AJUSTANDO O FLASH!

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Ilustração: a esquerda, sem flash – a direita, flash de preenchimento

À luz ambiente

O flash integrado a câmera atinge seu potencial quando utilizado como apoio à luz ambiente, em vez de ser ele mesmo a fonte principal de luz.

Isso já foi parcialmente abordado em nossas aulas, quando discutimos a redução do alcance dinâmico de determinadas cenas de alto-contraste de forma que a luz se ajustasse ao sensor.

Os assuntos iluminados por contraluz, por exemplo, podem ter as intensas sombras projetadas em direção à câmera iluminadas, para que se atinja uma luz bem equilibrada.

Isso é chamado de flash de preenchimento, pois você “preenche” as sombras ao introduzir outra fonte de luz à cena. Nessas condições, você precisará ajustar o flash no modo Manual ou Flash forçado (Forced Flash), já que os modos automáticos vão detectar um excesso de luz e dispensar o uso do flash.

Um toque leve costuma ser suficiente – o intuito é ajustar cuidadosamente o flash às condições de luz existente sem torná-las intensas demais. Uma proporção adequada de flash para luz do dia, por exemplo, é por volta de 1:3 ou 1:4.

Luz rebatida

Em espaços com iluminação reduzida, o flash é uma forma prática de elevar a luz ambiente. Por sua natureza, os ambientes internos dispõem de várias superfícies refletivas com as quais se pode trabalhar.

Ao direcionar seu flash para cima em direção ao teto, ou para o lado, em direção a uma parede próxima, você pode utilizar essas superfícies para rebatê-lo em direção ao assunto. O resultado é muito mais cativante do que a luz frontal normal, em razão do ângulo e do fato que a luz é difundida, suavizando ao longo do caminho. A luz precisa viajar uma distância maior antes de chegar ao assunto, sobretudo em ambientes amplos.

Portanto é preferível utilizar flashes profissionais de alta potência, da luz pode vir a projetar sombras sobre o assunto, e você não pode preenchê-las com o flash, uma vez que ele já está sendo utilizado para produzir a luz rebatida.

Uma solução prática é um cartão rebatedor- uma superfície refletiva que não precisa ser maior do que uma carta de baralho. Ele é instalado por trás da cabeça do flash, refletindo um pouco da luz paras a frente, enquanto a maior parte da potência é direcionada para luz rebatida.

Sincronização da segunda cortina

Por apresentar dois estágios, o obturador de cortina afeta a função do flash quando combinando a velocidade de obturação alta. Também há opções de velocidades menores: você pode “sincronizar” o flash com a primeira ou a segunda cortina, de modo que ele dispare no início ou no fim da exposição.

A sincronização com a primeira cortina (dianteira) é adequada para assuntos estáticos; se houver qualquer movimento, um assunto nítido capturado no início da exposição será obscurecido pelo borrão de movimento que se sobrepõe à captura inicial.

A solução é sincronizar o flash com a segunda cortina (traseira) – o final da exposição. Isso é o ideal com assuntos em movimento, já que o flash vai iluminar um instante nítido que se sobrepõe a qualquer borrão. Os borrões de movimento resultantes são expressivos e eficazes.

A sincronização da segunda cortina não se resume à comunicação do movimento; e também é um método bom para incluir planos de fundo distantes em uma cena escura, na qual o assunto principal esteja próximo da câmera.

Capturar o clima do lugar costuma ser essencial, além de evitar os fundos escuros e isolados tão comuns em fotos com flash fraco. É necessário um pouco de prática para aperfeiçoar essa técnica, mas os resultados geralmente são deslumbrantes.

Aproveite para rever mais dicas sobre uso do flash nas suas apostilas, bibliografias e vídeos das aulas de fotografia dos cursos profissionalizante da Escola Focus.

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