AJUSTE DO FLASH À LUZ AMBIENTE

em Equipamentos.

O flash integrado à câmera atinge seu potencial quando utilizado como apoio à luz ambiente, em vez de ser ele mesmo a fonte principal de luz.

Isso já foi parcialmente
abordado em nossas aulas, quando discutimos a redução do alcance dinâmico de
determinadas cenas de alto-contraste de forma que a luz se ajustasse ao sensor
.

Os assuntos iluminados por
contraluz, por exemplo, podem ter as intensas sombras projetadas em direção à
câmera iluminadas, para que se atinja uma luz bem equilibrada. Isso, é chamado
de flash de preenchimento, pois você “preenche” as sombras ao introduzir outra
fonte de luz à cena.

Nessas condições, você precisará
ajustar o flash no modo Manual ou Flash Forçado (Forced Flash), já que os modos
automáticos vão detectar um excesso de luz e dispensar o uso do flash. Um toque
leve costuma ser o suficiente o intuito é ajustar cuidadosamente o flash à
condições de luz existente sem torna-las intensas demais. Uma proporção
adequada de flash para a luz do dia, por exemplo, é por volta de 1:3 ou 1:4.

Luz rebatida     

Em espaços de iluminação reduzida,
o flash é uma forma prática de elevar a luz ambiente. Por sua natureza, os
ambientes internos dispõem de várias superfícies refletivas com as quais se
pode trabalhar.

Ao direcionar se flash para cima,
em direção ao teto, ou para o lado, em direção a uma parede próxima, você pode
utilizar essas superfícies para rebatê-lo em direção ao assunto. O resultado é
muito mais cativante do que a luz frontal normal, em razão do ângulo e do fato
de que a luz é difundida, suavizando ao longo do caminho. A luz então precisava
viajar uma distância maior antes de chegar ao assunto, sobretudo em ambientes
amplos.

Portanto, é preferível utilizar
flashes profissionais de alta potência, normalmente com o máximo da capacidade.
Outra questão é que ângulo da luz pode vir a projetar sombras sobre o assunto,
e você não pode preenchê-las com o flash, uma vez que ele já está sendo
utilizado para produzir a luz rebatida. Uma solução prática é um cartão
rebatedor – uma superfície refletiva que não precisa ser maior do que uma carta
de baralho. Ele é instalado por trás da cabeça do flash, refletindo um pouco da
luz para frente, enquanto a maior parte da potência é direcionada para a luz
rebatida.

Sincronização da segunda cortina  

Como vimos na página 92, por apresentar dois estágios, o obturador de cortina afeta a função do flash quando combinado a velocidades de obturação altas. Também há opções para velocidades menores: você pode “sincronizar” o flash com a primeira ou a segunda cortina, de modo que ele dispare no início ou no fim da exposição.

A sincronização com a primeira cortina (dianteira) é adequada para assuntos estáticos; se houver qualquer movimento, um assunto nítido capturado no início da exposição será obscurecido pelo borrão de movimento que se sobrepõe à captura inicial. A solução é sincronizar o flash com a segunda cortina (traseira) – o final da exposição. Isso é o ideal com assuntos em movimento, já que o flash vai iluminar um instante nítido que se sobrepõe a qualquer borrão. Os borrões de movimento resultantes são expressivos e eficazes.

A sincronização da segunda
cortina não resume à comunicação do movimento; também é um método bom para
incluir planos de fundo distantes em uma cena escura, na qual o assunto principal
esteja próximo da câmera. Capturar o clima do lugar costuma ser essencial, além
de evitar os fundos escuros e isolados tão comuns em fotos com flash fraco. É
necessário um pouco de prática para aperfeiçoar essa técnica, mas os resultados
geralmente são deslumbrantes.

Aproveite para rever mais dicas sobre fotografia com flash nas suas apostilas, bibliografias e vídeos das aulas de fotografia dos cursos profissionalizante da Escola Focus.

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