A IDENTIDADE FOTOGRÁFICA

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Os fotógrafos se valem de diversas abordagens para significar as identidades de seus retratos. Foto: Sebastião Salgado

Em termos gerais, os retratos podem ser feitos no próprio ambiente dos sujeitos – onde eles são apresentados dentro do espaço e um contexto reais, que podem significar seus gostos, atividades ou circunstâncias – ou em um estúdio, onde os sujeitos podem estar acompanhados de adereços ou isolados contra um fundo neutro.

Além disso, os fotógrafos usam uma variedade de dispositivos para relaxar, animar, surpreender ou distrair o sujeito, em uma tentativa de obter dele uma aparência mais natural diante da câmera.

Normalmente, um retrato é construído com a participação consciente (e com a aceitação) do sujeito: mas muitos defendem que um retrato mais autêntico é aquele em que o sujeito é capturado de surpresa, evitando assim uma pose autoconsciente ou instintiva para a câmera e impedindo que ele manipule sua própria aparência com o fim de projetar uma imagem de si mesmo. Isso fica evidente em algumas abordagens para a fotografia de rua em que o fotógrafo não é percebido por seus sujeitos ou disfarça sua atividade.

Walker Evans, por exemplo, usava uma câmera escondida; Paul Strand e Helen Levitt usavam câmeras com lentes falsas que enganavam os sujeitos fotografados, fazendo que eles pensassem que estavam simplesmente vendo o fotógrafo em seu trabalho. Por outro lado, a descarada busca dos paparazzi pelos bastidores da vida das celebridades tem como objetivo pegá-las desprevenidas, para que possamos ver a pessoa real por trás da máscara.

Tudo isso, porém, pressupõe a ideia de que identidade é algo que pode ser ”encontrado”, revelado e representado – e, mais do que isso, algo que pode ser alcançado em uma única imagem.

Porém, como já foi sugerido em aula, se pensamos a identidade como um estado em constante evolução com faces diferentes em contextos diferentes, uma única fotografia dificilmente poderá transmitir tal complexidade.

Na melhor das hipóteses, o fotógrafo de retrato deve gerenciar o processo de forma a construir uma representação que conote uma ideia particular de identidade.  Aproveite para rever mais dicas nas suas apostilas, bibliografias e vídeos das aulas de fotografia dos cursos profissionalizante da Escola Focus.

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