Caçando trovoadas em uma noite de verão

em Artigos e Entrevistas, Dicas & Tutoriais, dicas de fotografia, Notícias.

caçador de trovoadas, noite de verão, Lamy, México, emanações de luz, Thomas Ascraft, the new york times, Colorado, Planícies Altas, trovoadas repentinas, câmeras, telescópio, sprites, água-vivas, cenouras, anjos, brócolis, mandrágoras, astronomia, zoologia, professor, engenharia elétrica, computação, Universidade de Duke,  fotografe melhor, curso de fotografia são Paulo, Melhores Escolas de fotografia sp, fotografia curso sp, aulas de fotografia sp, aulas de fotografia online, curso fotografia,  enio leite,    melhor cursos online de fotografia , melhor curso de fotografia sp, focus fotografia, escola focus,  focus escola de fotografia,  cursos de fotografia sp, focus, melhores escolas de fotografia sp, cursos de fotografia zona leste, curso  fotografia sp, cursos de photoshop, curso fotografia de casamentos, curso de fotografia em Santos, cursos de fotografia zona sul sp, notícias sobre fotografia, focus foto, curso técnico de fotografia sp, melhore escola de fotografia sp, escola de fotografia profissional sp,  curso de fotografia profissional, fotografia focus São Paulo, melhores cursos de fotografia sp,  aulas de fotografia profissional, aulas cursos online de fotografia, aulas vips de fotografia, melhores escolas de fotografia no Brasil, melhores cursos de fotografia no Brasil,    aulas de fotografia profissional, aulas cursos online de fotografia, aulas vips de fotografia,  melhores escolas de fotografia no Brasil, melhores cursos de fotografia no Brasil,     Curso de fotografia, curso de fotografia sp, curso foto,  cursos de fotografia sp, Fotografia, escolas de fotografias sp, curso de fotografia sp, notícias sobre fotografia, curso fotografias, melhores curso de fotografia sp, melhores cursos de fotografias Brasil, melhores cursos de fotografia SP,  aulas de fotografia, escola de fotografia sp, melhor escola de fotografia, curso de fotografia, curso fotografia, melhor escola de fotografia no Brasil, melhor curso de fotografia no Brasil, enio leite, escola focus, cursos profissionalizantes de fotografia sp, curso profissionalizante de fotografia sp,

Thomas Ashcraft se apronta para mais uma sessão noturna de fotos

Em Lamy, no México, Thomas Ashcraft registra imagens de emanações de luz no alto das nuvens

Sandra Blakeslee/The New York Times

Toda noite de verão em Lamy, no México, às 19h, Thomas Ashcraft verifica um boletim meteorológico personalizado. Essa é a estação das monções, e ele recebe dicas de um meteorologista do Colorado a respeito de onde procurar as trovoadas repentinas que surgem a oeste das Planícies Altas dos EUA. Munido de câmeras sensíveis e telescópios a rádio, Ashcraft é um caçador de sprites — emanações de luz majestosas que piscam por alguns instantes no alto de nuvens de trovoada, na forma de águas-vivas, cenouras, anjos, brócolis ou mandrágoras de luz vermelha com tentáculos azuis brilhantes (os maníacos por eventos climáticos chamam as mais finas e alongadas de “sprites diet”).

Nenhum se parece com o outro. E eles são enormes — com dezenas de quilômetros de largura e quase 50 quilômetros de altura. Entretanto, como aparecem e desaparecem em um milésimo de segundo, a olho nu temos a impressão de que não passam de um flash rápido de luz. É preciso usar uma câmera de alta velocidade para capturar os detalhes do evento. Dependendo de suas habilidades e sorte, além da presença de trovoadas na região, Ashcraft consegue registrar a imagem de apenas um ou dois sprites ou de mais de 300 na mesma noite.

Entre junho e agosto deste ano, conseguiu registrar imagens de sprites em 29 ocasiões. Parte de um número crescente de cidadãos que contribuem com o progresso da ciência em todas as áreas — da astronomia à zoologia —, ele envia suas melhores imagens a Steven A. Cummer, professor de engenharia elétrica e da computação na Universidade Duke, além de líder de um projeto conhecido como PHOCAL, sigla em inglês para Origens Físicas do Acoplamento Para a Atmosfera Superior por meio de Raios.

— Aceitamos de bom grado as imagens registradas por qualquer pessoa, seja em nossas câmeras, ou na de cientistas cidadãos como Thomas Ashcraft — afirmou Cummer. Um dos objetivos é capturar imagens de sprites de diversas localidades, para poder triangular sua posição relativa ao raio que deu origem ao evento. Sprites são “simplesmente uma coisa interessante e inesperada que a natureza faz”, afirmou Cummer.

— Eles são espetaculares e um pouco intrigantes —. Mas como, se é que eles afetam a física e a química da atmosfera, ainda é uma pergunta sem resposta. Os raios comuns geram um circuito elétrico contínuo, à medida que os raios levam carga das nuvens ao chão ou, com incrível frequência, do chão às nuvens. Será que os sprites e outros eventos de tipo possuem cargas similares e geram circuitos similares do alto das trovoadas até a ionosfera? Será que esses eventos geram transformações químicas na parte mais alta da atmosfera, afetando a camada de ozônio? Os sprites só foram documentados pela primeira vez em 1989, quando um cientista de Minnesota registrou um em vídeo por acidente. Na época, ninguém sabia o que fazer com aquilo.

— Era como se a biologia descobrisse um novo órgão — afirmou Walter Lyons, ex-presidente da Sociedade Americana de Meteorologia. Seu site, WeatherVideoHD.tv, registra sprites e outros eventos meteorológicos incomuns em uma área alta em Fort Collins, no Colorado. Os sprites já foram chamados de raios a jato, raios invertidos, raios estratosféricos, e até mesmo de raios espaciais, afirmou. Para não dar a entender que alguém entendesse os mecanismos físicos por trás deles, esses estranhos raios receberam o nome pomposo de sprites, inspirados no nome original das personagens fantasmagóricas da peça “A Trovoada”, de William Shakespeare.

Os sprites se formam na mesosfera, uma parte pouco estudada da atmosfera, localizada entre 50 e 85 quilômetros de altitude, alta demais para os aviões, mas baixa demais para os satélites.

— Sabíamos que eles estavam ligadas a trovoadas barulhentas — e aos raios, e nada mais, afirmou Lyons. Será que eles poderiam apresentar um perigo às espaçonaves? Ou então aos astronautas? Esses eventos eram capazes de afetar o clima na Terra? Desde sua descoberta, algumas questões básicas já foram respondidas. Nem todas as trovoadas geram sprites, mas as que o fazem contam com um tipo de raio positivamente carregado — que, por razões ainda desconhecidas, costuma ser mais potentes que os raios negativamente carregados.

Quando os raios positivos liberam grandes descargas elétricas no solo, o campo elétrico na fina camada mais alta da atmosfera aumenta rapidamente, e em milésimos de segundos se rompe, formando um enorme estalo — um sprite — a mais de 60 quilômetros de altitude. Após o sprite, enormes bolas de ionização conhecidas em inglês como “streamers” descem e sobem a 10 por cento da velocidade da luz, agitando as moléculas de nitrogênio que ficam azuladas ou avermelhadas, dependendo da pressão nas diferentes altitudes.

Ao longo de anos de observação, os pesquisadores revelaram uma série de objetos misteriosos ligados aos sprites: — Regiões luminosas, chamadas de “elfos”, que se espalham por centenas de quilômetros na base da ionosfera, algumas a quase 90 quilômetros da superfície terrestre. — Auréolas fracas logo acima dos sprites. — Jatos vermelhos conhecidos como “trolls” no alto das nuvens. — Pequenas lanças de luz branca conhecidas como “gnomos”, e pequenos pontos de luz conhecidos como “pixies”.

— Luzes conhecidas como “jatos azuis”, disparadas a distâncias que vão de 40 a 50 quilômetros no alto das nuvens. — E o mais assustador de todos, raios de luz gigantescos disparados para o alto que se transformam em “chamas” azuis, antes de ficarem vermelhas ao atingirem o limite do espaço sideral.

Para descobrir o que esses eventos fantasmagóricos estão fazendo nas regiões mais altas da atmosfera talvez seja preciso obter mais imagens bem definidas dos sprites, e é por essa razão que Ashcraft, um artista de 63 anos, sai a caça das trovoadas no verão. Ele trabalha em uma choupana de madeira que abriga uma invejável estação científica. Seis câmeras foram presas ao teto, algumas das quais foram modificadas para capturar a luz das parcelas infravermelhas ou quase infravermelhas do espectro, onde os sprites são mais visíveis. Atrás da choupana, ele instalou seis matrizes de radiotelescópio ao longo juníperos e outras árvores para observar não apenas os sprites, mas ondas gravitacionais, Júpiter, o sol, poeira cósmica e meteoros. Sua localização é ideal: seca e limpa, com uma visão perfeita do céu sobre as Grandes Planícies.

Graças ao fato de estar a 2.100 metros de altitude e à atmosfera extremamente limpa do local, suas câmeras são capazes de captar mais de 950 quilômetros em todas as direções dos céus do Wyoming, Kansas, Nebraska, Oklahoma, Arizona, Utah, norte do México e, naturalmente, todo o Novo México e o Colorado. Quando Ashcraft recebe a previsão de uma trovoada, confere imagens de radar no site Weather Underground para encontrar as mais fortes, sobe até o telhado com uma escada de alumínio e confere a bússola de seu smartphone para apontar as câmeras em direção à trovoada.

— Tenho a mania de tentar acertar a altitude — afirmou. Se a trovoada é próxima, ele aponta as câmeras para o alto. Se ela é distante, ele as aponta mais para baixo. Ele grava imagens a cada dois a quatro segundos, dependendo da luz, com um total de 60 imagens por segundo. Depois de uma hora, sobe novamente, retira os cartões de memória das câmeras e coloca tudo no computador. A partir de então, é tudo uma questão de sorte. Ele observa cada uma das imagens. Nada, nada, nada. Centenas de imagens passam por ele. Mas então, pode ser que um sprite apareça. Se as câmeras estiverem bem alinhadas com a trovoada, ele consegue registrar uma série de sprites dançando em frente às câmeras, enquanto seus receptores de rádio de baixa frequência emitem os estalos e zunidos típicos dos raios.

Sua maior surpresa ocorreu há dois anos, quando conseguiu filmar as ondas gravitacionais — ondulações esféricas brilhantes, geradas pelas trovoadas e que viajam através da mesosfera até a ionosfera. Mas seus olhos brilham de alegria quando ele fala dos sprites. — Eu sou maluco pelos sprites. Eles deixam a gente de queixo caído —afirmou.

Fonte: http://goo.gl/rt6YIe

Sobre o autor

ATENÇÃO: OS TEXTOS, MATÉRIAS TÉCNICAS, APRESENTADAS NESSE BLOG SÃO PESQUISADAS, SELECIONADAS E PRODUZIDAS PELOS ALUNOS, PROFESSORES E COLABORADORES DA FOCUS PARA USO MERAMENTE DIDÁTICO E COMPLEMENTAR ÁS AULAS DE FOTOGRAFIA NAS MODALIDADES DE CURSOS PRESENCIAIS OU A DISTÂNCIA EAD, MANTIDOS PELA FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA, SEM QUALQUER OUTRO TIPO DE PROPÓSITO, RELEVÂNCIA OU CONOTAÇÃO. PARA MAIORES INFORMAÇÕES CONSULTE https://focusfoto.com.br A Focus é a única escola de fotografia no Brasil, que oferece ao aluno o direito de obter seu REGISTRO LEGALIZADO DE FOTÓGRAFO PROFISSIONAL, emitido pelo Ministério do Trabalho, por meio de cursos com carga horária total de 350 horas, incluindo períodos de estágio, preparo e defesa de TCC OS CURSOS DA FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA SÃO RECONHECIDOS PELA LEI N. 9.394, ARTIGO 44, INCISO 1 (LEI DE EDUCAÇÃO) O REGISTRO DE FOTÓGRAFO PROFISSIONAL é unificado, sendo o mesmo obtido pelas melhores Universidades Públicas do Estado de São Paulo. E você poderá obtê-lo EM QUALQUER MODALIDADE DE CURSOS DA FOCUS, presenciais ou a distância EAD em menos de 6 meses de curso. O aluno obterá seu REGISTRO DE FOTÓGRAFO PROFISSIONAL diretamente nas agências regionais do Ministério do Trabalho e Emprego. Este registro é fundamental para o exercício legal da profissão, constituição de seu próprio negócio, ingressos em concursos públicos e processos admissionários em empresas de fotografia, públicas ou particulares, bancos de imagens, agências de notícias, jornalismo e consularização de seu registro de fotógrafo, caso queira trabalhar em outros países ou Ongs. Internacionais, como "FOTÓGRAFOS SEM FRONTEIRAS" entre outras modalidades. SEJA FOTÓGRAFO DEVIDAMENTE REGULAMENTADO. QUALIDADE E EXCELÊNCIA EM EDUCAÇÃO FOTOGRÁFICA É NOSSO DIFERENCIAL HÁ MAIS DE QUATRO DÉCADAS. Os alunos recém-formados pela Focus competem em nível de igualdade com fotógrafos profissionais que estão no mercado há mais de 30 anos. Na FOCUS, o aluno entra no mercado de trabalho pela porta da frente! Os alunos, após formados, são encaminhados para o mercado de trabalho. Cursos 100% práticos, apostilados e com plantão de dúvidas. Faça bem feito, faça Focus! Há mais de 44 anos formando novos profissionais. AUTOR DO PROJETO e MEDIADOR DESSE BLOG: Prof. Dr. Enio Leite Alves, Professor Titular aposentado da Universidade de São Paulo, nascido em São Paulo, SP, 1953. PROF. DR. ENIO LEITE: Área de atuação: Fotografia educacional, fotografia autoral, fotojornalismo, moda, propaganda e publicidade. Pesquisador iconográfico. Sociólogo, jornalista, físico, fotoquímico, inventor e docente universitário. Fotografo de imprensa desde 1967, prestando serviços para os Diários Associados e professor do Sesc e do Curso de Artes Fotográficas Senac Dr. Vila Nova, São Paulo. Fotografo do Jornal da Tarde em 1972 -1973. Em 1975, funda a FOCUS – ESCOLA DE FOTOGRAFIA, primeira instituição de ensino técnico e tecnológico da AMÉRICA LATINA. No mesmo ano, suas fotos são premiadas na 13ª Bienal Internacional de São Paulo, quando a fotografia passa a reconhecida pela primeira vez como obra de valor artístico. Enio Leite, fundador do MOVIMENTO PHOTOUSP no início dos anos 70, com Raul Garcez e Sergio Burgi, entre outros, no centro acadêmico da Escola Politécnica, na Cidade Universitária, São Paulo-SP. Professor de fotografia publicitária da Escola Superior de Propaganda e Marketing, (ESPM), 1982 a 1984. Mestre em Ciências da Comunicação em 1990, pela Escola de Comunicação e Artes, USP. Doutor em História da Fotografia, Fotoquímica, Óptica fotográfica e Fotografia Publicitária Digital, em 1993, pela UNIZH, Suíça. No ano de 1997 obteve Livre Docência na Universitá Degli Studi di Roma Tre. Professor convidado pela Miami Dade University, Flórida, 1995. Pesquisador e escritor, publicou o primeiro livro didático em língua portuguesa sobre fotografia digital, Editora Viena, São Paulo, maio 2011, já na quarta edição e presente nas principais universidades brasileiras portuguesas. Colabora com artigos, ensaios, pesquisas e títulos sobre fotoquímica, radioquímica, técnica fotográfica, tecnologia digital da imagem, semiótica e filosofia da imagem para publicações especializadas nacionais e internacionais. (Fonte: Agência Estado - 12/03/2019)

Deixe seu comentário

  • (não será mostrado)