris e iniciou aprendizado com o tio José Ferreira Guimarães, fotógrafo da Corte Imperial Brasileira. A partir de 1923 continuou o aprendizado no Estúdio Reutlinger, um dos maiores de Paris, onde se tornou assistente aos 15 anos e conheceu os grandes nomes da fotografia – Nadar, Man Ray – e do cinema. Em 1929 voltou para São Paulo. Trabalhou como foto jornalista no Diário Nacional (1929) e colaborou na revista São Paulo, ao lado de Cassiano Ricardo e Menotti del Picchia (1936). Entre 1935 e 1951 dirigiu a Seção de Iconografia do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo, onde produziu e organizou o acervo fotográfico de cerca de 4000 fotos. Fotografou as atividades do Departamento de Cultura e, entre 1938 e 1945, período em que esteve diretamente ligado ao prefeito Prestes Maia, documentou as diversas obras empreendidas na cidade, como a retificação do Rio Tietê, o Túnel da Avenida 9 de Julho e a abertura da Avenida Rebouças. Neste período produziu uma série de filmes sobre a cidade. Trabalhou na prefeitura até 1965 e passou a dedicar-se exclusivamente à documentação científica. Em 1968 registrou o primeiro transplante de coração da América do Sul. Foi crítico de cinema no jornal O Estado de S. Paulo e um dos fundadores da Cinemateca Brasileira.
Bob Wolfenson
Nascimento: São Paulo-SP, 1954 Área de atuação: Fotos de moda, Retrato. Biografia: Iniciou a carreira aos 16 anos como assistente de fotografia na Editora Abril onde permaneceu por quatro anos. Em 1974, passou a trabalhar como free-lancer, fazendo algumas revistas técnicas da Editora Abril, como Químicos e Derivados, Máquinas e Metais. Em 1978, montou seu primeiro estúdio e estudou Ciências Sociais. Em 1982 mudou-se para Nova Iorque, trabalhou como assistente do fotógrafo norte-americano Bill King. De volta ao Brasil, sua carreira tomou novo rumo e, a partir de 1985, começou a fazer editoriais para diversas revistas. A consagração como fotógrafo veio após a exposição Jardim da Luz, em 1996, no Museu de Arte de São Paulo. Foi responsável por vários ensaios para a Playboy e diversas capas e editoriais de moda. Atualmente Bob Wolfenson é co-editor da revista da qual ele mesmo é co-criador, a S/N (lê-se Sem Número).
Celina Yamauchi
Data Nascimento: São Paulo, SP, 1970 Área de Atuação: Foto Retratos Biografia: Obteve o título de Mestre em Artes pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo em 2001. Foi assistente do fotógrafo João Musa entre 1994 e 1999. É professora de fotografia na Faculdade Santa Marcelina e nas Faculdades Integradas Rio Branco. Atua na área das artes visuais e desenvolve trabalho de expressão pessoal em fotografia desde 1994.
Claudio Edinger
Data Nascimento: Rio de Janeiro, RJ, 1952 Área de Atuação: Foto Documental Biografia: Formado em Economia pela Universidade Mackenzie, São Paulo, iniciou a carreira de fotógrafo em 1975. Morou em Nova Iorque entre 1976 e 1996, onde trabalhou para diversas publicações norte-americanas - como Time, Newsweek, Vanity Fair, Fortune e Forbes - e ministrou cursos em The New School e International Center of Photography. Recebeu a Leica Medal of Excellence pelos livros Chelsea Hotel (1983) e Venice Beach (1985), o Ernest Hass Award (1990) e a Bolsa de Fotografia da Fundação Vitae (1993).
Clicio Barroso Filho
Nascimento: São Paulo – SP , 1950 Área de atuação: Produtos, Beleza e Moda Biografia: Clicio Barroso começou a trabalhar em 1974 de câmera de cinema na Sonima, com George Füster e Rudolf Iksey, ao mesmo tempo em que cursava a escola de fotografia profissional Camera Photoagentur/Nikon School. Em 1975, foi contratado pela Editora Abril para ser assistente de fotógrafo, onde permaneceu um ano antes de embarcar para Nova York e estagiar em diversos estúdios de moda e publicidade. De volta ao Brasil foi contratado pela MPM Propaganda, fotografando para esta renomada agência até 1980 quando decidiu abrir seu próprio estúdio. Durante dois anos trabalhou para várias agências de publicidade até se mudar para Madri, na Espanha. Após sete anos trabalhando na Espanha, Grécia, Itália e Portugal para inúmeras publicações de moda e agências de propaganda voltaram ao país e abriu um novo estúdio, desta vez em São Paulo, onde trabalha até hoje. Atualmente, além de fotografar para revistas e agências, realiza trabalhos de computação gráfica e web design.
Cristiano Mascaro
Data Nascimento: Catanduva, SP, 1944 Área de Atuação: Foto Retrato, Arquitetura e Urbanismo Biografia: Formado em arquitetura, obteve o título de Mestre (1986) e Doutor (1994) pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, onde dirigiu o Laboratório de Recursos Audiovisuais entre 1974 e 1988. Trabalhou como repórter fotográfico na revista Veja de 1968 a 1972. Foi professor de fotojornalismo da Enfoco Escola de Fotografia (1972 a 1975) e de comunicação visual na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de Santos (1976 a 1986). Recebeu o prêmio Eugène Atget, Musée de l’Art Moderne de la Ville de Paris (1985), a Bolsa Vitae de Artes/Fotografia (1989) e o prêmio de melhor exposição de fotografia da Associação Paulista de Críticos de Arte (1996). Desenvolve trabalho de expressão pessoal, fotografando as cidades e sua arquitetura.
Dimitri Lee
Nascimento: São Paulo, SP, 1961 Área de atuação: Publicidade e Moda Biografia: Autodidata, começou a carreira trabalhando como assistente nos estúdios da Editora Abril em 1978, onde atuou até 1980. Em 1981 montou estúdio próprio e começou a trabalhar com publicidade, atendendo as principais agências do Brasil. Em 2000 começou a utilizar o formato panorâmico em projetos de expressão pessoal. Em 1995, criou o primeiro provedor de Internet exclusivamente baseado em Macintosh no Brasil em parceria com a Apple. Embora tenha muita experiência em informática, tem resistência no seu uso em fotografia, preferindo usar filme de grande formato.
Egberto Nogueira
Nascimento: Santos, SP, 1966 Área de atuação: Fotojornalismo. Biografia: Cursou Sociologia durante três anos na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Iniciou sua carreira de fotojornalista na Agência Angular. Trabalhou para as agências Reuters, France Press e para revistas e jornais como Time, The Face, L´Express, Boston Globe e The Independent. Em 1991 foi contratado pela revista Veja, onde desenvolveu trabalho de cunho social. Recebeu prêmio do Conselho Médico Federal com ensaio sobre o sistema médico no Brasil (1993) e o Prêmio Abril de Jornalismo (1995) com ensaio sobre a campanha presidencial de Fernando Henrique Cardoso. Desde 1999 atua como fotógrafo profissional independente e criou, em 2001, a Imã Foto Galeria em parceria com Kiko Ferrite.
Enio Leite
Nascimento: São Paulo, Sp, 1953 Área de atuação: Fotografia educacional, fotografia autoral, fotojormanimo, moda e publicidade. Fotografo de imprensa desde 1967, prestando serviços para os Diários Associados e professor do Sesc e do Curso de Artes Fotográficas Senac Dr. Vila Nova, São Paulo. Fotografo do Jornal da Tarde em 1972 -1973. Em 1975, funda a Focus - Escola de Fotografia. Professor de fotografia publicitária da Escola Superior de Propaganda e Marketing, (ESPM), 1982/84. Mestre em Ciências da Comunicação em 1990, pela Escola de Comunicação e Artes, USP. Doutor em Fotografia Publicitária, em 1993, pela UNIZH , Suíça. Atualmente leciona em várias universidades e atua como fotografo independente em agencias de propaganda e agencias internacionais de notícias. Colabora com artigos sobre fotografia e filosofia da imagem para veículos nacionais e internacionais. /200
Evandro Teixeira
Nascimento: Santa Inês-BA, 1945 Área de atuação: Fotojornalismo. Biografia: Inicia a carreira na área de fotojornalismo no jornal Diário da Noite-RJ, na qual se radica e onde vive desde então. Transfere-se para o Jornal do Brasil em 1963, ali permanecendo até hoje. Extremamente versátil, destaca-se em diversos campos da cobertura jornalística, desde os temas políticos até a fotografia de esporte. No primeiro caso, fotografa a chegada do general Castello Branco ao forte Copacabana durante o golpe militar de 1964, a repressão ao movimento estudantil no Rio de Janeiro, em 1968, e a queda do governo Salvador Allende no Chile, em 1973. No segundo, cobre várias Olimpíadas e Copas do Mundo, realizando, em 1991, a mostra itinerante Seul & Cia., congregando suas fotografias no campo do esporte. É autor dos livros Fotojornalismo e Canudos 100 anos.
Elza Lima
Nascimento: Belém, PA, 1952 Área de Atuação: Foto Documental. Biografia: Formada em história pela Universidade Federal do Pará, Belém (1979), começou a fotografar profissionalmente em 1985, atuando na área da fotografia documental. Participou do projeto Fotoativo de documentação do núcleo histórico da cidade de Belém (1985). Trabalhou na Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves, onde criou um acervo fotográfico das manifestações culturais da Amazônia e, em convênio com a Fundação Nacional do Índio, realizou a documentação fotográfica das tribos indígenas da Amazônia Legal. Recebeu o Prêmio José Medeiros, do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1991); bolsa do Kunstmuseum des Kantons Thurgau, Suíça (1995), onde residiu por seis meses; o Prêmio Marc Ferrez, da Funarte (1996); e a Bolsa Vitae de Artes/Fotografia (2000). Integra o Conselho Curador da Galeria de Arte da Universidade da Amazônia, Belém, desde a sua criação em 1993.
Felipe Hellmeister
Data Nascimento: Rio de Janeiro, RJ, 1952 Área de Atuação: Foto Publicidade Biografia: Foi assistente do fotógrafo Miro no período1992-93, em 1994-95 é fotógrafo contratado da DPZ Propaganda. Em 1996 forma-se em Cinema pela Fundação Alvares Penteado e passa a atuar como fotógrafo freelancer para publicações editoriais e agências de publicidade. Recebeu o Prêmio Conrado Wessel, 3º lugar, 2005 e o Prêmio Porto-Seguro de Fotografia, Categoria São Paulo, 2008.
Geraldo de Barros
Nascimento: Chavantes SP 1923 - São Paulo SP 1998 Área de atuação: Fotografia Experimental, Artista Plástico Biografia: Estuda desenho e pintura, a partir de 1945, nos ateliês de Clóvis Graciano, Yoshiya Takaoka e Colette Pujol. Em 1946, faz suas primeiras fotos com uma câmera construída por ele mesmo. Inicialmente, fotografa jogos de futebol na periferia de São Paulo. Ainda nesse período, realiza experimentações que consistem em interferências no negativo, como cortar, desenhar, pintar, perfurar, solarizar e sobrepor imagens. É um dos fundadores do Grupo 15, ateliê instalado no centro da cidade em 1947, onde constrói um laboratório fotográfico. No mesmo ano, ingressa no Foto Cine Clube Bandeirantes - FCCB, principal núcleo da fotografia moderna brasileira. Realiza a exposição Fotoformas em 1950. Sua trajetória artística o coloca na linha de frente da fotografia experimental. Em 1951, com bolsa do governo francês vai para Paris, onde estuda litografia na École National Superiéure des Beaux-Arts.
German Lorca
Data Nascimento: São Paulo, SP, 1922 Área de Atuação: Foto Publicidade Biografia: Formou-se em ciências contábeis pelo Liceu Acadêmico em 1940. Em 1948 se filiou ao Foto Cine Clube Bandeirante. Investiu na sua própria formação e começou a registrar a paisagem da cidade de São Paulo. Exerceu a atividade de contador até 1952, ano em que abriu seu próprio estúdio fotográfico e foi contemplado com o Prêmio Alexandre Del Conte por ocasião da Exposição Internacional de Buenos Aires, Argentina. Foi fotógrafo oficial das comemorações do IV Centenário da Cidade de São Paulo (1954) e passou a dedicar-se exclusivamente à fotografia, atuando principalmente na área de publicidade. Conquistou vários prêmios nesta área como Medalha ao Mérito (1961) e Menção Honrosa (1962) concedidos pelo Art Directors Club de Miami (Estados Unidos) e Prêmio Colunistas (1986 e 1989) da revista Meio & Mensagem, entre outros. Em 1966 construiu um dos maiores estúdios de fotografia publicitária de São Paulo. Paralelamente, sempre desenvolveu trabalhos de expressão pessoal em fotografia e registrou as transformações da cidade de São Paulo ao longo do século 20.
Gui Paganini
Data Nascimento: São Paulo, SP, 1963 Área de Atuação: Foto Publicidade Biografia: Em 1987 após o 3º ano de engenharia decide ser fotógrafo de moda. Seus primeiros trabalhos foram para a revista Moda Brasil, que o revelou nesse campo. Realiza alguns trabalhos para a Playboy no início dos anos 90. Seu primeiro editorial é para a revista Vogue em 1996. Tem trabalhado para as melhores revistas de moda, tais como Vogue, Marie Claire, Elle, L’Officiel, Mag, e realizado campanhas publicitárias e catálogos para as principais empresas do ramo.
Hans Günther Flieg
Nascimento: Cheminitz, Alemanha, 1923 Área de Atuação: Fotojornalismo, Publicidade, Arquitetura. Biografia: Cursou fotografia em 1939 com o fotógrafo de museu Grete Karplus em Berlim. No mesmo ano mudou-se para São Paulo com a família, em virtude da guerra. Iniciou sua carreira como assistente do fotógrafo alemão Peter Scheier (1940). Trabalhou com litografia e fotolito na Companhia Lithografica Ypiranga (1941 a 1943) e com fotografia de produtos e publicidade na Indústria Gráfica Niccolini S.A. (1943 a 1945). A partir de então montou seu próprio estúdio, dedicando-se à fotografia de indústrias, arquitetura e publicidade. Em 1948 fotografou para o calendário anual da Pirelli. Produziu cerca de 40 mil fotos, documentando e registrando o desenvolvimento industrial e o crescimento urbano de São Paulo. Recebeu a Comenda do Japan Photo Culture Association (1975) e o prêmio de 1o lugar em foto publicitária no 5o Salão Profissional de Arte Fotográfica, SEAFESP, São Paulo (1979).
Isabel Garcia
Nascimento: Rio de Janeiro, RJ, 1954 Área de Atuação: Fotojornalismo, Retrato, Moda. Biografia: Graduou-se em cinema pela Universidade Federal Fluminense e em comunicação social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Entre 1975 e 1982 trabalhou como fotojornalista para a Bloch Editores. Em 1983 abriu estúdio próprio no Rio de Janeiro e colaborou para as revistas de moda Elle, Vogue e Marie Claire, realizando também campanhas publicitárias. Mudou-se para França em 1992, onde colaborou com revistas européias de moda, realizou catálogos e fotos para publicidade. Foi contemplada com Menção Honrosa, categoria Cor, no Nikon Photo Contest International 1980/1981 e ganhou o Prêmio Abril de Jornalismo em 1993, na categoria Foto Externa. Desde 1995 divide seu tempo entre Nova Iorque e Paris.
José Cristiano de Freitas Henriques Júnior
Nascimento: Portugal, 1830 Assunção - Paraguai, 1902 Área de atuação: Retratos Biografia: Cristiano Júnior, nome pelo qual ficou conhecido, era provavelmente português de nascimento. Em 1862 já estava no Brasil exercendo a profissão de fotógrafo em Maceió, Alagoas. Logo a seguir transferiu-se para a capital do Império e assim que chegou ao Rio de Janeiro fez uma série de anúncios propondo-se "a tirar retratos por qualquer sistema fotográfico onde for chamado, seja qual for a distância". Neste primeiro momento ainda não se encontrava estabelecido e solicitava aos eventuais fregueses que o chamassem "por escrito no hotel Brisson, Rua da Ajuda 57B". Além de retratos o anunciante aceitava pedidos de encomenda e "quadros e cestas de flores e frutas de cera". Apesar de manter o estúdio do Rio de Janeiro, Cristiano Júnior, desde o ano de 1867, buscava expandir as suas atividades na Argentina. Em 1871 recebeu a medalha de ouro na Primeira Exposição Nacional daquele país com a série de fotos Vistas y costumbres de la Republica Argentina. Em 1876 alcançou novamente o grande prêmio na segunda exposição anual da Sociedade Científica Argentina com uma coleção de Retratos y vistas de costumbres y paysages. Apesar desse sucesso, faleceu pobre e quase cego, em Assunção, no Paraguai, onde passou seus últimos anos.
José Yalente
Nascimento: Não informado Área de atuação: Fotos do Cotidiano Biografia: São Paulo, José Vicente Eugenio Yalente disse: "Há assuntos que só podem ser pintados e nunca fotografados, pois convencem exclusivamente pelas suas cores, e há outros que só podem ser fotografados, e nunca pintados, pois convencem pelas suas formas geométricas e as linhas que perfazem." Realizou fotos de contra luz, de vultos, escadarias... Uma das mais famosas é de 1945: "Embarque" (contra luz).Foi um dos fundadores do Foto Cine Clube Bandeirantes, em 29 de abril de 1939, na cidade de São Paulo.
J.R. Duran
Data Nascimento: Barcelona, Espanha, 1952 Área de Atuação: Moda e Publicidade Biografia: Radicado no Brasil desde 1970, formou-se em Comunicação na Faculdade Anhembi e começou a carreira de fotógrafo em São Paulo. Estabeleceu seu estúdio em 1980 e passou a colaborar com as mais importantes revistas nacionais e internacionais de moda. Ganhou dez prêmios de fotografia da Editora Abril e três prêmios Multimoda, concedido ao melhor fotógrafo de moda do país. Entre 1989 e 1994, viveu em Nova Iorque, onde atuou na publicidade e na moda. Retornou ao Brasil em 1995 e passou também a dirigir filmes publicitários. Vive em São Paulo.
Juan Esteves
Data Nascimento: Santos, SP, 1957 Área de Atuação: Foto Jornalismo e Documental Biografia : Iniciou a carreira profissional como fotógrafo independente, colaborando com agências nacionais e internacionais (1980-1984). Foi repórter fotográfico dos jornais A Tribuna, deSantos (1985), e Folha de S. Paulo, onde atuou também como editor-adjunto de fotografia (1986–1994). Desde então trabalha como fotógrafo independente para a imprensa, editoras e gravadoras de discos. Suas fotos foram publicadas em jornais e revistas do Brasil e do exterior, como Elle, Isto É, Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo, O Globo, Veja, Vogue, Stern, Time, Newsweek e Marie Claire, entre outros. Vive em São Paulo.
Klaus Mitteldorf
Data Nascimento: São Paulo, SP, 1953 Área de Atuação: Foto Jornalismo, Moda e Publicidade Biografia: Formado em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Brás Cubas, de Mogi das Cruzes (1978), fotografa desde 1975. Atuou inicialmente em fotojornalismo e a partir de 1982 especializou-se em moda e publicidade, fotografando para diversas revistas nacionais e internacionais. Dirige filmes comerciais e curtas-metragens. Foi premiado no Nikon Photo Contest International em 1980, 1982 e 1986; recebeu o Prêmio Fundação Conrado Wessel de Fotografia em 2002.
Luís Humberto
Nascimento: Rio de Janeiro – RJ, 1934 Área de atuação: Foto Documental, Arquitetura e Urbanismo, Retratos. Biografia: Formado em arquitetura pela Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro), foi co-fundador da Universidade de Brasília, onde lecionou fotografia. Exerce a profissão de fotógrafo desde 1966. Trabalhou nas revistas Realidade, Veja e Isto é. Foi diretor de arte e editor de fotografia do Jornal de Brasília. Dirigiu o Teatro Nacional de Brasília e foi diretor executivo da Fundação Cultural do Distrito Federal. Recebeu o prêmio Nikon Photo Contest International, Tóquio-Japão (1975) e o Prêmio Augusto Rodrigues de Fotografia da Info-Funarte e Universidade Santa Úrsula, Rio de Janeiro. Desenvolve trabalho de expressão pessoal e escreve ensaios teóricos sobre fotografia. Lança o livro Fotografia, a Poética do Banal, em 2004.
Luiz Tripolli
Nascimento: São Paulo, SP, 1949 Área de atuação: Fotojornalismo, Retrato Biografia: Autodidata, iniciou a carreira profissional em 1963 como fotógrafo de eventos. De 1969 a 1978 colaborou na Editora Abril, participando de todas as revistas do grupo e ganhando vários prêmios como profissional do ano. A partir de 1978 atua no campo da publicidade e colabora em outras revistas. Em 1991 inicia a atividade de diretor e fotógrafo de filmes publicitários, permanecendo na área de cinema com projetos de curta e longa metragem.
Mario Cravo Neto
Data Nascimento: Salvador, BA, 1947 - 2009 Área de Atuação: Retratos Biografia: Iniciou-se na arte da fotografia e da escultura em 1964. Estudou na Art Student’s League de Nova Iorque (1969-1970). Participou da 11ª., 12ª., 13ª.,14ª.,17ª. Bienal Internacional de São Paulo. Em 1980 e 1995 recebeu o prêmio Melhor Fotógrafo do Ano da Associação Paulista de Críticos de Arte, em 1996 o Prêmio Nacional de Fotografia da Funarte e em 2004 o Prêmio Mario Pedrosa da Associação Brasileira de Críticos de Arte. É internacionalmente reconhecido pelo seu trabalho de expressão pessoal em fotografia.
Marcio Scavone
Data Nascimento: São Paulo, SP, 1952 Área de Atuação: Foto Publicidade e Retratos Biografia: Começou a fotografar muito cedo, trabalhando como assistente fotográfico na área publicitária (1969-1970). Dirigiu o departamento de fotografia da Alcântara Machado Periscinoto Comunicações (1973). Estudou fotografia no Ealing College, em Londres, graduando-se em Professional Photography (1974-1976). De volta a São Paulo em 1977, abriu seu estúdio de fotografia, no qual continuou atuando na área publicitária e dedicou-se ao retrato. Seus retratos de celebridades e empresários foram publicados nas revistas Vogue e Carta Capital. Em 1985, participou da criação da Associação Brasileira dos Fotógrafos de Publicidade (Abrafoto). Colaborou com a revista Íris, mantendo uma coluna sobre questões estéticas e história da fotografia (1995-1996), e atua na área editorial.
Manuk Poladian
Data Nascimento: São Paulo, SP, 1936 Área de Atuação: Evento Social Biografia: Manuk Poladian, tem a fotografia em suas raízes, segunda geração de uma família de fotógrafos, seu trabalho não está somente nas fotos sociais, sua paixão por encontrar a melhor luz no melhor momento e no melhor ângulo é uma procura incansável e que a cada dia treina seu olhar. As fotos autorais de Manuk, fazem sucesso não só no Brasil como em todo o mundo, onde ja foi consagrado em vários concursos e exposições.
Miguel Rio Branco
Nascimento: Las Palmas de Gran Canária-Espanha, 1946 Área de atuação: Fotojornalismo, Cinema, Artes Plásticas. Biografia: Filho de diplomata brasileiro, é pintor, fotógrafo, diretor de cinema, além de criador de instalações multimídia. Atualmente vive e trabalha no Rio de Janeiro. Entre a pintura e a fotografia, optou pela câmera. Em 1972, uma reportagem sobre a prostituição em El Salvador, o tornou famoso, e em 1980, ingressou na agência Magnum, é correspondente em Paris, e se destaca pelo uso de cores saturadas em seus trabalhos. Desde 1980, realiza instalações audiovisuais utilizando fotografia, pintura, cinema e expõe regularmente no Brasil e no exterior. Entre seus numerosos prêmios destaca-se o Prêmio Kodak de Crítica Fotográfica, recebido em 1982.
Militão Augusto de Azevedo
Data Nascimento: Rio de Janeiro, RJ, 1837 - 1905 Área de Atuação: Retratos Biografia: Desenvolveu paralelamente as carreiras de ator e fotógrafo, atuando na Companhia Joaquim Heleodoro (de 1858 a 1860) e na Companhia Dramática Nacional (de 1860 a 1862), com quem se mudou para São Paulo aos 25 anos de idade. Ainda na década de 1850 trava conhecimento com os proprietários do ateliê Carneiro & Gaspar, para o qual passa a trabalhar como retratista. A experiência de Militão no teatro exerceu uma influência importante em seu estilo de fotografar. Cria o estúdio Photographia Americana em 1875, onde, além de figuras ilustres como Castro Alves, Joaquim Nabuco, Dom Pedro II e a Imperatriz Teresa Cristina, recebe uma clientela mais popular do que a dos demais estúdios instalados em São Paulo. Inclusive o preço cobrado pelas fotos era um dos mais baratos da cidade: cinco mil réis, o equivalente ao preço de cinco passagens para a Penha. A localização do ateliê, em frente à Igreja do Rosário, frequentada principalmente pela população negra, provavelmente explica a grande quantidade de negros fotografados, bem como a maneira em que estes aparecem nas fotos, não como escravos, mas como cidadãos comuns. Muitos outros registros mostram também coristas e artistas de teatro.Apesar da popularidade cada vez maior do mercado fotográfico, em 1884, enfrentando sérios problemas comerciais, Militão decide colocar o Photographia Americana à venda, o que leva a efeito em 1885, leiloando seus móveis e equipamentos e viajando para a Europa. Provavelmente influenciado pela febre dos álbuns mostrando as cidades européias, tem a idéia de produzir um álbum focado nas mudanças da vista urbana da cidade de São Paulo.Em 1887, Militão divulga o "Álbum Comparativo de Vistas da Cidade de São Paulo (1862-1867)", definindo um modelo para o estilo de fotografia paisagística urbana com enfoque na comparação entre épocas distintas. Realizou outros álbuns da mesma espécie, destacando-se entre eles "Vistas da Cidade de São Paulo" (1863), "Álbum de vistas da Cidade de Santos" (1864-65) "Álbum de vistas da Estrada de Ferro Santos Jundiaí" (1868) e "Álbum Comparativo de Vistas da Cidade de São Paulo (1862-1887)" (1887).Em 1996 a coleção de mais de 12.000 fotos produzidas por Militão de Azevedo é adquirida pela Fundação Roberto Marinho e doada ao Museu Paulista da Universidade de São Paulo.
Nelson Kon
Data Nascimento: São Paulo, SP, 1961 Área de Atuação: Foto Arquitetura Biografia: Formou-se em arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (1983). Atua profissionalmente como fotógrafo desde 1985 e especializou-se em fotografia de arquitetura e urbanismo. Trabalha no campo da editoria colaborando para várias editoras brasileiras como Editora Abril, Brasiliense, Cosac & Naify, Martins Fontes e estrangeiras como Phaidon, Prestel, Rizzoli, Taschen e outras. Ministrou cursos de fotografia de arquitetura na Faculdade de Fotografia da Escola de Comunicações e Artes do Senac em São Paulo (2001-2004) e cursos de fotografia na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (1990-1992), na Oficina Cultural Oswald de Andrade (1991-1993), na Universidade Mackenzie (1995-1996), entre outros. Professor da Escola Focus de Fotografia durante a década de 80.
Pierre Verger
Nascimento: Paris, França, 1902 — Salvador, BA, 1996 Área de atuação: Fotojornalismo, Foto Documental Biografia: Fotógrafo, etnólogo, antropólogo e escritor, começou a fotografar em 1932. Empreendeu um período de quase 14 anos consecutivos de viagens pelo mundo (1932-1946) colaborando com jornais e revistas europeus e americanos. Neste período colaborou com a agência Alliance-Photo e com o Musée d’Etnographie du Trocadéro, atual Musée de l’Homme em Paris. Obteve o título de Doutor em estudos africanos pela Faculté des Lettres et Sciences Humaines de l’Université de Paris, foi membro correspondente do Musée National d’Histoire Naturelle e ex-diretor de pesquisa do Centre National de la Recherche Scientifique, ambos em Paris. Como colaborador e pesquisador visitante de várias universidades, conseguiu ir transformando suas pesquisas em artigos e livros. Em 1946, quando passou a residir em Salvador, dedicou-se ao estudo da religião e cultura negra da África e do Brasil. Tornou-se um estudioso do culto aos orixás e recebeu uma bolsa para estudar rituais na África em 1948. Em 1953 recebeu o nome Fatumbi (nascido de novo graças ao Ifá) e foi iniciado como babalaô, um adivinho através do jogo do Ifá, com acesso às tradições orais dos iorubas. Em 1974, integrou o corpo docente da Universidade Federal da Bahia e colaborou na criação do Museu Afro-Brasileiro, que foi inaugurado em 1982. Suas últimas fotografias e viagens à África datam do final dos anos 70. Em 1988, criou em Salvador a Fundação Pierre Verger, que abriga uma preciosa biblioteca e 62.000 negativos de sua produção.
Pedro Martinelli
Nascimento: São Paulo-SP, 1 Janeiro 1950 Área de atuação: Fotojornalismo, Fotografia Documental. Biografia: começou no jornalismo como fotógrafo em A Gazeta Esportiva. Passou pelo Diário do Grande ABC e O Globo, quando cobriu a expedição de contato dos índios Kranhacãrore (hoje chamados Panará). Trabalhou depois na revista Veja e chefiou o "Estúdio Abril". Desde 1994, dedica-se à documentação da vida do homem da Amazônia, da qual resultou em livro. Em 1970, quando o regime militar botou em marcha os primeiros acordes do chamado "Plano de Integração Nacional" e iniciou a construção de rodovias que cortariam a floresta amazônica, Pedro, então com 20 anos, foi escalado pelo jornal O Globo para cobrir a célebre expedição de "atração" dos chamados Kranhacãrore, os "índios gigantes", na rota da abertura da rodovia Cuiabá-Santarém. Recebeu o prêmio Esso de Jornalismo na categoria Informação Científica, Tecnológica e Ecológica (1996) e publicou os livros, Amazônia, gente da água, Mulheres da Amazônia e Gente do Mato.
Sebastião Ribeiro Salgado
Nascimento: Aimorés-MG, 8 de Fevereiro de 1944 Área de atuação: Fotografia Documental. Biografia: Formado em economia pela Universidade de São Paulo, trabalhou na Organização Internacional do Café em 1973, e trocou a economia pela fotografia após viajar para a África levando emprestada a câmera fotográfica de sua mulher, Lélia Wanick Salgado. Na fotografia descobri o melhor meio para denunciar a injustiça, a desigualdade e a exploração que tanto o preocupam. Trabalho para as agências Sygma, Gamma e Magnum. Suas imagens ilustraram as páginas de publicações internacionais como Stern, Time, Paris-Match, Actuel, Libération, El País, Newsweek, Sunday Times, entre tantas outras. Através da imprensa e de seus livros – Terra, Êxodos, Trabalhadores – causou impacto junto a opinião pública. Seu trabalho rendeu-lhe prestigiosas distinções, como Prêmio W.Eugene Smith à fotografia de interesse humano. . Fundou em 1994 a sua própria agência de notícias, "a Imagens da Amazônia”, que representa o fotógrafo e seu trabalho.
Thomas Farkas
Data Nascimento: Budapeste, Hungria, 1924 Área de Atuação: Fotojornalismo Biografia: Chegou ao Brasil em 1930 com sua família, fixando residência em São Paulo, onde seu pai foi o fundador da primeira Fotoptica, loja especializada em equipamentos fotográficos. Graduou-se em engenharia mecânica e elétrica pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e trabalhou como fotógrafo, professor, produtor, diretor de cinema e empresário. No campo da fotografia, desenvolve trabalho de expressão pessoal e documental. Atua também como incentivador e organizador de exposições, concursos e premiações. Foi responsável pelo projeto e instalação de laboratórios fotográficos em várias instituições, entre as quais o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateuabriand (1950), o Instituto de Eletrotécnica (1954), Instituto de Polícia Técnica (1957) e a escola de Comunicações e Artes (1970), os três últimos pertencentes à Universidade de São Paulo. Foi diretor de filmes documentários, bem como produtor e fotógrafo de cinema. A partir de 1968 produziu ou co-produziu trinta e três documentários de curta e média-metragem e oito longas-metragens. Em 1969, passou a lecionar fotografia nos departamentos de cinema e jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, na qual obteve o grau de doutor em comunicação em 1977. Na década de 70, lançou a revista Fotopticade São Paulo desde 1987 e preside o Conselho da Cinemateca Brasileira de São Paulo desde 1995, na qual também foi diretor em 1993. Recebeu vários prêmios entre os quais o 4º. Prêmio Nacional de Fotografia da Funarte (1998), a Medalha de Ordem do Mérito Cultural outorgada pelo presidente da República (2000) e o Prêmio Especial Porto Seguro de Fotografia (2005). , especializada em fotografia, e em 1979 fundou, com Rosely Nakagawa, a Galeria Fotoptica, pioneira na difusão e comercialização de fotografias no país. Integra o Conselho da Fundação Bienal .
Tuca Reinés
Data Nascimento: São Paulo, SP, 1956 Área de Atuação: Foto Arquitetura, Moda e Publicidade Biografia: Formado em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de Santos (1981), especializou-se em fotografia de arquitetura, moda e publicidade. Desde o início da década de 1980 colabora com revistas de moda e decoração nacionais, como VogueInterior Design, Arquitectural Digest e House Garden.
Tuca Vieira
Data Nascimento: São Paulo, SP, 1974 Área de Atuação: Foto Jornalismo Biografia: Formou-se em Letras pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (1998). Estudou fotografia com Cláudio Feijó, Eduardo Castanho, André Douek, Nair Benedicto e Eder Chiodetto. Trabalhou no Museu da Imagem e do Som, na Agência N-Imagens e atua como fotógrafo profissional desde 1991. Recebeu o Prêmio Folha de Jornalismo – categoria fotografia (2003), o Prêmio Grupo Nordeste de Fotografia – categoria profissional (2005) e foi contemplado no Concurso de apoio à produção de artes visuais, fotografia e novas mídias da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, com o qual realizou o projeto Fotografia de Rua. Integra a equipe de fotografia do jornal Folha de S. Paulo, e desde 2002 desenvolve projetos com temas como a cidade, a paisagem urbana, arquitetura e urbanismo.
Enio Leite Focus
Escola de Fotografia
Desde 1975
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PROBLEMA LEXICO: CÂMERA OU CAMARA FOTOGRÁFICA?
A palavra Câmera surgiu dos manuais em inglês “câmera”, quando o primeiro “a” manteve o acento português e o segundo virou “e”. O “Manual de Redação e estilo d'O Estado de São Paulo” de autoria do mato-grossense Eduardo Martins, uns 40 anos moldando textos de jornalistas daquele jornal, recomenda o uso de CÂMERA para equipamento fotográfico, recomenda Câmara dos Deputados, Câmara Municipal e Música de Câmara.
Câmara é o quarto ou recipiente onde não entra luz. Câmara Clara, no original Camara Clara, obra de Roland Barthes. A Revista Veja utilizava CÂMARA. Borris Kossoy usa câmara em sua literatura. Os pesquisadores Mônica Junqueira de Camargo e Ricardo Mendes, em sua obra "Fotografia", utilizam Câmara. Vilém Flusser, filósofo da imagem, sempre usou "Câmara", embora tenha se voltado para o "aparelho" com seu sentido próprio de "conjunto de máquinas ou órgãos", como p.ex. aparelho digestivo. Arlindo Machado, professor da USP na área de comunicação visual, autor que também faz bom uso de "câmara", autor de "A Ilusão Espetacular", "A Arte do Vídeo, Máquina e Imaginário", ao fazer a apresentação do "Ensaio sobre a Fotografia", de Vilém Flusser, deixa bastante clara a abrangência do "aparelho" quando diz: "Em circunstâncias habituais o fotógrafo vive o totalitarismo dos aparelhos.
Os seus gestos são programados, a sua consciência e sensibilidade têm caráter robotizado. Alguns fotógrafos mais inquietos lutam contra essa automação estúpida, tentam "enganar" o aparelho introduzindo nele elementos não previstos, restabelecendo a questão da liberdade num contexto de dominação das máquinas. Muitos desses aparelhos acabam por ser novamente recuperados pelos aparelhos, como revelação de possibilidades até então desconhecidas, mas imediatamente catalogadas no repertório de suas categorias." e conclui "Uma filosofia da fotografia deve ter por função intervir nesse jogo, aprofundando as suas contradições e desmascarando os seus limites."
Esta abordagem poderia não ter fim se enveredar pela filosofia da técnica. Assim, voltando à gramática ninguém melhor do que um conhecido fotógrafo Mário de Andrade, que se vale de "câmara" em toda sua correspondência pessoal ("Cartas a Manuel Bandeira - 1922-1924"), como também nas publicações da revista "Klaxon", onde escreve a coluna "Cinema", sob diversos pseudônimos (M. de A.; G. de N. e R. de M.).
Ansel Easton Adams nasceu no dia 20 de fevereiro de 1902, em São Francisco, na Califórnia e faleceu em 22 de Abril de 1984. Era filho de Charles Hitchcock Adams e Olive Bray. Em 1907, um ano após um grande terremoto seguido de um grande incêndio, sua família perdeu toda fortuna na crise financeira deste ano. Seu pai jamais conseguiu recuperar tudo o que havia perdido.
Ansel Adams não foi bem sucedido nas escolas por onde passou. Por conta disso, foi educado em sua própria casa por seu pai e uma tia alcançando apenas o equivalente a oitava série. Ainda menino demonstrava um grande fascínio pela natureza. Costumava fazer longas caminhadas admirando a beleza do lugar. Aos doze anos começa a tocar piano sozinho. Mais tarde, passa a ter aulas de piano desenvolvendo uma busca fervorosa pela música. O piano se torna para ele sua principal ocupação, tornando-se em 1920, sua profissão.
A formação dura e disciplinada que era exigida de um músico o influenciou profundamente naquilo que seria mais tarde sua principal atividade, a fotografia. Em 1916, Adams, em uma viagem com sua família ao Parque Nacional de Yosemite, fez suas primeiras fotografias usando uma Kodak Nº 1 Box Brownie que ganhou de presente de seus pais. Desde então, até o final de sua vida, ele voltou ao parque anualmente.
Essas fotografias se tornaram as mais conhecidas feitas por ele. Em 1919 entra para o Sierra Club, uma associação ecologista dos Estados Unidos, fundada em São Francisco, na Califórnia, por John Muir, em 1892. Isso foi de fundamental importância para sua carreira profissional de fotógrafo. Em 1922 publica suas primeiras fotografias no boletim do club e em 1928 realiza sua primeira exposição no Sierra Club. Anualmente o Sierra provia viagens a Sierra Nevada.
Em uma dessas viagens, Adams fez fotografias que lhe permitiram tirar seu sustento durante a década de 20. Na mesma década, no ano de 1926, em sua primeira grande viagem, Adams registrou no Parque Yosemite, a imagem que seria um referencial como início do reconhecimento de seu trabalho fotográfico, conhecida como Monolith, a Face of Half Dome. Em 1934 foi eleito para a diretoria do clube, onde chegou aos títulos de o Artista de Sierra Nevada e o Defensor do Yosemite. Influenciado e encorajado por Albert Bender, um homem rico e poderoso que costumava investir em artistas, Adams publica seu primeiro portfólio, conhecido como Parmelian Prints of the High Sierras.
Conhecer Bender foi um fator preponderante para que Adams trocasse o piano pela fotografia. Em 1932, Adams, juntamente com os também americanos Edward Weston, Willard Van Dyke e Imogen Cunningham, em busca de uma “fotografia arte”, imagens puras e muito nítidas com o máximo em profundidade de campo, fundam o Grupo f/64, muito importante na história da fotografia. Adams era um fotógrafo extremamente técnico e de conhecimento profundo de manuseio da câmera. Primava pelo uso manual das máquinas. Isso para ele era muito importante, pois, quanto mais manual, maior a capacidade de controle do fotógrafo.
O domínio e a capacidade de controlar manualmente todas essas possibilidades, segundo ele, permitem que o fotógrafo realize o controle criativo da imagem. Ele preferia máquinas de grandes formatos, que se adaptavam às fotografias de paisagem, seu estilo preferido. Adams também lançou três livros: A Câmera, O Negativo e A Cópia. Nesses livros ele deixou claro todo o seu rigor técnico mostrando que o processo da produção de imagens vai desde a escolha do equipamento correto, passando por toda sua percepção e a capacidade de manusear esse equipamento. “
É preciso conhecimento técnico para produzir imagens belas a partir do seu olhar. A técnica deve estar a serviço da criatividade e sensibilidade do fotógrafo”, afirmava sempre em suas aulas. . Com toda sua sensibilidade de músico, Adams transpõe para fotografia os tons de cinza das notas musicais dando origem ao Sistema de Zonas. Esse sistema dá uma nomenclatura adequada para a luz.
É um sistema simples, econômico, mas, muito eficaz. A partir desse sistema podemos criar várias situações através do olhar de cada um, de acordo com a interpretação da luz, além de facilitar o registro correto da imagem. O conhecimento dessa técnica nos permite manipular o resultado final da fotografia. Nos dá a capacidade de explorar toda nossa criatividade. Ansel Adams morreu no ano de 1984, em Monterrey na Califórnia. E esse é o seu legado, sua contribuição e influência na fotografia.
Não devemos esquecer que o nosso estilo não deve ser dominado pela técnica, mas, o estilo é que deve moldar a técnica. Tudo depende do nosso olhar. Tudo parte de nós, da nossa capacidade de interpretar a luz e manusear a técnica. O resultado é fruto da nossa capacidade de manipulação aliada ao nosso olhar.

1515 – O italiano Leonardo da Vinci descreve cientificamente a câmera escura. Precursora das câmeras fotográficas atuais consiste em uma sala totalmente escura, com um pequeno orifício em uma das paredes através do qual a luz passa, projetando imagens invertidas dos objetos externos na parede oposta à abertura. No final do século XVI, colocam-se lentes no orifício para melhorar a projeção das imagens. Nesse período, a câmera escura era usada pelos pintores para copiar imagens da natureza.
1727 – O professor alemão Johann Heinrich Schulze constata que a luz provoca o escurecimento de sais de prata. Essa descoberta, em conjunto com a câmera escura, fornece a tecnologia básica para o posterior desenvolvimento da fotografia. 1826 – O físico francês Joseph Nicéphore Niépce consegue fixar a primeira imagem fotográfica conhecida, uma paisagem campestre vista da janela de sua casa. Ele coloca uma placa sensibilizada quimicamente dentro de uma câmara escura com orifício para exposição à luz, processo que demora, na época, oito horas.
1835 – O pintor francês Louis Daguerre descobre que placas de cobre cobertas com sais de prata conseguem captar imagens, que podem se tornar visíveis ao ser expostas ao vapor de mercúrio. Isso o leva a desenvolver, em 1939, o daguerreótipo, aparelho capaz de fixar a imagem com um tempo menor de exposição (em geral 30 minutos), o que possibilita realizar fotografias mais rápidas. Cada uma ainda é exemplar único, do qual não é possível fazer cópias.
1839-1840 – O físico britânico William Henry Fox Talbot cria uma base de papel emulsionada com sais de prata que registra uma matriz em negativo a partir da qual é possível fazer cópias positivas. Esse processo, chamado de calótipo e patenteado em 1841, é mais barato do que o de Daguerre, tornando a fotografia mais acessível e mais presente na vida das pessoas. Entre 1844 e 1846 Talbot publica The Pencil of Nature, o primeiro livro ilustrado com fotografias.
1840 – Chega ao Rio de Janeiro, em janeiro de 1840, o primeiro daguerreótipo, trazido por Abade Compte. O Brasil ingressa no mundo footgráfico 1840 – O norte-americano Alexander Wolcott abre o primeiro estúdio fotográfico do mundo em Nova York (EUA), onde realiza pequenos retratos com um daguerreótipo. No ano seguinte, começa a funcionar o primeiro estúdio europeu, em Londres (Reino Unido), dirigido pelo fotógrafo britânico Richard Beard.
1840 - Johann Christoph Voigtländer, natural de Viena, Austrial prodruz a primeira objetiva de grande luminosidade para sua época, f/3.7 e introduziu no mercado o primeiro daguerreótipo inteiramente de metal em 1841. 1851 – O escultor britânico Frederick Scott Archer desenvolve o processo chamado de colódio úmido, negativo feito sobre placas de vidro sensibilizadas com uma solução de nitrocelulose com álcool e éter. O fotógrafo tem de sensibilizar a placa imediatamente antes da exposição e revelar a imagem logo depois. Esse processo é 20 vezes mais rápido que os anteriores e os negativos apresentam uma riqueza de detalhes semelhante à do daguerreótipo, com a vantagem de permitir a produção de várias cópias.
1854-1910 – Nesse período desenvolve-se o movimento denominado pictorialismo, que se caracteriza por uma tentativa de aproximação da fotografia com a pintura. Para isso, os fotógrafos retocam e pintam as fotos, riscam os negativos ou embaçam as imagens. Também empregam em suas obras composições e assuntos característicos da pintura. Seus temas são, em geral, paisagem, natureza-morta e retrato. Entre os grandes fotógrafos dessa fase está o francês Félix Nadar, o primeiro a realizar fotos aéreas a partir de um balão, em 1858. Apesar do preconceito de alguns pintores em relação à fotografia, vários se baseiam em fotos para pintar, como os franceses Ingres e Delacroix e, posteriormente, muitos impressionistas.
1855 – O britânico Roger Fenton fotografa durante quatro meses a Guerra da Criméia (1853-1856). Para fazer seu trabalho, transforma uma carruagem puxada por cavalos em quarto escuro, onde revela as chapas. Ao todo, produz 360 fotografias. Realiza assim a primeira grande documentação de uma guerra e dá início ao fotojornalismo. 1861-1865 – O norte-americano Mathew Brady faz a cobertura da Guerra Civil Americana e torna-se um dos primeiros fotojornalistas do mundo.
1871 – O médico britânico Richard Maddox cria as chapas secas de gelatina com sais de prata, em substituição ao colódio úmido. Fabricadas em larga escala a partir de 1878, marcam o início da fotografia moderna. A grande vantagem em relação ao colódio úmido é que os fotógrafos podem comprar as chapas já sensibilizadas quimicamente, em vez de ter de prepará-las antes da exposição.
1878 – O inglês Edward Muybridge, fotógrafo inglês (9 de abril de 1830 – 8 de maio de 1904) reproduz em fotografia o movimento de um cavalo galopando. Conhecido por seus experimentos com o uso de múltiplas câmeras para captar o movimento, além de inventor do zoopraxiscópio- dispositivo para projetar os retratos de movimento que seria o precursor da película de celulóide (filme) e do cinema.
1880 – Publicação da primeira fotografia pela imprensa, na capa do jornal Daily Herald, de Nova York (EUA). Mas somente no início do século XX o uso de fotografias nos jornais e revistas torna-se comum. 1882 – O francês Aphonse Bertillon inventa o sistema de identificação de criminosos através da ampliação fotográfica das impressões digitais.
1888 – O norte-americano George Eastman desenvolve a primeira câmera portátil, a Kodak, vendida com um filme em rolo de papel suficiente para tirar 100 fotografias. Terminado o rolo, o cliente manda a câmera inteira para a empresa Eastman, que revela o filme e faz as cópias, devolvendo o aparelho com um novo rolo de filme. O lema da Eastman é "Você aperta o botão, nós fazemos o resto". A simplicidade da câmera Kodak é responsável pela popularização da fotografia amadora. No ano seguinte, Eastman substitui o filme de papel por um de plástico transparente à base de nitrocelulose.
1902 – O norte-americano Alfred Stieglitz funda o movimento fotossecessão, no qual a foto passa a ser valorizada como expressão artística própria, diferente das demais artes. Os fotossecessionistas defendem a fotografia sem retoques ou manipulação nos negativos e nas cópias, em reação ao pictorialismo. A fotografia se aproxima do abstracionismo, com ênfase na forma e não no objeto em si. O trabalho dos fotossecessionistas é divulgado pela revista Camera Work, fundada por Stieglitz e publicada entre 1903 e 1917. Edward Steichen, Alvin Langdon Coburn e Paul Strand estão entre os principais nomes do movimento.
1907 – Os franceses Auguste e Louis Lumière introduzem o autochrome, o primeiro processo fotográfico colorido. Consiste de uma placa de vidro coberta com grãos de amido tingidos (que agem como filtros para as cores primárias) e de poeira preta (que bloqueiam a luz não filtrada pelo amido). Sobre essa placa preparada é colocada uma fina camada de emulsão pancromática (sensível a todas as cores), obtendo-se uma transparência colorida positiva.
1915 – Com o aperfeiçoamento dos processos de impressão, os jornais diários começam a utilizar a fotografia com mais freqüência para ilustrar as reportagens, em substituição ao desenho. A presença de fotos na imprensa firma-se com os jornais Daily Mirror, de Londres (Reino Unido), e Ilustrated Daily News, de Nova York (EUA).
1919-1938 – Ao final da I Guerra Mundial, a fotografia liga-se a movimentos artísticos de vanguarda, como o cubismo e o surrealismo. Fotógrafos como o norte-americano Man Ray e o húngaro László Moholy-Nagy trabalham em estreita ligação com pintores e outros artistas. As técnicas de fotomontagem (manipulação de negativos) e fotograma (imagem direta sobre o papel fotográfico, sem o uso do negativo e da câmera) são amplamente usadas.
1923 – O norte-americano Edward Weston introduz a fotografia pura, sem retoques ou manipulações. Ele adota o uso mais realista e direto da câmera, com certa ênfase na forma abstrata, porém sem impedir a identificação do objeto fotografado.
1925 – Na Alemanha surge um estilo realista conhecido como Nova Objetividade, que propõe uma fotografia puramente objetiva, em oposição ao pictorialismo. Seu maior representante é Albert Renger-Patzsch, autor de fotografias que se caracterizam por linhas fortes, documentação factual e grande realismo. Outro expoente do movimento é August Sander.
1925 – A empresa alemã Leitz começa a comercializar a primeira câmera fotográfica 35 mm, a Leica, inventada pelo engenheiro Oskar Barnack. Ela dá um grande impulso para o fotojornalismo por ser silenciosa, rápida, portátil e por ter disponíveis diversos tipos de lentes e acessórios.
1928-1929 – O fotojornalismo desenvolve-se na Alemanha nas revistas Berliner Illustrierte e Münchener Illustrierte Presse. Os principais nomes dessa época são o alemão Erich Salomon e o britânico Felix Man.
1929 – As fotografias começam a ocupar grande espaço na publicidade, considerada um dos principais processos de criação artística nesse período. Vários profissionais importantes na época, como Cecil Beaton, Man Ray, Moholy-Nagy e Edward Steichen, fazem fotografias publicitárias paralelamente ao seu trabalho artístico pessoal.
1932 – O francês Henri Cartier-Bresson começa sua carreira como fotojornalista, desenvolvendo um estilo definido por ele como a busca pelo "momento decisivo", isto é, pelo instante fugaz em que uma imagem se forma completamente em frente à câmera. Por isso, não realiza nenhum tipo de retoque ou manipulação das imagens. Cartier-Bresson torna-se o mais influente fotojornalista de sua época. Entre os seguidores do seu estilo estão Robert Doisneau, Willy Ronis e Edouard Boubat, entre outros.
1932 – Fundação do grupo (64, nos Estados Unidos (EUA), os fotógrafos Ansel Adams, Edward Weston e seu filho Brett, Willard Van Dyke, Imogen Cunningham e Sonia Noskowiak. O nome refere-se à mínima abertura das lentes (diafragma) que permite a máxima profundidade de campo com o máximo de nitidez, a principal proposta do grupo.
1933 – O norte-americano Harold Edgerton desenvolve o flash eletrônico, luz relâmpago..
1935 – Os norte-americanos Leopold Godowsky Jr. e Leopold Mannes inventam o filme Kodachrome, que permite a obtenção de transparências (slides) coloridas com grande riqueza de detalhes e de tons, próprias para reprodução ou projeção.
1935-1943 – A Farm Security Administration, entidade criada pelo presidente norte-americano Franklin Roosevelt para estudar e diminuir os problemas da população rural dos Estados Unidos (EUA) durante a Grande Depressão, recorre à fotografia para registrar suas atividades, dando impulso à fotografia documental e de denúncia social. Destacam-se o trabalho dos fotógrafos Walker Evans, Dorothea Lange, Margareth Bourke-White, Ben Shahn, Arthur Rothstein e Gordon Parks.
1936 – O norte-americano Henry Luce funda a revista Life, nos Estados Unidos (EUA), com o objetivo de substituir a fotografia acidental, improvisada, por uma edição de fotografia planejada. Os fotógrafos a serviço da revista, um marco da fotorreportagem mundial, são pautados para cada matéria e encorajados a produzir uma grande quantidade de imagens para dar mais opções de escolha aos editores. Vários dos principais nomes do fotojornalismo mundial trabalham para a Life, entre eles Robert Capa, que faz a cobertura de guerras em todo o mundo, durante vinte anos, até morrer no Vietnã, ao pisar em uma mina terrestre. Entre suas fotos mais famosas estão Morte de um Soldado Legalista (soldado sendo alvejado na Guerra Civil Espanhola, entre 1936-1939) e a série de imagens feitas durante o desembarque das tropas aliadas na Normandia, em 1944, durante a II Guerra Mundial.
1942 – A Kodak introduz o filme Kodacolor, negativo colorido que permite a confecção de cópias em cores. Em 20 anos, o Kodacolor torna-se o filme mais popular entre os fotógrafos amadores. A empresa alemã Agfa, que havia desenvolvido o processo negativo-positivo colorido Agfacolor em 1936, começa a comercializá-lo apenas em 1949, devido à eclosão da II Guerra Mundial.
1945 – A empresa austríaca Voigtländer desenvolve as lentes zoom, que permitem fotografar objetos situados a grande distância da câmera. 1947 – Os fotógrafos Robert Capa, Daniel Seymour, Henri Cartier-Bresson e George Rodger fundam nos Estados Unidos (EUA) a agência cooperativa Magnum. Nela trabalham os principais nomes do fotojornalismo mundial, entre eles o norte-americano Eugene Smith, o suíço Werner Bischof e o brasileiro Sebastião Salgado.
1948 – O norte-americano Edwin Land desenvolve a câmera Polaroid, que tira fotos instantâneas em preto e branco. Década de 50 – Após a II Guerra Mundial, uma corrente da fotografia volta a passar por uma fase abstracionista e deixa de ter o compromisso de registrar a realidade. Adota-se o uso expressivo e emocional das imagens. Nessa linha destaca-se o trabalho do norte-americano Minor White. Para ele, a fotografia deve ser transformada para que o espectador perceba a mensagem interior da imagem, não visível na superfície. Outros representantes dessa corrente são Aaron Siskind, Harry Callaham e Bill Brandt. No fotojornalismo, a cobertura fotográfica dos acontecimentos no pós-guerra ganha fôlego com as revistas Time e Newsweek, nos Estados Unidos; Paris Match, na França; e Der Spiegel e Stern, na Alemanha.
1955 – O fotógrafo norte-americano Edward Steichen organiza no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) a exposição The Family of Man, uma seleção de cerca de 500 fotos tiradas em 68 países que registram todas as fases da vida humana, do nascimento à morte. A exposição, que teve grande repercussão mundial e se tornou um marco da fotografia documental, é levada a vários países e dá origem a um livro com diversas edições.
1959 – Lançamento do livro The Americans, do fotógrafo norte-americano Robert Frank, registro fotográfico da viagem que fez pelos EUA com o poeta beat Jack Kerouak. Frank rompe com a tradição da fotografia documental, imparcial e distante, dando às suas imagens um caráter subjetivo.
Década de 60 – Nesse período desenvolve-se um grande intercâmbio entre o trabalho de fotógrafos e artistas plásticos. Muitos fotógrafos usam técnicas manuais de manipulação de imagens, como retoques e pinturas de negativos e de cópias. Os pintores, por sua vez, imitam a visão fotográfica (figurativa) e introduzem fotos em suas obras, por meio de colagem ou reprodução em silkscreen, como ocorre na pop art, nos trabalhos dos norte-americanos Andy Warhol e James Rosenquist. A fotografia também é bastante utilizada pela arte conceitual, como meio para a expressão de um conceito.
1962 – Os norte-americanos Emmett Leith e Juris Upatnieks e o soviético Yuri Denisyuk desenvolvem simultaneamente a holografia, fotografia em três dimensões obtida por meio da exposição de um filme à luz de raio laser refletida em um objeto. Década de 70 – As fotografias ganham maior importância como obras de arte. Começam a ser produzidas com mais freqüência em formato de livro, são exibidas em galerias e museus e compradas por colecionadores. A fotografia passa também a ser objeto de estudo acadêmico, como arte que deve ser compreendida e estudada, a exemplo das demais manifestações artísticas (pintura, música, literatura, entre outras). A fotografia documental continua a ser desenvolvida, apesar de ter perdido espaço para a televisão e o cinema. Aumenta o uso da cor, em especial na fotografia de moda e de publicidade.
Década de 80 – Nesse período, é reforçada a visão da fotografia como obra capaz de transmitir informação e prazer, mas também como meio de comunicar mensagens políticas e sociais. Cresce a importância da imagem fotográfica como instrumento da publicidade. Um dos principais nomes da fotografia publicitária é o italiano Oliviero Toscani, ao tratar de questões como tabus, violência e racismo em seus trabalhos. Natural de Milão, 28 de fevereiro de 1942, criou campanhas publicitárias polêmicas para a marca italiana Benetton, iniciada em 1982. A maioria de suas campanhas era institucional, o alvo era propaganda de marca e não de produto, normalmente composta apenas por uma fotografia polêmica e o logo da companhia. Técnicas antigas de reprodução voltam a ser utilizadas para a produção de imagens mais elaboradas e verifica-se uma tendência a se reduzir o número de cópias de uma fotografia.
1981 – O brasileiro Sebastião Salgado torna-se mundialmente conhecido ao ser o único fotógrafo a registrar a tentativa de assassinato do presidente norte-americano Ronald Reagan. Representante da fotografia documental, Salgado se destaca nos anos 80 e 90 por suas grandes foto reportagens de denúncia social, publicadas em livros como Sahel: l'Homme en Détresse (1986), Trabalhadores (1993) e Terra (1997).
Década de 90 – Intensifica-se o uso das câmeras digitais, principalmente no fotojornalismo e na publicidade. Nessas câmeras, o filme é substituído por um disco ou cartão de memória no qual as imagens são armazenadas digitalmente. Elas podem, assim, ser transmitidas por meio de linha telefônica para um computador em qualquer lugar do mundo de forma extremamente rápida, já que o processo digital elimina a necessidade de revelação fotoquímica e ampliação.
1993 - Glass Tears, de Man Ray, torna-se a fotografia mais cara do mundo, ao ser vendida por US$ 65 mil.
1997 – A Maison Européenne de la Photographie (França) realiza a exposição Des Européens, que apresenta 20 fotos inéditas de Henri Cartier-Bresson. A mostra reúne ainda outras 160 imagens realizadas pelo fotógrafo francês entre os anos 30 e 70.
CRONOLOGIA DA FOTOGRAFIA DIGITAL:
1920 - início da transmissão de imagens Londres/Nova York pelo cabo submarino - 3 horas.
1957 - Russell Kirsch, NBS - “escaneou” a primeira imagem e introduziu em um computador. 1964 - NASA-Jet Propulsion Lab. Receberam as primeiras imagens enviadas pelas câmeras da Mariner 7.
1975 - Primeira câmera digital. Inventor: Steven J. Sasson, ano 1975, peso: 5 kilos, armazenamento de imagens fita cassete.
1981 - Sony introduz no mercado mundial a Mavica. O projeto só seria economicamente viável à partir de 1998 1981 - IBM apresenta sistema operacional MS-DOS.
1984 - Apple introduz os computadores Macintosh. 1985 - Thunderscan e MacVision - scanners de baixa resolução e baixo custo. 1986 - placas TrueVision /Targa -imagens coloridas.
1987 - Macintosh II - 16,7 milhões de cores no monitor. 1988 - novos periféricos para Mac: slides printer, scanners para cromos 35 mm, impressoras coloridas, ImageStudio-soft para manipulação de imagens P&B, etc. 1989 - arquivos JPEG são adotados com padrão. Microsoft inicia o Windows 3.0. 1990 - 29 de novembro. Guerra do Golfo. Novas tecnologias são testadas .
1990 – Adobe lança o programa Photoshop 1,0 versão exclusiva para Machintosh.
1991 -2000 - Aparecimentos de diversos modelos avançados de câmeras digitais: SinarScitex - PhaseOne - Dicomed - Kodak / Nikon, Canon, Epson, etc.2002 – Canon lança primera câmera full frame, EOS-1Ds.
2003 até hoje – novos sensores, processadores e novas pesquisas para imagens em 3D.

Foto: Emmett Leith, experimentos com fotografia 3D, 1966
O ano começa com muitas novidades na indústria. A fotografia 3D é uma das mais quentes. Outros lançamentos não ficam atrás
Preste atenção a estas notícias. Sony anunciou que vai vender no Japão a partir de junho televisores 3D (e Wi-Fi) da linha Bravia para a Copa do Mundo. Serão oito modelos com tamanhos de 40 a 60 polegadas com direito a dois óculos por aparelho para assistir aos jogos (e a qualquer outro programa) em três dimensões. Já na Cebit, que aconteceu em Hannover, na Alemanha, várias empresas exibiram uma enxurrada de produtos de olho no 3D. Um dos lançamentos que chamou a atenção por lá foi uma tela que reproduz a tecnologia sem a necessidade de óculos. A Mitsubishi anunciou recentemente um TV 3D de 82 polegadas (a maior do mundo com a tecnologia).
A VELHA PERGUNTA - É mais uma moda? Pode ser, mas uma pesquisa (NPD) recente nos Estados Unidos levantou que um terço dos consumidores daquele país quer um televisor 3D. No Brasil, o desfile das escolas de Samba no Rio de janeiro teve parte da programação nesse formato. E a corrida da Fórmula Indy, que ocorreu em março em São Paulo, teve parte da transmissão na mesma forma. A ESPN, maior canal de esportes do mundo, promete diversos jogos com a novidade. Havia tempo que as indústrias tão distintas e poderosas apontavam alto no mesmo alvo. Afinal televisão, cinema (“Avatar” é a maior bilheteria de todos os tempos), indústria de games eletrônicos, todos acreditam no potencial dessa nova forma de se divertir. E a fotografia, seja na captura, edição ou saída, será também relevante nesse jogo.
O QUE HÁ DE NOVO – A fotografia existe faz muito tempo. O que mudou é que agora com o 3D é mais rápido, fácil e divertido. No ramo, quem saiu na frente foi a Fujifilm com a solução completa. Tudo começou no ano passado quando a empresa lançou a primeira compacta digital 3D a Fine Pix Real 3D W1. Além do modelo, também apresentou um porta retrato com a tecnologia. E agora a fabricante japonesa anunciou a impressora, chamada 3D Print System e voltada a fotógrafos de eventos, parques temáticos, cruzeiros e pontos turísticos. E claro, lojas de foto e fotocenters. A impressora faz fotos em poucos minutos e dispensa óculos para ter a sensação 3D. O equipamento é portátil e ocupa pouco espaço, com tecnologia de impressão térmica. Os tamanhos de fotos são: 10 por 15, 13 por 18 e 15 por 22com. Também é possível criar templates e colocar efeitos em cada foto. O caráter inovador e possibilidade de encantar com fotos impressas têm tudo para trazer o consumidor de volta à loja.
TENDÊNCIA - A fotografia profissional também deve seguir por esse caminho. Basta ver durante as últimas Olimpíadas de Inverno um respeitado fotógrafo da Sports Ilustrated cobriu o evento com uma Nikon d700 com duas lentes em um só corpo. Por que os veículos de comunicação seguiriam nessa trilha? Simples, a possibilidade de chamar mais atenção dos consumidores com anúncios em revistas, jornais e outdoors tridimensionais, além de ser mais um diferencial para oferecer aos anunciastes (quer com ou sem 3D?).
ENCANTAR DE NOVO – Para o fotógrafo profissional, seja qual for a área, oferecer uma foto 3D tem primeiramente o caráter de novidade. E o que é novo sempre representa maior valor de venda. Uma fototela tridimensional, algumas páginas no book de estúdio ou no álbum de casamento. Ou quem sabe aquela foto de formatura com o canudo saltando da imagem. Claro, onde há novidade surge o exagero. Folhear dezenas ou centenas de fotos tridimensionais pode ser cansativo. Tudo indica um caminho sem volta. Afinal, são grandes marcas investindo pesado na integração de eletrônicos, televisores de LCD, videogame, impressora, Blu-ray, laptop e porta-retratos digitais. Onde o 3D empolga • A nova fotografia 3D tem um ciclo completo: câmera, LCD grande, home theater, impressora, porta-retrato, laptop e impressora. È diversão integrada • É novidade, e divertida. Ótimo de expor em uma loja de foto ou estúdio • Em alguns casos dispensa óculos • Dá para cobrar mais pelos produtos • A foto 3D impressa é um presente diferenciado Os Bloqueios • Há quem rejeite a solução 3D • Muitas pessoas sentem desconforto ou não conseguem enxergar o efeito • É mais cara, mas baixará de preço • Para ter o efeito máximo necessita de óculos (que são caros) • O exagero de fotos em um álbum e o bom gosto sempre ficará por um fio
APOSTA DA INDÚSTRIA – Além da Fuji, Samsung e Sony estão prestes a lançar câmeras 3D. a Sony anunciou uma nova linha de compactas digitais que produzem fotos tridimensionais. A Sony deve lançar um modelo Vaio(laptop) 3D ainda neste ano. A linha de câmeras profissionais Sony Alpha também chegaria ao mercado na versão 3D. Em entrevista recente para a mídia norte-americana, o VP, Hiroshi Yoshioka, da área de produtos de consumo, disse que há interesse em lançar câmeras digitais com o recurso. Enquanto isso, a Samsung apresentou na CES deste ano um protótipo de uma nova câmera 3D. A Panasonic também lançou um home theater Full HD 3D. Com tela, Blu-ray e óculos. Certamente isso terá impacto na forma de ver as fotos daquela viagem nas reuniões familiares.
FONTE: Revista Fhox, edição 134 http://www.fhox.com.br
3 D CAUSA MAIS FADIGA VISUAL QUE COMPUTADOR
Alterações oculares aumentam o desconforto. Doenças comuns na infância impedem visão 3D Os filmes, TVs e games 3D estão se transformando em um tremendo desconforto para uma parcela significativa da população. De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, autor de três estudos sobre os efeitos do computador na visão, a exposição à projeção 3D pode aumentar em até 10 vezes a fadiga visual experimentada em frente ao micro. Isso porque, explica, os principais fatores que provocam a síndrome da visão no computador são o maior esforço para enxergar de perto que prejudica o relaxamento da acomodação para visualizar imagens distantes e a redução no número de piscadas que resseca a lágrima. Já a tecnologia 3D gera um conflito entre a acomodação que responde pela focalização das imagens e a convergência, movimentos oculares que nos dão a percepção de profundidade.
Muitos pacientes relatam que após 10 minutos assistindo um filme 3D já começaram a sentir desconforto visual e dor de cabeça, sintomas que só ocorrem depois de 2 horas de trabalho no computador, comenta. Isso acontece, explica, porque a visualização 3D nas telas é formada por duas imagens deslocadas horizontalmente que são captadas separadamente por cada olho, através das lentes polarizadas dos óculos 3D. Como todas as imagens estão no mesmo plano, ressalta, para termos visão de profundidade, nossos olhos são submetidos a um maior esforço acomodativo e de convergência que exigem um trabalho extra do cérebro. Este esforço causa a “3D fobia” que atinge inclusive pessoas com boa visão, por conta da dificuldade de focar com nitidez as imagens de fundo e as mais próximas que saltam das telas.
Os principais sintomas são: dor de cabeça, náusea, olho seco, irritação ocular e cansaço visual. As dicas de saúde para evitar a 3D fobia são: · Concentre o foco no ponto principal da imagem. · Faça pausas de 5 minutos a cada ½ hora de exposição. · No cinema evite as poltronas próximas à tela. · Posicione-se ao nível da tela da TV ou videogame · Mantenha distância 3 vezes maior que a altura da tela. Queiroz Neto diz que o desconforto é temporário para a maioria das pessoas, mas é maior para metade da população brasileira que usa óculos de grau. Isso porque, explica, os óculos 3D colocados sobre as lentes corretivas podem alterar a distância e prejudicar o foco.
Por isso, o uso de lentes de contato é mais indicado, mas nem todas estão adaptadas para a nova tecnologia, ressalta. Quando o desconforto é prolongado pode indicar estágio inicial do glaucoma ou ao estrabismo latente, também conhecido como foria, que provoca o desvio dos olhos em situações de grande esforço visual. Entre adultos, a catarata e alterações na retina são as principais doenças que impossibilitam a visualização das telas 3D. Doenças tratáveis impedem visão 3D na infância .
O especialista afirma que no Brasil, o estrabismo atinge entre 5% e 10% da população e é a maior causa da incapacidade para enxergar projeções 3D entre crianças. A doença pode ser diagnosticada nos primeiros meses de vida. Impossibilita a fusão das imagens captadas por cada olho na retina porque provoca o desvio dos olhos e isso faz o cérebro anular uma dela, explica. Queiroz Neto alerta que em muitas crianças o desvio dos olhos não é constante. Isso faz com que os pais deixem de fazer o acompanhamento médico por acreditarem que o problema está regredindo. É um erro, comenta, porque o estrabismo não regride sem tratamento e depois dos 5 anos é um mal para o resto da vida que vai excluir estas crianças do acesso à tecnologia 3D e dificultar várias atividades.
A dica é observar se a criança aproxima demais os objetos do rosto, espreme ou coça os olhos com frequência. Ele diz que as principais causas do estrabismo são: excesso de força ou fraqueza dos músculos que sustentam os olhos, miopia e hipermetropia. A recomendação é que a doença seja tratada antes dos 5 anos através de óculos, exercícios visuais, colírio ou cirurgia. Isso porque, a falta de tratamento induz a duas doenças que dificultam todo tipo de atividade e eliminam a visão 3D: anisometropia, diferença grande de refração entre os olhos, e ambliopia ou olho preguiçoso, maior causa de cegueira monocular entre crianças.
Adultos também podem ter estrabismo decorrente de traumas, diabetes ou alterações na tireóide. Nos traumas, os exercícios ortópticos podem reabilitar a visão. A cirurgia em adultos tem apenas efeito estético.
Fonte: http://www.ubaweb.com/revista/g_mascara.php?grc=30465
Focus Escola de Fotografia
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Ansel Adams e sua camera de grande formato
FONTE: http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1629191
Foi confirmada nesta segunda-feira a autoria dos negativos perdidos do pai da fotografia americana, desparecidos desde 1937 Há dez anos, o norte-americano Rick Norsigian comprou, por 45 dólares (cerca de 35 euros), duas pequenas caixas embrulhadas em jornais antigos, datados de 1042 e 1943.
Mal sabia o pintor que os 65 negativos em placas de acrílico contidos nas caixas, que adquiriu numa venda de garagem em Los Angeles, EUA, eram na verdade os originais perdidos de Ansel Adams, o cronista da paisagem e do quotidiano norte-americano do início do século XX que, pela sua obra enciclopédica e pelo retrato assombrado do Oeste americano, é hoje tido como o pai da fotografia nos EUA.
Foi o especialista em arte Robert Moeller que confirmou, na segunda-feira, a autoria das imagens, cujo valor ascende aos 200 milhões de dólares (153 milhões de euros). Esta conclusão foi alcançada após mais de um ano e meio de estudos. Ainda assim, mais importante do que o inacreditável golpe de sorte de Rick Norsigian, é o facto de, não fossem estas as fotos "perdidas" de Ansel Adams, o paradeiro dos negativos ser desconhecido, julgando-se até que tivessem sido destruídos no incêndio que deflagrou no laboratório do fotógrafo em 1937.
Ansel Adams morreu em 1983, de ataque cardíaco. Em vida, para além do extenso catálogo fotográfico que desenvolveu e do papel fundador que teve na fotografia americana, foi eleito, em 1966, membro da Academia Americana de Artes e Ciências (órgão de pesquisa e desenvolvimento no domínio das artes e tecnologia) e recebeu em 1980 a Presidential Medal of Freedom, o mais alto galardão civil americano.
Focus Escola de Fotografia
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Há uma ciência, denominada TEORIA DA INFORMAÇÃO, que estuda e prevê por fórmulas matemáticas e métodos estatísticos, o conteúdo da mensagem fotográfica na comunicação, e a sua devida repercussão dentro das mídias imprensa ou eletrônica.
Na formação, ou elaboração, da mensagem há três conceitos que coexistem e moldam-na, para oferecer a possibilidade de compreensão do receptor.
O primeiro conceito é a INFORMAÇÃO, determinada pelo grau de improviso, pela novidade. Por exemplo: uma pessoa está numa fila, a espera do ônibus, de repente escorrega e cai. O escorregão e o tombo são a informação, pois o fato é inesperado. Portanto, a Teoria da Informação coloca em primeiro plano a IDÉIA DE NOVIDADE, como valor central objetivo, pois esta pode ser medida matematicamente. E, assim substitui a noção de "beleza transcendente" que é muito difícil de ser utilizada na prática, visto que se fundamenta em subjetivismo.
Às vezes, na mesma mensagem há REDUNDÂNCIA. No sentido atribuído ao termo, quer dizer, repetição. É o oposto da informação, que se apresenta na mensagem de várias maneiras. Uma mensagem redundante pode ser desnecessária.
Como o valor é quantitativo, uma mensagem 100 % redundante é banal, dispensável, pois não traz nenhuma novidade a quem a interpreta, além de reduzir o próprio índice de informação. Entretanto, a redundância ainda pode ser:
A) Redundância de Objeto - quando o elemento fotografado é o mesmo em várias situações.
B) Redundância de Sentido - quando os elementos são diversos (vários objetos), mas, o sentido é o mesmo.
C) Redundância de objeto-sentido - quando o objeto e o sentido são os mesmos, isto é, temos uma repetição como se fosse uma cópia xerox.
O ultimo conceito dentro da mensagem é do RUÍDO. É tudo que não pertence a um contexto mas é inesperado. Em outras palavras, é o que causa interferência na transmissão da idéia ou o que atrapalha a comunicação. Por exemplo: na fotografia, é quase comum o negativo se apresentar riscado. As razões estão fora do contexto (imprudência na manipulação do material durante o processamento) e a posterior ampliação revelará risco na imagem, o que atrapalhará quem a observar.
Portanto, ruído pode ser definido como qualquer interferência externa, fora do contexto da mensagem. Entretanto, o próprio ruído pode ser utilizado como aumento da informação. O próprio fotógrafo pode, por meio de um estilete bem fino, riscar propositadamente o negativo, criando novas formas ou imagens, para aprimorar a sua mensagem. Ou ainda, fotos de menores ou pessoas nuas publicadas em jornal com a tradicional tarja preta.
TIPOS DE FOTOGRAFIA
De maneira breve, podemos classificar a fotografia em dois tipos, segundo as circunstancia em que ela se inscreve:
Primeiro, no caso de se apresentar isolada, ou seja, mesmo estando em grande número, ela possui características autônomas, (mensagens autônomas) que se diferenciam.
Segundo: São as denominadas de sintaxe. Nestas, há um conjunto de fotos relacionadas entre si, numa seqüência disposta ordenadamente, como é o caso corrente das revistas ilustradas, ou fotonovelas.
As fotos em formas de sintaxe (seqüência), podem ser definidas de duas maneiras:
1) Cronológica, quando se acompanha movimento por movimento para se reduzir o fato;
2) E, lógica, quando não é preciso um acompanhamento rígido de todos os detalhes, para deduzir o fato. Os pormenores são sugeridos pela ausência. Porém, tanto as fotos isoladas como a sintaxe compõe-se de outros critérios diferenciados. Estas podem ser concebidas de três maneiras:
FOTO POSE - Há preparação, isto é, ela é preconcebida para determinado fim, e seu objetivo é demarcado, tem consciência do que se pretende mostrar. O exemplo comum que pode ser identificado, freqüentemente, na imprensa, são as fotografias de políticos cumprimentando populares, ou crianças, e fotografias de moda, publicadas em revistas femininas.
FOTOS OBJETO - Podem ser apresentadas de duas formas, quando se fotografa um elemento (objeto), ou quando alguém representa um objeto. No primeiro caso, é simplesmente objeto sem si, e sua significação.
Já no segundo, alguém se torna personagem, pois é retratado na forma do objeto, ora substituindo o conteúdo numa ligação de significados sugeridos. O exemplo clássico é a tradicional foto do rapaz da “casas Bahia”, ou o próprio "baixinho" da Kaiser. Fica clara, associação de significados. A presença da pessoa, automaticamente nos remete ao produto ou situação específica.
FOTOS CHOQUE - Na essência são fotos "realísticas", ou hiper-realistas, no sentido de dar a noção exata do fato, e do instante em que o fotógrafo a colheu. São flagrantes de acontecimentos. O que, por outro lado, não descarta do fotógrafo um rápido estudo dos melhores ângulos ou momentos mais propícios para registrá-la. Isto depende do seu senso de oportunidade. O exemplo, também clássico, da foto-choque, foram àquelas do maremoto da Ásia, incêndios, rebeliões, atentados terroristas. Entretanto, há casos de manipulação “em loco” ou posterior na redação, que podem converter fotos pose em foto-choque, apesar deste procedimento ser condenado pela ética do jornalismo internacional.
Prof. Enio Leite http://www.escolafocus.net

Escola de Fotografia
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INTRODUÇÃO: A COR EM PRIMEIRO LUGAR
A cor é mais ligada à emoção do que à forma. Se expusermos para um grupo de pessoas, por um curto período, uma coleção simples de várias formas (quadrados, círculos, triângulos) em várias cores (vermelho, amarelo, azul), serão lembradas muito mais as cores do que as formas.
Quando um designer escolhe uma cor, tem em mente que está lidando com um elemento de estímulo imediato que atinge diretamente a emoção humana.
A ciência reconhece que as cores exercem sobre todos nós efeitos decisivos, tanto no plano fisiológico como psicológico.
Quando descrevemos um objeto, geralmente a cor é sempre o ponto de referência: uma caixa marrom, um tubo vermelho, uma garrafa verde, uma bola dourada.
As cores e suas relações:
AMARELO
É uma cor luminosa e muito forte para atrair a atenção, seja sozinho ou em conjunto com outras cores. É feliz, vibrante, vivo.
LARANJA
Transborda irradiação e expansão. É acolhedor, quente, íntimo.
VERMELHO
Significa força, alegria de viver, virilidade, masculinidade, dinamismo. É uma cor brutal, exaltante e até enervante. Impõe-se sem discrição.
Essencialmente quente, transbordante de vida e de agitação.
As nuances de vermelho têm características particulares:
O vermelho púrpuro é severo, tradicional, rico, poderoso, de grande dignidade.
O vermelho encarnado conota atividade, força, movimento, desejos passionais.
O vermelho cereja sugere sensualidade.
O vermelho mais claro mostra força, impulso, energia, júbilo e triunfo.
Na medida em que o vermelho escurece, mais grave e profundo será. Ao tornar-se mais claro, mostra jovialidade e fantasia.
ROXO
Equivale a um pensamento meditativo e místico, mistério. É uma cor melancólica, cheia de dignidade e realeza.
AZUL
Cor profunda, calma. Preferida por adultos, marca uma certa maturidade.
Quando sombrio, o azul chama ao infinito. Mais claro, provoca uma sensação de frescura e higiene, principalmente quando na presença de branco.
VERDE
Cor universal da natureza. Tem frescor, harmonia e equilíbrio. Cor calma, não se dirige a nenhuma direção nem encerra algum elemento de alegria, tristeza ou paixão.
O verde mais amarelado sugere uma força ativa, um aspecto ensolarado. O verde, seja em tons mais claros ou escuros, é sempre indiferente e calmo.
Entretanto, no meu entender, é a cor mais difícil de se representar numa tela de computador. Ou são puxados para o limão, ou para o militar ou azulado. Se você já tentou criar um verde bandeira sabe do que eu estou falando...
PRETO
Silêncio eternizante. É a morte, o infortúnio. Quando brilhante, confere nobreza, distinção e elegância. Cor preponderantemente masculina.
ROSA
É de pouca vitalidade e sugere feminilidade e afeição. É uma cor íntima, de doçura e romantismo.
CINZA
É a expressão de um estado de alma duvidosa e neutra. Símbolo da indecisão e da ausência de energia. Quanto mais sombrio, mais conota desânimo, monotonia.
BRANCO
Sugere pureza. Cria uma impressão de vazio e de infinito. Evoca frescor e limpeza, principalmente quando combinado com o azul.
MARROM
Emana a impressão de algo maciço, denso, compacto. Sugere segurança e solidez.
É claro que isto tudo parece muito simplificado apresentado desta forma, uma vez que a combinação entre as cores, a área ocupada por cada uma delas, as formas nas quais se encerram, tudo isso somado é que vai determinar o aspecto, ou "clima" final de seu trabalho.
Para terminar, não podemos nos esquecer também que a percepção de uma cor é afetada pela experiência individual e os aspectos culturais de um determinado local. Por exemplo, para os chineses, o branco é a cor oficial do luto, enquanto no ocidente ela está mais associada à pureza, ao início, e não ao fim, à morte.
COR E PERSPEPÇÃO HUMANA
A cor tem um profundo impacto sobre a mente dos homens e por isso mesmo vem merecendo uma atenção especial por parte dos estudiosos desde os primórdios tempos. Elas fazem parte da vida do homem, pois são vibrações do cosmo que penetram em seu cérebro, para continuar vibrando e impressionando sua psique, para dar um som e um colorido ao pensamento e as coisas que a rodeiam. Além de atuarem sobre a emotividade humana, as cores produzem uma sensação de movimento, uma dinâmica compulsiva. Naturalmente as pessoas associam cores a diversas situações de suas vidas; com base nessa propriedade faz-se uso de cores para indicar condições diversas tais como: perigo, atenção, qualidade de alimento, acidez e alcalinidade em experimentos químicos.
Essas associações são influenciadas por aspectos geográficos, culturais e a idade. Pessoas de lugares tropicais gostam mais de cores saturadas e com brilho; porém, os moradores de regiões mais temperadas possuem uma tendência para cores sombrias, isto por que essas são as cores que elas vêem no seu dia a dia. Os costumes sociais também são fatores de grande intervenção nas escolhas das cores. Em determinadas culturas as cores das roupas de mulheres mais idosas diferem das usadas pelos jovens; este fato decorre de hábitos sociais estabelecidos durante um longo espaço de tempo, fixando atividades psicológicas que orientam, inconscientemente, as inclinações de cada um, e até definindo estados emocionais.
Um exemplo disto é a cor branca que no ocidente é visto como pureza e alegria sendo utilizado no vestido de noiva, que no oriente ela é a cor dar morte e dor, sendo o vermelho a cor convencional para o vestido de noiva. A cor também entra no aspecto ilusório fazendo o espaço (físico) parecer mais baixo, mais alto, maior ou mais estreito. Dependendo também da luz, determinadas cores dão a sensação de proximidade e outras, de distância. A influência psicológica das cores é utilizada também na segurança do trabalho e no campo industrial, seguindo as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Azul - Controle de equipamentos elétricos; Vermelho - Equipamentos de proteção contra incêndio ou combate a incêndios; Preto - Controle de resíduos.
É também utilizada nos sinais de trânsito: Vermelho - Perigo, pare; Verde - Segurança, siga; Amarelo - Atenção. Quando um designer ou qualquer outro profissional da área escolhe uma cor, ele deve ter em mente que está lidando com um elemento de estímulo imediato e que atinge diretamente a emoção humana.
AS CORES E SUAS RELAÇÕES CORES ACROMÁTICAS
São os vários tons de cinza localizado, entre o branco e o preto. O preto em sua máxima intensidade absorve toda energia luminosa e o branco por sua vez reflete toda a luz. BRANCO Sugere a) sensações de: Pureza; vazio; infinito; frescor e limpeza, principalmente, quando combinado com o azul; b) associação de: Ordem, simplicidade, pensamento, juventude, otimismo, piedade, paz, harmonia, estabilidade; batismo; casamento; primeira comunhão e neve. * O branco para os ocidentais simboliza vida, já para os orientais, a morte. PRETO Sugere a) sensações de: Silêncio; morte, infortúnio; poder; miséria, maldade, pessimismo, tristeza, desgraça, dor, negação, opressão, angústia e condolência. Quando brilhante: confere nobreza, distinção e elegância, masculinidade. b) associação de: Sujeira, sombra, enterro, noite, fumaça, coisas escondidas. CINZA Sugere a)sensações de: Indecisão; ausência de energia, sombrio, desânimo, monotonia; poder, elevado nível sócio-econômico; tédio; tristeza; decadência; velhice; seriedade; sabedoria; aborrecimento; carência vital; b) associação de: Chuva, rato, máquinas. * Também é a cor de pessoas criativas, e não interfere junto às cores em geral.
CORES CROMÁTICAS
VERMELHO: Sugere a) sensações de: Vida; força, alegria, virilidade, masculinidade, dinamismo; alivio; movimento; coragem; esplendor; agressividade, alegria comunicativa, conquista; sexualidade; raiva; paixão; b) associação de: Rubi, cereja, guerra, lugar, sinal de parada, perigo, vida, fogo, chama, sangue, lábios, mulher, afetividade.
LARANJA: Sugere a) sensações de: Jovialidade; alegria; aumento de apetite; Transborda irradiação e expansão. É acolhedora, quente e íntima; b) associação de: Vitalidade, saúde, jovialidade; sensibilidade; outono; fogo; pôr do sol; luz; calor; festa.
AMARELO: Sugere a) sensações de: Vida; ciúme; orgulho; egoísmo; inveja; espontaneidade; euforia; originalidade; b)associação de: Flores grandes; palha; luz; verão; calor de luz solar; ouro. É ideal para chamar a atenção.
VERDE: Sugere a) sensações de: Indiferença; calma; bem-estar; paz; saúde; tranqüilidade; coragem; descanso; tolerância; ciúme; b)associação de: Umidade, frescor, bosque, águas claras, folhagem, mar, planície, natureza.
AZUL: Sugere a) sensações de: Maturidade; infinito; frescor; higiene, principalmente quando na presença de branco; b)associação de: Montanhas; frio; mar; céu; viagem; sentido (direção); advertência, precaução, confiança.
ROXO: Sugere a) sensações de: Mistério; melancolia; calma; b) associação de: Noite; igreja; grandeza; calma.
MARROM: Sugere a) sensações de: Maciço; denso; compacto; segurança; solidez; b) associação de: Terra, outono, doença, sensualidade, melancolia, resistência, vigor.
ROSA: Sugere a) sensações de: Feminilidade; afeição. Íntima; romântica; amor; b) associação de: Alegria; empatia; companheirismo. Cor Luz Cor - luz é a cor que baseia na soma de três cores, verde, vermelho, azul (RGB - Red, green e Blue), é a luz solar, a mistura destas três cores produzem milhões de outras cores, a soma total destas três cores produz a luz branca, este modelo e muito utilizado em TV, monitores de computadores scanneres.
Cor Pigmento
Cor pigmento, é a substância material que conforme sua natureza, absorve, refrata e reflete os raios luminosos componentes da luz que se difunde sobre ela. São o Ciano, Magenta, Amarelo (Cian, Magenta, Yellow - CMY), que misturadas em partes produzem outras milhões de cores subtrativamente, a soma total delas produz um preto turvo, este modelo de cor e largamente utilizada nas Artes Gráficas. Cor em ambientes A aplicação da cor em ambientes.
O planejamento adequado delas no ambiente de trabalho, aplicando-se cores claras em grandes superfícies, com contrastes adequados para identificar os diversos objetos, associado a um planejamento adequado de iluminação, tem resultado de economia cerca de 30% no consumo de energia. O aumento de produtividade que chega a 80% a 90%, lembrando que as cores influenciam diretamente no humor das pessoas e um objeto bem iluminado se torna mais seguro. Existem diversa experiências que comprovam que as cores influenciam no comportamento das pessoas, por exemplo, usar cores frias em ambientes que se trabalha com fornos, cores claras em cabinas de barcos dando a sensação de maior.
Nota que há certa padronização de cores no meio de trabalho. Cor nas fábricas Nas fábricas, em geral, são recomendadas as seguintes combinações: Paredes : cinza claro, bege creme e ocre-amarelo fosco, claro que depende muito que tipo de ambiente estamos tratando. Máquinas: verde claro, verde azulado claro, azul claro. Eventualmente, e utilizado dois ou três graus de cada cor para criar um contraste maior e ou criar um ambiente mais alegre e dinâmico.
Cores no equipamento. É comum dentro de uma fábrica que os equipamentos sejam pintados das cores acima citadas, mas existe uma preocupação e uma norma que exige que elemento móveis ou perigosos de uma máquinas seja diferenciados pela cor, aumentando assim uma maior visibilidade e menor risco de acidentes. O corpo principal deve ser pintado de uma cor clara, que descanse a vista, sendo recomendadas as seguintes cores: Verde claro, Azul claro, Verde - azul claro, Cinza claro. Cores foscas são melhores que as cores brilhantes, pois as ultimas produzem reflexos que prejudicam a visão e distraem o trabalhador. Uma combinação adequada de cores, usada harmoniosamente, quebra a monotonia e ajuda a obter concentração do trabalhador sobre determinadas partes do equipamento, ajudando a reduzir acidentes.
A norma Brasileira NB-76/59 fixa as cores dos locais de trabalho para prevenção de acidentes. Recomenda o uso de 8 cores de acordo com as seguintes aplicações: Vermelho: em equipamentos de combate a incêndio, como extintores, hidrantes, caixas de alarme. Excepcionalmente pode indicar advertência e perigo, sob forma de luzes ou botões interruptores de circuitos elétricos. Alaranjado: identifica as partes móveis e perigosas de máquinas e equipamentos, como polias, engrenagens e tampas de caixas protetoras (pintar do lado interno, para ficar visível na posição aberta). Amarelo: indica "cuidado" em escadas, vigas, partes salientes de estruturas, bordas perigosas, equipamentos de transporte e de manipulação de material.
Pode ser combinado com faixas ou quadrados pretos quando houver necessidade de melhorar a visibilidade, como em pára-choques, ou para delimitar locais de trabalho perigosos. Verde: cor usada pela segurança industrial para identificar equipamentos de primeiros socorros, macas, chuveiros de segurança, e quadros para exposição de cartazes sobre segurança. Azul: indica equipamentos fora de serviço, pontos de comando e partidas ou fontes de energia. Púrpura: é usado para indicar os perigos provenientes de radiações eletromagnéticas penetrantes e de partículas nucleares. Branco: é usado para demarcar áreas de corredores e locais de armazenagem, localizações de equipamentos de socorros, combate ao incêndio, coletores de resíduos e bebedouros, - Preto: indica os coletores de resíduos.
Uma outra norma, a NB-54/57 fixa as cores para tubulações: Vermelho: combate ao incêndio Verde: água Azul: ar comprimido Amarelo: gases não - liquefeitos Laranja: ácidos Lilás: álcali Marrom: qualquer outro tipo de fluído Preto: inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade Alumínio: gases liqüefeitos, inflamáveis e combustíveis de baixa viscosidade Cinza claro: vácuo Cinza escuro: eletrodos Branco: vapor Diversos outros códigos de cores são usados na indústria, por exemplo, para identificar botijões de gás ou resistividades elétricas, mas não serão apresentados aqui por se tratarem de aplicações específicas. A aplicação da cor em publicidade É fato incontestável, atualmente, a grande influência da cor sobre o homem, tanto sob o ponto de vista fisiológico quanto psicológico. A cor na embalagem é o que realmente faz a diferença na hora da compra, a embalagem vende por si só, além do desenho do produto, a tipologia empregada, aplicação de cromia, a cor tem muita influência na decisão de um produto e não outro. Portanto é para ela que devem se dirigir os primeiros cuidados principalmente se considerarmos as ligações emotivas que envolvem e seu grande poder sugestivo e persuasivo.
A cor na embalagem age sobre a mente e atua sobre a sensibilidade e está ligada diretamente as funções ópticas, fisiológicas e neurológicas. A classificação das sensações luminosas é feita pelo cérebro é ele que identifica as cores primarias de onde derivam todas as outras tonalidades. É inegável que as cores básicas são as que possuem mais força e nisso não está envolvido o julgamento estético. Mesmo que determinadas pessoas afirmem gostar mais de uma cor ou tom e não de outra, ninguém ignora a força emotiva das cores básicas agem como estimulo fisiológico violento que tem inclusive, o poder de alterar a respiração e muitas vezes modificar a pressão arterial. Existem outras associações com relação as cores e produto.
Café: marrom - escuro com toque de laranja ou vermelho; Chocolate: marrom - escuro e/ou marrom - claro ou vermelho - alaranjado; Leite: azul em vários tons, vermelho, laranja, e em alguns casos as empresas utilizam estas cores para destacar o tanto tem de gordura no leite. Açúcar: "branco" e azul, com toques de vermelho, letras vermelhas e pretas; Massas alimentícias: produto em transparência com uso plástico fino, embalagem vermelha, "branca", amarelo ouro, e às vezes com toque de azul; Óleos e azeites: verde, vermelho e toques de azul; A cor na embalagem pode atingir as pessoas na sua necessidade de se alimentar, no seu desejo de possuir saúde e prestígio, ou de personalidade ou ainda aparência.
Também influência na questão de peso, ou seja, se você utilizar numa embalagem cores muito escuras ela se tornará muito pesada. Influência da cor no cartaz O cartaz é o meio mais antigo usado na publicidade e geralmente é utilizado ao ar livre. A única função do cartaz comercial é produzir um impacto instantâneo, dando uma idéia rápida e clara do produto ou serviço anunciado. Ele é feito para ser olhado rapidamente pois, na maior parte das vezes, e visualizado por alguém que está com pressa ou em movimento, logo a tipologia usada tem que ser clara, simples, sem serifa que tenha uma legibilidade muito boa, na maioria dos casos e a cor utilizada tem que ajudar ao espectador para a mensagem transmitida.
Tem que ter um contraste muito grande entre as cores da frente e do fundo e ou entre as figuras e fundo, assim como na embalagem a cor pode determinar o seu estado psicológico, humor e a transmissão da mensagem de forma mais simples e direta.os de Design A execução de um design consistente envolve o uso de conceitos estéticos consagrados como função e estrutura, além dos princípios básicos da Gestalt. Todos os fatores são apenas variantes do mesmo tema: o bom senso. -Proximidade e alinhamento -Equilíbrio, proporção e simetria -Contraste, cores e brancos -Ordem, consistência e repetição -Simplificação -Legibilidade -Integração Proximidade e alinhamento Elementos que têm algo em comum devem estar juntos no layout. Pois quando estão separados, perdem a noção de grupo.
A idéia é aplicar o princípio da gestalt de organizar elementos (link). Elementos soltos costumam dar um enorme trabalho e desconforto ao leitor. O agrupamento também estabelece uma relação de hierarquia entre os elementos, sugerindo uma ordem de leitura. Além de agrupados, os elementos devem estar alinhados. É sempre bom repetir o alinhamento em todas as páginas em que o assunto for o mesmo. Se a idéia é romper com o alinhamento para dar a impressão de bagunça, deixe isso bem evidente, pois só um pouco desalinhado dá a impressão de descuido. Equilíbrio, proporção e simetria Assim como dois pesos iguais estão em equilíbrio em uma balança, dois garotos de tamanhos diferentes podem estar em equilíbrio em uma balança, desde que o maior esteja mais perto do centro. Simetria é uma forma geométrica que apresenta dois lados iguais, de um mesmo eixo. É fácil produzir um layout simétrico, porém este não chama a atenção pois é estático e artificial. Para conseguir um equilíbrio dinâmico é preciso combinar elementos de pesos e formas diferentes, que se oponham e se complementem, criando movimento e interesse.
Contraste, cores e brancos
A designer americana Robin Williams divide e relação entre os elementos de um layout, em três categorias: concordante, conflitante e contrastante. No primeiro não há contraste algum entre os elementos de um layout, dando a impressão de um "apostilão". Uma relação conflitante é pior: quando o designer resolve inovar, mas não ousa muito. Surgem pequenas diferenças de tipo, corpo e estilo de texto, imagens com pequenas variações no estilo, tamanho, moldura e posição.
As similaridades dificultam a leitura, porque as atrações visuais não são as mesmas (concordante), nem diferentes (contrastante), causando um resultado desequilibrado, estranho e desagradável de se ler. Um layout contrastante, atrai a visão na hora, e cria uma real curiosidade e interesse. Ele pode variar peso, tamanho, estilo, forma e cor.
Quanto maior for a intensidade e quantidade de contrastes mais interessante poderá ser. Os espaços em branco (entrelinha, colunas e margens) são o que dá forma ao design, equilibrando espaços, reforçando unidade , harmonizando áreas e aumentando o contraste. Ordem, consistência e repetição O designer tem toda a liberdade de criar as regras, mas deve segui-las depois. Quando se joga cartas, é necessário que se estabeleçam as regras antes do jogo começar e que elas continuem iguais até o fim da rodada. Isso é consistência.
Existem pessoas que querem fazer de cada página de uma revista um layout diferente, mas isso normalmente não funciona, pois não dá unidade e desorienta o usuário. Simplicidade A simplicidade e elegância são difíceis de se conseguir, pois tem um enorme poder de síntese: simplicidade requer objetividade, firmeza, clareza de mensagem e elegância de design. Não é uma página em branco com uma foto e um texto. É uma página em que o branco ocupa um lugar preciso e estudado. Simples, não ?! Legibilidade Você consegue ler seu texto no layout?
Ou melhor, a pessoa para quem você está destinando aquele layout vai conseguir ler o que está escrito ? Então tudo bem, não está mais aqui quem falou, seu texto está bom. Integração Depois de testar todos os componentes individualmente, é hora de harmonizá-los, agrupá-los, alinhá-los, simplificá-los, ordená-los ou, sintetizando, integrá-los. Não adianta nada o layout seguir alguns princípios em algumas páginas e quebrá0los em outras. Não deixe a peça desafinar. Percepção: Gestalt Quando olhamos para algo - layout, paisagem, quadro - temos uma tendência natural e instintiva de organizar o que vemos. Assim, a percepção é um processo dinâmico.
A Gestalt foi uma escola alemã que tentou descobrir como absorvemos as mensagens que recebemos, focando o estudo do processo da percepção. São quatro os princípios da Gestalt: -Organização entre elementos -Imagem X fundo -Agrupamento de imagens -Figuras fortes são estáveis Organização entre elementos As coisas tem sua aparência não só por suas partes individuais, mas também - e principalmente - por sua organização. As vezes podemos ver algumas formas que não existem na realidade, mas que a relação entre suas partes sugere.
Por exemplo: " Uma música pode ser tocada em tons diferentes e ser percebida como a mesma música, porque as pessoas percebem a relação entre as notas, mais que as notas em si". Imagem X fundo As pessoas também separam as partes do fundo. A aparência de uma imagem depende, e muito, do fundo. Atributos como: tamanho, brilho, cor e forma, são percebidos de forma diferente conforme o ambiente em que estão.
Agrupamento de imagens As figuras podem ser agrupadas conforme sua: proximidade, continuidade e semelhança, formando outras imagens ou estabelecendo relações entre elas. As pessoas tendem a continuar as linhas que vêem, emendá-las. Foi assim que os antigos imaginaram os desenhos das constelações. Assim, o Layout deve tomar muito cuidado com o alinhamento, pois elementos alinhados dão a impressão de maior estabilidade e segurança.
Figuras fortes são estáveis Apesar de todos os elementos de um campo visual se influenciarem, existem figuras que são mais resistentes e estáveis. São formas neutras, que se isolam da confusão geral. Essas formas são geralmente: simples, regulares, simétricas e com um contorno regular visível. A mais forte delas é o circulo. Ele é tão forte que não se desintegra nem se mistura com os outros elementos do layout. Além do círculo, elipses, quadrados, retângulos, triângulos e outras formas geométricas, algumas letras e números, também são fortes. Relação palavras / imagem Os principais elementos de um design, são as palavras e as imagens.
Elas interagem e se completam,transmitindo melhora informação. Essa relação pode ser: -Redundante -Complementar -Cenário -Suplementar Redundante Os mesmos elementos são reproduzidos visual e verbalmente, repetindo e reforçando as idéias principais. Ler o texto e ver a imagem traz exatamente a mesma informação. Complementar Texto e imagem apresentam conteúdos diferentes, e é preciso ver os dois para se entender as idéias principais. Cenário Um dos elementos define o cenário (ambiente), e o outro conta a situação. O segundo conta a história dentro desse ambiente. Suplementar Os conteúdos dos dois são diferentes. Um modo domina, mandando as idéias principais enquanto o outro reforça, elabora ou as explica.
Prof. Enio Leite
http://www.escolafocus.net
FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA DESDE 1975
São modelos que se caracterizam pelos recursos da informática, associado a micro eletronica e mecânica fina, pelo sistema “Auto Focus“ (AF) Totalmente computadorizadas, operam com programas avançados, onde você identifica o tipo de cena a ser fotografada, e pré fixa o programa mais indicado. Estas câmaras são destinadas a aqueles que já possuam prévia experiência no manuseio de câmeras digitiais prosumers.
Cada marca e tipo de câmara, apresenta uma grande variedade de programas e sub-programas, para a fotometria, o uso do flash, fusão de imagens, velocidades de focalização automática, e número de disparos por segundo (Motor Drive).
Vamos ver agora, quais os programas mais importantes, mas não deixe de dar uma boa estudada no manual do seu equipamento. Lá, além de dicas importantes, você aprenderá como manuseá-lo corretamente.
PROGRAM (P) - Nesta opção, o fotômetro decide por si qual a melhor abertura e velocidade do obturador. Não considera qualquer tipo de efeito, como profundidade de campo ou movimento. É só enquadrar o assunto e fotografar, pois a câmara programa uma velocidade mínima sem tremor. Se algo estiver errado, a câmara logo avisará.
O “Program” é ótimo em cenas do cotidiano e viagens, existindo modelos que tem programas especiais para paisagens, retratos, macrofotografia e até para uso de flashes e objetivas zoom. Não esqueça que quando programada, o fotômetro efetua a leitura normal da cena, não determinando qualquer tipo de compensação. Prioridade de Abertura - (A, AE ou AV). Aqui você escolhe a abertura desejada e o fotômetro automaticamente procura a velocidade.
Não é necessário regular o diafragma. Basta programar para o f/ stop desejado, que a câmara fará o resto. Esta opção é indicada no controle da profundidade de campo e para fotos de pessoas, concentrando o foco no modelo e desfocando o fundo, o que dá mais destaque ainda sobre o mesmo.
Prioridade de Velocidade (S ou TV) Nesta modalidade, seleciona-se a velocidade, e o fotômetro ajusta automaticamente a abertura correspondente. Indicada para fotos de movimentos, esporte e fotojornalismo.
Nas cenas de ação, as velocidades rápidas congelam a imagem. Já os tempos mais longos criam imagens curiosas e intrigantes, borrando os elementos móveis. Certifique-se antes, se a sensibilidade do seu filme é compatível para as condições de luz e velocidade a serem utilizadas.
Prioridade de Profundidade de Campo (Deph). Esta opção trabalha com o princípio de 1/3 de área antes e 2/3 além do ponto focalizado, determinando automaticamente, o primeiro, o meio e o último plano, deixando todos em foco. Nessa opção foca-se apenas o plano intermediário. ISO – Permite alterar a sensibilidade, em função da luz da cena a ser fotografada, devido à baixa qualidade de luz ou para congelar movimentos. Lembre-se que a fotografia surgiu em 1839, nesta época ainda não havia luz elétrica. De lá para cá ficou convencionado que a melhor condição para se fotografar é a luz do sol. Nesta luz, o melhor ISO é 100. Não se esqueça disso.
Opção Manual (M)
Fotografar manualmente significa operar a câmara, sem a interferência do fotômetro. Agora é você quem decide qual a abertura e velocidade adequadas para a sua cena. Embora seja a opção favorita dos fotógrafos clássicos, é mais trabalhosa, exige experiência e é fácil de errar. Entretanto, nas fotos noturnas, macro - Fotografia com fole ou extensores e foto micrografia, ou cenas onde se exige extrema exatidão, é um procedimento obrigatório.
Opção Contra luz - Compensa automaticamente em até 2 pontos a fotometria, para clarear as silhuetas. Cenas contra o sol, ou contra o céu aberto. Múltipla Exposição - ME - Registra várias imagens no mesmo fotograma (negativo ou slide). Muito usado para trucagens, montagens e fusão de imagens. O fundo da cena deverá ser bem escuro e homogêneo, para não apresentar interferências indesejáveis. Observe as ilustrações no manual de sua câmara. AF Lock - Trava o comando do Auto Focus quando se deseja desfocar o assunto do centro, ou do fundo, sem perder o plano de focalização. Controle de Drive - Seleciona a forma e a velocidade de transporte do filme.
“ACOMPANHAMENTO PELA CÂMARA” (PANNING) Não podendo recuar ou mudar o sentido do movimento do assunto com relação à câmara, em virtude das características do local, por exemplo, não podendo trabalhar com um tempo de exposição mais demorado, devemos recorrer a uma técnica de exposição especial, chamada de “acompanhamento pela câmara”, ou em inglês panning. Focaliza se a câmara, de antemão, num determinado ponto pelo qual passará o assunto em movimento, durante sua trajetória e dirigir se a câmara para o objeto em movimento que ainda se encontra a grande distância. Conservando constantemente sua imagem no centro do visor, acompanha se o movimento do assunto, virando lentamente a câmara.
Quando o objeto estiver alcançado o ponto pré-focalizado, aciona se o disparador ajustado para a velocidade mais rápida possível (em função da fotometria) sem, contudo cessar o movimento giratório da câmara. Obtemos assim uma foto com caráter dinâmico, salientando se a impressão de movimento. Uma Fotografia nítida no assunto, contra um fundo difuso. Este recurso pode ser obtido com a câmara em modo manual, AV ou no ícone Sport.
A LEI DOS TERÇOS Conforme mencionamos antes, no capítulo sobre Profundidade de Campo, esta regra indica uma ampliação dos planos em foco, além do focalizado 1/3 à frente e 2/3 para trás do mesmo. Esta regra, apesar de grosseira, serve como ponto de partida para melhor entendermos e planejarmos nossas Fotografias.
A leitura precisa de profundidade de campo sempre devera ser feita na escala fornecida por cada objetiva. Com um pouco de pratica, sua leitura torna-se útil até mesmo para as fotografias instantâneas. Em Fotografias de estúdio, a leitura dessa escala é imprescindível para uma melhor orientação do foco, ou mesmo para as objetivas zoom, que não possuem a escala de leitura prévia.
IMPORTANTE! Nunca confunda definição da imagem com profundidade de campo. Ter mais ou menos planos em foco não tem nada a ver com a qualidade da imagem focalizada. A definição esta diretamente relacionada à quantidade de planos focalizados, podendo ser avaliada subjetivamente. Uma fotografia mais ou menos definida só poderá ser avaliada por princípio puramente visual, na medida em que pudermos observar menos detalhes nas suas diversas partes. O diafragma tem papel importante no aprimoramento da definição, enquanto elemento que altera a resolução da imagem.
O poder de resolução e uma unidade mensurável (linhas por milímetro), que vai depender da qualidade óptica dos elementos da objetiva, do diafragma selecionado, e também do filme e do processamento. Outra coisa muito importante sobre a profundidade de campo é o botão: PRÉ -SET, que ao ser acionado fecha o diafragma ao numero f/ escolhido. Assim, todos os planos em foco estarão visíveis, e qualquer mudança no diafragma produzirá respostas imediatas nos resultados observados no visor. Esse recurso ajuda muito a perceber todas as construções possíveis para uma Fotografia.
A sua utilização é muito importante quando se trata de assimilar os conceitos de profundidade de campo. Nos modelos de câmaras fotográficas semi profissionais, esse recurso foi descartado. Isso limita bastante o trabalho do fotógrafo obrigando-o a utilizar a escala da objetiva para qualquer leitura e, a partir dai, tentar imaginar o efeito visual que o diafragma escolhido propiciará. Com o botão de profundidade de campo acionado, a imagem reproduzida no visor escurece, na medida em que fechamos o diafragma, o que não implica em uma fotografia escura, pois a velocidade será selecionada conforme indicação da "bula" ou fotômetro da câmara em EV = 0.
Exposições Equivalentes – EV
Os sensores de imagem digital requerem uma determinada quantidade de luz para que haja exposição adequada. Vimos que dois fatores determinam a quantidade de luz necessária à exposição: o tamanho da abertura (ou valor f) da lente e a velocidade do obturador. Para usar uma velocidade rápida do obturador, defina uma abertura mais larga. Desse modo, a quantidade de luz que atingirá o filme ou o sensor de imagem será suficiente para expor a imagem. Contudo, se você diminuir a abertura (valor f), use uma velocidade mais lenta para obter uma exposição adequada. Várias combinações de abertura (valor f) e de velocidade do obturador produzem exatamente a mesma exposição; em outras palavras, a mesma quantidade de luz fará a exposição da imagem. Por exemplo, uma configuração de exposição de f/22 a 1/4 s é equivalente a f/16 a 1/8 s; f/11 a 1/15 s, f/8 a 1/30 s e assim por diante. Isso ocorre porque o tempo de exposição diminui à medida que a abertura aumenta.
Se você estiver usando uma câmera ou um modo operacional totalmente manual, deverá mudar a velocidade do obturador toda vez que alterar a abertura (valor f) ou vice-versa. Resumo: As combinações do ISO, da abertura, da velocidade do obturador e da quantidade de luz em uma cena formam os elementos essenciais de exposição. Em um dia ensolarado e claro, você pode selecionar um dos vários valores f/ e ainda obter velocidades rápidas do obturador para evitar que a imagem fique borrada. Raramente há necessidade de mudar para um filme rápido no caso de altas velocidades do obturador com aberturas pequenas.
À medida que anoitece, sua opção de valor f torna-se muito limitada com filmes lentos, como o ISO 100 ou ISO 200. Nesse caso, use aberturas mais largas, como f/4, para obter maior velocidade do obturador. Caso contrário, as imagens ficarão um pouco borradas com a trepidação da câmera ou com o movimento do tema. Mude para ISO mais rápido, como o ISO 800, a fim de obter mais opções. Desse modo, será possível selecionar aberturas menores, como f/8 ou f/11, para obter maior profundidade de campo. O ISO rápido permite tirar fotos com velocidades mais altas do obturador, reduzindo, assim, o risco de imagens borradas.
Embora possa parecer difícil assimilar os elementos básicos de exposição e a maneira de usá-los combinados, pode ser mais fácil escolher um aspecto, como abertura, e experimentá-la alterando o valor f/ para obter efeitos distintos. A velocidade do obturador a ser definida será indicada na câmera ou ela será definida automaticamente para você. Mantenha um padrão ou observe as informações sobre fotos, exibidas nos histórico de seus arquivos, para saber como a alteração da abertura afeta a imagem final. Em seguida, comece a experimentar diferentes velocidades do obturador. Sua câmera digital, será a ferramenta mais importante para aprender sobre fotografia de forma rápida e barata. Mas, melhor maneira de você aprender, é trabalhar com a câmera em modo manual.

Quem garante é Cleo Pires, capa da "Playboy" que comemora os 35 anos da revista e chega às bancas no dia 9 de agosto: as fotos não tiveram qualquer tipo de retoques e vão mostrar até suas celulites.
A atriz contou ainda, em entrevista à coluna de Mônica Bergamo, no jornal "Folha de S. Paulo" deste domingo, 25, que gostou de posar para a publicação e que "dinheiro é bom e eu gosto". Depois de recusar três convites da revista, Cleo finalmente disse sim: "Foto é uma das coisas que gosto de fazer.
E descobri que sou um pouco exibicionista!". A atriz contou ainda que não consultou a mãe, Glória Pires, na hora da resposta: "Decidi sozinha". Sobre os retoques, Cleo foi categórica: "Não teve.
A única coisa que falei era que eu não queria que meu corpo parecesse um corpo que não é meu. Não queria, por exemplo, que tirassem minhas celulites. Não quero parecer uma boneca. Falei: 'Sei que vocês usam [o Photoshop] pra estética, pra dar brilho em pele, acho válido. Mas não quero que me mudem'.
FONTE: http://yahoo.tecontei.com.br/noticias/fotos-de-cleo-pires-na-playboy-nao-tem-retoque-83025.html
Enio Leite
Focus Escola de Fotografia
Desde 1975
http://www.escolafocus.net
http://www.focusfoto.com.br
Veja mais dicas em:
http://www.focusfoto.com.br/HTML/dicas.htm
http://focusfoto.com.br/fotografia-digital/
http://www.escolafocus.net/dicas.html

EQUALIZANDO O EV
OBTURADOR
Nos meados do século XIX, para fotografar, colocava-se a câmara com a objetiva tampada em frente ao assunto a ser fotografado, retirava-se à tampa pelos minutos necessários para a exposição do filme à luz, e em seguida, tornava-se a tampar novamente a objetiva.
Com o avanço da fotoquímica, os filmes tornaram-se mais sensíveis, reduzindo a exposição a frações de segundo, criando a necessidade de criar um instrumento mais preciso, para estas exposições curtas. Este instrumento é o obturador. Do latim "obturare" - fechar, tapar, entupir, sua função resume-se em controlar a entrada de luz. Encontrado em todas as câmaras atuais, o obturador é o dispositivo que determina quanto tempo a imagem projetada pela objetiva incidirá sobre o filme.
Se esta exposição for excessiva, a imagem gerada será muito escura (superexposição, ou + 1 + 2 etc.), caso não seja suficiente, teremos um negativo muito claro (sub-exposto, ou - 1, - 2, etc.). Os negativos de boa qualidade e densidade normal estão numa faixa intermediária (Fator 0) entre estes dois casos. Este instrumento é regulado por um mecanismo de relojoaria, nas câmaras mecânicas, ou por um cristal de quartzo conectado ao CI (circuito interno), um chip que comanda todas as operações nas câmaras eletrônicas, ambas bem complexas, abre-se deixando passar a luz, fechando-se, em seguida. Produzem o tradicional "clique", indicando que A IMAGEM já foi exposta.
Localiza-se sempre no caminho da luz, entre a objetiva e o corpo da câmara, às vezes dentro da própria objetiva, ou ainda dentro da câmara escura. Quando o obturador é acionado, seu mecanismo entra em ação, dando passagem a luz, e conseqüentemente a imagem, fechando-se em seguida, finalizando assim a exposição. Na maioria dos casos, o obturador é acionado por uma mola, ou por um circuito eletrônico, que tem por função retirar e colocar no caminho da imagem, a peça responsável pelo bloqueio da luz. Nas cameras digitais já não há mais barulho mecanico do disparo.
Pode ser desde uma simples lâmina de metal, uma placa que gira e a luz entra por seu orifício durante um tempo padrão, determinado pela velocidade de rotação da própria placa. (Obturador de Placa Simples) Comum nas câmaras mais populares ou várias lâminas em justaposição que se abrem e fecham, produzem um movimento em Íris, denominado obturador diafragmático ou Íris, ou ainda uma cortina de tecido opaco, borracha ou de um finíssimo metal.
Encontrado nas câmaras reflex mais sofisticadas (Obturador tipo íris ou de cortina). Os obturadores de placa simples são de fácil manuseio, e custo baixo. Entretanto não são precisos, podem não distribuir a luz no filme com uniformidade, geralmente são programados para operar com velocidade única (entre 1/60 a 1/125s), impossibilitando os inúmeros efeitos que outras velocidades permitem. Os obturadores diafragmáticos são mais precisos, silenciosos, permitem a sincronização com o Flash Eletrônico em qualquer velocidade, e não apresentam distorções de exposição. São obturadores mecânicos, são como os relógios automáticos ou de corda, podem apresentar uma leve variação durante a exposição em dias muito quentes ou muitos frios.
Apresentam restrições no uso de velocidade, pois suas lâminas são de movimento lento, não operando em velocidades acima de 1/500. O seu mecanismo normalmente está embutido na objetiva, o que dificulta a sua manutenção. Os obturadores de plano focal ou de cortina podem ser tanto mecânicos ou eletrônicos. Os eletrônicos apresentam como vantagem custo menores de fabricação, pois trabalham com cristal de quartzo, e apresentam exposição precisa sob qualquer temperatura.
Por outro lado, costumam apresentar defeitos em climas tropicais, que são muito úmidos, e oxidam seu circuito. Estes obturadores são formados pela junção de duas cortinas opacas, situadas no plano anterior ao do filme. Veja a seguir como funcionam: Ao acionar o obturador, a primeira cortina se abre, expondo o filme totalmente a luz. Após o tempo indicado, a segunda cortina segue a trajetória da primeira, bloqueando a entrada da luz e encerrando a exposição. Ao avançar o filme, o obturador é novamente recarregado, e as duas cortinas voltam a sua posição inicial, prontas para uma nova exposição. As cortinas podem correr tanto no eixo horizontal quanto no vertical, de acordo com o projeto de cada fabricante. Há casos em que uma das cortinas permanece totalmente aberta. Isto acontece quando operamos em velocidade B (Bulb), e também nas velocidades baixas, que vão de 1 segundo até a velocidade de sincronismo do Flash Eletrônico (1/60, 1/125 e nos modelos mais recentes, 1/250).
Quando o obturador é acionado, a primeira cortina é aberta, e o Flash dispara antes da cortina fechar. Desta forma, toda a área do negativo ficará homogeneamente iluminada. Velocidades superiores a esse limite não podem ser utilizadas, sob risco de expor somente uma pequena faixa do negativo, já coberta pela segunda cortina. Os obturadores de cortina apresentam como vantagem velocidades mais rápidas, podendo atingir 1/4000 s ou mesmo até 1/8000 s, dependendo do modelo da câmara. São normalmente empregados nas câmaras reflex digitais, as mais precisas e mais caras.
Contudo, podem apresentar distorções em altas velocidades, excessivo ruído de funcionamento, e o sincronismo da velocidade com flash eletrônico são limitados. O obturador tem por função básica, o controle da entrada da luz no plano do filme. Sua ação tem que ser exata, para que não haja nem sub nem superexposição.
Nas câmaras mais sofisticadas, suas velocidades (tempo de exposição) são variáveis, o que permite fotografar em diversas condições de luz ou mesmo para congelar ou borrar o movimento. Caso a luz não seja suficiente, teremos que deixar o obturador aberto por mais tempo.
Onde há muita luz, este deverá abrir velozmente para evitar superexposição. Se desejarmos "congelar" um movimento, o obturador terá que funcionar com maior rapidez. Quando se quer obter uma "ilusão de movimento" - linhas, traços, ou borrões do objeto fotografado - o obturador terá que permanecer aberto, permitindo que o próprio movimento da imagem seja traçado pelo filme.
Para que se tenha total controle sobre esses fatores - quantidade de luz, ação e movimento, os obturadores mais sofisticados apresentam uma ESCALA DE VELOCIDADES.
Um dado tempo de exposição sempre representa o dobro da velocidade seguinte, ou a metade do tempo da velocidade anterior. Assim, uma escala que se inicie com 1 segundo, contará com as velocidades de 2s. 4s. 8s. 15s e assim por diante, ou no sentido inverso 1/2 s, 1/4 s, 1/8 s, 1/15 s etc.
A escala completa de exposição se apresenta do seguinte modo: 8h, 4h, 2h, 1 h, 30 ', 15 ', 8 ', 4', 2 ', 1', 30", 15", 8", 4", 2", 1", 1/2 ", 1/4", 1/8", 1/15", 1/30", 1/60", 1/125", 1/250", 1/500", 1/1000", 1/2000", 1/4000", 1/8000". Os tempos superiores a 30 segundos são obtidos com velocidade B (Bulb), que mantém aberto o obturador enquanto este estiver acionado. As máquinas eletrônicas mais sofisticadas conseguem programar esta exposição até 30 segundos, ou mesmo 1 minuto, dependendo do modelo. As outras velocidades, mais rápidas, são ajustadas pelo próprio obturador.
A velocidade de segurança, aquela que se pode operar sem tremor, depende basicamente da distância focal da objetiva a ser utilizada. Uma objetiva normal, de distância focal 50 mm, requisita uma velocidade de 1/60 s. Uma teleobjetiva de 200 mm, já exige uma velocidade de 1/250 s, enquanto que uma grande angular de 28 mm, pede uma velocidade de 1/30.
A velocidade do obturador deverá sempre ser compatível com o comprimento da objetiva. Observe isto antes de fotografar.
A determinação da abertura do diafragma é feita por meio de uma nomenclatura própria, denominada ESCALA DE NÚMEROS f/.
Quanto maior for o número, menor será a quantidade de luz a ser transmitida pela objetiva, e menos luminosa a imagem se formará. Esta escala se apresenta da seguinte forma: f/1,f/ 1.4,f/ 2, f/2.8,f/ 4,f/ 5.6,f/ 8,f/ 11,f/ 16,f/ 22,f/ 32, e outras. Nessa escala, reduz-se sempre a metade a luz do numero anterior, ou seja, a abertura f/2 é a metade em relação à f/1.4, mas representa o dobro em relação à f/2.8. À medida que se fecha o diafragma a sua área é reduzida pela metade, e à medida que se abre, esta área é dobrada. Os números f/ correspondem a uma série de círculos decrescentes. A maior abertura, maior entrada de luz, corresponde ao 1.
Em cada posição sucessiva, a área do circulo correspondente vai sendo reduzida, para o que temos que dividir o diâmetro do circulo maior pela raiz de 2, raiz de 4, raiz de 8 é raiz de 16, e assim por diante. Os produtos dessas raízes são: f/1.4, f/ 2, f/ 2.8 e f/ 4. Estes produtos são os números que aparecem na borda do diafragma e correspondem à grandeza a que é reduzida a superfície da abertura. As velocidades de um obturador mais complexo, geralmente variam de B até 1/8000s.
Estas velocidades, ou tempos de exposição, aumentam ou diminuem em um sistema múltiplo de dois. Cada uma delas é o dobro da velocidade seguinte é a metade da anterior, ou seja, por exemplo, 1/125 “é o dobro de tempo de 1/250" e a metade de 1/60. Desta forma, pode-se estabelecer com precisão a relação entre a abertura do DIAFRAGMA, que são determinadas pelas mesmas bases. C
aso tenhamos que reduzir a velocidade de 1/60, para 1/125, afim de "parar" o movimento de uma pessoa caminhando, teremos que abrir o DIAFRAGMA em um ponto (+1), de f/5.6 para f/4. Por quê? - Porque diminuímos pela metade o tempo de exposição, que implicará em uma sub-exposição (-1).
Abrindo o DIAFRAGMA de f/ 5.6 para f/4, dobramos a quantidade de luz por ela admitida, e assim teremos uma imagem com a mesma gama de contraste. A luminosidade de uma lente depende de seu diâmetro e de sua distância focal. Como estas duas grandezas variam inversamente uma em relação à outra, ou seja, quanto maior o diâmetro da lente mais luminosa ela é, e quanto maior a distância focal menor a luminosidade da mesma, é possível medir a característica de luminosidade de uma lente em relação à outra através do quociente "distância focal / diâmetro da lente". Uma lente comum (exceto zoom) não pode ter sua característica de distância focal alterada, porém pode ter sua característica de diâmetro alterada, através de um dispositivo denominado diafragma.
Abrindo-se ou fechando-se o mesmo é possível controlar a luminosidade da lente, daí o termo abertura ser utilizado para medir esta característica da lente. A letra " f " minúscula é utilizada para representar este quociente: Onde: • f é o valor da abertura do diafragma obtido • Distância focal é o comprimento da lente em questão • A é o diâmetro da abertura da lente, em milímetros
Estas grandezas são medidas em milímetros, assim, um exemplo de abertura para uma determinada lente é f = 100mm / 50mm o que resulta no valor f = 2. Existe uma convenção, herdada do mundo fotográfico, onde a abertura ajustada em determinada lente é representada por " f/x " onde " x " é o próprio valor da abertura " f ". Assim, no exemplo acima a abertura da lente de distância focal 100mm e diâmetro 50mm é indicada por " f/2 " Para facilitar o uso do diafragma, foram estabelecidos valores-padrão para suas aberturas em uma escala de pontos (f-stops), onde cada ponto corresponde a uma abertura do diafragma que deixa passar metade da luz do ponto antecessor e o dobro da luz do ponto sucessor.
A abertura de uma lente pode ser representada pelo quociente da distância focal da lente pelo diâmetro da mesma, ou seja, para uma determinada lente com distância focal fixa F, a abertura pode ser indicada por f = F / D , onde ' D ' é o diâmetro da abertura do diafragma (que pode ser considerado como o diâmetro da lente). Para obtermos uma abertura f ' com metade da área de uma dada abertura f , é necessário portanto dividir seu diâmetro por v2. Assim, se f = F / D , f ' será F / (D / v2) o que é o mesmo que F / 1 multiplicado por v2 / D , ou seja, F / D multiplicado por v2 ; como F / D = f , conclui-se que f ' = f multiplicado por v2 Considerando-se f = 1 como o valor máximo de abertura da lente (diafragma totalmente aberto), o próximo valor será portanto 1 multiplicado por v2 . Como o valor de v2 = 1,4142135... , chega-se em 1,4, que é o valor do próximo número ' f ' (f-stop), o que deixa entrar metade da luz pelo seu orifício em relação a f = 1 . A seguir, sucessivamente, multiplicando-se cada valor de f por v2 , tem-se os valores da escala padrão de aberturas, ou seja: f/ 1.0 / 1.4 / 2 / 2.8 / 4 / 5.6 / 8 / 11 / 16 / 22 / 32 onde, da esquerda para a direita, cada ponto significa metade da luz admitida pela lente em relação ao ponto anterior e vice-versa.
A abertura máxima da lente (diafragma totalmente aberto) corresponde ao valor 1.0. No entanto, como as lentes possuem anéis ao seu redor para fixá-las à objetiva e outros elementos internos, suas aberturas máximas nunca são 1.0 e sim valores um pouco menores do que isto, como f/1.2 .
Esse valor de abertura máxima varia, portanto de lente para lente, porque depende da sua construção, e influi na luminosidade da lente; assim, para lentes de mesmo diâmetro e mesma distância focal (outro fator que influi na luminosidade), uma lente com abertura máxima 1.2 é mais luminosa do que uma lente cuja abertura máxima é 1.8 . Por outro lado, para lentes com diâmetros diferentes e mesma distância focal, ter a mesma abertura máxima não significa que as lentes sejam igualmente luminosas: entre duas lentes com mesma distância focal e abertura máxima 1.3 , se a primeira tiver diâmetro maior do que a segunda é mais luminosa do que esta.
E, ainda, duas lentes com mesmo diâmetro, mesma abertura máxima e mesma distância focal podem diferir (embora pouco) na característica luminosidade, que também depende do material com que as mesmas são confeccionadas. Quanto ao diâmetro, no segmento semi-profissional os mais comuns são: 52mm, 58mm, 62 mm, 67 mm, 72 mm, 77 mm e 100 mm. A abertura trabalha em conjunto com a velocidade do obturador para obter-se a exposição correta da imagem. Este é o EV =0 da cena a ser fotografa.
E V - EXPOSURE VALUE - VALOR DE EXPOSIÇÃO - RELAÇÃO ENTRE A ABERTURA DO DIAFRAGMA E A VELOCIDADE DO OBTURADOR.

Exemplo de obturador de cortina, nas cameras digitiais reflex
As velocidades de um obturador mais complexo, geralmente variam de B até 1/8000s. Estas velocidades, ou tempos de exposição, aumentam ou diminuem em um sistema múltiplo de dois. Cada uma delas é o dobro da velocidade seguinte é a metade da anterior, ou seja, por exemplo, 1/125 “é o dobro de tempo de 1/250" e a metade de 1/60. Desta forma, pode-se estabelecer com precisão a relação entre a abertura do DIAFRAGMA, que são determinadas pelas mesmas bases.
Caso tenhamos que reduzir a exposição de 1/60, para 1/125, afim de "parar" o movimento de uma pessoa caminhando, teremos que abrir o DIAFRAGMA em um ponto (+1), de f/5.6 para f/4. Por quê? - Porque diminuímos pela metade o tempo de exposição, que implicará em uma sub-exposição (-1). Abrindo o DIAFRAGMA de f/ 5.6 para f/4, dobramos a quantidade de luz por ela admitida, e assim teremos uma imagem com a mesma gama de contraste.
As câmaras eletrônicas programáveis possuem uma serie de funções, que trabalham basicamente com esta relação. Ao serem ajustadas para "P" (Program), o fotômetro automaticamente programa a abertura e velocidade correspondente para as condições de luz em questão (Fator 0), tomando como referência a sensibilidade do filme ou senssor utilizado. Programadas para "A" (Aperture), fixamos qual a abertura do DIAFRAGMA que pretendemos operar, e o fotômetro busca automaticamente a velocidade correspondente. Em "S" (Speed), escolhemos com que velocidade vamos fotografar que seu circuito escolherá qual será a abertura correspondente. Alguns modelos ainda apresentam o modo DEPH, onde podemos operar automaticamente com o recurso da MAIOR PROFUNDIDADE DE CAMPO POSSÍVEL. E
ste recurso determina o primeiro, plano do meio e o último plano da cena, selecionando a melhor abertura para deixá-los em foco. Outras trazem ainda o programa "ISO", para a escolha da sensibilidade a ser utilizada.
A sensibilidade é lida automaticamente pelo Sistema DX, um scanner embutido dentro do compartimento onde se coloca o filme. Mas, nem sempre queremos operar com a sensibilidade nominal - sensibilidade real - por isso o programa "ISO" nos oferece mais esta opção. Exemplo de pouca profundidade de campo. Abertura f/5.6 com zoom 300 mm. A profundidade de campo depende a abertura selecionada, da distancia focal de sua lente e também da distancia que você se encontra do assunto fotografado. Quanto mais próximo, melhor será o efeito de desfoque.
ESCALA DE VELOCIDADE
Quanto às velocidades, existem certos fatores que precisamos conhecer para obter melhor rendimento em nosso trabalho. A escala de velocidade é dada pelo tempo de exposição em hora, minutos, segundos e frações de segundos. Um dado tempo de exposição sempre representa o dobro ou a metade do anterior. Assim uma escala que se inicie em 1 segundo contará com velocidades de 2s, 4s, 8s, etc., A escala completa, conforme já vimos, se apresentará do seguinte modo: 8h, 4h, 2h, 1h, (60') 30' 15' 8' 4' 2' 1' até (60"), nos fotômetro manuais, e 30" 15" 8" 4"e 2" (nas câmaras tipo Hi tech) e 1" 1/2" 1/4" 1/8" 1/15" 1/30" 1/60" 1/250" 1/500" 1/1000" 1/2000" 1/4000", nas câmaras manuais convencionais. Os tempos de exposição superiores a 1 segundo salvo as câmaras Hi Tech, são obtidos com "B".
Este mantém aberto o obturador, enquanto o disparador estiver acionado. O congelamento de objetos em movimento é algo que depende mais da experiência do fotografo do que de regras em movimento; sentido do movimento; tipo do movimento; etc.
E somente um estudo detalhado de cada caso poderia esclarecê-los. Existem algumas regras importantes que podem ajudar a estabelecer padrões mínimos referentes à qualidade da imagem. Por convenção, consideramos uma Fotografia tremida fora dos padrões de uma foto correta.
Enio Leite
Focus Escola de Fotografia
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DICIONÁRIO TÉCNICO DE FOTOGRAFIA PROF. ENIO LEITE - FOCUS - ESCOLA DE FOTOGRAFIA
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Uma das principais dificuldades para quem se inicia na imagem digital é a familiarização com termos novos, muitos deles em inglês, de que nunca ouviram sequer falar. Para facilitar o trabalho dos nossos visitantes, compilamos um glossário digital com os termos e expressões mais importantes neste novo mundo da edição de imagem digital.
A/D CONVERSION (CONVERSÃO A/D) – Conversão Analógica/Digital, efectuada por um equipamento em que a informação analógica contínua e variável é transformada em informação digital, informação essa que é composta por uma sequência de números.
ADDITIVE COLOR SYSTEM (SISTEMA DE COR ADITIVO) – Sistema de cor em que a soma das três cores primárias origina a cor branca. As três cores primárias, o vermelho, o verde e o azul, são vulgarmente conhecidas como RGB, do Inglês Red, Green e Blue. ALIASING – Este termo define um fenómeno desagradável nas imagens, a visualização de pixels quadrados nas margens de um objecto e que acontece sobretudo devido ao contraste entre pixels subjacentes.
ANALOG (ANALÓGICO) – O oposto de digital. Informação contínua e variável. Não é possível caracterizá-la por uma sequência de números.
ANTI-ALIASING - Processo pelo qual se elimina o efeito de “Aliasing” numa imagem e que consiste em colocar pixels intermédios entre os pixels de contraste muito acentuado.
ABERTURA Abertura da lente. Abertura na lente da câmera através da qual a luz passa para expor o sensor digital. O tamanho da abertura pode ser fixo ou ajustável. O tamanho da abertura geralmente é graduado em números f – quanto maior o número, menor será a abertura da lente. A abertura ajuda a determinar a profundidade do campo de uma lente: quanto maior a abertura de funcionamento (ou seja, menor é o número f), menos definido será o foco.
ABERTURA TOTAL Para utilizar uma lente com a sua abertura total, ou seja, na sua configuração mais ampla. A abertura total para uma lente f/2,8 é então f/2,8. Isto minimiza a zona de nitidez (tecnicamente conhecida como profundidade de campo), ajudando a suavizar o fundo e realçar o objeto.
ABERRAÇÃO Defeitos ópticos, inerentes nas lentes das câmaras mais populares, causando distorção ou perda da cor e nitidez da imagem final. As objetivas dos equipamentos profissionais (lentes compostas) reduzem ao mínimo este tipo de defeito. Apresentamos logo abaixo os principais tipos: ABERRAÇÃO CROMÁTICA Defeito fundamental que interfere não só no rendimento, como também no funcionamento dos elementos ópticos. Se a luz fosse de um só tipo cromático (de uma cor simples), não se produziria a aberração. Mas como toda lente é um prisma, e, portanto desvia as cores segundo a longitude de onda (ou seja, um espectro, como um arco Íris). Nem sempre a aberração cromática é resultado de imperfeições da lente. O próprio CCD é bem sensível ao violeta/ultravioleta - em inglês "purple fringing". As ondas em torno do violeta chegam em pontos diferentes das outras cores ao passar por regiões de alto contraste, pelas lentes e pela superfície do CCD, ficando, então fora de foco. ABERRAÇÃO ESFÉRICA A imagem projetada pelos raios que atravessam a parte central de uma lente convergente não se encontra na mesma distância em relação aos raios que atravessam as partes externas. Esta é a causa da aberração denominada esférica, que é identificada por uma falta de limpeza de imagem.
AEB Abreviação de enquadramento da exposição automática. Com esta função, a câmera fotografa automaticamente uma série de quadros, variando levemente a exposição para cada foto. Então, o fotógrafo pode escolher a melhor exposição. Especialmente útil com filme invertido colorido.
ABRIR Aumentar o tamanho da abertura do diafragma, com o propósito de aumentar a intensidade de luz. Para tanto, devemos diminuir o n. f/ utilizado. Exemplo: de f/11 para f/8. A operação inversa é Fechar o diafragma.
ALTA VELOCIDADE DE DISPARO Velocidades de disparo podem chegar a 1/250 segundo ou mais. As velocidades de 1/250 e 1/500 são altas o suficiente para prevenir a trepidação da câmera. As câmeras reflex digitais oferecem velocidades ultra rápidas de 1/1000, 1/2000 e até 1/4000 ou mais, podendo ser sincronizadas com uso de flash TTL.
AMPLIAR COM ZOOM Utiliza-se lente de zoom para ampliar uma parte do objeto e recortar o resto. Devido ao fato de a abertura da maioria das lentes de zoom tornar os comprimentos focais menores, tome cuidado ao ampliar com zoom para garantir que a velocidade de disparo permaneça rápida o suficiente para prevenir a trepidação da câmera.
ANGULO DA CÂMERA Relação da posição da câmera para a posição do objeto. O mais comum é segurar a câmera horizontalmente ao objeto, mas frequentemente pode-se causar mais impacto ao alterar-se o ângulo da câmera para mudar a perspectiva e linha do objeto com um fundo interessante.
ANGULO DE VISÃO O arco visual rodeado pela lente é, geralmente, medido na diagonal do quadro. O ângulo de visão, geralmente é de aproximadamente 60° para lente grande angular, 40-60° para lentes normais, e menos de 40° para lentes telefoto. Os exemplos no formato 35 mm incluem 75° para uma lente de 28 mm, 47° para uma lente de 50 mm, 34° para uma lente de 70 mm e 24° para uma lente de 100 mm.
ASA – Acrónimo de “American Standards Associasion”, e é a medida de sensibilidade de um filme fotográfico ou de um CCD. Esta escala é linear, se dobrarmos o valor, dobramos a sensibilidade. Esta unidade de medida foi substituída pela unidade de medida ISO.
ASTIGMATISMO Pode influir tanto na nitidez da imagem como em sua forma, enquanto que a distorção só influi na forma. Em outras palavras, é o tipo de aberração mais conhecido por todos nós, já que é um dos principais defeitos encontrados na vista humana. Em princípio, é uma aberração ótica que afeta a nitidez da imagem entrando em consonância com as aberrações, o qual consiste em uma diferença de foco entre as linhas horizontais e verticais de um objeto; enquanto as linhas horizontais acusam nitidez, as verticais ressentem de falta de foco, aparecendo borradas ou vice-versa.
ACRÍLICAS As lentes das objetivas mais antigas eram fabricadas a partir de cristal ou vidro óptico. Nas câmaras Digitais reflex, com "Auto Focus", este material foi substituído pelo acrílico por ser mais leve, para permitir a livre tração do motor e minimizar seu custo final.
ACROBAT Aplicativo desenvolvido pela Adobe que gera arquivos PDF (Portable Document Format). Podem ser visualizados pelo Acrobat Reader em qualquer computador, independente de plataforma, sistema operacional ou tipos de fonte . Aplicado em textos, livros, brochuras técnicas ou imagens.
ACUTÂNCIA Padrão de medida para aferir a qualidade, quanto a sua nitidez, alteração de tons, cores e contornos da imagem.
AF "Auto Focus" em inglês. A focalização da imagem é feita automaticamente pela câmara, por meio de sensores infravermelhos.
AF LOCK Trava o comando do Auto Focus quando se deseja desfocar o assunto do centro, ou do fundo, sem perder o plano de focalização.
AJUSTE VELOCIDADE BULB Ajuste na escala de velocidades do obturador para mantê-lo aberto durante o tempo necessário para fotografar cenas com poucas condições de luz, como ruas e avenidas de grande movimento durante á noite, por exemplo. AJUSTE DE COR Vide Balanço de Branco
AJUSTE DE CONTROLE DE EXPOSIÇÃO (Bracketing): Método para fotografar a mesma cena com exposições maiores e menores que a indicada pelo fotômetro, com o propósito de obter imagem com exposição ideal.
ALTAS LUZES Compreende as áreas especificas de luzes mais intensas na cena a ser fotografada, na ampliação final, no diapositivo (slide) ou transparência. Termo também utilizado para as áreas muito densas e escuras do negativo, Preto & Branco ou colorido.
ANEL DE INVERSÃO OU REVERSÃO Acessório para câmara fotográfica que permite utilizar a objetiva, invertendo a parte anterior e a posterior desta. Utiliza-se em fotografias a pequena distância ou para macro para obter imagens de melhor qualidade e maior aumento.
ÂNGULO DE VISÃO Amplitude que pode ser registrada por determinada objetiva; em função de sua distância focal. Quanto maior for essa distância, menor será o angulo visual, e maior será o seu poder de aproximação.
ARMAZENAMENTO DIGITAL Para armazenar arquivos de imagens digitais a médio e longo prazo, recomenda-se uso de mídias ópticas, como CD-R OU DVDs.
ARQUIVO DIGITAL Na fotografia convencional a imagem é preservada em filme ou papel, por meio de processo fotoquímico e embalagens de material neutro. Arquivo Digital é conjunto de Informações contendo planilhas, textos, imagens etc. Usualmente, armazenamos os arquivos em mídias-ópticas (CDR, CDRW, MO, etc) ou magnéticas (Disco Rígido, cartões de memória e outros).
AUTOMÁTICO PRIORIDADES Alguns modelos de câmeras digitais têm programas para fotos especiais, identificados por ilustrações. É só ajustar para o desenho correspondente que a máquina fará o resto sozinha. Consulte o manual de sua câmera para maiores informações.
BAIXAS LUZES Áreas mais escuras da imagem, áreas de sombras ou de pouca luz. Oposto de "Altas Luzes"
BALANÇO DE BRANCO Recurso de correção, por meio de colorímetro, disponível em câmaras digitais ou câmaras de vídeo, destinado a pré-ajustar o equipamento em relação à fonte de luz utilizada (Luz do Dia, Fluorescente ou Incandescente), com o propósito de manter as cores originais da cena.
BIT Unidade básica da informação. No sistema binário ou digital, podemos representar apenas dois valores: 0 (zero) e 1(Um).
BITMAP Imagem "bitmapeada" é aquela na qual registramos as informações (cor e posicionamento) de cada pixel, utilizando uma matriz bidimensional (mapa X/Y). Anacrônico de Bitmap, ou Mapa de Bits é o formato nativo do Windows, armazena os dados sem compactar a imagem, e pode ser lido em quase todos os programas que rodam sob Windows. Muito utilizado nas primeiras câmaras digitais, sendo gradativamente substituído pelo Tiff e RAW.
BMP Formato de gravação de arquivo, difundido pela Microsoft/Windows, no qual as informações são gravadas utilizando padrão "bitmap". Em desuso.
BURST MODE OU CONTINUOUS MODE Modo utilizado em câmeras digitais, possibilitando capturar várias imagens sucessivamente.
BYTE Conjunto de 8 bits. Também conhecido como "palavra". 8 bits= 1 byte/1024 bytes = 1 KB/ 1024 Kbytes = 1 MB/1024 megabytes = 1 Gigabytes/1024 Gigabytes = 1 Terabyte.
BANDING – Bandas tonais visíveis e diferenciadas, que surgem da impossibilidade de transformação de uma imagem analógica contínua numa imagem digital contínua ou vice-versa.
BAUD – Baud é a unidade de medida para a transferência de informação com o auxilio de uma linha. 1 Baud corresponde a 1 bit por segundo (BPS) e esta é a unidade mais utilizada hoje em dia.
BIT – Acrónimo de “Binary Digit” ou digito binário. Esta é a mais pequena unidade de informação que se pode gravar e guardar. Tem apenas um de dois valores, 1 ou 0, ligado ou desligado. BYTE – O byte é a unidade padrão de medida de um ficheiro e é constituído por 8 bits, representando os valores de 0 a 255 num sistema decimal. Um kilobyte (Kb) é 1024 bytes, um megabyte (Mb) é 1.024 kilobytes ou 1.048.576 bytes, um gigabyte (Gb) é 1.024 megabytes ou 1.048.576 kilobytes.
BLACK POINT (PONTO NEGRO) – Um ponto de referência não fixo que define qual o ponto mais escuro de uma imagem de forma a calibrar o resto da imagem em função desse mesmo ponto.
BLOOMING – Transferência de carga eléctrica entre elementos de um CCD, que é causado por uma sobre exposição. O resultado mais aparente numa imagem é o aparecimento de faixas de luz ou “halos” de luz nas zonas mais claras da imagem.
BMP – Vem do acrónimo “Bitmap” ou mapa de bits. É um tipo de ficheiro gráfico onde uma série de pontos ou pixels individuais formam uma imagem. A cor de cada pixel é determinada por um número especifico de bits, denominada profundidade de cor.
BRACKETING – Captação de mais de uma imagem do mesmo assunto, variando a exposição acima e abaixo da exposição correcta indicada pela câmara fotográfica, evitando assim uma exposição incorrecta.
BRIGHTNESS (LUMINOSIDADE) – É uma das três dimensões da cor. É a quantidade ou intensidade de luz que é reflectida por uma superfície iluminada. B
UFFER – Dispositivo que é utilizado para guardar informação de forma momentânea. É utilizado para resolver o problema das diferenças de gravação entre diferentes dispositivos. BUG – Falha na programação, que pode impedir que um programa ou sistema funcione regularmente.
CCD – Acrónimo de “Charged-Coupled Device”, é um dispositivo semi condutor sensível à luz, um sensor óptico empregado em equipamentos de captura tais como: scanners, câmeras de vídeo e câmeras digitais. Converte a luz incidente e seus pontos em sinais elétricos, desenhando eletronicamente a imagem, digitalizando-a Essa conversão é efectuada quando a luz atinge os “foto díodos” existentes no CCD. O CCD pode ser de área, com duas dimensões (X/Y) ou em forma de linha.
CD-ROM – Acrónimo de “Compact Disc Read Only Memory”, é um meio óptico de gravação de dados, sendo provavelmente o meio de gravação de dados mais utilizado em todo o mundo. Alias uma grande capacidade de gravação a uma grande rapidez e facilidade. Só permite gravar uma vez os dados.
COLOR DEPTH (PROFUNDIDADE DE COR) – É o número de bits utilizado para guardar a informação de cor ou amplitude tonal de um pixel.
COMPRESSION (COMPRESSÂO) – É a redução do tamanho de um ficheiro. Existem dois tipos ou métodos de compressão: “lossy” ou “non lossy”. A compressão “lossy” implica a perca de informação do nosso ficheiro original, degradando assim a qualidade final da nossa imagem. A compressão “non lossy” comprime a informação reduzindo assim o espaço que ocupa no meio de gravação da imagem, mas uma vez aberta recupera toda a informação original contida na imagem, não degradando assim a qualidade final da mesma.
CABEÇA RÓTULA (Cabeça Panorâmica ou Ball Head): Dispositivo especial no tripé ou adaptável a este, que permite a fixação em qualquer ângulo da câmara, por simples aperto de parafuso, ou acionado por meio de punho.
CABO de SINCRONISMO Fio elétrico que conecta a unidade de "flash" á tomada no corpo da câmera (circuito de liberação do sincronismo do obturador).
CÂMERA 35 mm Câmera que utiliza filme 35 mm, formato que a permite ser pequena e conveniente. Apesar da variedade de formas, elas geralmente podem ser divididas em SLRs, que apresentam lentes intercambiáveis e câmeras compactas com lentes fixas. O formato 35 mm foi adotado, como formato fullframe, nas câmeras reflex profissionais. Há outro formatos de fullframe, como 6 x 6, 4 x 5 polegadas e também 8 x 10 polegadas.
CÂMERA COMPACTA Termo geral para câmeras pequenas e leves projetadas para conveniência. Ao mesmo tempo em que não oferecem lentes intercambiáveis, elas são muito úteis para snapshots (instantâneos) e algumas utilizam óptica de alto desempenho. Ideais para viagens ou aplicativos visuais.
CÂMERA DIGITAL Na fotografia digital, a luz sensibiliza um sensor, chamado de CCD ou CMOS, que por sua vez converte a luz em um código eletrônico digital, uma matriz de números digitais (quadro com o valor das cores de todos os pixels da imagem), que será armazenado em um cartão de memória. Tipicamente, o conteúdo desta memória será mais tarde transferido para um computador. Já é possível também transferir os dados diretamente para uma impressora gerar uma imagem em papel, sem o uso de um computador. Uma vez transferida para fora do cartão de memória, este poderá ser apagado e reutilizado.
CAPTURA DIGITAL É o ato de fotografar, onde o filme é substituído por discos ou pela própria memória do computador. A captura digital pode ser feita através de câmaras ou scanners, tanto para cópias e ampliações, como também possibilita o escaneamento direto de negativo ou diapositivos (slides) convencionais.
CAPTURAS, ENTRADAS DIGITIAIS A câmera digital transfere a imagem capturada automaticamente para o computador ou também a transmite pela Internet ou por telefonia. O scanner produz a entrada da imagem digitalizando a foto, papel ou filme, transformando-a em pixels.
CARTÃO CINZA Um cartão que reflete uma percentagem conhecida da luz que incide sobre ele. Em geral, tem um lado cinzento que reflete 18% da luz e um lado branco que reflete 90% da luz. Padrão utilizado para aferir leitura de todos os fotômetros, flashmeters e sistemas de impressão fotoquímico.
CARTÃO DE ARMAZENAMENTO Meio de armazenamento utilizado pelas Câmaras Digitais. Entre os vários modelos podemos citar: ATA PCMCIA, Smartmedia, SD e Compact Flash, entre outros. As primeiras câmaras utilizavam disquetes, porém com o incremento de resolução nas câmaras, houve a necessidade de desenvolver novas mídias.
CARTÃO PCMCIA "Personal Computer Memory Card International Association", cartão de memória de espessura e desenho semelhantes ao cartão de crédito. Usado em computadores portáteis e como acessório integrante de alguns sistemas de imagem digital.
CATCHLIGHT (Reflexo de luz) Reflexo brilhante de luz no objeto fotografado. Os reflexos de luz são importantes principalmente em retratos de rosto e ombros e impressões grandes, onde eles dão brilho e vida ao assunto. São facilmente obtidos com um flash ou refletor em frente ao objeto.
CINZA MÉDIO Tom de cinza médio padrão com 18% de reflexão. Padrão de calibragem de todos os fotômetros. Idem, cartão cinza.
CIRCULO de CONFUSÃO Disco de luz ou círculos luminosos da imagem, produzido pela objetiva quando o objeto a ser fotografado não está perfeitamente focado. Também usado como padrão para medir índice de resolução das objetivas por meio de microscópios digitais adequados, já que o olho humano não consegue distinguir entre um círculo de difusão muito pequeno - com diâmetro inferior a 0,25 (mm) e um verdadeiro ponto.
CLONE (Cloninig) Ferramenta digital presente na maioria dos programas de manipulação e tratamento de imagens com o propósito de produzir cópias fiéis de determinadas regiões. Trata-se de uma das principais ferramentas para retoque e restauração de imagens, sendo representada por um carimbo.
CMYK Na imagem digital, refere-se ao espaço de cor no qual são utilizadas as cores subtrativas: cian, magenta e amarelo, aliadas ao preto.
COLOR CAST (DOMINANTE DE COR) – Uma dominante de cor global na imagem, como se visse-mos uma imagem com um filtro de cor na frente. COLOR MODEL (MODELO DE COR) – É um método de representação da informação da cor de uma forma numérica.
CLOSE-UP Foto tirada próximo ao objeto, geralmente definida como tirada a 1 m de distância ou menos. Os temas mais populares de close-up são flores, insetos e objetos pequenos. Enquanto a maioria das lentes comuns pode focalizar na distância de 40-50 cm, as lentes especializadas oferecem um melhor desempenho para close-up de fotografias profissionais.
CMOS – Dispositivo semi condutor sensível à luz, usado em equipamentos de captura de imagens, que converte luz em cargas eléctricas, tal qual o CCD. A principal diferença no entanto, reside no facto de no sensor CMOS ser possível a captação e o processamento de dados, ao contrário do CCD aonde só é possível a captação de dados, sendo o processamento de dados efetuado num outro local.
COMPENSAÇÃO DA CONTRA-LUZ Aumentar a exposição para contrapor a contraluz sobre um objeto. Pelo motivo da maioria dos sistemas de medição ter a tendência de subexpor os objetos iluminados pela contraluz, geralmente uma boa dica é aumentar a exposição até 2,0 EV.
COMPENSAÇÃO DA EXPOSIÇÃO Ativação manual que permite aumentar ou diminuir a exposição quando houver um motivo para acreditar que o foco automático da câmera não irá produzir uma exposição correta. Geralmente as câmeras oferecem uma faixa de ± 3EV de compensação da exposição, variando DE 1/3 A 1/3 E.V.
COMPOSIÇÃO É o arranjo dos elementos de uma fotografia, o assunto principal, primeiro plano, fundo e motivos secundários visando harmonia e estética visual. Observe que nem sempre o objeto principal deve estar no meio do quadro. Ao compor uma foto, considere o quadro todo e todos os cantos.
CONTRAST (CONTRASTE) – Relação entre os pontos mais claros e mais escuros de uma imagem. Diferença no nível de iluminação entre as partes mais claras da imagem (realces) e as partes mais escuras (sombras). As imagens de alto contraste mostram uma diferença nítida entre o claro e o escuro, enquanto que nas imagens de baixo contraste as diferenças são mais atenuadas.
CONTRA-LUZL uz, principalmente a luz solar, que ilumina o objeto no lado oposto da câmera. Esta pode levar a câmera a subexpor o objeto, ou seja, torná-lo escuro demais. A contraluz pode ser contraposta pelo aumento da exposição e produzir retratos muito atraentes.
CPU – Acrónimo de “Central Processing Unit” ou unidade central de processamento, é o elemento do computador responsável pela extracção de instruções da memória e pela sua execução.
COMA Defeito óptico das lentes que origina pontos de luz fora do eixo luminoso e que aparecem não como pontos, mas como discos acompanhados de uma cauda como os cometas.
COMPACT DISK Utilizado na imagem digital. Espécie de mídia óptica (CD), que permite gravação de dados. Basicamente se utiliza dois tipos de cds.
COMPRESSÃO de Arquivos Digitais Processo no qual reduzimos o tamanho dos arquivos em bytes. Pode ser realizado com ou sem perda de informação. O método sem perda utiliza programas de compactação, que primeiro analisam os dados binários, e depois calculam seu percentual de compressão. O exemplo mais típico é o Winzip ou RAR. O processo de compactação com perda utiliza sistema de algoritmos, que analisam a imagem. Estes algoritmos tendem a desprezar detalhes secundários da imagem, não perceptíveis ao olho humano, como é, por exemplo, o clássico formato JPEG.
CD-R Permite apenas uma gravação por meios digitais. O disco pode ser gravado até a totalidade de seu espaço, porém não há como apagar as informações. Idem para DVD – R CD-RW Ao contrário do CD-R, essa nova mídia permite a regravação de informações.
CONTRASTADO Apresentar diferenças maiores que o normal entre as áreas claras e escuras. O oposto é suave.
CONTROLE DE ABERTURA O anel da objetiva ou da câmara (um botão, em alguns modelos que, quando rotacionado, ajusta o tamanho da abertura da íris no diafragma e modifica a intensidade de luz que incide sobre o filme).
CONTROLE DE VELOCIDADE (do Obturador) Controle que seleciona o período de tempo, a quantidade de luz que o sensor digital é exposto.
CONVERGÊNCIA VERTICAL Distorção das linhas verticais contidas na perspectiva da imagem, quando se fotógrafa de baixo para cima. Os assuntos mais altos, como imagens arquitetônicas, por exemplo, parecem a se inclinar para trás. Esse efeito pode ser corrigido por meio de báscula nas câmaras de grande formato.
CONVERSOR (ou "Teleconverter") Lente auxiliar adaptável entre a objetiva original e o corpo da câmara, apresentando como resultado uma distância focal combinada maior do que a própria objetiva. A maioria dos conversores multiplica a distancia focal por um fator de dois a três vezes. CONVERSOR Analógico Digital Dispositivo eletrônico utilizado em câmaras digitais e scanners para quantificar cargas elétricas registradas pelo CCD. CROPPING Processo de corte de uma imagem digital.
CR-T Tubos de Raios Catódicos. Trata-se do tubo utilizado nos monitores de vídeo.
COR SATURADA Cor pura, sem qualquer mistura de cinza ou contaminação de outra cor.
CORPO Caixa externa de aço ou plástico da própria câmara, sem a objetiva de alto impacto, à prova de luz que contém todos os mecanismos e circuitos e os protege da luz até que se esteja pronto para fazer a exposição.
CORTE Aparar as margens de uma imagem, melhorando a sua composição, harmonia e estética. Esse processo pode ser feito através da movimentação da posição da câmera quanto à visão da cena, em software próprio para tratamento de imagens, ou ainda aparando a foto já pronta.
DISPARO CONTÍNUO Manter o disparador pressionado para fotografar um quadro após o outro. As câmeras geralmente são capazes de fotografar um ou dois quadros por segundo, enquanto que modelos com velocidades mais altas podem fotografar de quatro a cinco quadros. O disparo contínuo é útil especialmente em fotografia de esportes.
DISPARO LENTO Velocidade de disparo lento, ou seja, o disparador permanece aberto por um longo tempo. Geralmente isto significa 1/30 segundo ou mais. Como segurar a câmera com velocidade de disparo lento sempre resulta em trepidação da câmera, sempre utilizar um tripé ou outro apoio para estabilizar a câmera.
DISPOSITIVO DE ACOPLAMENTO DE CARGA (CCD) Um dos dois tipos principais de chips de computador utilizado para capturar imagens de câmeras digitais. DEFINIÇÃO É a clareza nos detalhes e contornos. Depende da dimensão do menor ponto da imagem que pode ser gravado no sensor digital por meio da objetiva que se utiliza. O índice de definição vai depender do tamanho do sensor digital, da qualidade óptica da objetiva, dos métodos de fotometria e processamento da imagem.
DENSITY (DENSIDADE) – O grau de opacidade de um filtro de absorção de luz, pigmento ou emulsão fotográfica exposta.
DIGITAL – O oposto de analógico. Informação que é possível ser representada por números ou sequência de números.
DIAFRÁGMA Dispositivo ajustável de laminas metálicas que formam uma abertura aproximadamente circular com diâmetro variável, para controlar a intensidade da luz transmitida pela objetiva.
DIFRAÇÃO Fenômeno que se observa quando a luz passa junto à borda de um corpo opaco ou através de uma abertura estreita de diafragma. A luz sofre um pequeno desvio ou deflexão, originando feixes de interferência, que, por vezes, é possível observar a olho nu, como manchas luminosas indefinidas. Este efeito é eventualmente perceptível quando se fotografa com diafragmas muito fechados.
DIFUSÃO INTERNA DA LUZ Luz refletida dentro do corpo da objetiva, entre seus elementos ópticos, que produz marcas irregulares no negativo, diapositivo e sensor digital, degradando a qualidade da imagem. Este efeito é minimizado com o tratamento de fluoreto, ou "coated", tornando as objetivas de coloração magenta, azulada ou de outra coloração, conforme o tipode matéria prima empregada.
DISTORÇÃO Grande-Angular Alteração na perspectiva causada pelo uso de lente grande-angular (distância focal pequena) muito próxima ao objeto. Os objetos aparecem esticados ou mais distantes do que realmente são.
DISPARADOR DE CABO Acessório utilizado para reduzir as vibrações da câmara, acoplada á um tripé, quando se fotografa em baixa velocidade. Consiste em cabo fino, de vários comprimentos, fixados por uma extremidade ao botão disparador da câmera. O cabo insere-se em um tipo de borracha ou plástico flexível, ou de malha metálica, sendo acionando manualmente pelo fotógrafo. Nas câmeras digitais é comumente substituído pelo controle remoto.
DISPARADOR DO OBTURADOR Mecanismo ou circuito eletrônico, geralmente um botão no topo da câmara, destinado a ativar o obturador para expor o filme. Nos modelos hi-tech foram substituídos por controle remoto.
DISTÂNCIA FOCAL Distância entre a objetiva e um ponto determinado, onde se forma a imagem focalizada de um assunto a grande distância, quando a objetiva está focalizada para o infinito. A distância focal de uma objetiva determina o tamanho final da imagem fotográfica. Em geral, quanto maior for a distancia focal da objetivam menor será seu respectivo ângulo de visão.
DISTÂNCIA HIPERFOCAL À distância até o objeto mais próximo em foco, quando a objetiva é focalizada no infinito. Estabelecer o foco nessa distância, ao invés de no infinito, fará com que os planos mais distantes permaneçam em foco, além de estender a profundidade de campo a fim de incluir outros planos mais próximos da câmara.
DOMINANTE Tonalidade geral colorida que se dá às fotografias em cores um aspecto distorcido e pouco natural. Origina-se normalmente de mal processamento, falta de uso de filtro adequado, emulsão estocada inadequadamente ou com seu respectivo prazo de validade vencido. Aplica-se também quando o White Balance não efetua a correção de cor adequada.
DOT (PONTO) – É o mais pequeno elemento de uma imagem impressa. Um pixel é composto por vários “dots” ou pontos.
DPI – Acrónimo de “Dots Per Inch” ou pontos por polegada, é a medida da resolução dos nossos dispositivos de saída, nomeadamente impressoras, sendo que quanto mais alto for este valor maior será a resolução de uma imagem.
DYE SUBLIMATION (SUBLIMAÇÃO TÉRMICA) – Um processo de impressão que usa pequenos elementos térmicos que evaporam pigmentos que são por sua vez depositados suavemente num suporte de impressão. É considerada a tecnologia que produz as melhores impressões digitais mas ainda é relativamente cara.
DYNAMIC RANGE (AMPLITUDE DINÃMICA) – A máxima amplitude tonal, escura e clara, que um dispositivo de captação de imagem é capaz de capturar. EV Exposure Value Valor de exposição, medida da quantidade de luz que incide sobre o filme ou sensor digital. A exposição é determinada pela combinação entre a velocidade de disparo e abertura da lente. Cada multiplicação/divisão da velocidade de disparo ou abertura/fechamento da lente é por um número-f é equivalente a 1 EV.
EXPOSIÇÃO CORRETA Combinação entre a velocidade de disparo e abertura da lente que distribui a quantidade correta de luz para produzir uma boa imagem no filme. A função da câmera que faz estes ajustes automaticamente é conhecida como exposição automática (AE) .
EXPOSIÇÃO PROLONGADA (Bulb) Configuração que permite abrir e fechar o disparador manualmente, útil para exposições prolongadas (por exemplo, 5 a 10 segundos ou mais). Tradicionalmente era ativada por um cabo liberador com uma trava. A maioria das câmeras atuais utiliza um cabo de controle eletrônico.
EIXO ÓPTICO Linha imaginária que passa pelo centro óptico de um sistema de lentes ou objetiva. EFEITO DE RECIPROCIDADE Alteração no balanceamento de cores ou na densidade da imagem causada por exposição muito longa ou muito curta.
EPS Acrónimo de “Encapsulated Post Script”, é um formato de ficheiro standard para desenhos e imagens, permitindo ser colocado noutros programas, nomeadamente programas de paginação.
ESPECTRO Faixa multicolorida que se obtém quando se decompões a luz nos diferentes comprimentos de onda que a compõem, do mesmo modo que o prisma decompõe a luz branca nas cores do arco-íris. O termo aplica-se também à faixa completa da radiação eletromagnética, desde as de menor comprimento de onda às de maior, incluindo a luz visível.
EXPOSIÇÃO Tempo durante o qual a luz deve incidir sobre a emulsão fotográfica para formar sua respectiva imagem. A exposição é controlada pela velocidade do obturador e pela abertura do diafragma selecionada.
EXPOSIÇÃO AUTOMÁTICA Modo de operação no qual a câmera ajusta automaticamente a abertura, a velocidade do obturador, ou ambos, para produzir exposição normal.
EXPOSIÇÃO MANUAL Modo não-automático de operação da câmera no qual o fotógrafo estabelece tanto a abertura quanto a velocidade do obturador em função das condições de luz e do resultado pretendido.
EXPOSURE LATITUDE (LATITUDE DE EXPOSIÇÃO) – A amplitude de variação de exposição (sub ou sob-exposição) que possa ser compensada durante o processamento da imagem, de forma a produzir uma densidade correcta.
EXPOSÍMETRO Instrumento dotado de célula fotossensível empregado para medir a intensidade da luz que é refletida por um objeto. É usado para determinar a exposição correta para obter uma boa fotografia ou impressão adequada. Conhecido também como Fotômetro.
FATOR DE AMPLIAÇÃO Fator que exprime o aumento do tamanho da imagem em relação ao do objeto fotografado. O conhecimento do fator de ampliação apresenta por vezes a determinação do tempo correto de exposição na fotografia à pequena distância, ou macro-fotografia.
FATOR FILTRO Já que os filtros absorvem luz, temos que compensar na exposição o seu respectivo fator. Este é um número que especifica quanto precisamos compensar na sua exposição. Dobrar a exposição é expor um ponto a mais no obturador ou diafragma. Um fator de 16 significa uma correção de 16 vezes mais exposição (2-4-8-16), ou quatro pontos a mais. Alguns fatores são importantes na avaliação da correção necessária a ser feita na exposição. Quando a máquina é monoreflex, o fotômetro lê a luz que passa pela objetiva e a corrige automaticamente. Um fotômetro manual leria esta correção com o filtro na frente do seu sensor. Entretanto, a qualidade espectral de luz que ilumina a cena pode variar, alterando o fator filtro.
"FLASH" AUTOMÁTICO Tipo ou modo de "flash" eletrônico com sensor fotossensível que determina a distância do "flash" para exposição ideal através da medida do retorno da luz refletida pelo objeto.
"FLASH" MANUAL Tipo ou modo de operação do "flash" no qual o fotógrafo controla a exposição ajustando a abertura da objetiva em função da distância em que a cena se encontra.
"FLASH" TTL Neste modo ou função, o sensor eletrônico é automaticamente desligado. O fotômetro efetua a leitura da cena a ser fotografada e comanda o flash para emitir a intensidade de luz necessária para iluminar adequadamente a cena.
FILTRO Vidro, acrílico ou outro material transparente colorido, usado diante da objetiva, com finalidades especiais, como acentuar o azul do céu, realçar as cores ou definir melhor os intervalos tonais da imagem fotográfica.
FILTROS DE AMPLIAÇÃO Conjunto de filtros utilizados no ampliador, quanto se emprega papel preto & Branco de contraste variável (de coloração que vão do Amarelo ao Magenta) ou para ampliações em cores. Neste caso, empregam-se os filtros de cor subtrativos, Amarelos, Cian e Magenta.
FILTRO DE CORREÇÃO Filtro colorido colocado na objetiva para alterar o equilíbrio tonal da imagem preto e branco ou corrigir a predominância de cor emitida por determinada fonte de luz, natural ou artificial (Filtro de correção de cores). Veja também "Kelvin".
FILTRO DE DENSIDADE NEUTRA (ND) Filtro cinzento utilizado para reduzir a intensidade da luz sem alterar sua qualidade cromática. Emprega-se no uso de flashes a curta distância ou para filmes de alta sensibilidade em cenas com muita luz (Praia ou Neve). Também utilizado para produzir pouca "Profundidade de Campo" em cenas normais. Uso obrigatório em câmeras tipo DSLR
FILTRO POLARIZADOR Há dois tipos: Linear, para objetivas mecânica e circular. Filtro giratório, cujo efeito pode ser constatado diretamente no visor. Elimina reflexos de superfícies não metálicas, como vidro, plástico, água etc. Usado também para dias ensolarados para escurecer e saturar o azul do céu. Empregado também para absorver o excesso de azul da luz solar, dar mais vida á vegetação e proporcionar maior saturação e separação das cores e tons de cinza. Utiliza-se unicamente com filme tipo Daylight, ou filme P&B convencional. Não produz efeito com sol a pino ou reflexos perpendiculares ao eixo da objetiva. Uso obrigatório em câmeras tipo DSLR
FILTROS DE AR Responsáveis pela purificação do ar que circula nas processadoras de minilab. Esse ar pode ter a função de resfriamento da lâmpada de impressão e fonte de energia, ou na secagem a quente das cópias. Devem ser limpos semanalmente e trocados semestralmente.
FILTERS (FILTROS) – Efeitos de programas de computadores que permitem manipular imagens, nomeadamente a cor, contraste, claridade ou ainda efeitos especiais. FILE
FORMAT (FORMATO DE ARQUIVO) – Formato de um ficheiro ou extensão, normalmente está associado ao programa em que o criamos ou associado ao programa para aonde se destina. FOCALIZAÇÃO POR ZONAS Pré-estabelecimento do foco para fotos de ação, de modo que toda a área na qual a ação possa se desfocar, apareça perfeitamente nítida. Este recurso pode ser obtido manualmente ou programado nas câmaras tipo High Tech - DEPH.
FOCO Ajuste do ponto máximo de nitidez ao fotografar um objeto. As câmeras com foco automático fazem isto automaticamente, mas observe que ao fotografar em close up, frequentemente é mais rápido e preciso alterar para o foco manual. F
OCO FIXO Refere-se aos tipos de câmara em que não há possibilidade de ajuste da distância entre a objetiva e o assunto fotografado.
FOLE Parte flexível das câmaras, geralmente de médio ou grande formato, que une a objetiva ao corpo da câmara e serve para afastar ou aproximar a objetiva do plano focal. Há também o fole de extensão, acessório indispensável para micro e macro-fotografia.
FOTÔMETRO Vide "exposímetro".
FOTÔMETRO CENTRAL Fotômetro de ação central. Medidor de exposição que trabalha através da objetiva, e mede os valores de luz de toda a cena, dando, porém, maior ênfase à área central do visor.
FOTÔMETRO DE LEITURA INTEGRAL ou MATRIX Dispositivo de medição de exposição com grande ângulo de visão. A exposição indicada é baseada na média de todos os valores de luz na cena a ser fotografada. Leitura mestre.
FOTÔMETRO DE LUZ INCIDENTE Fotômetro manual externo que mede a quantidade de luz que incide sobre o objeto ou cena a ser fotografada, apresentando a relação de aberturas e diafragmas adequados. Ver também Fotômetro de luz refletida.
FOTÔMETRO DE LUZ REFLETIDA Fotômetro (manual ou embutido na câmara) que lê a quantidade de luz refletida no objeto, apresentando a exposição adequada. Ver também Fotômetro de luz incidente.
FOTÔMETRO PONTUAL Fotômetro de ação restrita cujo ângulo de visão é estreito, utilizado para medir a quantidade de luz de uma pequena parte da cena fotografada.
FOTÔMETRO TTL Fotômetro de leitura direta através da objetiva (Fotômetro TTL). Fotômetro embutido que faz as leituras de luz diretamente através da objetiva sobre o plano do filme.
FOCO DE FUNDO Uma situação onde a lente está realmente focalizada atrás do objeto principal, resultando em uma pequena suavidade desse objeto. O foco de fundo é um problema comum quando há um outro objeto atrás do objeto principal, e o foco automático trava sobre esse outro objeto.
FOCO FRONTAL Situação quando a lente está realmente focalizada na frente do objeto principal, resultando em uma leve suavidade do objeto. O foco frontal pode ser um problema ao fotografar uma paisagem ou cena distante e o foco automático pode travar sobre um objeto em primeiro plano.
FOCO PANORÂMICO Para focalizar uma lente para que tudo ao redor, longe ou perto, esteja com foco de nitidez aceitável. Isto é mais bem executado utilizando uma lente grande angular e mudar para uma abertura pequena; em seguida, ajustar o foco para minimizar a área do quadro que aparece nítida.
FORA DE FOCO Sair da zona de nitidez do foco de uma lente. Exemplos comuns incluem a grama borrada em primeiro plano ao focalizar uma paisagem distante ou fundo borrado de um foto em close-up de uma flor.
FORMATO H Formato de impressão padrão a partir de negativos de filme APS. Sua proporção de imagem de 16:9 é a mesma de uma TV de alta definição, sendo útil para mostrar a expansão horizontal ou vertical do objeto, assim como, adicionar sensação de profundidade à cena.
FOTOGRAFIA COM FLASH Utilizar um flash embutido ou externo para iluminar o objeto. O uso habilidoso de um flash pode clarear um objeto para obter lindos resultados, mas é mais bem utilizado junto com a luz existente para uma foto com aparência natural.
FOTO NATURAL Foto de qualquer objeto natural, de animais, pássaros e insetos a plantas e flores, e até mesmo objetos subaquáticos. Existe uma infinidade de possibilidades, usando todas as lentes de telefoto a macro. Flores e pássaros são muito populares e fáceis de fotografar.
FUNDO Pano de fundo por atrás do objeto principal e elemento chave da composição fotográfica. Escolher o fundo correto – uma cor especial, por exemplo, ou edifícios, árvores ou céu – têm um efeito maior no impacto de sua foto.
GIRO PANORÂMICO Seguir um objeto em movimento com a câmera, geralmente utilizando uma velocidade de disparo lenta de aproximadamente 1/60 segundo. Isto pode borrar o fundo enquanto mantém o objeto em foco nítido, trazendo uma sensação de movimento e velocidade.
GAMMA – A relação entre os valores dos tons na imagem original e o valor dos tons na imagem final resultante de um equipamento de saída de imagem.
GAMUT – É uma latitude de cores limitada que nos é providenciada por um dispositivo de entrada ou de saída de uma imagem.
GIF (Graphics Interchange Format) é um formato de 8 bits (256 cores) muito popular na Internet em animações, mas não é indicado para fotos, pois a limitação de cores causa grande perda de qualidade, embora reduza bastante o tamanho dos arquivos, este formato criado pela Compuserve é bem aceito em JAVA e HTML.
GIG Acrónimo de “Graphics Interchange Format”, é o ficheiro de imagem mais difundido na Internet. Tem um tamanho muito menor do que todos os outros, e por isso permite taxas de transferência de dados mais rápidas. Ao contrário de outros formatos de imagem de compressão, este só trabalha com uma paleta de 256 cores, permitindo no entanto transparência nas imagens.
GRANDE ANGULAR São objetivas cuja distancia focal é menor que as objetivas normais - variando de 8 a 35 mm, ou seja, de Super Olho de Peixe a Angular Standard -, encontrando aplicação pratica em trabalho a curta distancia. Possuem grande angulo visual - de 220 a 62 graus. Tem pôr função principal acentuar bastante a perspectivas fazendo com que os primeiros planos fiquem relativamente maiores do que os planos posteriores. São muito úteis para a fotografia arquitetônica de interiores, onde o espaço útil para fotografar é muito reduzido. Sua luminosidade, de um modo geral é bem menor do que as objetivas normais e, sua profundidade de campo muito ampla, não permitindo a não ser em casos muitos especiais, o foco seletivo. Sua definição, no entanto, é muito maior em comparação com as outras objetivas, pois diminuem a escala de reprodução.
GRAYSCALE (GRADUAÇÃO DE TONS DE CINZA) – Imagem que é composta por preto, tons de cinzentos e branco. Uma imagem “Grayscale” pode conter até 254 tons de cinzento e ainda o preto e o branco, perfazendo um total de 256 tons.
HISTOGRAM (HISTOGRAMA) – Um gráfico que mostra distribuição tonal de uma imagem, nas altas, médias e baixas luzes. HUE – É uma das três dimensões da cor e representa-a no seu estado mais puro.
IMAGEM DIGITAL Ao contrário do processo fotoquímico tradicional, a imagem digital é obtida por meios fotoeletrônicos, transformada em linguagem binária e inserida na memória do computador. Aparece na tela do computador, pode ser tratada, corrigida e manipulada digitalmente e retorna na forma de cópia em papel, negativos ou cromos. A entrada é feita através de scanners, discos ópticos ou magnéticos ou conexões diretas de câmeras digitais ou sistemas on line. A saída é possível por meio de impressoras de jato de tinta, lasers, ou mesmo por processos fotográficos, disponíveis em laboratórios profissionais ou minilabs.
IMPRESSORA Ampliador automático, que opera com papel em forma de bobina, dentro de um compartimento totalmente vedado à luz, com sistema inteiramente computadorizado. Produz ampliações de vários tamanhos em grande escala.
IMPRESSORA DIGITAL Impressora fotoquímica conectada ao computador possibilitando saída da imagem digital em papel ou transparência, a partir da imagem digitalizada.
ILUMINAÇÃO FRONTAL Luz incidindo sobre o objeto a partir da mesma direção da câmera. A iluminação direta torna seguro utilizar a exposição automática. Enquanto que a iluminação frontal é ideal para fotos de grandes grupos de pessoas, a falta de sombras e contornos não é a iluminação mais atraente para a maioria dos objetos.
INKJET (JATO DE TINTA) – Tecnologia utilizada nas impressoras mais vendidas em todo o mundo. Uma cabeça de impressão ejecta pequenas gotículas de tinta, chamadas de “dots” ou pontos que impressionam um suporte. A tecnologia para a ejecção desses pequenos pontos varia de fabricante para fabricante.
ISO Sigla da "International Standards Organization" (Organização Internacional de Padrões), substituindo os antigos padrões ASA "American Standart Association" (Associação dos Padrões Norte-Americanos), DIN "Deutsch Industrie Norm" (norma da Industria Alemã) e JIS "Japan Industrial Standart" (Padrão da Indústria Japonesa). Esta nova nomenclatura estabelece o seguinte princípio: quanto maior o número em ISO, maior é a sensibilidade do filme. Exemplo: Filme de ISO 400 é quatro vezes mais sensível em relação ao filme de ISO 100, permitindo fotografar em condições de luz menos favoráveis. Medida de sensibilidade de um filme ou CCD, definida pela “International Organization for Standardization” e deriva do Grego “isos” que significa “igual”.
INTERPOLATION (INTERPOLAÇÃO) – Processo usado para aumentar o número de pixels de uma imagem, colocando um ou mais novos pixels entre dois pixels existentes.
HORIZONTAL Quadro direcionado com a lateral longa para a horizontal, geralmente a câmera é mantida na horizontal para obter uma foto com aparência mais natural. Enquanto que a maioria das fotos são horizontais, os fotógrafos profissionais tendem a procurar por mais variedade fotografando na direção vertical.
JPEG Acrônimo de “Joint Photographic Experts Group” é um ficheiro de imagem que usa um método de compressão de imagem com maior ou menor perca de qualidade. Permite trabalhar com 16.8 milhões de cores. O Joint Photographics Experts Group é um dos mais populares formatos adotados pela Internet, devido à boa taxa de compactação em 24 bits (16,7 milhões de cores), e permite escolher a taxa de compactação dos dados da imagem (quanto mais compactado menor a qualidade). Mantém arquivos pequenos com boa qualidade.
KELVIN (K) Unidade que exprime a temperatura de cor no Sistema Internacional de Unidades (SI). A escala Kelvin começa no zero absoluto (-273 C) e seus valores aumentam na mesma grandeza dos valores Celsius. Os valores Kevin são empregados na fotografia para indicar a temperatura de cor e sua respectiva dominância em função das diversas fontes de luz utilizadas. A luz branca é de 5.500 Graus Kelvin e a maioria dos filmes a venda no mercado estão calibrados para esta temperatura de cor.
LATITUDE Margem de erro possível de super ou sub-exposição sem alteração significativa da qualidade da imagem.
LCD – Acrónimo de “Liquid Cristal Display” ou visor de cristais líquidos, é um dispositivo que existe em câmaras fotográficas digitais, permitindo a visualização da imagem a captar, bem como outro tipo de informação adicional. As câmaras digitais, em geral, possuem uma tela LCD que permite ao usuário visualizar, rever e apagar imagens armazenadas na câmara. Os melhores LCDs são o de matriz ativa porque fornecem a imagem melhor definida.
LENTE DE APROXIMAÇÃO Ou lentes "Close Up". Lente positiva simples, em forma de filtro, colocada diante da objetiva para fotografar a distância menor do que a normalmente permitida pela objetiva em questão.
LENTE CONVERGENTE ou POSITIVA Lente mais grossa no centro em relação ás suas bordas. Sua característica é obrigar os raios de luz paralelos em convergir num foco, produzindo uma imagem. LENTE DIVERGENTE ou NEGATIVA Qualquer lente que seja mais grossa em seu perímetro circular em relação ao centro. Obrigam os raios de luz a divergir, formando uma imagem no mesmo lado da objetiva e do objeto - imagem virtual.
LENTE DE FRESNEL Lente cuja superfície consiste numa série de círculos ou "degraus" concêntricos, cada um dos quais com forma semelhante, como partes da superfície de uma lente convexa. O fresnel são empregados nos vidros de focalizaçãonas câmaras monorelfex, nas câmaras de grande formato e nos projetores de iluminação pontual.
LINE ART – Imagens que contenham apenas pixels pretos e brancos. O melhor exemplo é o texto. LPI – Acrónimo de “Lines Per Inch” ou linhas por polegada é a medida da resolução de impressão tipográfica, e refere-se à frequência das linhas horizontais e das linhas verticais de uma imagem impressa.
LUMINOSIDADE Refere-se a maior abertura de diafragma LUZ DISPONÍVEL OU EXISTENTE Termo que designa luz relativamente fraca já existente no local onde a fotografia deverá ser tomada.
LUZ POLARIZADA Luz cujas vibrações eletromagnéticas oscilam segundo um só plano. Em condições normais a luz não está polarizada, e suas vibrações eletromagnéticas oscilam em planos diferentes. A luz refletida por superfícies brilhantes não metálicas, que impede ver os pormenores e as cores, é freqüentemente polarizada e pode ser controlada ou ainda eliminada mediante o uso do filtro polarizador.
LUZ PRINCIPAL Principal fonte de iluminação, produzindo sombras dominantes, seja frontal ou lateral.
LUZ DE SEGURANÇA Luz utilizada no laboratório para fornecer iluminação geral sem velar o material sensível utilizado.
LUZ REBATIDA Luz indireta produzida dirigindo-se o foco de luz para além do objeto e usando um teto ou outra superfície para refletir a luz sobre o assunto. Seu efeito é mais suave e menos brilhante que a luz direta.
M MANUAL Qualquer função não-automática. Os ajustes manuais comuns incluem foco manual, controle manual da exposição (ajustando a velocidade de disparo e abertura) e inserção manual da sensibilidade ISO, ativação manual do código DX.
MARCAS DE MOLDURA DE CLOSE-UP
Pequenas marcas adicionais dentro do visor de câmeras compactas que aproximam o tamanho do quadro ao fotografar em distâncias pequenas. Utilize estas marcas ao fotografar em close-up para evitar erros como cortar a cabeça do objeto.
MEDIÇÃO PONTUAL
Modo de medição encontrado em muitas câmeras SLR e DSLR que avalia a exposição de acordo com uma pequena área no centro do quadro. A medição pontual é útil para objetos com alto contraste, permitindo medir as áreas claras e escuras e, então selecionar uma exposição intermediaria. Um outro uso seria para fotografia de palcos ou outras situações onde os objetos são iluminados seletivamente.
MEGABYTE Unidade de medida de dados armazenados igual a 1.024 kilobytes ou 1.048.576 bytes. MEGAPIXEL Indica a resolução de imagem de um milhão de pixels ou mais. Quanto maior o número de pixels em uma imagem, mais alta a resolução e, portanto, maior a qualidade da imagem.
MAGNETO OPTICAL DISKS (DISCOS MAGNETO ÓPTICOS) – Dispositivos de gravação de informação amovíveis que permitem a gravação e re-gravação de informação quantas vezes se desejar. Mais lentos do que os CD-ROM.
MANIPULAÇÃO DIGITAL DA IMAGEM Técnica de modificar a imagem fotográfica original, através de programas especiais, produzindo novos resultados. A manipulação digital conquistou novos espaços na fotografia publicitária e editorial, simplificando seu processo e aumentando suas possibilidades criativas. No mercado varejista tem se tornado negócio com grande retorno como Centro de Serviços Especiais como retoques, restaurações, cópias e ampliações sem a necessidade de se ter o negativo, fusões de imagens e efeitos especiais, bem como remessa de imagens pela Internet.
MÁQUINA FOTOGRÁFICA - Vide "câmera". MICRO OU MACROFOTOGRAFIA Técnica utilizada para reproduzir documentos, mapas, insetos, e outros minúsculos objetos. Este termo também é empregado, com pouco rigor para a técnica de fotografar através de microscópios.
MOVIMENTOS DE CÂMERA Ajustes das posições relativas á objetiva e ao filme, com o que é possível controlar distorções geométricas da imagem. Recurso característico das câmeras de estúdio de grande formato, que apresentam ampla flexibilidade dos movimentos.
NEGATIVO FRACO Aquele que foi sub-exposto, pouco revelado ou ambos; o negativo fraco tem menor densidade, ou seja maior transparência em relação ao negativo de qualidade normal.
NOISE (RUÍDO) – Este fenómeno acontece pela incorrecta leitura dos valores dos pixels numa imagem, resultando assim na existência de pixels que não existiam na imagem inicial. Isto acontece devido a interferências eléctricas ou instabilidade no equipamento.
NÚMERO "f/" Nomenclatura empregada quando nos referimos a abertura do diafragma.
NÚMERO GUIA (NG) Escala para unidade de "flash" que pode ser utilizada para calcular a abertura correta para uma determinada velocidade de filme e distância entre "flash" e o objeto. Assim se faz o cálculo: NG = f/ (Abertura do Diafragma) X Distância
O OBJETO O item mais importante de uma foto – uma pessoa, um animal, uma planta, uma montanha etc. O objeto deve ser o foco da foto, mas outros objetos podem ser incluídos para causar mais interesse à foto. Sempre é bom perguntar a si mesmo: qual é o objeto desta foto e o que estou tentando fotografar?
OBJETIVA Sistema óptico da câmera capaz de captar e focalizar os raios luminosos de forma a produzir imagem nítida no plano do filme.
OBJETIVA MACRO Objetiva capaz de fotografar na escala 1:1 (tamanho natural) ou em índices menores equivalentes. O termo também é utilizado para descrever qualquer objetiva adequada para fotografar objetos a pequenas distâncias. As objetivas macro ou micro conforme a designação de seu respectivo fabricante, também podem ser utilizadas em cenas normais.
OBJETIVA NORMAL São aquelas que se aproximam do ângulo visual do olho humano. Possuem ótima luminosidade - em geral f/1.4, permitindo fotos mais dinâmicas em locais escuros - e controle satisfatório da profundidade de campo.
OBJETIVA ZOOM Objetiva em que se pode variar a distância focal, aumentando ou diminuindo seu respectivo ângulo visual.
OBTURADOR Sistema de cortina, lâminas ou outro tipo de cobertura móvel, para controlar o tempo de exposição da luz sobre o plano do filme. Os tipos mais correntes são: obturador central, obturador de plano focal ou de cortina acionados mecânica ou eletronicamente, conforme o modelo da câmera.
OPACO Descreve o papel para impressão com superfície relativamente áspera e não-reflexiva. Papel tipo Mate .O oposto de Papel Brilhante.
OPTICAL RESOLUTION (RESOLUÇÃO ÓPTICA) – É quando os valores de RGB para cada pixel numa imagem capturada digitalmente correspondem a uma leitura real da cena original. OS – Acrónimo de “Operating System” ou sistema operativo e possibilita que o computador funcione. Permite a comunicação e processamento de dados entre o equipamento e entre os programas.
PC/MAC/LINUX/SG– Plataformas concorrentes de computação que permitem o processamento de dados através da utilização de “Hardware” (Equipamento) e de “Software” (Programas).
PAINEL LCD Painel de tela encontrado na maioria das câmeras digitais que fornece as informações de disparo incluindo status de carregamento do filme, número de quadros, data e hora, flash ligado/desligado, status da bateria, velocidade de disparo, abertura, modo de cena, modo de medição, foco no infinito, etc.
PIXEL Acrónimo de “Picture Element” ou elemento de imagem. É o mais pequeno elemento distinto de uma imagem Bitmap visualizada num ecrã. A forma do pixel nas câmaras fotográficas digitais é quadrada, e as imagens digitais são compostas por pixels subjacentes, cada um tendo uma cor ou tom próprios, transmitindo-nos a sensação visual de ser uma imagem contínua. Unidade que designa o menor ponto de imagem. Usada como medida de resolução para telas de monitores, como do próprio tamanho final do arquivo de imagem.
PREENCHIMENTO Luz suplementar de um flash, lâmpada ou refletor usada para clarear as sombras que incidem sobre um objeto iluminado pela luz solar direta. Fotografar sem preenchimento nesta situação tende a produzir um contraste áspero. PRIMEIRO PLANO Porção da cena mais próxima da câmera, em contraste com o plano médio e fundo. Incluir um primeiro plano a uma paisagem ou instantâneo ajuda a criar uma sensação de profundidade e pode adicionar uma característica ou ajuste útil ao objeto principal ou objeto mais distante.
PRIORIDADE DE ABERTURA “AV” Modo de exposição automática que permite ao usuário ajustar a abertura da lente. Então, a câmera determina automaticamente a velocidade de disparo correta. Isto permite o controle efetivo da profundidade do campo e é popular entre os fotógrafos profissionais.
PROFUNDIDADE Qualidade da profundidade tridimensional em uma foto. Existem várias maneiras de se obter esta sensação de profundidade, tais como comprimir a perspectiva de um objeto distante, ângulos radicais da câmera e foco seletivo.
PROFUNDIADE DE CAMPO Distância entre parte frontal e traseira do ponto do foco mais definido que ainda é aceitavelmente definido. Quanto maior a abertura da lente, menor a profundidade de campo, enquanto lentes grande angular oferecem uma profundidade de campo mais aparente lentes teleobjetivas oferecem uma profundidade menos aparente ou desfocada.
PROGRAMA (P) Modo totalmente automático no qual a câmera determina a velocidade de disparo e abertura. O programa é desenhado para minimizar a trepidação da câmera permitindo que a maior parte da cena permaneça no foco.
"PANNING" Da língua inglesa, "panning". Técnica em que a câmera segue o motivo em movimento, em baixa velocidade para criar a ilusão visual de movimento. O emprego de velocidade baixas, como 1/8 ou 1/60 permite que o objeto em movimento fique registrado com nitidez, enquanto que seu respectivo fundo apareça "riscado" e em "desfocado".
PANORÂMICA Refere-se a vista inteira de uma área circunvizinha. Não há nenhuma definição formal para o ponto em que "ângulo largo" termina e "panorâmica" começa, mas uma imagem verdadeiramente panorâmica deve capturar um campo de vista comparável (ou maior do que) a do olho humano, que é de 160° por 75°, e deve fazer assim ao manter os detalhes precisos através do retrato inteiro.
PAPEL PARA LIMPEZA DE LENTES Papel macio, lubrificado e isento de impureza, especialmente fabricado para a limpeza de lentes, filtros e objetivas fotográficas. Não é abrasivo. Não é o mesmo que flanela de óculos.
PARASOL Acessório da objetiva, geralmente de borracha ou metal leve, cuja função é proteger a objetiva de luzes "parasitas" ou provenientes de zonas exteriores ao campo de visão, criando efeito de "halo", "ofuscamento", ou de neblina luminosa que deterioram a qualidade final da imagem.
PCMCIA OU PC CARD – Acrónimo de “Personal Computer Memory Card International Association” é um standard de equipamento, originalmente desenhado para computadores portáteis, sendo que estes cartões podem conter “chips” de memória, discos rígidos, modems, etc., e são utilizados em algumas câmaras fotográficas digitais.
PENTAPRISMA Dispositivo ótico de cinco lados utilizado no visor das câmeras monoreflex (SLR E DSLR) para corrigir a imagem da tela de focalização de modo que aparece de cabeça para cima e na posição correta da esquerda para a direita.
PERSPECTIVA Ilusão da imagem bi-dimensional de um espaço tridimensional sugerida primeiramente por linhas convergentes e pela diminuição de tamanho dos objetos distantes do ponto de vista da câmera. PHOTO CD – Método de digitalização e gravação de imagens criado pela Kodak para arquivo de imagens em CD-ROM. É um dos métodos mais utilizados por amadores para arquivarem as suas imagens.
PHOTOSHOP – O programa de edição de imagem mais famoso em todo o mundo. Reconhecido como líder incontestado nas características que um programa deste tipo proporciona ao utilizador. Tem versões para iniciantes, normalmente indicadas como LE e versões avançadas, mais direccionadas para profissionais ou utilizadores avançados.
PHOTO SITE OR PHOTO DIODE (FOTO DIODO) – Elemento constante num CCD que é responsável pela recepção da luz e da sua posterior conversão em cargas eléctricas. PICT – O formato de imagem mais comum para utilizadores da plataforma Macintosh.
PIXELIZATION (PIXELIZAÇÃO) – Fenómeno que resulta da visualização de uma imagem acima do seu tamanho normal. "PHOTOFLOOD" Lâmpada de tungstênio especial para utilização em estúdios fotográficos. A lâmpada tipo Branca emite luz a 3400 K, enquanto que a tipo azul emite luz a 6.000K, de temperatura de cor.
PLANO FOCAL Plano sobre o qual a imagem de determinada cena fica nítida; em termos práticos é o plano que se situa o sensor fotográfico.
PLOTTER Impressora digital que possibilita saídas em ampliações coloridas de grande formato. Conectada ao ampliador, substitui o trabalho fotoquímico de ampliadores manuais, impressoras e processadoras de papel, pela tecnologia digital.
PLUGIN – Programa que é criado com o intuito de ser instalado sobre uma versão existente de outro programa e que lhe adiciona características suplementares.
PODER DE COBERTURA É a maior área da imagem com total qualidade produzida por determinada objetiva. O poder de cobertura da objetiva é sempre maior do que a área do negativo para o qual foi concebida. Com exceção das objetivas para as câmeras profissionais de grande formato. Ver "movimentos da câmera" onde seu respectivo poder de cobertura é muito maior.
PPI - Acrónimo de “Points Per Inch”, é a medida da resolução dos nossos dispositivos de captura de imagem ou televisores.
QUALIDADE DA IMAGEM Avaliação da qualidade visual geral de uma imagem. Os critérios de qualidade de imagem incluem boa nitidez, tonalidade suave, pouco ruído, detalhes de sombra e realce, e fidelidade e riqueza de cores.
REALCES : Partes mais iluminadas de uma imagem. Os realces são os opostos das sombras, as partes mais escuras da imagem e a transição entre as duas que proporciona à foto sensação de tonalidade. A exposição correta deve tornar os realces brilhantes preservando os detalhes.
REDUÇÃO DE OLHOS VERMELHOS: muitas câmeras que dispara uma luz de pré-exposição ou flash para dilatar as pupilas do objeto e prevenir o problema comum de olhos vermelhos com fotografia com flash. Útil para fotografar pessoas com pouca luz. REFLETOR Um objeto refletor branco ou prateado usado para refletir luz nas áreas de sombra de um objeto, especialmente em luz solar direta onde o contraste é grande. Os refletores podem ser comprados ou facilmente improvisados e são essenciais para fotografar modelos.
REPRODUÇÃO DE CORES Fidelidade e beleza das cores que as impressões coloridas e slides fornecem à cena original. Filmes diferentes possuem características de cores diferentes e cada um é capaz de produzir um “aspecto” distinto.
RESOLUÇÃO A quantidade pixels por polegada linear em uma imagem ou quantidade de pontos por polegada linear produzida por um dispositivo de saída.
RETRATO Foto de uma pessoa, normalmente em pose. No formato 35 mm, uma lente de 80-100 mm de alcance proporciona uma perspectiva natural. Diferente de fotografar retratos de cabeça-e-ombros diretamente, os fotógrafos geralmente colocam a pessoa sentada em ângulo e, em seguida, giram a cabeça da pessoa para a direção da câmera. Trabalhos de retratos profissionais tem melhores resultados com uma câmera de formato grande ou médio.
RUÍDO Granularidade em uma imagem, causada por pouca iluminação ou por defeitos no sinal elétrico gerado durante o processo de captura de imagens. PSD – Ficheiro de imagem nativo do Photoshop e que grava consigo todas as informações relativas á imagem.
RAM – Acrónimo de “Random Access Memory”, é um conjunto de circuitos integrados que servem de local de gravação temporária de informação num computador ou outro dispositivo.
RESOLUÇÃO DPI Unidade de resolução de câmeras digitais, scanners, arquivos de imagem e impressoras. Medidas em pontos por polegada, o dpi (dots per inch) determina a qualidade final de impressão. Quanto maior o número de dpi, melhor será a definição da imagem.
RESOLUÇÃO INTERPOLADA Recurso de cálculo para ampliar o tamanho da imagem, no qual os pixels são analisados para efetuar a adição de outros extras. Comum em scanners e câmeras digitais compactas.
RESOLUÇÃO ÓPTICA Resolução real de uma câmera ou scanner. É o número de pixels que pode ser gravado.
SEMICONDUTOR ÓXIDO METÁLICO (CMOS) Um dos dois tipos principais de chips de computador utilizado para capturar imagens de câmeras digitais. Os sensores CMOS atualmente são encontrados em somente algumas câmeras digitais.
SENSAÇÃO DE MOVIMENTO Qualidade de fotografia de objetos em movimento onde a câmera simplesmente não congela o movimento, mas o mostra de alguma forma. Isto pode ser feito propositadamente deixando o objeto um pouco borrado ou usando um disparador lento ou utilizando o giro panorâmico com o objeto, borrando o fundo. Ver
“PANNING” SENSIBILIZAÇÃO Expor o sensor a um EV superior a sua sensibilidade ISO e depois compensar no estágio de processamento. SOMBRAS As partes mais escuras de um objeto ou imagem. O oposto das sombras são os realces, as partes mais claras da imagem e a transição entre as duas que proporciona uma sensação de tonalidade às fotos. A exposição correta deve preservar os detalhes delicados mesmo nas áreas de sombra.
SUBEXPOSIÇÃO Quando o sensor não recebeu luz suficiente para uma exposição correta. A subexposição em sensores digitais cria um efeito conhecido como ruído, criando uma imagem sem informações nas baixas luzes, pixelada e, em sensores de CCD, com aberrações cromáticas bem visíveis.. Ver “Ruído”
SUPEREXPOSIÇÃO Quando o sensor recebeu muita luz para a exposição correta. A superexposição cria uma imagem sem informações nas altas luzes, realces.
SCANNER Equipamento conectado ao computador, que converte imagens fotográficas tradicionais, seja negativo, cópia ou slide em arquivos digitais. SMART MEDIA CARD Cartão de memória empregado em câmeras digitiais para armazenar fotos, operando como "filme eletrônico".
SUPER CCD Criado pela Fujifilm. Trata-se de uma derivação do CCD com os pixel em formato octogonal e dispostos de forma que a densidade seja maior sem aumentar o número de pixels. Ou seja, uma câmera com a tecnologia Super CCD oferece maior resolução com menor número de pixels.
TEMPERATURA DE COR Quantidade de vermelho (calor) ou azul (frieza) da luz, expressa em graus Kelvin. Números mais altos significam luz mais fria e números mais baixos indicam luz mais quente. A luz do meio-dia padrão é considerada de 5400 K, enquanto que a luz duas horas após o crepúsculo e duas horas antes do pôr-do-sol é de 4800 K.
TELEOBJETIVA Objetiva que faz o assunto aparecer maior na imagem, dando a impressão de que o assunto está mais próximo que na realidade. TIFF ou Tagged Image File Format Também conhecido e usado para importar/exportar imagens e fotos entre programas e plataformas (MACS e PCS) diferentes, comprime os arquivos sem perder qualidade da imagem. É muito utilizado em editoração eletrônica e mídia impressa em geral.
RAW O arquivo RAW não é um formato de utilização final, mas um formato de captação. É o arquivo em sua forma mais pura, direto do sensor digital. Para que possa ser usado, ele tem que ser processado (de forma parecida com um negativo), e para isso utiliza-se os programas de conversão.
REBATEDOR Qualquer superfície branca ou prateada – sombrinha, teto, cartão laminado, isopor, etc. - usada para rebater a luz sobre o objeto ou cena a ser fotografada.
REBATEDOR de guarda-chuva ou Sombrinha Dispositivo auxiliar construído em forma parabólica, como guarda-chuva com a superfície refletora na parte interna. Utilizado para produzir luz rebatida ou difusa sobre o objeto.
REMOVABLE MEMORY (MEMÓRIA AMOVÍVEL) – Esta memória RAM flash é a mais utilizada nas câmaras fotográficas digitais. Existem cartões “Smartmedia”, cartões “Compact Flash tipo I ou II”, PC Cards, e todos os formatos proprios de cada fabricante.
RETÍCULA DE FOCALIZAÇÃO (vidro despolido) Superfície na qual a imagem aparece na câmera. Essa imagem aparece invertida, nos dois sentidos, a não ser que a câmera possua um pentaprisma para corrigi-la. Também conhecido por fresnel.
RETOQUE Processos digitais para retoque e reconstituição de imagens. RESOLUTION (RESOLUÇÃO) – Medida de detalhe numa imagem electrónica. Quanto mais alta a resolução de uma imagem, mais detalhada ela será. SCSI – Acrónimo de “Small Computer System Interface”, é um protocolo de transferência de informação usado para ligar periféricos a um computador. SAÍDAS DIGITAIS A saída da imagem digital é obtida em papel fotográfico, ou impressão em papel térmico, impressão em papel comum com jato de tinta ou Sistema Laser, e ainda como negativo ou slide fotográfico.
SAPATA Acessório de plástico ou metal, conectado no topo da câmera que proporciona o contato elétrico com o Flash Portátil ou de Estúdio por meio de cabo de sincronismo.
SATURATION (SATURAÇÃO) – Grau até o qual uma ou duas cores RGB predominam sobre outra(s).
SHUTTER (OBTURADOR) – Objecto mecânico que permite ou não a entrada de luz numa câmara fotográfica. Quando o obturador é accionado, permite a entrada de luz por um período de tempo determinado, com uma intensidade determinada pela abertura da lente.
SILHUETA Objeto escuro com pouco ou nenhum detalhe visível contra fundo claro.
SINCRONIZAR Acionar a unidade de "flash" no exato momento em que o obturador da câmera encontra-se aberto.
S/N RATIO (RELAÇÃO S/N) - É a relação existente entre a informação válida e a informação não válida na conversão do sinal analógico num sinal digital. Este valor deve ser o mais alto possível.
SUBTRACTIVE COLOR SYSTEM (SISTEMA DE COR SUBTRACTIVO) – Sistema de cor que usa as cores Cyan, Magenta, Amarelo e Preto como as suas cores primárias. Na teoria, a soma das três cores primárias subtractivas origina o preto, no entanto como esse resultado é muito difícil de se atingir, adicionamo-lhe o preto puro. Este sistema é vulgarmente conhecido como CMYK, do Inglês Cyan, Magenta, Yellow e Black.
TRIPÉ Suporte de três apoios para a câmera. TTL Abreviatura de "through the lens" (através da lente), como em observação ou leitura através da lente. A fotometria é feita diretamente no plano do filme, compensando uso de acessórios como filtros, flashes, etc.
TRUE COLOR (COR REAL) – É a característica das imagens que contêm 16.7 milhões de cores por isso mesmo considera-se que produz uma imagem com qualidade fotográfica. USB – Acrónimo de “Universal Serial Bus”, é um protocolo de transferência de informação usado para ligar periféricos a um computador. Este é o protocolo mais prático e tem sido progresssivamente adoptado como padrão na indústria informática e multimédia por ser um protocolo simples e rápido.
VELOCIDADE 1) Capacidade relativa de a lente transmitir luz. Medida pela maior abertura na qual a lente pode ser usada. A lente rápida possui uma abertura máxima maior e é capaz de transmitir mais luz que a lenta. 2). Velocidade do obturador relativa ao tempo de exposição. 3).Em imagem digital refere-se ao tempo que o processador necessitar para abrir, ou salvar imagens.
VGA – A primeira resolução gráfica standard de 640x480 pixels de dimensão com 256 cores.
VINHETA Escurecimentos das bordas da imagem. Causado geralmente por pára-sol inadequado para a objetiva ou uso de filtros de menor diâmetro que podem cortar o ângulo de visão. Movimento inadequado nas câmeras de grande formato podendo causar o mesmo efeito.
WHITE BALANCE (BALANÇO DE BRANCOS) – Dispositivo numa câmara fotográfica que permite compensar as temperaturas de cor que se desviam da luz de dia RGB de 5.500 graus Kelvin.
WHITE POINT (PONTO BRANCO) – Um ponto de referência não fixo que define qual o ponto mais claro de uma imagem de forma a calibrar o resto da imagem em função desse mesmo ponto. ZIP/RAR Procedimento adotado para comprimir arquivos, otimizando espaço em disquetes ou discos ópticos. Aumenta a velocidade de transmissão em conexões on line, ou via Internet. ZOOM DIGITAL Recurso eletrônico em que se amplia a área central da imagem. Em alguns modelos de câmera digital pode ainda somar a interpolação.
Enio Leite
Focus Escola de Fotografia
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O sensor de imagem digital, vide ilustrações acima, é o atual substituto do filme fotográfico, seja em cameras ou filmadoras.. Age como a retina dos nossos olhos, captando a luminosidade das imagens projetadas sobre ele e inicia início ao processo de captura e digitalização da imagem. São utilizados dois tipos CCD e CMOS, apresentando imagens efetivas ou interpoladas.
TIPOS DE SENSORES: CCD E CMOS
Esta captura poderá ser efetuada por um sensor de imagem CCD montado num circuito impresso flexível. Já o sensor de imagem CMOS constitui de um chip composto de dezenas de milhões de transdutores fotossensíveis ou photosites, cada um deles capaz de converter a energia luminosa de um ponto da imagem em carga elétrica para ser lida ou gravada posteriormente na forma de imagem digitalizada em valores numéricos.
Para captação de imagem a cores, é comum câmeras de vídeo usarem três sensores (sistema 3CCD), cada sensor com um filtro de uma tripla de filtros tri crômicos sobre ele, sendo que câmeras fotográficas geralmente contam com um único sensor de imagem que agrupa seus photosites sob um mosaico de filtros de luminosidade e de cor. A tecnologia CCD tem sido mais empregada em câmeras digitais compactas devido à menor dimensão do seu photosite, pois é construído com poucos componentes, o que permite construir sensores de imagens mais densos ou relativamente menores que os sensores construídos com tecnologia CMOS cujo photosite exige espaço maior na superfície do sensor, além do custo de produção ser maior.
Ambos os sensores dependem da técnica de aproximação de pontos para formação da imagem, o que explica em parte o fato de câmeras compactas de menor tamanho usarem CCDs e câmeras profissionais de tamanho maior empregarem sensores CMOS. .
O QUE É INTERPOLAÇÃO?
Processo utilizado por scanners, câmeras digitais, entre outros periféricos, que utilizando durante o processamento de suas imagens programas de tratamento que possibilitam aumentar artificialmente o tamanho e resolução da imagem final, adicionando pontos de cores intermediárias entre os já existentes. Com isto é possível evitar que os pontos da imagem "estourem" ao esticar uma imagem de baixa resolução. Este processo não aumenta o número de detalhes, é apenas um recurso alternativo.
Os scanners destinados ao mercado doméstico geralmente possuem resolução de 300 ou 600 DPI. Porém, na maioria das vezes aparecem anúncios de scanners de 4800 ou até mesmo 9600 DPI. A resolução real destes scanners continua sendo o mesmo 300 ou 600 pontos por polegada. Porém, com o uso de um software específico, podemos interpolar a imagem, aumentando artificialmente sua resolução para 4800 ou 9600 DPI.
A interpolação de imagens consiste em adicionar novos pontos à ela, baseado nos pontos existentes, aumentando a quantidade total de pontos. Digamos que numa imagem, tenhamos um ponto verde tonalidade 100, e outro verde tonalidade 20. O software, simplesmente iria calcular a média e incluir entre os dois um ponto verde tonalidade 60. Caso a interpolação continuasse, seria incluído em seguida um ponto com tonalidade 40 entre o 20 e o 60, um ponto tonalidade 80 entre o 60 e o 100 e assim por diante, como na figura abaixo. Na prática, a interpolação serve para criar efeito de desfoque na imagem, criando a impressão de possuir uma resolução maior, sem, entretanto aumentar o nível de detalhes.
O simples fato de trazer um software de interpolação não é nenhum mérito para o scanner, já que versões superiores deles podem ser conseguidas com facilidade. Por isso, ao comprar um scanner ou câmera digital compacta procure saber sobre sua resolução ótica, ou resolução real, pois a resolução interpolada, conseguida via software, não importa tanto. A interpolação é geralmente usada para dar um melhor aspecto à imagens pequenas, que precisam ser esticadas para serem publicadas em jornal ou página de site. Usando a interpolação, evitamos que os pontos da imagem estourem, disfarçando sua baixa resolução.
Como exemplo, peguei uma imagem pequena, de apenas 133 x 46 pontos, e a estiquei deixando-a com 4,9 x 14 centímetros. Mas por outro lado, teremos imagens sem textura, sem cores reais e com forte contraste. Naturalmente, os pontos estouraram e a imagem ficou horrível. Usando interpolação, foi possível melhorar um pouco o aspecto da imagem. Como foram adicionados novos pontos à imagem, o espaço em disco ocupado também aumentou: enquanto a imagem original tinha apenas 2 megapixles, a imagem interpolada ficou com pouco mais de 8 megas. Observação: antes de tudo, procure verificar qual a dimensão real do seu CCD e se a imagem do mesmo é obtida por “effective pixels” ou resolução real.
Enio Leite
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Os interessados podem se inscrever até 04 de setembro nas categorias ‘amador’ ou ‘profissional’.
A Fundação SOS Mata Atlântica abre as inscrições para o já tradicional Concurso de Fotografia, que tem como objetivo apresentar para a sociedade brasileira a beleza do Bioma mais ameaçado do País - a Mata Atlântica - e seus recursos naturais, sensibilizando-a para a importância da conservação da natureza.
Essa iniciativa possibilita o retrato de paisagens preservadas, plantas, árvores, aves e outros animais, a interação do homem com a mata e outros ambientes, no Bioma com maior biodiversidade do mundo. Além das características acima, o concurso também prevê a inscrição de fotos de áreas devastadas ou cenas de agressão ao ambiente.
Para participar, os interessados devem enviar as fotos por correio ou entregar pessoalmente, na sede da Fundação, com a ficha de inscrição devidamente preenchida e assinada. O regulamento pode ser obtido no site[ www.sosma.org.br/hotsitefotos] e as inscrições são gratuitas. A exemplo da edição anterior, o concurso prevê a participação em duas categorias.
A primeira é para usuários “amadores” que premiará o primeiro lugar com uma câmera digital Nikon D3000 com cartão de memória; o segundo e terceiro lugares, com o Livro “Fotografia de natureza brasileira: guia prático” e assinatura por um ano de revista especializada em fotografia; e o quarto e quinto lugares com um kit de produtos da SOS Mata Atlântica.
A categoria “profissional” premiará os 10 primeiros colocados com valores em dinheiro: o primeiro lugar receberá R$ 5 mil, o segundo R$ 3 mil, o terceiro R$ 2 mil; o quarto e quinto lugares, R$ 1 mil, e, do sexto ao décimo colocado, R$ 500. Os classificados que ficarem do 11º ao 25º lugar receberão um kit de produtos SOS Mata Atlântica.
Cada participante deve se inscrever em apenas uma categoria com até quatro fotos. 1º lugar Categoria Avançado 2009 – Bruno de Oliveira Falcão. Não serão aceitas imagens que já tenham sido publicadas, exibidas em público ou recebido algum prêmio e manipuladas por edição.
Só serão aceitos ajustes de brilho, contraste e saturação. O júri será composto por três fotógrafos profissionais de natureza reconhecidos por sua atuação no país, um profissional de Comunicação/Publicidade e um especialista em biodiversidade da Mata Atlântica.
Dessa maneira, a Fundação SOS Mata Atlântica visa mostrar seu respeito e admiração com o fotógrafo brasileiro, dando oportunidade aos diversos estilos de fotógrafos, residentes no território nacional, participarem de forma justa, inclusive os menores de 18 anos, mediante autorização por escrito e representados pelos pais ou responsáveis. “
Com essa iniciativa, temos o intuito de valorizar o trabalho do fotógrafo, que tem um importante papel perante a sociedade, seja mostrando as riquezas do nosso bioma ou fazendo uma alerta sobre sua situação de risco”, afirma Márcia Hirota, diretora de Gestão do Conhecimento da Fundação.
As fotografias a serem enviadas não deverão estar coladas ou emolduradas em qualquer tipo de suporte. O tamanho de cada ampliação deverá ser de 20 x 30 cm ou superior e deverão ser em papel fotográfico fosco ou brilhante com uma etiqueta adesiva com as informações da foto (título, local, cidade, estado e data).
As fotografias da categoria profissional deverão ser produzidas com 300dpi. As 30 fotos vencedoras poderão ser utilizadas pela Fundação para fins promocionais ou institucionais, como reprodução em agendas, calendários, exposições, imprensa, campanhas, veículos de comunicação da instituição, wallpapers, SMS, tecnologia wap e inseridas no acervo fotográfico da SOS Mata Atlântica permanentemente.
1º lugar Categoria Compacta 2009 - Cristiane da Silva.
Para inscrição, enviar envelope com a seguinte identificação:
Fundação SOS Mata Atlântica,Concurso SOS Mata Atlântica de Fotografia 2010,Rua Manoel da Nóbrega, 456 – Paraíso | CEP: 04001-001 São Paulo – SP
Fonte: http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=125549
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Naomi Campbell representa a deusa Vênus na imagem ''Rape of Africa'' http://www.divirta-se.uai.com.br/arquivos/uai_noticia/20100719184332166.jpg
Uma exposição aberta recentemente na galeria Paul Kasmin, em Nova York, destaca o trabalho polêmico e nada politicamente correto do fotógrafo David La Chapelle. Intitulada ''American Jesus'', a mostra tem como um dos destaques fotos que mostram o astro do pop Michael Jackson em contextos bíblicos.
O fotógrafo já trabalhou diversas vezes com a família Jackson e acreditava na inocência do cantor, afirmando que ele era um ''mártir de sua geração''. No entanto, não foi o astro pop quem posou para as fotos, que foram concebidas pouco antes de sua morte. Para atingir o resultado final, LaChapelle lançou mão de um modelo parecido com Michael e de colagens e recursos gráficos.
Galeria: veja algumas imagens da exposição: http://www.divirta-se.uai.com.br/html/galeria_foto/2010/07/19/galeria_mostrar/id_galeria=2385/galeria_mostrar.shtml
Outro destaque da mostra é a fotografia ''Rape of Africa'' (Estupro da África), uma peça em proporção gigante inspirada na pintura Vênus e Marte, de Sandro Botticelli. Na fotografia, a deusa Vênus é a top model africana Naomi Campbell, que também é amiga de longa data do fotógrafo.
A obra é repleta de referências à exploração e ao estado de degradação do continente africano: "Eu viajei pela África ao longo dos anos, passei um tempo lá, e é de cortar o coração ver o que está acontecendo'', justificou o fotógrafo.
A peça tem vários elementos comuns à obra de LaChapelle: variedade de cores vibrantes, críticas à Igreja, o uso da nudez e uma composição elaborada. No estudo de ''Rape of Africa'', que também faz parte da exibição, é possível ver que cada elemento da foto tem um objetivo, nada está lá aleatoreamente. Outra peça polêmica mostra a figura do Papa sentada sobre restos de corpos humanos.
Em entrevista ao site WWD, o fotógrafo, que foi criado como católico, afirma que suas fotos não têm o propósito de condenar toda a instituição da Igreja católica, e sim de apontar uma ironia: ''Você tem uma instituição que tem protegido padres pedófilos sistematicamente e de outro lado você tem o inocente Michael Jackson, a quem o governo da Califórnia gastou milhões de dólares tentando processar'', afirmou.
A mostra fica em cartaz até setembro. A partir do dia 23 deste mês, o fotógrafo inaugura outra exposição internacional, em Tel Aviv, Israel.
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