Bob “cuca fresca” Wolfenson

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Dono de uma marca de sucesso e de uma carreira consolidada, Bob está tranquilo em relação às mudanças na profissão. Foto: Marcelo Célio

É difícil um fotógrafo consolidar uma grife ou ser uma unanimidade no mercado. Manter o sucesso, atuando em diferentes áreas, reconhecido como um dos melhores do Brasil e da sua geração é mais difícil ainda. Porém, isso não fez de Bob Wolfenson alguém arrogante, pelo contrário. Extremamente generoso na troca de informações sobre sua carreira, Bob fala com paciência dos desafios da profissão. Não se acha melhor ou pior que ninguém e parece muito seguro do seu papel na fotografia brasileira. Também parece bem à vontade no âmbito familiar, casado há mais de 30 anos, pai de três mulheres, que devem tê-lo ajudado a encontrar uma forma especial de registrar a alma feminina, uma de suas especialidades, que o digam Maitê Proença, Vera Fischer e Sonia Braga, para citar alguns ensaios antológicos que fez para Playboy. Bob falou um pouco de tudo que se refere à fotografia. Ao sair da agradável sala que ocupa no seu estúdio, e se deparar com o famoso retrato de Caetano Veloso com a sobrancelha esquerda saltada, emoldurado na parede, difícil não pensar num verso do próprio Caetano para definir Bob: “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é!”.

Quantos anos de carreira? 

Bob – Depende do que você considera carreira. Comecei a trabalhar com fotografia em 1970. Entrei num estúdio quando eu tinha 15 anos, como estagiário, office-boy. Então, tenho 43 anos. Se for considerar da minha primeira publicação, acho que dá uns 40. Os primeiros anos de fotógrafo foram mais um acidente. Perdi meu pai e tive de trabalhar num estúdio de fotografia. Eu não gostava, era um emprego. Em paralelo eu estudava, no colegial, depois, na faculdade de Ciências Sociais, na USP.

Completou?

Bob – Não. Fiz quatro anos. A questão é que eu tinha essa formação em sociologia. E comecei a ficar muito dividido, porque tinha um emprego, um ofício. Comecei a aprender fotografia, a ter algum tipo de demanda… E aí falei: não vou estudar mais, vou ser fotógrafo e me dedicar. Esse período entre 16 e 28 anos foi muito difícil para mim, eu tinha uma vida muito errante nos dois sentidos da palavra, de errar muito e de não saber muito o que fazer, ficar pra lá e pra cá. Até que um dia tive uma luz: vou embora do Brasil porque preciso aprender. Isso já tendo 12 anos de carreira.

 Você iniciou com o Chico Albuquerque, no Estúdio Abril, não é? 

Bob – O Chico foi meu chefe, trabalhei com ele alguns anos. Um dia me visitou depois que eu já era conhecido e disse: “Rapaz, você, que só fazia bagunça no dia de trabalho!”. Ninguém dava nada pra mim e no fim acabei sendo o que foi para frente. Entre aspas, claro, mas que tive alguma ressonância. Aí fiquei esse tempo todo como se fosse para dar formato à minha vida. Porque me comprometi muito com essa viagem, vendi tudo o que tinha.

 Você estava solteiro ainda? 

Bob – Não, já namorava a Marisa, que é minha mulher. Ela mesma disse: “Vai, vai viajar, vai ser bom para você”. Tinha uma prima que morava em Nova York que me recebeu no primeiro mês e depois tive de me virar com o dinheiro que levei. Sabia que com o que tinha dava para me sustentar por nove meses sem ter de trabalhar em nada que não fosse fotografia. Comecei a batalhar e esse compromisso, essa obstinação que eu tinha, mais a sorte, juntou tudo. Aí consegui trabalhar com um dos maiores fotógrafos americanos nessa área de moda que atuo.

Com quem foi? 

Bob – Com Bill King. Ele morreu uns três anos depois. Bom, esse foi um marco divisório na minha vida. Voltei com outra cabeça. Obviamente o fato de ter ido também me ajudou aqui. Hoje em dia você vai para um lado e para o outro com uma facilidade enorme e isso não vai fazer muita diferença no seu trabalho, mas na época fez. Até em termos de marketing pessoal.

O mundo não era global? 

Bob – Exatamente. E isso contava. Voltei para o Brasil e comecei a trabalhar bastante. De 1985 até hoje são quase 30 anos, teve tempos em que eu estava no topo e tempos em que não estava. Nos anos 2000 teve outra alteração na minha vida que foram esses trabalhos pessoais grandes, grandes exposições. Uma ruptura com ser só um fotógrafo de moda. E esses trabalhos todos [autorais] de certa forma são uma antítese do que faço. São o trabalho de um cidadão e não de alguém que está a serviço do mercado ou de uma marca. Me colocaram numa outra esfera. Hoje me sinto completamente em transe. Eu não seria esse fotógrafo que faz trabalhos pessoais se não fosse esse que faz moda, o que faz nus, retratos e que faz publicidade. Porque preciso de todos esses segmentos para ser o que sou. Obviamente, quando você ganha bem pode se financiar e ter liberdade maior para decidir o que vai fazer.

Fonte: http://bit.ly/11Y8WVy

Bob Wolferson e Enio Leite eram colegas de turma, no Colégio Equipe, SP

 Focus Escola de fotografia –  http://www.focusfoto.com.br

Sobre o autor

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