Compreenda a Fotografia Autoral

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Miguel Rio Branco. Exemplo de fotógrafo autoral

A primeira providencia a ser tomada para compreender a fotografia é separa-la em duas partes: a fotografia autoral, da fotografia funcional, a arte da informação. O objetivo segundo o qual se realiza uma fotografia é que permite distinguir uma e outra. O privilegio que o fotografo dá à criação ou a informação é que determina de saída, que gênero de fotografia ele está interessado em fazer. A fotografia é uma mensagem pela qual é passada uma ideia ou simplesmente uma noticia.

No momento da criação da imagem, o fotografo autoral exprime o que lhe interessa o que ele acha que é belo. Ele não está interessado em informa e sim em formar. O fotografo autoral sabe que as pessoas que verão a sua imagem não lhe interessam diretamente, pois ele está preocupado com a criação. Exatamente o oposto, os fotógrafos funcionais, que fazem a fotografia de informação publicada nos jornais e revistas pensam, antes de tudo, em seus leitores, seus destinatários, pois para fotógrafos de imprensa isso é uma obrigação profissional.

O fotografo autoral pensa em arte. A fotografia para ele é um objeto que tem vida própria, diferente do fotojornalismo, onde o assunto é que é um objeto e a fotografia o transmite. O fotografo autoral procura subdividir a realidade, ultrapassar o real, penetrar no imaginário, atingir o realismo mais cru ou expressionismo facilitado pelas grandes angulares, descobrir o que ainda não foi feito e quer que o seu trabalho gere influências. Ao contrario, o fotografo de imprensa, que os destinatários vão “ler”. Sua função não é criar nem gerar nas linguagens, e sim fazer uma fotografia de leitura fácil que seja simplesmente bela e atraente e que facilite a atenção do leitor para a noticia e  a informação contida nela.

Sobre o autor

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