A crônica fotográfica de Alice Brill

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Rua Direita final de tarde, São Paulo, 1954,  foto de Alice Brill

Simonetta Persichetti

Exposição no Instituto Moreira Salles resgata o olhar crítico e humanista da artista, em registros de cidades da América Latina feitos nas décadas de 50 e 60 O ano era 1934.

A Segunda Guerra Mundial ainda não havia começado, mas o nazismo, sim. Assim como muitos judeus nessa época, a família de Alice Brill (1920-2013) também abandonou a pátria para fugir ao horror de uma ditadura que se tornaria um dos momentos mais dramáticos do século XX.

Em 1933, Hitler (e sua loucura) tomou o poder na Alemanha, causando a fuga de artistas importantes para as vanguardas artísticas, como intelectuais da Escola de Frankfurt e da Bauhaus. Não foram poucos os artistas e fotógrafos que vieram nesses mesmos anos para o Brasil.

Nomes como Hildegard Rosenthal (1913-1990) e Hans Gunter Flieg (1923), que ajudaram com seu olhar vanguardista a trazer a modernidade para a fotografia brasileira. Mas Alice Brill, quando chegou ao Brasil, ainda era uma adolescente de 14 anos. Veio com o pai para encontrar a mãe, que já tinha vindo na frente.

Em sua bagagem, uma pequena máquina fotográfica com a qual registrou as paisagens durante sua longa viagem para um país desconhecido, mas livre de perseguições. Filha de um pintor que não aguentou a saudade de sua cidade natal e para lá voltou para morrer, num campo de concentração, em 1942,

Alice seguiu a ascendência paterna. Tornou-se artista plástica, gravadora, e, acima de tudo, fotógrafa. Nos anos 1940 frequentou o famoso grupo paulista Santa Helena e seis anos depois, após ganhar uma bolsa de estudos, embarcou para o Novo México, nos Estados Unidos, onde aprimorou seus estudos artísticos.

De volta ao Brasil, voltou-se essencialmente para a fotografia. Registrou São Paulo, uma cidade que se modernizava, participou da primeira Bienal de Arte de São Paulo, em 1951, e se dedicou à crítica de arte, escrevendo sobretudo para o jornal O Estado de S. Paulo. Alice Brill morreu em Itu, em 2013.

Três anos antes passou para o Instituto Moreira Salles a guarda de seus 14 mil negativos. Há cinco anos, o próprio IMS organizou uma retrospectiva sobre o trabalho da fotógrafa, mostrando a diversidade de seu olhar. Agora uma nova visão sobre seu trabalho foi organizada pela curadora Giovanna Bragaglia, que reuniu 90 fotografias, além das imagens publicadas pela fotógrafa na imprensa, na exposição Alice Brill: Impressões ao Rés do Chão.

Falar de um olhar humanista que aparece na exposição é quase um pleonasmo. Alice se utiliza da fotografia para compreender e se apropriar das cidades que fotografa. São fotos das décadas de 50 e 60, realizadas em cidades da América Latina.

Algumas imagens da capital paulistana foram realizadas a pedido de Pietro Maria Bardi, então diretor do Masp, para um livro que seria publicado sobre a capital paulista para comemorar seus 400 anos.

A publicação não saiu. Além disso, são apresentadas na exposição fotografias da região Centro-Oeste do Brasil. Não podemos de certa forma considerar o olhar de Alice um olhar estrangeiro no Brasil, mas, sem dúvida, sua forma de ver as cidades nos apresenta uma crônica não só ufanista, mas também crítica de lugares que, ao se modernizarem, de alguma forma também apresentam o descontentamento da população com um desenvolvimento não organizado.

Com sua câmera, Alice Brill realizou uma crônica urbana das cidades e dos lugares que conheceu.

Alice Brill: Impressões ao Rés do Chão
Até 10 de janeiro de 2016
Instituto Moreira SallesRua Piauí, 844 – Higienópolis – São Paulo/SP11 3825-2560

Fonte: http://bit.ly/1SjILDl  

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