A fotografia na era da imagem digital

em Artigos e Entrevistas, Dicas & Tutoriais, Notícias.

fotografia, era da imagem digital, caráter documental, imagens fotográficas, photoshop, trinta valérios, Valério Vieira, história da fotografia brasileira, fotógrafo,  cursos de fotografia zona sul sp, cursos de cinematografia digital, melhor curso de fotografia em sp, escolas de fotografia sp,cursos de photoshop sp, cursos de fotografia online, Escolas de fotografia são paulo,escolas de fotografia sp, concursos de fotografia, fotografia cursos sp, aulas de fotografia zona leste, focus fotografia,  focus escola de fotografia, melhores escolas de fotografia sp, aulas de fotografia sp, melhores cursos de fotografia sp, curso fotografia são paulo, curso de fotografia digital, cursos de fotografia zona leste, noticias sobre fotografia, curso técnico de fotografia sp, melhores cursos de fotografia  profissional sp, notícias sobre fotografia, curso fotografia profissional, fotografia focus são Paulo, fotografe melhor, curso de fotografia publicitária  cursos de fotografia sp, Fotografia, escolas de fotografias sp, curso de fotografias sp, notícias sobre fotografia, curso fotografias, melhores curso de fotografias sp, melhores cursos de fotografias Brasil, melhores cursos de fotografia SP,  aulas de fotografia,

30 Valérios, fotomontagem de Valério Vieira, 1900

Desde seu surgimento, a fotografia tem assumido funções sociais intimamente ligadas a seu caráter documental. Uma maneira até então inédita de produzir imagens a partir do real, cuja precisão e a rapidez superam qualquer outro tipo de registro visual, a fotografia logo assumiu o papel de atestação de fatos, de prova factual de acontecimentos históricos.

Isso se dá por dois fatores principalmente. Em primeiro lugar, porque a fotografia é gerada a partir de uma conexão física com a realidade. Os raios de luz que iluminam uma cena vão imprimir-se gerando a imagem ‘automaticamente’. A mão humana foi substituída pela ação da câmera fotográfica, que funciona segundo um mecanismo de registro regido pelas leis da física e da química, daí o nome da nova técnica ser fotografia, ou ‘desenho da luz’.

O outro fator que confere verossimilhança às imagens fotográficas vem da estrutura da ‘câmera escura’, modelo de representação baseado na forma como o olho humano percebe as informações visuais. A fotografia incorporou as regras de composição e a forma de representação perspectiva desenvolvidas pela pintura renascentista.

Pelo fato de ser uma imagem gerada diretamente a partir do real segundo a estrutura de projeção da retina humana, quando olhamos para uma fotografia, temos a tendência de olhar através dela; o que nos interessa não é a imagem em si, mas aquilo que está representado. Também temos a tendência de acreditar que o acontecimento representado na imagem ocorreu da maneira como está registrado. Tomamos a fotografia como prova de que algo realmente existiu.

Muitos observadores do século XIX, como o poeta Charles Baudelaire, reagiram de maneira veemente contra a possibilidade de a fotografia ser uma arte. Como se trata de uma técnica mediada por um aparelho, a fotografia não poderia rivalizar com outros produtos criados pelo ‘gênio’ humano. Ao longo do século XX, esse preconceito se dissipou, a fotografia adentrou a porta dos museus e sua natureza documental deixou de ser vista como oposta à qualidade artística.

Com o surgimento recente da tecnologia digital, é o próprio estatuto da fotografia que vem se transformando. Ainda que a câmera fotográfica continue baseada na mesma estrutura, ao substituir uma película fotossensível por um sensor baseado em recursos eletrônicos, muita coisa muda. Logo depois de capturada, a fotografia se transforma em uma codificação binária que pode ser lida, manipulada e multiplicada no ambiente do computador.

Codificação binária

‘Aparentemente , não existem mudanças significativas na visualidade da imagem fotográfica na passagem do analógico para o digital. Porém, o que muda radicalmente é o modo como essa imagem é gerada e isso implica numa questão essencial. A formação da imagem passa a obedecer a uma codificação numérica binária que rompe com essa espécie de cordão umbilical entre a representação imagética e o que convencionamos como real. Por essa razão, muitos teóricos, como Lúcia Santaella e Joan Fontcuberta, apontam essa nova categoria de imagens como ‘pós-fotográficas’’, analisa Patrícia Yamamoto, professora do Bacharelado em Fotografia do Senac.

Ao ser transcrita e inserida no ambiente digital, a fotografia pode ser trabalhada de diversas formas, ganhando a possibilidade inclusive de ser combinada com outras fotografias ou mesmo com outros tipos de signo, como a palavra escrita ou falada, a música, a ilustração etc. Cada vez mais, participamos de um processo em que os tipos de imagem, como pintura, fotografia e ilustração perdem suas características próprias para serem considerados apenas imagens, de maneira ampla.

O fotógrafo da era digital não se limita mais ao ato fotográfico. Este é apenas o ponto de partida para a criação de imagens em seu sentido amplo. A pós-produção ganha cada vez mais importância, propiciando a criação de novas ‘realidades’.

Estamos entrando numa era na qual não mais poderemos diferenciar qualquer exemplo ou amostra de realidade de sua simulação. Signo e referente, natureza e cultura, homem e máquina, todas essas categorias, até há pouco tempo vistas como entidades inter-relacionadas parecem desmoronar-se uma dentro da outra até ficarem totalmente indivisíveis

Não podemos nos esquecer, no entanto, que a manipulação sempre fez parte da linguagem fotográfica. Muito antes da chegada do Photoshop, por volta do ano 1900, Valério Vieira produziu uma obra de notável qualidade técnica na qual aparece 30 vezes em um mesmo cenário, tendo atuado como fotógrafo, modelo e montador.

Intitulada de Os Trinta Valérios,  a fotomontagem entrou para a história da fotografia brasileira tanto pela capacidade de criar uma cena verossímil e de grande complexidade, como pelo uso da encenação e o autorretrato, que permitem a emergência de tramas ficcionais a partir de uma imagem aparentemente documental.

Sobre o autor

ATENÇÃO: OS TEXTOS, MATÉRIAS TÉCNICAS, APRESENTADAS NESSE BLOG SÃO PESQUISADAS, SELECIONADAS E PRODUZIDAS PELOS ALUNOS, PROFESSORES E COLABORADORES DA FOCUS PARA USO MERAMENTE DIDÁTICO E COMPLEMENTAR ÁS AULAS DE FOTOGRAFIA NAS MODALIDADES DE CURSOS PRESENCIAIS OU A DISTÂNCIA EAD, MANTIDOS PELA FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA, SEM QUALQUER OUTRO TIPO DE PROPÓSITO, RELEVÂNCIA OU CONOTAÇÃO. PARA MAIORES INFORMAÇÕES CONSULTE https://focusfoto.com.br A Focus é a única escola de fotografia no Brasil, que oferece ao aluno o direito de obter seu REGISTRO LEGALIZADO DE FOTÓGRAFO PROFISSIONAL, emitido pelo Ministério do Trabalho, por meio de cursos com carga horária total de 350 horas, incluindo períodos de estágio, preparo e defesa de TCC OS CURSOS DA FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA SÃO RECONHECIDOS PELA LEI N. 9.394, ARTIGO 44, INCISO 1 (LEI DE EDUCAÇÃO) O REGISTRO DE FOTÓGRAFO PROFISSIONAL é unificado, sendo o mesmo obtido pelas melhores Universidades Públicas do Estado de São Paulo. E você poderá obtê-lo EM QUALQUER MODALIDADE DE CURSOS DA FOCUS, presenciais ou a distância EAD em menos de 6 meses de curso. O aluno obterá seu REGISTRO DE FOTÓGRAFO PROFISSIONAL diretamente nas agências regionais do Ministério do Trabalho e Emprego. Este registro é fundamental para o exercício legal da profissão, constituição de seu próprio negócio, ingressos em concursos públicos e processos admissionários em empresas de fotografia, públicas ou particulares, bancos de imagens, agências de notícias, jornalismo e consularização de seu registro de fotógrafo, caso queira trabalhar em outros países ou Ongs. Internacionais, como "FOTÓGRAFOS SEM FRONTEIRAS" entre outras modalidades. SEJA FOTÓGRAFO DEVIDAMENTE REGULAMENTADO. QUALIDADE E EXCELÊNCIA EM EDUCAÇÃO FOTOGRÁFICA É NOSSO DIFERENCIAL HÁ MAIS DE QUATRO DÉCADAS. Os alunos recém-formados pela Focus competem em nível de igualdade com fotógrafos profissionais que estão no mercado há mais de 30 anos. Na FOCUS, o aluno entra no mercado de trabalho pela porta da frente! Os alunos, após formados, são encaminhados para o mercado de trabalho. Cursos 100% práticos, apostilados e com plantão de dúvidas. Faça bem feito, faça Focus! Há mais de 44 anos formando novos profissionais. AUTOR DO PROJETO e MEDIADOR DESSE BLOG: Prof. Dr. Enio Leite Alves, Professor Titular aposentado da Universidade de São Paulo, nascido em São Paulo, SP, 1953. PROF. DR. ENIO LEITE: Área de atuação: Fotografia educacional, fotografia autoral, fotojornalismo, moda, propaganda e publicidade. Pesquisador iconográfico. Sociólogo, jornalista, físico, fotoquímico, inventor e docente universitário. Fotografo de imprensa desde 1967, prestando serviços para os Diários Associados e professor do Sesc e do Curso de Artes Fotográficas Senac Dr. Vila Nova, São Paulo. Fotografo do Jornal da Tarde em 1972 -1973. Em 1975, funda a FOCUS – ESCOLA DE FOTOGRAFIA, primeira instituição de ensino técnico e tecnológico da AMÉRICA LATINA. No mesmo ano, suas fotos são premiadas na 13ª Bienal Internacional de São Paulo, quando a fotografia passa a reconhecida pela primeira vez como obra de valor artístico. Enio Leite, fundador do MOVIMENTO PHOTOUSP no início dos anos 70, com Raul Garcez e Sergio Burgi, entre outros, no centro acadêmico da Escola Politécnica, na Cidade Universitária, São Paulo-SP. Professor de fotografia publicitária da Escola Superior de Propaganda e Marketing, (ESPM), 1982 a 1984. Mestre em Ciências da Comunicação em 1990, pela Escola de Comunicação e Artes, USP. Doutor em História da Fotografia, Fotoquímica, Óptica fotográfica e Fotografia Publicitária Digital, em 1993, pela UNIZH, Suíça. No ano de 1997 obteve Livre Docência na Universitá Degli Studi di Roma Tre. Professor convidado pela Miami Dade University, Flórida, 1995. Pesquisador e escritor, publicou o primeiro livro didático em língua portuguesa sobre fotografia digital, Editora Viena, São Paulo, maio 2011, já na quarta edição e presente nas principais universidades brasileiras portuguesas. Colabora com artigos, ensaios, pesquisas e títulos sobre fotoquímica, radioquímica, técnica fotográfica, tecnologia digital da imagem, semiótica e filosofia da imagem para publicações especializadas nacionais e internacionais. (Fonte: Agência Estado - 12/03/2019)

Deixe seu comentário

  • (não será mostrado)