A direção fotográfica no retrato

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Retratar pessoas significa lidar com o lado psicológico do ser humano

            Geralmente, o fotógrafo tem suas inseguranças pessoais e profissionais, tais como: “Vai dar certo?”, “É a melhor luz para esse rosto?”, “Será que não vai pifar nenhum equipamento?”, “Estou sendo agradável e gentil o suficiente?”.

            Por outro lado (fato que muitas vezes é esquecido), o retratado fica mais inseguro que o fotógrafo. Ser fotografado significa, em última instância, se desnudar para a objetiva, mostrar um pouco da sua alma, compartilhar segredos com uma máquina.

            Tipos de retratado – Quando se trata de um retrato familiar não haverá problema algum, já que a intimidade entre o fotógrafo e o fotografado diminui o constrangimento de quem está posando. Isso geralmente significa um resultado de fotos espontâneas, divertidas e reveladoras da personalidade real da pessoa, o que, afinal, é a essência do retrato.

            Quando, por exemplo, lidamos com retratos de modelos, atores e músicos (que por obrigação têm uma exposição maior na mídia) os problemas também são menores. Estes profissionais estão acostumados a “vestir” um personagem para a câmera, possuem uma imagem pública, que gostam de mostrar, e uma imagem privada, que procuram preservar. O trabalho do fotógrafo é facilitado pela postura profissional e pela segurança ensaiada que os retratos transmitem.

            Entretanto, se o retratado é uma pessoa comum que quer ser fotografada por vaidade, necessidade profissional ou para acompanhar uma sequência de eventos (como a gravidez, o crescimento dos filhos ou da família), as dificuldades aparecem. Como fazer para que esta pessoa se sinta à vontade, confiante e mais disposta a mostrar um pouco da sua personalidade?

            Algumas dicas

            Ambiente de estúdio – Procure manter o estúdio sempre arrumado e limpo, com música agradável, temperatura amena (ar-condicionado é essencial), água, frutas e café à disposição. Disponibilizar um espaço privativo para que os fotografados possam se vestir é fundamental. Um camarim com portas que se fecham é desejável.

       Escolha do equipamento – Objetivas longas (teleobjetivas) fazem com que o fotógrafo tenha que se afastar muito do retrato. Isso implica em uma direção mais distante e o profissional tem que falar mais alto. A distância preserva a intimidade de quem está posando, mas pode parecer uma direção mais agressiva, inibindo os mais tímidos.

            Já as objetivas mais curtas (como as normais e as grandes angulares) aproximam o fotógrafo da cena, criando uma intimidade maior. Ao falar mais baixo e estar mais perto, o fotógrafo compartilha o espaço ocupado pelo fotografado, criando uma cumplicidade que pode facilitar ou dificultar a comunicação. Depende sempre da sensibilidade do fotógrafo identificar rapidamente a personalidade de quem está ali na frente. Um problema técnico inerente das lentes de distância focal curta é a distorção (mais aparente conforme se chega mais perto) que deve ser evitada a qualquer custo.

            Finalmente, a lente chamada de meia-tele ou tele curta é a mais indicada para retratos, tanto pela parte técnica (não distorce), quanto pela psicológica, já que mantém o fotógrafo a distância respeitosa do retratado, mas não longe a ponto de ter de gritar.

           Estilo de direção – Existem várias tendências e escolhas na direção fotográfica. Há os que sussurram, que gritam, que são engraçados e divertidos, os sedutores, os técnicos. Na minha opinião, o mais inteligente é saber ajustar a direção à personalidade daquele que está posando para estabelecer uma empatia imediata. Para os tímidos cabe uma direção calma, paciente e amiga. Para os extrovertidos, uma direção mais divertida e agressiva. Para os executivos, uma direção séria e firme. O importante é fazer com que o fotografado se sinta seguro. Outro atributo da boa direção é estimular a vaidade com elogios, sem exageros.

            Tempo da sessão – Toda sessão fotográfica tem um tempo próprio para acontecer com sucesso. Há a fase de aquecimento, que pode ser mais ou menos longa dependendo do fotografado. A fase de pico, cujas fotos realmente boas vão ser capturadas. E ainda a fase de esfriamento, quando o cansaço chega e o fotografado perde o interesse pela sessão. É obrigação do bom fotógrafo identificar e respeitar as três fases para agir de acordo com cada uma delas. Economizar tempo pode fazer com que o fotógrafo encerre a sessão ainda na fase de aquecimento, perdendo a oportunidade de fazer as melhores fotos. Insistir em fotografar quando a fase de pico já passou, é perda de energia.

         Exercícios propostos – Para que o fotógrafo iniciante na direção possa treinar seus métodos, proponho uma série de exercícios da seguinte forma: procura alguém conhecido para servir de modelo. Com toda a iluminação e produção típicas de uma sessão de retratos, procure tirar do fotografado sentimentos, conceitos e situações descritos no quadro abaixo.

      O ideal é que haja interação para que o resultado fotográfico demonstre claramente a intenção do fotógrafo e os sentimentos do fotografado.

Fonte: Revista Fhox n. 103, edição impressa, páginas 90 e 91

 

 

 

 

 

Sobre o autor

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