CIDADES CALEIDOSCÓPICAS

em Artigos e Entrevistas, Dicas & Tutoriais.

Cidades caleidoscópicas, invenção, Photoshop, relação, fotografia, arquitetura, contaminações contemporâneas, portadora de representações, valores morais, escolas fotografia, amazon, Focus escola de fotografia, aulas de fotografia, cursos de fotografia sp, escolas de fotografia EAD, escola focus, cursos de fotografia presencial SP, Enio Leite, curso de fotografia online, aula de fotografia, fotografia profissional, agencia de fotografia SP, fotografia notícias

“Infinicity”, 2018, de Nicolas Grospierre

30 anos depois da invenção do Photoshop inventaria-se a relação da fotografia com a arquitetura e as suas mútuas contaminações contemporâneas

Celso Mrtins/Expresso/Lisboa

Portadora de representações, de valores morais e estéticos e formas de poder, a arquitetura é tanto para habitar como para ver.

Não espanta, pois, que haja um longo e variado namoro entre ela e os meios de produção de imagem, nomeadamente a fotografia, e uma relação de mútua contaminação. Se o carácter estrutural da arquitetura moderna ajudou a organizar o olhar fotográfico, a fotografia foi sempre moldando as mitologias arquitetônicas e encenando as suas ficções.

30 anos depois da invenção do Photoshop, as possibilidades digitais associadas à imagem transformaram-se num poderoso meio de produção e promoção da arquitetura, mas são também utilizadas pelos artistas em processos críticos e na construção de novas narrativas sobre a cidade e o mundo ao mesmo tempo que estabelecem relações com outras zonas da arte contemporânea e geram territórios de configuração híbrida com elas.

Comissariada por Pedro Gadanho e Sérgio Fazenda Rodrigues, “Ficção e Fabricação — Fotografia de Arquitetura após a Revolução Digital” dá-nos conta de uma aventura em grande parte detonada pela tecnologia que, a partir da representação arquitetônica, tende a questionar fronteiras disciplinares e o modo de olhar os seus temas.

Quer os artistas que a exposição inclui quer os critérios da sua organização refletem essa vocação. Uma secção como ‘Campo expandido’ transfere para a fotografia a recombinação espacial que Rosalind Krauss encontrou na escultura, mostrando como a arte e a tecnologia transfiguraram a própria noção de exposição de uma imagem fotográfica.

Bom exemplos desses cruzamentos são a caixa de luz escultórica de Doug Aitken; as fotografias-esculturas de Gerold Tagwerker; as transparências tridimensionais de Veronika Kellndorfer; os postais exibidos em mesa de Aglaia Konrad; o trompe l’oeilproduzido entre imagem e objeto de Pedro Tudela; ou a arquitetura ‘criada’ através das condições da própria imagem da brasileira Lucia Koch.

‘Narrativas sociais’ dá-nos conta de como a imagem contemporânea recria a mise en scène para a arquitetura enquanto alavanca e sintoma da vida em sociedade. Isso pode acontecer através da combinação de conteúdos políticos e simbólicos (Antoni Muntadas); pela criação de um décor que impregna o quotidiano com opções geopolíticas (Martha Rosler).

Transformando esse quotidiano em matéria potencialmente ficcional (Gregory Crewdson); trabalhando a tangibilidade da fotografia pela escala e pela luz (Jeff Wall); derramando a história sobre a arquitetura (Mónica de Miranda); ou no jogo de revelação/ocultação de invisibilidades sociais como nas imagens obscurecidas de contextos domésticos de David Claerbout.

Uma última secção, intitulada ‘Reconstruções digitais’, expõe, mais diretamente, a forma como a imagem da arquitetura se autonomizou, por via da tecnologia, das referências do real, ora expondo e criticando a sua dimensão de construção utópica ora ainda favorecendo a abordagem do arquitetónico como imagem mental.

Vejam-se, a esse respeito, os edifícios compósitos de Isabel Brison, Filip Dujardin ou Beate Gütschow; as pixelizações de Jonathan Lewis ou as apropriações feministas de Mafalda Marques Correia e, sobretudo, observe-se a imagem em abismo na caixa de Nicolas Grospierre, uma poderosa metáfora de determinismo social, mas também do carácter imanente da arquitetura na vida contemporânea.

Fonte: https://goo.gl/5HE9ZP

Aproveite para rever mais dicas sobre novas tendências de imagem arquitetônicas nas suas apostilas, bibliografias e vídeos das aulas de fotografia dos cursos profissionalizante da Escola Focus.

Sobre o autor

ATENÇÃO: OS TEXTOS, MATÉRIAS TÉCNICAS, APRESENTADAS NESSE BLOG SÃO PESQUISADAS, SELECIONADAS E PRODUZIDAS PELOS ALUNOS, PROFESSORES E COLABORADORES DA FOCUS PARA USO MERAMENTE DIDÁTICO E COMPLEMENTAR ÁS AULAS DE FOTOGRAFIA NAS MODALIDADES DE CURSOS PRESENCIAIS OU A DISTÂNCIA EAD, MANTIDOS PELA FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA, SEM QUALQUER OUTRO TIPO DE PROPÓSITO, RELEVÂNCIA OU CONOTAÇÃO. PARA MAIORES INFORMAÇÕES CONSULTE https://focusfoto.com.br A Focus é a única escola de fotografia no Brasil, que oferece ao aluno o direito de obter seu REGISTRO LEGALIZADO DE FOTÓGRAFO PROFISSIONAL, emitido pelo Ministério do Trabalho, por meio de cursos com carga horária total de 350 horas, incluindo períodos de estágio, preparo e defesa de TCC OS CURSOS DA FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA SÃO RECONHECIDOS PELA LEI N. 9.394, ARTIGO 44, INCISO 1 (LEI DE EDUCAÇÃO) O REGISTRO DE FOTÓGRAFO PROFISSIONAL é unificado, sendo o mesmo obtido pelas melhores Universidades Públicas do Estado de São Paulo. E você poderá obtê-lo EM QUALQUER MODALIDADE DE CURSOS DA FOCUS, presenciais ou a distância EAD em menos de 6 meses de curso. O aluno obterá seu REGISTRO DE FOTÓGRAFO PROFISSIONAL diretamente nas agências regionais do Ministério do Trabalho e Emprego. Este registro é fundamental para o exercício legal da profissão, constituição de seu próprio negócio, ingressos em concursos públicos e processos admissionários em empresas de fotografia, públicas ou particulares, bancos de imagens, agências de notícias, jornalismo e consularização de seu registro de fotógrafo, caso queira trabalhar em outros países ou Ongs. Internacionais, como "FOTÓGRAFOS SEM FRONTEIRAS" entre outras modalidades. SEJA FOTÓGRAFO DEVIDAMENTE REGULAMENTADO. QUALIDADE E EXCELÊNCIA EM EDUCAÇÃO FOTOGRÁFICA É NOSSO DIFERENCIAL HÁ MAIS DE QUATRO DÉCADAS. Os alunos recém-formados pela Focus competem em nível de igualdade com fotógrafos profissionais que estão no mercado há mais de 30 anos. Na FOCUS, o aluno entra no mercado de trabalho pela porta da frente! Os alunos, após formados, são encaminhados para o mercado de trabalho. Cursos 100% práticos, apostilados e com plantão de dúvidas. Faça bem feito, faça Focus! Há mais de 44 anos formando novos profissionais. AUTOR DO PROJETO e MEDIADOR DESSE BLOG: Prof. Dr. Enio Leite Alves, Professor Titular aposentado da Universidade de São Paulo, nascido em São Paulo, SP, 1953. PROF. DR. ENIO LEITE: Área de atuação: Fotografia educacional, fotografia autoral, fotojornalismo, moda, propaganda e publicidade. Pesquisador iconográfico. Sociólogo, jornalista, físico, fotoquímico, inventor e docente universitário. Fotografo de imprensa desde 1967, prestando serviços para os Diários Associados e professor do Sesc e do Curso de Artes Fotográficas Senac Dr. Vila Nova, São Paulo. Fotografo do Jornal da Tarde em 1972 -1973. Em 1975, funda a FOCUS – ESCOLA DE FOTOGRAFIA, primeira instituição de ensino técnico e tecnológico da AMÉRICA LATINA. No mesmo ano, suas fotos são premiadas na 13ª Bienal Internacional de São Paulo, quando a fotografia passa a reconhecida pela primeira vez como obra de valor artístico. Enio Leite, fundador do MOVIMENTO PHOTOUSP no início dos anos 70, com Raul Garcez e Sergio Burgi, entre outros, no centro acadêmico da Escola Politécnica, na Cidade Universitária, São Paulo-SP. Professor de fotografia publicitária da Escola Superior de Propaganda e Marketing, (ESPM), 1982 a 1984. Mestre em Ciências da Comunicação em 1990, pela Escola de Comunicação e Artes, USP. Doutor em História da Fotografia, Fotoquímica, Óptica fotográfica e Fotografia Publicitária Digital, em 1993, pela UNIZH, Suíça. No ano de 1997 obteve Livre Docência na Universitá Degli Studi di Roma Tre. Professor convidado pela Miami Dade University, Flórida, 1995. Pesquisador e escritor, publicou o primeiro livro didático em língua portuguesa sobre fotografia digital, Editora Viena, São Paulo, maio 2011, já na quarta edição e presente nas principais universidades brasileiras portuguesas. Colabora com artigos, ensaios, pesquisas e títulos sobre fotoquímica, radioquímica, técnica fotográfica, tecnologia digital da imagem, semiótica e filosofia da imagem para publicações especializadas nacionais e internacionais. (Fonte: Agência Estado - 12/03/2019)

Deixe seu comentário

  • (não será mostrado)