25 QUESTÕES BÁSICAS SOBRE FOTOGRAFIA DIGITAL

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25 Questões Básicas sobre Fotografia Digital

1.         O Que é  Fotografia Digital?

A fotografia digital se assemelha um minúsculo mosaico, formado por pequenos quadradinhos coloridos, denominado pixels, abreviação de picture elements, em inglês. Cada imagem digital é formada por grande número de pixels, sendo que cada um deles tem uma única cor e uma única posição na imagem.

2.         O Que é Pixel?

Pixel, abreviação de   picture element é a unidade da imagem digital. Um pixel é o menor ponto que forma uma imagem digital, sendo que a partir do conjunto de milhares de pixels começa a surgir a imagem visível. São aqueles quadradinhos quando se amplia a imagem no visualizador do Windows ou em programas de edição de imagens, com o Photoshop.

3.         O Que é Megapixel?

Megapixel na verdade é apenas um número ligado a qualidade da imagem digital, um CCD com 3 megapixel é um CCD onde o produto de seus pixels na horizontal pelos pixels na vertical é da ordem de 3 milhões de pixels. Uma câmera digital que tem 3000 pixels na horizontal e 2000 pixels na vertical tem 6 000 000 pixels, ou seja, 6 megapixel (prefixo mega é igual a milhão). Em termos práticos, uma imagem de 3 megapixels gera uma  excelente impressão em papel fotográfico, processo químico, no tamanho 10 x 15 cm.

4.         Cálculo de Resoluções e Tamanhos

•   Exemplo: Maior lado da imagem 3888 pixels:

» 3888 dividido por 300 pixels (alta resolução) =  12.96 polegadas x 2,5 cm (tamanho da polegada) = 32,4 cm.

Consulte  o manual de sua câmera, veja os tamanhos de imagem em pixels e monte sua própria tabela.

5.         Qual é a Relação entre a Qualidade da Imagem e o                         Número de Pixels?

A qualidade da imagem é diretamente proporcional ao número de pixels que forma a imagem. Maiores sensores de imagem produzem maior número de pixels que por sua vez irão gerar imagens digitais de melhor qualidade.

»   Full Frame Reflex Digital, fator de corte de imagem  1.1 x – tamanho 24 x 36 mm.

»   1.3x Fator de corte, tamanho 28.7 mm x 15 mm.

»   1.5x Fator de corte tamanho 18 x 24 mm.

»   1.6x Fator de corte, tamanho 22.5 x 15 mm.

Quanto maior a área do sensor, melhor a qualidade da imagem.

 •  Full Frame:

» 1.3x Crop Factor.

» 1.5x Crop Factor.

» 1.6x Crop Factor.

6.         O Que é um CCD?

CCD significa charge-coupled device, ou seja, dispositivo de carga acoplada. É um sistema eletrônico formado por fotodiodos onde a luz incidente produz diferenças de potencial que são proporcionais a quantidade de luz incidente. Assim, quanto mais luz atingirem os fotodiodos que formam o CCD maior é a voltagem: esta é interpretada pelo sistema eletrônico da câmera e associa esses valores aos tons presentes na cena fotografada.

7.         O Que é um CMOS?

CMOS significa Complementary metal-oxide semicondutor, é produzido com tecnologia mais simples que os CCD e, portanto mais econômicos. Atualmente a qualidade dos detectores CCD são superiores aos CMOS.

Há diversos tamanhos de sensor e o formato padrão é baseado no filme 35 mm cuja área é 36×24 mm. Câmeras com sensor desse tamanho são conhecidas como “Full Frame” (quadro inteiro). Além dos sensores Full Frame temos os sensores menores, chamados de APSC que possui cerca de 50% da área de um sensor full frame (crop factor ou fator de corte) que correspondem ao sensor imagens de tamanho 18x24mm.

8.         O Que é Resolução de uma Câmera Digital?

A resolução de uma câmera digital é basicamente o produto do número de pixels na horizontal pelo número de pixels na vertical, quanto maior esse número, melhor é a qualidade da imagem. Agora cuidado, pois os valores em megapixel podem ser reais ou interpolados.  A regra é 72 dpi, resolução de imagem para mídia eletrônica, como e-mail, publicação de imagens na internet e 300 dpi para impressão em gráfica ou laboratório fotográfico. Caso pretenda fazer banners ou imprimir cartazes, pergunte antes, qual a resolução recomendada.

9.         O Que são Formatos de Arquivo: TIFF, JPEG e RAW?

Os arquivos produzidos pelas câmeras podem ser formatados de diversos modos. Os tipos mais importantes e populares para a gravação dos arquivos são os formatos TIFF e JPEG. Os arquivos JPEG são mais compactos, comprimidos, isto é, economizam espaços de memória e são suficientes para a maior parte dos usos de imagens digitais. Os arquivos TIFF são arquivos maiores, que consomem maior quantidade de memória e devem ser usados em situações onde a qualidade deve ser preservada. Os arquivos RAW são os arquivos nativos do CCD ou CMOS que ainda não foram processados, permitindo maiores possibilidades de correção em editores específicos de imagens, como Lightroom e Câmera Raw. Os arquivos RAW são importantes, pois são econômicos em termos de memória e servem como negativos digitais, para manipulação e finalização posterior.

10.       O Que é DPI?

DPI significa dots per inch, isto é, pontos por polegada. É uma expressão importada das artes gráficas, na fotografia digital é mais conveniente o uso da expressão ppi, ou seja, pixels per inch ou pixel por polegada. Embora alguns programas de edição de imagem utilizem também a expressão pixels por centímetro, o mercado adota dpi ou ppi.

11.       Câmeras Digitais e Câmeras Convencionais Conceitos                           e Limitações

As câmeras digitais obedecem basicamente os mesmos modelos das câmeras convencionais, isto é, podem ser compactas, prosumers, câmeras reflex profissionais, câmeras de médio formato e câmeras de grande formato, estes últimos, para fotografia editorial, moda e publicidade.Também podem ser utilizadas para fotografia científica ou criminalista.

12.       Quais as Principais Vantagens da Câmera Digital                           em Comparação Com a Câmera Convencional?

As principais vantagens das câmeras digitais são a velocidade na obtenção da imagem, no seu tratamento e envio por meio da internet e custos de operação reduzidos.

13.       Como Ajustar a Câmera Digital Antes de Usá-la?

De forma geral, não são grandes as dificuldades na operação das câmeras digitais, na maioria das vezes ler o manual do fabricante sem conhecimento prévio dos termos técnicos utilizados não são suficientes. A instalação das baterias e colocação de cartão, já formatado pela câmera, para a gravação das imagens são passos essenciais.                          As providências posteriores serão abordadas logo mais.

14.       Quais Programas a Serem Utilizados no Computador?

De forma geral, os programas que devem ser instalados no computador, são aqueles que acompanham o manual de instruções de sua câmera, também conhecidos, por “programas proprietários” para tratamento de imagens em Raw, e mais para frente, programas para a manipulação de imagens mias complexos como o Adobe Photoshop e Lightroom. Para quem está iniciando e quer efetuar manipulação básica em suas imagens, com pequenas correções, experimente o PICASA, é gratuito, basta procurá-lo no Google.

15.       Cuidados com uma Câmera Digital

Os cuidados que se devem ter com uma câmera digital são os mesmos que devemos ter com uma câmera convencional. Devemos mantê-las em locais secos e ventilados (estojos de plástico ou couro devem ser evitados), e não devemos guardá-las por muito tempo com suas baterias. É claro que esses instrumentos são delicados e devem ser manuseados com cuidado e atenção. Em locais perto de praia, os cuidados devem ser redobrados devido à maresia.

16.       Altas e Baixas Temperaturas Também Danificam seu                       Equipamento

O mesmo ocorre em climas ou ambiente úmidos ou de pH ácido como a poluição da Cidade de São Paulo ou da Cidade do México. Recomendamos providenciar caixa de isopor com tampa, na medida de sua câmera e lente. Coloque a caixa tampada, com tudo dentro, sobre uma prateleira aberta, em local fresco e seco. Não deixe a câmera parada por muito tempo. Ligue-a e use-a com frequência e mantenha a bateria sempre com carga, como no seu celular. Com o avanço da micro eletrônica, os produtos saem da fábrica com tempo de vida pré-determinado, se submetidos ao uso regular. Caso esteja fora de uso por muito tempo, sua durabilidade será abreviada. Esta história de “vou guardar para não gastar” não existe mais.

17. O Que é Interpolação?

Algumas câmeras aumentam o tamanho dos arquivos, utilizando uma técnica denominada interpolação. Na imagem interpolada, pixels extras são inseridos entre os pixels capturados. A estes pixels extras são atribuídos valores de cor que estão entre aqueles que o rodeiam. Assim se consegue que a imagem fique maior sem aparente perda de qualidade.

18. Ruído na Imagem

Entende-se por ruído na imagem digital, milhares de minúsculos pontos multicoloridos que aparecem na imagem e que não fazem parte daquilo que foi fotografado. Como se fosse imagem desenhada na areia úmida da praia, ou ainda a granulação dos filmes de alta sensibilidade, por exemplo. Quanto menor o tamanho do sensor digital, maior a taxa de ruído. Outro fator que colabora com a produção de ruídos são “dead pixels”, fixela mortos. Com o uso, algumas células do sensor queimam, gerando pontos pretos na imagem. As assistências técnicas autorizadas possuem programas específicos para mover estes pontos preto para a borda da imagem, deixando a imagem gerada limpa novamente.

O ruído é criado por sinais elétricos não desejados gerados por instabilidades do sensor de captura de imagem. Estes ruídos acabam por confundir o sensor e aparecem como centenas de pequenos pontos coloridos dando impressão de “granulação” ou pouca definição. Isso acontece quando aumentamos muito o ISO na câmera. Quando aumentamos o ISO amplificamos também a potência do sinal gerado pelo pixel e o ruído, antes desprezível, acaba aparecendo junto.

Quando se utiliza ISO baixo, entre 100 e 400 o ruído é desprezível e não precisamos ter receio. Para ISO acima deste o ruído pode ser mais perceptível. Outra maneira de se produzir ruídos  é a interpolação da imagem,  muito comum nas câmeras compactas.

O CCD, sensor que captura a luz e a transforma em informação digital, é passivel de atrair grãos de poeira. Isto acontece porque durante a foto ele fica exposto e carregado de grande quantidade de energia elétrica, o que o torna um “imã” de pequenas  esativas.

Percebe-se que o CCD está sujo quando aparecem pequenos pontos nas fotos digitais que estão sempre no mesmo lugar. Uma boa forma de localizar estes pontos é fotografar uma parede ou cartão branco, os pontos escuros que aparecem são sujeira impregnadas no sensor.

Estes pontos não causam prejuízo ao funcionamento da câmera, mas devem ser removidos para que as fotos não fiquem com pontos indesejáveis. Esta limpeza deverá ser efetuada pela assistência técnica de sua confiança.

Alguns modelos possuem nos menus um modo de limpeza do CCD. Quando acionado este modo o espelho se levanta, a cortina abre e o CCD fica exposto sem estar energizado, desprendendo assim a poeira acumulada.

Por fim, o tamanho do sensor também influência na formação de ruídos. Os sensores full frame apresentam menor taxa de ruído, se comparados aos sensores das câmeras compactas. Para melhor aproveitamento de sua imagem, faça o corte enquanto estiver fotografando. Qualquer corte posterior poderá comprometer a resolução de sua imagem.

19. O Que é Efeito Artifacting?

São ruídos e distorções da imagem causado por defeitos no sensor, no processamento da imagem ou ainda devido à baixa qualidade do sistema óptico das câmeras digitais.

20. Tamanho do Cartão

Com a chegada de cartões de memória com maior capacidade de armazenamento, ficamos tentados a adquiri-los pois podem carregar mais de  600 imagens em alta resolução.

O risco de descarregar muitas imagens num cartão apenas pode levar à perda de todas as fotos de uma viagem.

A forma mais comum de perder as imagens de um cartão é tentar retirá-los enquanto a câmera está acessando as imagens (o que é mais comum) ou então por defeito de fabricação (mais raro). Além disto, poderá danificar todo o sistema de arquivos do cartão, corrompendo as demais imagens.

21. Alguns Cuidados com o Cartão

»   Mantenha os cartões de memória bem longe de campos magnéticos, como imãs, aparelhos de tv, alto-falantes etc.

»   Mantenha os cartões em ambientes frescos, não os deixe dentro do porta luvas de seu carro em um dia quente, ou exposto ao sol.

»   Mantenha os cartões secos, não os exponha a condições quentes ou úmidas, imediatamente após sair de uma sala com ar-condicionado, ou de ambiente umido, com banheiros, lavatórios, lavagem de carros.

»   Insira os cartões de memória nas câmeras ou nos leitores de cartões com cuidado. Força em excesso pode danificar os contatos.

»   Mantenha os cartões de memória livres de poeiras. Os contatos são extremamente sensíveis e podem ser facilmente danificados por pequenas partículas de sujeira. Onde houver areia ou pó, não retire o cartão da câmera, a não ser que você esteja protegido dentro de um ambiente limpo e sem sujeira.

»   Guarde sempre os cartões de memória dentro de seus estojos de plástico sempre que não estiverem em uso. Alguns fotógrafos o colocam no bolso da camisa, sem nenhuma proteção. O suor nos terminais poderá queimar o cartão e danificar seriamente sua câmera.

»   Após descarregar suas imagens, formate o cartão pela sua câmera, nunca no computador, para nova utilização. Este procedimento é  melhor do que simplesmente excluir as imagens presentes no cartão. Ao formatar, você estará reiniciando o sistema de arquivos a uma condição ideal de operação.

»   Os fabricantes afirmam os cartões de memória tem uma vida útil estimada entre 300.000 e 1.000.000 de horas.

»   Um ponto que gera bastante controvérsia é quanto ao descarregamento das imagens. Afirmam também a limitação de inserções do cartão, está em torno de 50.000 vezes. Mas, na prática é muito difícil verificar este grau de eficiência, pois a cada 6 meses os cartões costumam ser  substituidos por outros, de maior capacidade e menor custo.

»   Por vias de dúvidas, recomendamos que você adquira uma série de cartões entre 4 a 8 GB, ao invés de utilizar cartões mais pesados.

22. Qualidade do Arquivo  JPG

Quando usamos arquivos JPG, podemos selecionar sua qualidade ou taxa de compressão, entre básica, normal ou fina (padrão câmera digital Reflex Nikon) ou normal e fina (padrão câmera digital Reflex Canon) e  respectivo tamanho.

Os arquivos JPG são compactados, ou seja, usando artifícios de programação, quando guardados ficam menores do que os arquivos abertos no computador.

As compactações podem acarretar perda de qualidade ou não. Compactações sem perda de qualidade normalmente são pouco eficientes, já aquelas com perda de qualidade conseguem taxas de compactação maiores.

A compactação do JPG acarreta perda de qualidade. Quanto maior o fator de compactação utilizado maior a perda de informação e a degradação da imagem.

Só devemos utilizar nossas câmeras digitais em baixa qualidade se a imagem que estamos gerando realmente não tem compromisso.

A qualidade intermediária das câmeras, entretanto, permite uma qualidade um pouco maior, suficiente para uma boa impressão. Arquivos em JPG se corropem com facilidade. Caso queira preservar suas imagens digitais, utilize um editor de imagens, como o Photoshop, por exemplo, e converta-os para extensão .tiff ou .psd.

23. Arquivo RAW é Útil?

Os arquivos RAW são cópias das informações gravadas pela luz no CCD. Eles não sofrem tratamento posterior dentro da câmera e, portanto podem ser processados a posteriormente.

Como não recebem nenhum tipo de tratamento, nem compactação, normalmente ocupam grande espaço, podendo facilmente chegar a 40 megabites.

Toda câmera digital que produz arquivos RAW, traz junto um CD com programas para processamento destas imagens e conversão para formatos de arquivos mais populares.

A vantagem deste tipo de arquivo é que toda decisão de tratamento, como aplicação de filtro, nitidez, cor ou contraste pode ser feitas depois sem que haja perigo de erro por pressa ou desconhecimento do fotógrafo.

Fabricantes e puristas afirmam que um arquivo gerado primeiramente em RAW e depois tratado nos editores de imagem, tem mais qualidade que um arquivo feito em JPG. A realidade é que a maciça maioria dos fotógrafos não usa RAW, porque o ganho de qualidade se não é imperceptível, pelo menos é bem próximo disto. Recomenda-se que os arquivos Raw, após tratados sejam também convertidos para extensão.tiff ou psd. São extensões mais pesadas, não são comprimidas, nem corrompe com facilidade.

24. Estabilizador de Imagem

A função do estabilizador de imagem é ativar a redução do tremor da câmera permite fotografar com velocidades de obturador aproximadamente dois valores mais lento (de 1/60 para 1/15) sem que a qualidade final fique comprometida. Os efeitos de redução da vibração podem variar dependendo das condições individuais e de disparo.

Dicas:

» Defina o botão ON/OFF de redução do tremor para ON para ligar a redução de vibração.

» O tremor da câmera é reduzido quando o botão de disparo do obturador é pressionado ligeiramente. A focagem automática e a focagem manual, assim como enquadramento preciso do motivo, serão mais lentos porque a estabilização da câmara visível através do visor também está reduzido.

» Para desativar a redução do tremor, defina o botão ON/OFF de redução da vibração para OFF.

Os primeiros estabilizadores de imagem para reduzir o tremor  surgiram no princípio dos anos 60. Estes sistemas eram capazes de compensar ligeiramente a vibração da câmara fotográfica e os movimentos involuntários. Estavam baseados em mecanismos controlados mediante giroscópios, com os que se podiam cancelar os movimentos não desejados mudando os elementos da lente em direção oposta.

Hoje em dia, o uso de estabilizadores de imagem se aplica em câmeras, videocâmaras, telescópios, binóculos e também em óculos, os mais comuns são os que veremos a seguir.  Alguns modelos de câmeras compactas mostram uma mãozinha, alertando que a imagem poderá ficar tremida.

.1. Estabilizador de Imagem Óptico

É um sistema mecânico à parte da câmara que incorpora duas superfícies ópticas flutuantes paralelas ao interior da lente que atuam como um tipo de prisma flexível. Quando a câmara se move, o movimento é eletronicamente detectado onde gera uma voltagem que faz mover as lentes. Isto altera o ângulo da luz que atravessa o prisma e envia a imagem ao sensor na direção oposta ao movimento que realiza a câmara. Por tanto, estabiliza a imagem antes de ser processada. Já que a imagem completa do sensor é usada com a estabilização de imagem óptica, não se obtém perda de qualidade da mesma. Sistemas comerciais famosos de estabilização óptica são  esat IS, Nikon VR e Panasonic Lumix (e Leica) Mega OIS.

O estabilizador óptico de imagens é um dos melhores recursos no combate a fotos tremidas causadas pelo eventual movimento da câmera durante o disparo, problema que tanto aflige os usuários das compactas. Os fabricantes adotam diferentes tecnologias, mas no geral este sistema detecta a vibração do sensor e, por meio de processo mecânico, faz a compensação de seu movimento.

.2.           Estabilizador Mecânico para Descolamento do CCD ou CMOS

Comparável ao método anterior, mas em vez de mover a lente move-se o sensor de imagem. Utilizado em várias câmaras fotográficas digitais, incluindo Sony, Alpha (herdado de Konica Minolta), Fuji, Olympus, Ricoh Caplio e Casio Exilim.

2.1.24.3. Estabilizador de Imagem Digital

É um sistema eletrônico que atua diretamente sobre a imagem obtida no sensor da câmara. Neste tipo de sistema, a superfície da imagem útil é ligeiramente menor que a superfície da imagem. Quando a câmara se move, o enquadramento menor se desloca entre a área maior do sensor CCD tratando de compensar o movimento.

As maiorias das câmeras Sony utilizam estabilizador óptico. O recurso, chamado Steady Shot, permite o movimento do sensor CCD, na horizontal ou na vertical.

No caso das câmeras da Nikon e Canon, o sistema estabilizador costuma estar localizado nas lentes.

Estabilizadores ópticos eficientes minimizam, de fato, os efeitos do tremor da câmera e possibilitam fotografar com a máquina na mão sob condições de luz um pouco mais precárias do que conseguiria sem ele. Porém, não se iluda: movimentos bruscos com a câmera dificilmente serão compensados. E conforme a luz ambiente reduz,  obrigando a aplicação de longas exposições, o bom e velho tripé continua indispensável para preservar a nitidez das imagens. O prazer de fotografar com a câmera na mão recebe forte apoio dos estabilizadores, mas é preciso lembrar que eles não fazem milagres. Na maioria das vezes o tremor da imagem é substituído por um leve desfoque.

Ainda que os dispositivos de estabilização sejam de grande ajuda para reduzir ou eliminar movimentos de câmara não desejados, há de ter em conta algumas considerações na hora de realizar tomadas em movimento. Assim, devido aos estabilizadores de imagem, quando a câmara se desloca intencionadamente de um lado a outro, existe normalmente uma pequena demora enquanto a câmara trata inicialmente de compensar o movimento.

 Uma vez transmitida a imagem do sensor para o processador, o estabilizador não pode compensar mais o movimento e a imagem começa a se mover a deriva. Para compensar isso o sensor capta a imagem em partes,  o que gera um leve “desfoque” na imagem final, por conta do processador.

Qualquer que seja o princípio utilizado de estabilização, a imagem será prejudicada pelo desfoque ou produção de ruídos. Recomenda-se  desativá-los e adotar uso de tripé.

25. Espaço de Cor ?

Espaço de cor é quantas cores sua câmera é capaz de representar, atualmente as câmeras digitais costumam trabalhar com dois espaços de cor já bem reconhecidos e aceitos, o sRGB (1953) e o Adobe RGB (1998).

As câmeras digitais compactas populares trabalham com o espaço de cor sRGB que possui 8 bits de cor em cada canal, ou seja, 8bits de cor no R (vermelho), 8 bits no G (verde) e 8 bits no B (azul), sendo assim temos em cada uma desses canais 256 tons, tendo um total de 24 bits de cor em todos os canais o que representa um total de aproximadamente 16 milhões de cores.

Já as câmeras digitais reflex (DSLR) possuem a opção de ajuste desse espaço para Adobe RGB, que apresenta 16 bits de cor em cada canal,  superior a 65 mil tons de cada cor, dando um total de aproximadamente 282 trilhões de cores no total. Parece muito não é, e de fato é, porém temos que ver se o tamanho e a tecnologia do sensor digital em questão combinados com o tipo e precisão do processador nos deixa representá-las.

Extraído do livro: “FOTOGRAFIA DIGITAL – APRENDENDO A FOTOGRAFAR   COM QUALIDADE”
Autor: Prof. Dr. Enio Leite, Editora Viena, São Paulo, Brasil, Maio 2011
16 cm x 23 cm, 384 paginas.

 

 

Sobre o autor

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