ELEMENTOS GRÁFICOS!

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Um dos modos mais seguros de se amplificar os elementos gráficos é aumentando a angularidade, com base em que as diagonais dão energia, movimento e direção

Há várias técnicas para fazer isso,  incluindo a que acabamos de ver aciima – usando uma lente grande-angular.

Não é apenas o ângulo maior de
visão que exagera a geometria, mas o ponto de vista em relação a objetos
próximos e distantes. Usada de perto e especialmente usada próxima a objetos
com uma forte estrutura linear, como linhas retas e formas definidas, uma
distância focal super aberta exagera a perspectiva linear.

O que para um tradicionalista
parecia ser uma lamentável distorção, para as pessoas que gostam de gráficos
fortes torna-se excitante e energético, com algo de incomum. Para tirar o
máximo desse efeito, vale experimentar com vários posicionamentos de câmera,
particularmente os estranhos, como de baixo ou de cima.

Inclinar a câmera é outra técnica
comum para introduzir diagonais. Isso funciona não importa qual seja a
distância focal, mas quando combinada com uma lente grande-angular pode ser bem
impactante. Uma boa profundidade de campo, obtida com uma abertura pequena,
deixa as linhas bem definidas, o que sempre ajuda no efeito. Diagonais que
rompem as bordas do quadro fazem um trabalho ainda melhor.

Diagonais diferentes, abrindo-se
em leque, ou cruzando umas as outras, ou convergindo para um ponto dentro do
quadro, têm mais energia que apenas uma. Essa técnica tem uma história mais
longa do que muitos possam imaginar. Dois fotógrafos que a exibiram nos anos
1960 foram Robert Frank e Garry Winogrand.

Eu digo “exibiram” porque nenhum
deles pretendeu que o ato fosse deliberado; parece mais um caso de estar livre
do preconceito de precisar manter as coisas retas. Winogrand frequentemente era
questionado sobre isso em palestras, e normalmente negava haver qualquer tipo
de inclinação. Ele disse, “Existe uma ideia arbitrária de que a aresta
horizontal em um quadro precisa ser o ponto de referência. E se você estudar
essas fotos você vai ver que eu uso bastante a vertical. Eu uso qualquer
aresta. Se ela é tão boa quanto a aresta vertical, ela é tão boa quanto a
horizontal.

Eu nunca faço isso sem uma razão.
As únicas que você vai ver são as que funcionam. Há vários motivos para
fazê-lo. Mas elas não estão inclinadas, compreende?”

O contraste também pode ter seu
papel ao simplificar conteúdos detalhados em formas e linhas, que é outro modo
de subordinar o assunto ao seu tratamento gráfico. Isso funciona tanto no
contraste tonal (sombras duras são especialmente úteis) quanto no contraste de
cor, com o aumento da saturação. Cores muito saturadas são muito energéticas,
ainda mais quando elas se opõem.

Acima de tudo, a força gráfica
tem precedência sobre o conteúdo neste estilo. A busca por correspondências
entre linhas, formas etc. tem prioridade, mesmo que os assuntos que estão sendo
compostos não tenham nada a ver um com o outro. É claro que isso é exatamente o
que os pós-modernistas do estilo pouco gráfico são contra – a manipulação
excessiva da composição.

Aproveite para rever mais dicas sobre fotografia compositiva nas suas apostilas, bibliografias e vídeos das aulas de fotografia dos cursos profissionalizante da Escola Focus.

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