BLADE RUNNER 2049: CINEMA, TECNOLOGIA E FOTOGRAFIA

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O filme de ficção científica traz reflexões éticas sobre tecnologia, ciência em um filme com visual estonteante. E a fotografia é quase um personagem da história

Leo Saldanha/Fhox/News

São poucos os casos de produções do cinema que superam a obra original. O Poderoso-Chefão 2, Império Contra-Ataca e Exterminador do Futuro 2 são alguns exemplos.

Difícil dizer se esse é o caso de Blade Runner 2049, mas é certo se tratar de uma obra à altura do original. Para quem curte cinema é uma aventura visualmente espetacular. Confesso que faz muito tempo que não via nada parecido com esse filme.

Em termos visuais, talvez o último Mad Max tenha o visual impactante em comum. A diferença é que Blade Runner oferece outras questões mais abrangentes com um roteiro complexo e sofisticado. O que isso tem a ver com fotografia? Tem a ver com bagagem cultural e inspiração estética. Mas primeiro, se você não viu o filme e pensa em ver melhor nem ler esse post. Decidi abordar três pontos que me chamaram a atenção: cinema, tecnologia e fotografia.

Cinema – o filme faz um elo direto com a história original. Contudo, apresenta um universo novo e expandido a partir do Blade Runner original. Passados 30 anos o mundo segue tão sombrio quanto antes. Vivemos em uma era que deposita todas as esperanças nos avanços da tecnologia. As pessoas dependem completamente dos recursos tecnológicos para viver. E os robôs e a inteligência artificial estão ainda mais sofisticados.

Curioso é que conquistamos 9 mundos e não melhoramos como humanos. Enquanto a tecnologia melhorou os robôs…grande ironia do filme. A criatividade do roteiro em contar uma história que mostra os robôs mais humanos do que os homens. O diretor Denis Villeneuve contou essa história com respeito ao legado visual do Blade Runner, com a violência do primeiro filme e com a mesma visão de um futuro sem futuro. O diretor mostra que criamos obras primas quando combinamos elementos com apreço ao detalhe. Visual, trilha, efeitos e história. Sem esquecer da boa atuação dos atores. Villeneuve comprova que é um dos grandes contadores de história do cinema atual.

Tecnologia está cada vez mais claro que a inteligência artificial está vindo com força. Um futuro que já vislumbramos agora. Você pode conversar com a sua GoPro e pedir para ela gravar. Você pode conversar com o drone. E os equipamentos estão usando o aprendizado de máquina para aprender a ajustar as câmeras e retocar imagens e escolher as fotos. Tudo automaticamente.

No primeiro Blade Runner a antológica cena de Deckard conversando com o computador para encontrar as pistas na fotografia já era visionária (em 1982 o digital dava seus primeiros passos). Em Blade Runner 2049 os drones estão conectados aos veículos e fazem toda a varredura com vídeo e fotografia. Bem, isso já temos (quase) disponível em sua totalidade. O policial “Joe” controla a câmera do drone com a voz nos mínimos detalhes. Enquanto isso a Adobe investe para um futuro em que conversamos com o Photoshop…

Não só a Adobe, mas também GoPro, Apple, Google e outras gigantes de tecnologia investem cada vez mais na casa inteligente e em smartphones e dispositivos que respondem aos comandos de voz. A melhor parte é a evolução pós-androides. Em Blade Runner 2049, o policial namora um holograma com inteligência artificial. Graças a um dispositivo que carrega no bolso (seu smartphone está aí no seu bolso ou você está lendo esse post no aparelho?).

Aqui é mais clara inspiração no momento em que vivemos. Estamos vivendo grudados nos dispositivos e nas redes sociais. Cada vez mais a realidade aumentada avança e os hologramas são só o próximo passo disso. Inteligência artificial, hologramas e drones inteligentes. No filme toda a tecnologia não consegue salvar o mundo da destruição ambiental. Todavia você pode namorar um robô… 

Fotografia Blade Runner 2049 (e o original) deveria obrigatório para fotógrafos e videomakers. A direção de fotografia é do genial Roger Deakins. O mesmo diretor de cinematografia de filmes como 007 Skyfall e Fargo. Deakins supera o magnífico visual do primeiro filme (com direção de fotografia do lendário Jordan Cronenweth). O neon, a cidade sombria dominada por gases, neblina e prédios monumentais. Todas valiosas referências estão lá. As publicidades gigantescas e holográficas. O enorme display da Atari e de outras marcas que nem existem mais (Pan Am?!).

Deakins representou visualmente o filme com um domínio de imagens surpreendente. Cada quadro parece mostrar “olha, esse aqui é mundo do Blade Runner lembra, só que eu caprichei mais”. E isso acompanhado de uma trilha sonora digna do original de Vangelis.

A nova trilha de Hans Zimmer de Blade Runner 2049 é outro item que faz simbiose com a fotografia e cada frame do filme. Se bem que se fosse o álbum Kid A ou Ok Computer do Radiohead funcionaria muito bem também.

Um futuro sem memórias – A parte curiosa é que a parte do filme fala de um blackout que ocorreu depois da história do primeiro filme. Adivinha o que aconteceu? Todas as imagens, vídeos e todo conteúdo em HDs e na nuvem desapareceram. Bilhões de pessoas sem fotos, vídeos, sem nada. Só as fotos impressas e documentos impressos sobreviveram. Esse é um dos pontos importantes da história.

A importância das nossas memórias e a identificação delas para justificar nossa existência. Quem somos nós sem uma trajetória histórica. Esse é um tema fascinante que o filme aborda de forma magistral e que é parte crucial da obra.

Fonte: https://goo.gl/CcTLQj

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