A IMAGEM FOTOGRÁFICA COMO DOCUMENTO

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Charles Beaudelaire, fotografado por Nadar, Paris, 1863

Claudia Bucceroni*

Lena Vania Ribeiro Pinheiro**

Duas personagens que viveram na cidade de Paris, em meados do século XIX, podem representar estas duas visões divergentes: o mais famoso fotógrafo daquele momento, Félix Nadar e seu amigo e poeta, Charles Baudelaire.

Desenhista, escritor e aeronauta, Nadar abriu seu ateliê fotográfico em 1853, onde se tornou famoso pelos seus retratos de importantes figuras da sociedade francesa. Também estudava novas formas de uso da técnica, fotografando as catacumbas de Paris e, com um balão chamado “o Gigante”, criou as primeiras imagens aéreas. Também escrevia artigos e desenhava caricaturas para jornais, quase sempre exaltando as propriedades e possibilidades da fotografia.

Charles Baudelaire, famoso nos meios literários e culturais, é conhecido pela sua obra “Flores do Mal”. Além da poesia, escreveu críticas literárias e de exposições de arte para jornais. Sua opinião sobre a nova forma de representação imagética, por meio da câmera fotográfica, era a mais pessimista possível, nela vendo o fim das artes plásticas e a vitória da mediocridade.

Em sua crítica jornalística “O público moderno e a fotografia”, Baudelaire (1976, p, 617) afirma, de forma metafórica, mas contundente, que a “multidão idólatra, ávida pela verdade da precisão fotográfica, foi acolhida por um deus vingador” representado por Daguérre, seu messias. Consumidores da fotografia seriam como profanos adoradores do sol, numa atitude bem representada pela seguinte afirmativa: “A partir deste momento, a sociedade imunda avança, como um só Narciso, para contemplar a trivial imagem sobre o metal”.

Neste conflito intelectual, a relação entre Baudelaire e Nadar pode ser expressa como inimigos fraternais: frequentavam as mesmas rodas sociais, mas discordavam francamente sobre o sucesso da fotografia. No embate entre os dois artistas há, no entanto, um ponto de concordância baseado em outros usos da técnica fotográfica, além da arte. Apesar de seu pessimismo, Baudelaire (1976, p. 618) defende a fotografia porque “quando a memória dos viajantes é imprecisa, preenche os seus álbuns; enriquece a biblioteca dos naturalistas; exagera os animais microscópicos e ajuda a reconhecer as hipóteses dos astrônomos; preserva do esquecimento ruínas, livros, estampas e manuscritos que o tempo devora”. Por estas palavras, o propósito científico e documental é considerado de forma positiva pelo poeta. Se não havia um consenso acerca do uso artístico da fotografia, sua objetividade confere, de forma unânime, um papel determinante como documento desde o seu advento. Este papel não será questionado pelos detratores da fotografia.

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*Doutoranda em Ciência da Informação pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, IBICTUFRJ.

Sobre o autor

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