A FOTOGRAFIA E SUA FUNCIONALIDADE NA ERA PÓS-DIGITAL

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A visibilidade é igual ao sucesso. Nossa principal preocupação na cultura de imagens é a construção ou reconstrução visual, parece que nos relacionamos muito mais com as imagens do que com o seu uso. E assim nos tornamos uma imagem. Talvez não tenhamos para onde correr, “talvez a caixa e a tela sejam nosso futuro. ”

Mesmo sem nos preocupar quão confiáveis são nossos arquivos digitalizados, mesmo sem nos preocuparmos em reconhecer a necessidade de uma reflexão. Será que tudo é permito mesmo sabendo que essa produção excessiva, de uma forma ou de outra, levará ao esquecimento? Quantas imagens com conteúdo relevante serão perdidas entre imagens supérfluas?

Será que realmente deixaremos de viver em um mundo real e palpável para viver em um mundo fictício das imagens? Não sei, por enquanto a única coisa que sabemos com certeza é que  Susan Sontag está certa, “tudo existe para acabar numa fotografia”  “Com a mudança da fotografia para a sua reciclagem digital, a arte de reprodução mecânica de Walter Benjamin (fotografia) recuperou a aura da originalidade.

O que mostra que o famoso argumento de Benjamim sobre a perda ou declínio da aura na modernidade era apenas uma parte da história esqueceu-se que a modernização, para começar, criou ela mesma a sua aura. Hoje, é a digitalização que dá aura à fotografia ´original` ” , diz Andreas. A imagem precisa ser virtual, para que ela possa alcançar o máximo de sua potencialidade na era pós-digital, sem o fácil acesso da tela, ela perde sua nova função de interação social, de memória externa.

A necessidade de pensarmos sobre o papel da fotografia na atualidade, fez com que em artigos anteriores abordássemos sobre a repetibilidade provindo do excesso da produção de imagens, assim como, a relação do tempo e  do efêmero se faz presente na fotografia. Mesmo assim ainda não questionamos até agora, um outro motivo envolvido no mundo da fotografia. Afinal, porque  produzimos  um número absurdo de imagens?

O que nos leva à essa compulsão por fotografar tudo, de modo que nem mais refletimos sobre essa produção, nem sequer absorvemos esse conteúdo gerado? Seria imprudente responsabilizar apenas um fator, essa não é uma resposta simples, mas quero trazer aqui uma das vertentes, que talvez não seja apenas uma causa, mas também uma consequência – a memória.

“Não há dúvida de que o mundo está sendo “musealizado” e que todos nós representamos os nossos papéis neste processo. É como se o objetivo fosse conseguir a recordação total” diz Andreas Huyssen autor do livro “Seduzidos pela Memória”.  Atribui-se a fotografia uma função humana, como se fosse uma memória externa, passamos a fotografar como se fosse parte da nossa experiência. Ir ao museu do Louvre e não fotografar a Monalisa, por exemplo, é quase a mesma coisa que se não tivesse visto o famoso quadro de da Vinci.

A memória tornou-se uma obsessão cultural de proporções monumentais em todos os pontos do planeta. Com isso acaba acentuando-se a incapacidade ou a falta de vontade de lembrar, portanto, assim como na repetibilidade, esse uso da memória externa (no caso pelo uso excessivo da fotografia) também leva ao esquecimento.

“Com a mudança da fotografia para a sua reciclagem digital, a arte de reprodução mecânica de Benjamin (fotografia) recuperou a aura da originalidade. O que mostra que o famoso argumento de Benjamim sobre a perda ou declínio da aura na modernidade era apenas uma parte da história esqueceu-se que a modernização, para começar, criou ela mesma a sua aura.

Hoje, é a digitalização que dá aura à fotografia ´original` ”, diz Andreas.

A imagem precisa ser virtual, para que ela possa alcançar o máximo de sua potencialidade na era pós-digital, sem o fácil acesso da tela, ela perde sua nova função de interação social, de memória externa.

 Fonte: http://goo.gl/N8QSuu
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