A imagem fotográfica como objeto da Sociologia da Arte

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Artigo de Silas de Paula e Kadma Marques

Introdução

A fotografia é um objeto que me interessou. Considerei, naturalmente, o fato desta ser a única prática com uma dimensão artística acessível a todos e de ser o único bem cultural universalmente consumido. Achei, assim, que, por meio desse desvio, conseguiria desenvolver uma teoria geral da estética. (…) . Parece que encontrei muita coisa nesta caixa de sapatos. (BOURDIEU & BOURDIEU, 2006, p. 31)

Durante mais de um século afirmamos que a fotografia era um tipo particular de imagem operando com a imobilização de um momento no tempo, retratando objetos, pessoas e lugares na forma como eles aparecem na visão da câmera. Uma definição simples, mas é bom lembrar que ela nasceu no ambiente positivista do século dezenove que se beneficiava de descobertas e inventos anteriores e da vontade de encontrar um meio que permitisse a reprodução mecânica da realidade visual. Hoje, os autores têm visões diferentes. Roland Barthes (1984) afirma de uma forma contundente que a câmera é um instrumento de evidência. Outras posturas sugerem que o desenvolvimento da linguagem fotográfica é um processo de substituição e imposição de convenções, uma história ideológica do domínio e abandono de determinadas formas de pensamento.

Se voltarmos o nosso olhar para o instantâneo fotográfico, para o álbum de família, é bom lembrar que a prática é, desde seu início, um processo fundamental de autoconhecimento e representação. Tais imagens tendiam a seguir uma convenção rígida que consolidava e perpetuava mitos e ideologias familiares dominantes, como estabilidade, felicidade, coesão etc. E aceitas, quase sempre, sem uma crítica mais apurada, pois sempre foram valorizadas pela evidência que elas proporcionam sobre nossas famílias e amigos. Na era analógica, a fotografia pessoal funcionava como um meio para a lembrança autobiográfica e terminava, quase sempre, em algum álbum ou caixa de sapatos. A função da fotografia como instrumento para a formação da identidade e como meio de comunicação era reconhecida, mas sempre percebida como algo secundário em relação a sua função primordial: a memória. (van DIJC, 2008)

Pierre Bourdieu (1990), em seu livro “Un art moyen” escrito em 1965, situa a prática da fotografia no âmbito mais amplo das práticas sociais de formação de identidade coletiva e descreve a construção de álbuns fotográficos como um “ritual de integração” que cumpre uma “função normalização” com a mesma clareza de uma lápide tumular. Ele argumenta que os instantâneos familiares podem ser tirados com qualquer tipo de câmera e o que os caracteriza é a sua função determinada pela rede de relacionamentos sociais e não sua qualidade pictorial. Utilizando uma perspectiva etnográfica Bourdieu compara essas imagens aos “churingas” e afirma que a qualidade primordial do nosso relacionamento com os instantâneos é a ligação primitiva com objetos de fetiche. Embora o título do livro aponte a fotografia como objeto de pesquisa, fica claro que não é sobre a sua materialidade que ele (e os quatro co-autores) se debruça, e sim sobre a prática social de “tirar fotos”.

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Fonte: http://www.fotografiacontemporanea.com.br/artigo.php?id=30

Sobre o autor

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