A FOTOGRAFIA E O CONTEMPORÂNEO

em Notícias.

Rosely Nakagawa – curadora e editora de artes visuais. Foto: Miguel Gonçalves Mendes

Por:
Debb Cabral

Em um mundo de constantes
transformações, que imagens a fotografia escolhe?

Por que? De que maneira? O
Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia acompanha essas inquietações visuais
há mais de uma década.

Nesta 11º edição, ele decidiu
propor experiências do pensar e do fazer artístico mais compartilhadas. São
três prêmios de residência artística, uma delas coletiva, inclusive.
Compartilhada também foi a curadoria da mostra principal que traz, neste ano,
Rosely Nakagawa como curadora convidada.

O prazo para as inscrições foi
estendido até 30 de abril e elas são realizadas pelo site http://www.diariocontemporaneo.com.br/inscricoes/.

Rosely Nakagawa é curadora e
editora de artes visuais. Formada em Arquitetura pela FAU-USP, fundou a Galeria
Fotóptica em 1979, coordenou a Casa da Fotografia FUJI e foi curadora das
galerias FNAC de 2003 a 2009. Atua como curadora independente, tendo realizado
mostras de arte em instituições nacionais e internacionais. Em Belém, foi
curadora do Projeto Fotografia Contemporânea Paraense – Panorama 80/90 no Museu
Casa das Onze Janelas.

 Confira a entrevista
com ela:

 P: O tema
desta 11ª edição parte da literatura. Para a fotografia, qual a
importância deste diálogo com as outras linguagens?

R: Eu
faria uma inversão na sua questão, falando da importância da fotografia para as
outras linguagens. E ainda reforçaria que a palavra “fotografia” deve
ser revista, hoje ela é mais “imagem”. Ela é tecnologia de grafia de
pontos sensíveis à energia, ondas eletromagnéticas, pontos algorítmicos que
produzem imagens.

Hoje ela está presente na
criação desde o princípio. O processo de criação se dá a partir de imagens,
antes de qualquer anotação, leitura ou pensamento.

P: Qual
é o papel do curador na arte contemporânea? 

R: O
curador felizmente tem mudado de papel rapidamente, ocupando um lugar mais
adequado, menos protagonista do que nos últimos anos. Ele deve voltar a ocupar
o seu lugar, o de estar atualizado nos processos de criação dos artistas,
acompanhando-os em toda sua dimensão, e trabalhando na fatia que lhe cabe: a de
estimular, difundir e provocar a reflexão sobre os processos de criação diante
da expectativa do artista e do público.

P: O
curador de arte tem uma atuação que busca provocar reflexões, mas também
precisa lidar com questões de ordem prática, como montagem, escolha de suportes
e o relacionamento com as instituições. Como isso se dá?

R: A
discussão destes elementos são parte do processo de criação e é obrigação do
curador saber onde eles são necessários e quais os aparatos mais adequados. A
relação Institucional nem sempre.  Cabe ao curador criar um espaço para a
arte e para o público junto as Instituições, abrindo novos olhares,
pontos para discussão, interação e formação.

Mas longe da administração
destes espaços. Dentro deles, se houver um curador, ele deveria atuar ao lado
de um comitê mais amplo e imparcial.

P: Você
vem acompanhando a fotografia paraense há anos. Que transformações ocorreram
com ela?

R: A
fotografia assim como outros processos criativos é orgânica, permeável e
mutante. Desde 1980, no encontro da Semana de Fotografia da FUNARTE, quando
estive em Belém pela primeira vez, até o ano 2000 quando acompanhei mais de
perto uma gama maior de profissionais para o Panorama da Fotografia
Contemporânea, a fotografia sofreu uma mudança radical do ponto de vista de
tecnologia, com a introdução da plataforma digital. A técnica ainda em 1990 era
um fator estrutural para a construção da fotografia e responsável pelo seu
resultado. O equipamento e os acessórios eram uma escolha que determinava a
aproximação com o objeto do trabalho. A cor, ou o preto e branco, o grão, a
mudança sutil de luz do céu da Amazônia, a velocidade da ação diante do
fotógrafo. A resolução ou a falta dela no registro das paisagens.

De 2000 para 2020, as mudanças
se notam mais críticas no âmbito sociocultural, ambiental, ético, humano.
Várias questões presentes nas fotografias nos anos 1980 e 1990, se exacerbaram,
e se mostram presentes como imagens contemporâneas; a marginalidade, o gênero,
os desastres naturais, a ética. A diferença de abordagem não se limita mais ao
equipamento, mas à elaboração crítica do imaginário prévio à captação. A imagem
produzida pela câmera exige uma sofisticação de pensamento e conceituação para
ser uma imagem do universo da arte contemporânea.

P: E
nestes anos de atuação do Diário Contemporâneo, no que você acredita que ele
contribuiu para estas transformações?

R: O
Diário Contemporâneo criou e ocupa um espaço para acompanhar e documentar a
produção neste período de mudanças. Mais que um edital ou prêmio, ele estimula
desde o princípio, a reflexão, a pertinência, o processo, os itens mais
importantes para o fazer artístico, que incluem a leitura, o roteiro, a
fundamentação de um conceito e percepção muito próximos da literatura. O que
justifica mais uma vez esta ligação entre imagem e literatura.

No início, tudo era imagem e
verbo, sem separação, um só ideograma.

SERVIÇO: 
O 11º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia inscreve até o dia 30 de
abril.
Informações: (91) 98367-2468 e [email protected].
Edital e inscrições no site:  www.diariocontemporaneo.com.br.

Veja mais notícias sobre exposições e mostras de fotografia
nesse blog

PIONEIRISMO E INOVAÇÃO:
FOCUS Escola de Fotografia – Desde
1975:  
https://focusfoto.com.br    

CONFIRA TCC DE ALUNOS DA ESCOLA FOCUS!  https://focusfoto.com.br/tag/tcc/

BOLSA DE EMPREGOS PARA ALUNOS DA FOCUS
https://focusfoto.com.br/categoria/empregos/

Opinião de Ex- Alunos que
estudaram na FOCUS!
https://goo.gl/C235XR
Blog de Fotografia:  https://focusfoto.com.br/blogs/

Flickr – Foto Galeria dos Alunos da Escola Focus
https://www.flickr.com/photos/focus_escola_de_fotografia/

ESCOLA FOCUS NO INSTAGRAM!
https://www.instagram.com/focus_escola_de_fotograf/

#PrêmioDeFotografia #noticias #dicas_fotografia  #escola_focus #focus   focus_escola_de_fotografia  #focusfoto  #focus_fotografia #alunos_fotografia #cursos_fotografia  #escolas_de_fotografia    #aulas_fotografia  #enio_leite   

Rosely Nakagawa, fotografia, contemporâneo, inquietações visuais, residência artística, curadoria, escolas de fotografia, cursos de fotografia, aulas de fotografia,

notícias, Focus escola de fotografia,
aula de fotografia, cursos de fotografia sp, escolas
de fotografia EAD,
escola focus, cursos de fotografia presencial SP, curso de fotografia online,
cursos vips fotografia, aula de fotografia, focus

Sobre o autor

ATENÇÃO: OS TEXTOS, MATÉRIAS TÉCNICAS, APRESENTADAS NESSE BLOG SÃO PESQUISADAS, SELECIONADAS E PRODUZIDAS PELOS ALUNOS, PROFESSORES E COLABORADORES DA FOCUS PARA USO MERAMENTE DIDÁTICO E COMPLEMENTAR ÁS AULAS DE FOTOGRAFIA NAS MODALIDADES DE CURSOS PRESENCIAIS OU A DISTÂNCIA EAD, MANTIDOS PELA FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA, SEM QUALQUER OUTRO TIPO DE PROPÓSITO, RELEVÂNCIA OU CONOTAÇÃO. PARA MAIORES INFORMAÇÕES CONSULTE https://focusfoto.com.br A Focus é a única escola de fotografia no Brasil, que oferece ao aluno o direito de obter seu REGISTRO LEGALIZADO DE FOTÓGRAFO PROFISSIONAL, emitido pelo Ministério do Trabalho, por meio de cursos com carga horária total de 350 horas, incluindo períodos de estágio, preparo e defesa de TCC OS CURSOS DA FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA SÃO RECONHECIDOS PELA LEI N. 9.394, ARTIGO 44, INCISO 1 (LEI DE EDUCAÇÃO) O REGISTRO DE FOTÓGRAFO PROFISSIONAL é unificado, sendo o mesmo obtido pelas melhores Universidades Públicas do Estado de São Paulo. E você poderá obtê-lo EM QUALQUER MODALIDADE DE CURSOS DA FOCUS, presenciais ou a distância EAD em menos de 6 meses de curso. O aluno obterá seu REGISTRO DE FOTÓGRAFO PROFISSIONAL diretamente nas agências regionais do Ministério do Trabalho e Emprego. Este registro é fundamental para o exercício legal da profissão, constituição de seu próprio negócio, ingressos em concursos públicos e processos admissionários em empresas de fotografia, públicas ou particulares, bancos de imagens, agências de notícias, jornalismo e consularização de seu registro de fotógrafo, caso queira trabalhar em outros países ou Ongs. Internacionais, como "FOTÓGRAFOS SEM FRONTEIRAS" entre outras modalidades. SEJA FOTÓGRAFO DEVIDAMENTE REGULAMENTADO. QUALIDADE E EXCELÊNCIA EM EDUCAÇÃO FOTOGRÁFICA É NOSSO DIFERENCIAL HÁ MAIS DE QUATRO DÉCADAS. Os alunos recém-formados pela Focus competem em nível de igualdade com fotógrafos profissionais que estão no mercado há mais de 30 anos. Na FOCUS, o aluno entra no mercado de trabalho pela porta da frente! Os alunos, após formados, são encaminhados para o mercado de trabalho. Cursos 100% práticos, apostilados e com plantão de dúvidas. Faça bem feito, faça Focus! Há mais de 44 anos formando novos profissionais. AUTOR DO PROJETO e MEDIADOR DESSE BLOG: Prof. Dr. Enio Leite Alves, Professor Titular aposentado da Universidade de São Paulo, nascido em São Paulo, SP, 1953. PROF. DR. ENIO LEITE: Área de atuação: Fotografia educacional, fotografia autoral, fotojornalismo, moda, propaganda e publicidade. Pesquisador iconográfico. Sociólogo, jornalista, físico, fotoquímico, inventor e docente universitário. Fotografo de imprensa desde 1967, prestando serviços para os Diários Associados e professor do Sesc e do Curso de Artes Fotográficas Senac Dr. Vila Nova, São Paulo. Fotografo do Jornal da Tarde em 1972 -1973. Em 1975, funda a FOCUS – ESCOLA DE FOTOGRAFIA, primeira instituição de ensino técnico e tecnológico da AMÉRICA LATINA. No mesmo ano, suas fotos são premiadas na 13ª Bienal Internacional de São Paulo, quando a fotografia passa a reconhecida pela primeira vez como obra de valor artístico. Enio Leite, fundador do MOVIMENTO PHOTOUSP no início dos anos 70, com Raul Garcez e Sergio Burgi, entre outros, no centro acadêmico da Escola Politécnica, na Cidade Universitária, São Paulo-SP. Professor de fotografia publicitária da Escola Superior de Propaganda e Marketing, (ESPM), 1982 a 1984. Mestre em Ciências da Comunicação em 1990, pela Escola de Comunicação e Artes, USP. Doutor em História da Fotografia, Fotoquímica, Óptica fotográfica e Fotografia Publicitária Digital, em 1993, pela UNIZH, Suíça. No ano de 1997 obteve Livre Docência na Universitá Degli Studi di Roma Tre. Professor convidado pela Miami Dade University, Flórida, 1995. Pesquisador e escritor, publicou o primeiro livro didático em língua portuguesa sobre fotografia digital, Editora Viena, São Paulo, maio 2011, já na quarta edição e presente nas principais universidades brasileiras portuguesas. Colabora com artigos, ensaios, pesquisas e títulos sobre fotoquímica, radioquímica, técnica fotográfica, tecnologia digital da imagem, semiótica e filosofia da imagem para publicações especializadas nacionais e internacionais. (Fonte: G1 - 12/03/2020)

Deixe seu comentário

  • (não será mostrado)