A PARCERIA ENTRE ARTE E FOTOGRAFIA

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O nudismo surrealista de André Kertész

Desde a invenção do novo meio de expressão, há uma parceria mutuamente inspiradora entre arte e fotografia.

Já no começo de 1850, artistas contratavam daguerreótipos como estudos para suas pinturas, enquanto os primeiros retratos fotográficos, naturezas-mortas e nus imitavam a composição das pinturas.

Muitos pintores se inspiraram na nova visão do mundo alcançada por meio da fotografia. Marcel Duchamp usou estudos fotográficos de Etienne-Jules Marey do movimento composição de sua pintura famosa Nu descendo a escada (1912), e as fotos de Muybridge de seres humanos e animais em movimento influenciaram inúmeros artistas, incluindo Francis Bacon, que usou estudos fotográficos de lutadores como matéria-prima para suas pinturas de encontros sexuais violentos.

Bacon também usou fotogramas como uma fonte: ele trabalhou um close-up de uma boca gritando extraída do filme O encouraçado Potemkin em sua série de pinturas de papas gritando.

Muitos fotógrafos famosos foram inicialmente treinados como pintores, incluindo Diane Arbus, Henri Cartier-Bresson e Wiliam Klein, e muitos outros artistas mais conhecidos por suas pinturas experimentaram amplamente a fotografia, por exemplo, David Hockney e Chuk Close. Picasso usou fotografias da moda como uma tela para desenhos maravilhosos.

Muitos movimentos artísticos se inspiraram em fotógrafos – em particular o surrealismo, que enfatizava o papel das justaposições inesperadas, efeitos casuais e o poder das imagens que vemos em nossos sonhos.

Fotógrafos que criaram imagens surrealistas incluem o húngaro André Kertész, cujas fotos de coincidências visuais faz um paralelo com as pinturas de René Magritte. A influência do surrealismo ainda prevalece na publicidade e fotografia de moda, onde o uso de justaposições surpreendentes pode ser muito eficaz.

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