Maureen Bisilliat : Com ela, a arte fotográfica desponta como movimento e estética

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Foto: Maureen Bisilliat (reprodução)

Nascida em Surrey, na Inglaterra, em 1931, Maureen Bisilliat veio para o Brasil na década de 1950, quando iniciou sua trajetória no fotojornalismo. Expoente da revista “Realidade”, importante publicação do novo jornalismo brasileiro, a artista foi redescoberta na última década e, com a ajuda do Instituto Moreira Salles, que incorporou a seu acervo mais de 15 mil trabalhos de Maurren, ela ganhou a cena contemporânea. Em suas obras em P&B, paira a presença da gravura de Goeldi, e nas imagens coloridas, saltam aos olhos dramas quase cinematográficos. Reverenciada por suas narrativas milimetricamente construídas, a fotógrafa assina uma exposição individual na terceira edição do Foto em Pauta – Festival de Fotografia de Tiradentes, que encerra hoje.

Ao aliar nomes de destaque na história da fotografia nacional, como o paraense Luiz Braga e o carioca Claudio Edinger, a novos artistas da contemporaneidade, como os mineiros Pedro David e João Castilho, o festival confirma a boa fase vivida pela expressão, que conjuga analógico e digital no que os especialistas chamam de “mundo imagético”. Segundo a crítica e pesquisadora pernambucana Georgia Quintas, a fotografia permite, hoje, apreender a contemporaneidade sem relacioná-la com um recorte temporal.”Por mais que a Maureen tenha 82 anos, o trabalho dela é de uma instância que ultrapassa o próprio tempo”, completa Georgia.

 Em sua primeira mostra individual, o mineiro radicado em São Paulo Gustavo Lacerda apresenta, ao lado de Maureen, um recorte do projeto “Albinos”, que já recebeu o Prêmio Porto Seguro de Fotografia e integra a coleção Pirelli/MASP. Famoso pela grande circulação na internet, o trabalho se assemelha às pinturas impressionistas, colocando em cena o albinismo envolto em belezas plácidas. “Sempre tive interesse nos albinos. A ideia do trabalho é colocá-los em destaque de forma positiva. Não é inteiramente documental, porque eu crio a cena que quero retratar. Para eles toca numa questão de auto-estima, e isso reflete no resultado”, explica Lacerda, que foi ao Maranhão registrar uma comunidade com alto índice do distúrbio congênito.

Representante de uma nova geração de fotógrafos, que transita na faixa dos 20 e 30 anos de idade, Lacerda reserva para esse ano uma grande exposição contendo os 40 retratos que compõem a série, além de um livro com todo o material. “Meu trabalho é artístico e antropológico, focado em questões humanistas”, defende. Para ele, a referência com a pintura dialoga com o tom de pele de seus personagens. “Sem dúvida, a fotografia já tem um papel na arte, mas ainda é pouco valorizada”, acredita Eugênio Sávio, professor e diretor geral do Foto em Pauta, comentando que na última década a expressão foi a que mais aumentou seu valor no mercado. “Essa barreira já se quebrou”, reforça Lacerda.

Mas se já é fato que a fotografia nunca teve tanto valor quanto hoje, ainda é pouco conhecido o vasto caminho dessas imagens que compõem o presente. São as coleções particulares e institucionais, aliadas às bienais de arte e às grandes coletivas, que definem uma possível lista de contemporâneos. Entre esses, Miguel Rio Branco se destaca tanto nacional quanto internacionalmente, trabalhando em suas imagens viscerais, de cores quentes e homens brutos, postados, sempre, às margens. Para o crítico Wilson Coutinho, nas fotos de Miguel há uma diferença que situa dois campos distintos. “O objeto é o social. O investimento são as marcas da economia negativa: o desperdício, o resto. As fotos trabalham sobre os limites da positividade econômica, porque ela é o outro das imagens propostas.”

Influenciado por Rio Branco e também por Mario Cravo Neto, autores das obras mais caras do país, o maranhense Márcio Vasconcelos, em sua exposição no festival, aponta para o que Georgia Quintas considera ser o “amadurecimento das narrativas”, processo que, segundo ela, pode demarcar o contemporâneo na fotografia. Para realizar sua série “Na trilha do cangaço – O chão que Lampião pisou”, Vasconcelos percorreu sete estados brasileiros, traçando uma rota que possivelmente o Rei do Cangaço também explorou. Nas imagens de cores fortes alinhadas a um drama que constitui a história de Lampião, o artista reconta o lado sensível de uma saga bastante conhecida. “Caminhando pelo sertão, percebi que o cenário praticamente é o mesmo daquela época. Ainda assim, a estética contemporânea surgiu naturalmente”, comenta, certo de que o olhar para a história poderia se revelar em menor vigor.

“A fotografia, de fato, não se mantém distante de seu tempo”, comenta Georgia, para logo advertir que “a história é muito dinâmica”, o que evidencia a compreensão de muitos tempos dentro de um mesmo entendimento do que seja o contemporâneo. Partindo do cinema para a fotografia, Gui Mohallem, mineiro que também transita entre o antropológico para conduzir suas narrativas, acredita que é “na pluralidade de vozes que se enriquece a discussão”.

Fonte: http://bit.ly/14Oj6c1

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