A Fotografia de Jørgen Angel

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O dinamarquês Jørgen Angel (nascido em 1951, em Copenhagen) trabalhou como fotógrafo profissional no cenário musical desde sua adolescência, no final dos anos 60, até o início dos anos 80. Forneceu fotos pelo mundo afora para inúmeros livros e revistas, capas e encartes de discos. Iniciou seu trabalho com rock’n’roll, uma paixão tanto pessoal quanto profissional, e seguiu fotografando principalmente na Escandinávia, no Reino Unido e nos Estados Unidos ­ em shows, recepções para imprensa, sessões exclusivas, ou viajando com as bandas.

A arte de Jørgen teve sua grande força na estreita relação que ele desenvolveu com os objetos de sua fotografia. Ele costumava executar o seu trabalho nas mais diversas situações: em obscuros shows de strip-tease com Alice Cooper, nas residências particulares de membros de bandas como The Who, Roxy Music, Pretty Things e Uriah Heep, ou ir com Arthur Brown e trupe ao interior da Inglaterra, para então obter suas tão apreciadas fotografias. Dessa forma, ele viajou por todo o mundo e conheceu e fotografou muitos dos grandes artistas e grupos dos anos 70 – Jimi Hendrix, Cream, Genesis, Deep Purple, Rainbow, Pink Floyd, Hawkwind, The Nice, ELP, Colosseum, T-Rex, The Yardbirds, Ten Years After e Led Zeppelin, para citar apenas alguns. Sua coleção inclui mais de 50.000 fotos (!!!), tiradas no decorrer de um período superior a 15 anos.

O seu talento, combinado com a uma maior acessibilidade aos artistas naqueles tempos remotos da história do rock, permitiam que ele os capturasse em situações inóspitas ou ao menos mais “relaxadas”: no backstage, durante um soundcheck, em gravações para um álbum, dentro de um ônibus ou avião durante uma turnê, assim como em suas casas particulares. “Naqueles tempos”, diz Jørgen, “eu podia simplesmente entrar andando no camarim do Cream – sim, estrelas como Jack Bruce, Ginger Baker e Eric Clapton – e dizer ‘Oi, posso tirar uma foto?’ e eles iriam dizer ‘claro’, e eu acabaria tirando uma ou duas ou três fotos sem problemas (os negativos estão perdidos hoje em dia, infelizmente!). O que ocorria é que a maioria das pessoas respeitava as demais. As estrelas respeitavam os fotógrafos porque sabiam que cada parte estava fazendo o seu trabalho, a as estrelas não poderiam sobreviver sem a imprensa e vice-versa. Logo, havia um respeito mútuo”.

Jørgen foi durante um bom tempo o fotógrafo oficial do Gladsaxe Teen Club, uma casa de shows no subúrbio de Copenhagen que acabou sendo o local de lançamento de uma série de grupos que acabaram se tornando bastante famosos depois. O clube publicava sua própria revista uma vez por mês, apresentando artigos sobre as bandas que haviam se apresentado lá, assim como anunciando shows futuros. Além das fotos promocionais fornecidas pelos grupos e seus managers, regularmente as tiradas por Jørgen eram também incluídas. “Na realidade eu não me recordo se fui pago por elas”, ele tenta se lembrar. “Talvez eu tenha conseguido pelo menos ter minhas despesas cobertas. Mas eu podia andar por qualquer lugar dentro do clube e tirar fotos, logo quando um grupo como o Led Zeppelin estava tocando – como se pode ver por algumas de minhas fotos – eu estava de pé ao lado do palco ou no meio do público, sempre com minha câmera pronta”.

A inocência daqueles dias não durou muito, obviamente, e foi a “evolução” do rock de um movimento underground para um negócio multimilionário do entretenimento que eventualmente afastou Jørgen dele. “No início dos anos 80 se tornou uma dificuldade ser um fotógrafo neste ramo”, ele diz. “Você tem que assinar todos tipos de contratos mais ou menos dizendo que você nunca irá publicar alguma foto tirada. Os managers (e até certo ponto as bandas também) ficavam histéricos, uma situação triste de se assistir”, complementa. “Um dos últimos concertos do qual participei como fotógrafo foi um da Electric Light Orchestra (ELO) no início da década de 80. Os produtores disseram que permitiriam apenas 3 fotógrafos no palco, e que eles poderiam tirar fotos somente durante a primeira música. Eu deveria fornecer para duas revistas competidoras sete super-fotos individuais. E todos esses 14 ‘hits’ deveriam ser tirados somente durante a primeira música! Me foi também dito que se eu tentasse tirar fotos depois do período estipulado, todo o meu equipamento seria confiscado”. Embora Jørgen tenha continuado tirando fotos pela década seguinte, sua desilusão foi crescendo progressivamente até um ponto onde, no início dos anos 80, ele abandonou o ramo inteiramente.

De qualquer forma, não é muito difícil de se encontrar fotos de Jørgen Angel em várias publicações especializadas até hoje, além de discos e livros de bandas específicas. Algumas das mais aclamadas revistas européias e norte-americanas de rock têm incluído várias de suas fotos para ilustrar artigos: Classic Rock, MOJO, Goldmine, Record Collector, e muitas outras. Séries cultuadas de camisas de rock, fabricadas pela empresa DJTees ( http://www.djtees.com ), incluem estampas com suas fotos. Até mesmo empresas de telefonia celular européias vendem downloads de fotos de Jørgen.

Além disso tudo, graças à Internet as incríveis fotos de Jørgen Angel podem ser admiradas (e adquiridas) através do seu website: http://www.angel.dk

Mais alguns exemplos de fotos, gentilmente cedidas por Jørgen para ilustrarem este artigo: http://goo.gl/wfvQR

Focus Escola de fotografia http://www.focusfoto.com.br

Sobre o autor

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Comentários

  1. laercio -

    Peço licença para reproduzir o texto acima publicando em alguns grupos de amantes do Rock ao qual faço parte no Facebook. interessante…

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