Conheça a Fotografia Digital

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Este breve estudo oferece uma introdução à fotografia digital, permitindo que os alunos de nossos cursos de fotografia, possam ter noções básicas quando ao uso de sua câmera e usufruí-la melhor

Abordamos questões como funcionamento, usos e recursos, como transferir e gerenciar as imagens já no computador editá-las e, finalmente, como imprimi-las por meio de impressoras domésticas ou em laboratórios fotográficos.

A fotografia digital surgiu devido ao computador, onde as imagens digitalizadas puderam ser salvas em forma de arquivos. Esses podem ter várias extensões, dependendo da maneira como as imagens são processadas pelo programa da câmera (firmware). A extensão mais utilizada é Jpeg.

A concepção desse formato é a mesma dos arquivos de música MP3: tudo que o olho não percebe (o ouvido no caso do MP3) é eliminado sem piedade. Assim, a área de uma foto que é azul – como no céu – com nuances e tons muito similares é imediatamente transformada em um algoritmo que representa a média desse tom de azul.

É claro que essa compressão passa despercebida, pois o olho reconhece muito mais a densidade da imagem (contraste, forma, etc.) que a cor e suas pequenas variações, tornando o excesso de informação descartável para a finalidade de representar um céu azul para o observador.

Já contamos com várias milhares de modelos de máquinas fotográficas digitais no mercado, divididas por categorias, cada uma delas com qualidades e recursos para diversos usos e aplicações. Um dos pontos mais importantes é a escolha de uma câmera fotográfica digital mais adequada para você.

Para isto, temos que definir o que pretendemos de uma câmera digital. Comecemos, portanto, compreendendo melhor as possibilidades que elas nos oferecem.

ADVENTO DA FOTOGRAFIA DIGITAL

A fotografia digital é a evolução da fotografia tradicional. Surgiu com o a corrida espacial norte-americana dos anos 60, suprindo a necessidade de um sistema que enviasse imagens capturadas por sensores remotos e retransmitidas via rádio para a Terra.

Na área mais específica da fotografia, as transformações acontecem de forma radical, possibilitando que as imagens não sejam mais necessariamente capturadas através de processos químicos, mas sim por meio digital. Ou seja, capturadas por câmeras fotográficas que utilizam sensores por fotocélulas no lugar do filme e interpretadas em termos de números binários pelo computador.

Em seguida, a imagem digital pode ser transferida para a memória do micro e apresentada no monitor, para posterior edição e impressão, ou ainda ser impressa diretamente através de uma conexão entre a câmera digital e impressoras que reconheçam as extensões os arquivos de imagens.

Embora alguns modelos de  câmeras fotográficas digitais ainda sejam novidade em termos tecnológicos, isso não quer dizer que a fotografia digital ainda esteja na infância, muito pelo contrário.

Mesmo que a maioria dos fotógrafos sejam amadores ou profissionais ainda estranhe a fotografia digital, e independentemente das limitações que ainda cercam este equipamento, as câmeras digitais são com certeza a nova perspectiva da fotografia.

Com a evolução dessa nova tecnologia está cada vez mais difícil distinguir uma fotografia impressa, feita por uma câmera analógica 35 mm, de uma imagem produzida por uma câmera digital. A única diferença substancial ainda está no custo dos equipamentos digitais mais sofisticados de última geração. A verdade é que as câmeras digitais estão incorporando controles sofisticados e até mesmo novidades jamais sonhadas pelo fotógrafo tradicional, como o benefício de se ver no mesmo instante se a foto ficou boa ou não, deletá-la se não estiver de acordo, refazê-la quantas vezes forem necessárias até que atinja o resultado final esperado.

Há câmeras digitais mais populares, de menor preço. Nesses modelos, a qualidade de imagem é limitada devido ao tamanho dos sensores digitais. A falta de controles manuais é um problema para fotógrafos mais experientes, mas tudo é questão de custo-benefício, e do que o usuário pretende de sua câmera digital.

Se o propósito for apenas produzir imagens para serem visualizadas na tela do monitor, da televisão, ou mesmo em apresentações, ou ainda enviar imagens rapidamente pela Internet para parentes e amigos, então câmeras de baixo custo, que geram imagens em baixa resolução, são mesmo as mais indicadas. Nas câmeras digitais mais sofisticadas já existentes e em novos modelos que estão surgindo, o panorama é bem diverso. Na verdade, atualmente a qualidade da imagem rivaliza ou até excede, em alguns casos, as obtidas por câmeras SLR 35 mm tradicionais. Isso porque câmeras digitais com lentes intercambiáveis e tantos controles quanto qualquer modelo reflex tradicional já são realidade, caso das Nikon D7000, Sony Alpha 900 Canon EOS 60D, entre outras.

CAPTURA DIGITAL – Sensores de Imagem CCD

O sensor de imagem é o “filme” da câmera fotográfica digital. É o dispositivo que captura a cena, responsavel pela qualidade das imagens.

Este sensor é um dispositivo chamado de CCD – charge-coupled device (em português, dispositivo de carregamento acoplado) que não significa muito na nossa língua, é preferível então chamá-lo simplesmente de Sensor.

O CCD é uma coleção de diodos sensíveis á luz, minúsculos, que convertem fótons (luz) em elétrons (custo elétrico). Estes diodos são chamados photosites. A luz incide sobre o CCD repleto photosites, recebida por estes e convertida em sinais elétricos, mas estes sinais elétricos que são “construídos” no CCD não são sinais digitais que estão prontos para ser usados por seu computador. Para digitalizar as informações, os sinais elétricos devem ser passados por um conversor analógico / digital (ADC). Esta tarefa é controlada por um microprocessador instalado dentro da câmera digital. O processo pelo qual o CCD converte imagens em imagens eletrônicas é chamado conversão fotoelétrica.

Cada photosite converte a luz incidente em uma carga elétrica. Quanto mais luminosa for a luz, o mais alto a carga. Quando o obturador fecha e a exposição se completa, o sensor “se lembra” do padrão que registrou. Então são convertidos os vários níveis de carga para números digitais que podem ser usados para recriar a imagem.

Outros tipos de Sensores – Super CCD

A principal diferença entre um SuperCCD e CCD padrão é a orientação dos fotosites. Em um SuperCCD eles são orientados em uma formação octogonal ou em favo de mel, como a Fujifilm gosta de denominar. Para gerar os resultados em pixels, em imagem quadrada, requer um processo que gera uma quantidade maior de pixels.

Uma câmera profissional da fujifilm com um SuperCCD de 3.4 megapixel gerar uma imagem de 6.13 megapixel. Isto significa que sistemas internos destas máquinas fotográficas estão processando esses pixels diagonalmente orientados para gerar a imagem maior, através da interpolação.

CMOS – Complementary Metal-Oxide-Silicon são uma alternativa aos CCD. Como preços continuam caindo, cada vez mais as pessoas estão usando máquinas fotográficas digitais. Contudo as máquinas fotográficas digitais não são tão comuns quanto máquinas fotográficas de filme, mas coisas estão certamente mudando. Uma das buscas atrás de preços cadentes foi a introdução do sensor imagem CMOS. Os sensores CMOS são muito mais baratos de fabricar do que os sensores CCD. Eles não necessitam de uma linha de produção totalmente dedicada, assim o preço diminui porque os custos fixos da produção são distribuídos em um muito maior número de dispositivos utilizados por diferentes aparelhos eletrônicos e não apenas nos sensores.

Sensor de CMOS geralmente tem qualidade menor, assim como a resolução e sensibilidade. Porém ele permite vida longa da bateria, pois consomem menos energia do que o CCD.

Algumas máquinas fotográficas amadoras usam a tecnologia do semicondutor de óxido de metal complementar – CMOS. O sensor CMOS está melhorando muito e já está sendo utilizado até em algumas câmeras profissionais, permitindo não só bons, mas sim excelentes resultados. Certamente ficarão ainda melhores e mais populares no futuro.

Os preços estão caindo rapidamente agora que o sensor de imagem (o item mais caro desta tecnologia, através do qual a imagem é capturada e formada no equipamento) está atingindo um nível tecnológico satisfatório. Assim, boas câmeras digitais, com recursos exigidos por amadores avançados e profissionais, estão chegando ao mercado. É preciso entender que se um fotógrafo amador pode tirar boas fotos com uma câmera digital (dado o grau de automação existente), também pode conseguir excelentes fotos se dominar esta tecnologia e utilizar recursos e capacidades que mesmo o mais capaz dos fotógrafos profissionais acostumado apenas com imagens captadas em filmes tradicionais ainda precisa conhecer e se adaptar. Este é um dos objetivos deste curso, ajudar tanto ao amador quanto ao profissional ainda não familiarizado com as novas tecnologias e recursos tornados possíveis com as câmeras fotográficas digitais. A compreensão de alguns detalhes e recursos ao alcance da fotografia digital pode tornar possível, ao bom fotógrafo, resultados espetaculares e melhoria da produtividade. E mais, com grande vantagem econômica, já que na câmera fotográfica digital, se o custo inicial é alto, em pouco tempo o benefício do custo zero em termos de filmes, revelação, envio de material à laboratórios, etc., a tornam muito atraente.

A MACROFOTOGRAFIA SE TORNA MAIS VERSATIL COM CAMERA DIGITAL

Um dos campos onde a fotografia digital está ganhando muitos adeptos, por exemplo, é o da macrofotografia. Quase todas as câmeras digitais permitem fotos em distâncias mais curtas, de dois ou três centímetros. Assim, fica fácil obtermos imagens inusitadas de pequenos objetos, insetos, jóias, flores, etc. Outra área da fotografia que ganhou impulso com a chegada das câmeras digitais é o da fotografia artística. Fotos digitais podem se tornar em imagens incríveis a partir de programas especiais ou montagens a partir de cópias tratadas posteriormente por meio de técnicas diversas.

O ponto chave da fotografia digital é que as fotos podem ser vistas instantaneamente. Fica então, afastada a possibilidade de erros. Outra vantagem é a facilidade de se repetir a foto em caso de necessidade – acabam assim as surpresas desagradáveis, como, por exemplo, quando se vai buscar um filme no laboratório e se descobre que a tampa ficou cobrindo a objetiva, que o filme estava vencido e as cores ficaram alteradas ou que o ISO do filme utilizado não era o adequado.

A REVOLUÇÃO DIGITAL

A grande vantagem é que com o advento da digital, ninguém precisa mais economizar “cliques”, ou seja, hesitar em fazer qualquer foto, preocupar-se com o custo de filmes, revelação ou a quantidade disponível de material. Com a foto digital, utilizando-se uma câmera equipada com um cartão de grande capacidade de armazenamento, clica-se à vontade, e com isso o fotógrafo acaba obtendo boas imagens que de outra forma poderiam ser perdidas num momento de dúvida… Já que o custo da imagem é zero, ou melhor, apenas limitado ao investimento inicial da máquina fotográfica, clicar à vontade não causa nenhum tipo de preocupação, a não ser o desgaste precoce da mesma.

Para fotografar em externas (viagens, por exemplo), além da câmera digital, o uso de um notebook é recomendado, pois assim pode-se produzir centenas e centenas de imagens num único dia, sem qualquer preocupação com limites. Já que o custo da imagem é zero, ou melhor, apenas limitado ao custo inicial da máquina fotográfica e do computador portátil, clicar à vontade não causa nenhum tipo de preocupação.

Outra vantagem da fotografia digital é que ficou fácil mostrar fotos para o publico interessado. Por exemplo, publicando-as em páginas da Internet. Também se pode mostrar as fotos pela tela de uma televisão, bastando conectar a câmera digital à entrada de vídeo do aparelho de TV. Graças a esse recurso, é possível selecionar as melhores fotos que estão gravadas no computador, regravá-las no cartão de memória da câmera digital e depois apreciá-las num aparelho de TV. Programas podem fazer apresentação de fotos, muito melhores do que uma projeção de slides. E mais, como as maiorias das câmeras digitais de melhor qualidade também podem produzir vídeos.

Os fotógrafos de imprensa foram os primeiros a utilizar a fotografia digital. Logo em seguida, vieram os fotográfos publicitários a adotar esta nova tecnologia. Com o emprego de backs digitais as fotos são tiradas, corrigidas, editadas, impressas e enviadas com rapidez aos clientes Fotojornalistas e empresas jornalísiticas e agências de notícia já adotaram as câmeras digitais.Fotografa-se um assunto e do próprio local transmite-se a imagem digital por telefone ou outros meios à redação.

Não podemos, contudo esquecer que a fotografia digital também é ideal para aplicações científicas. De fato, em astronomia, os sensores digitais já estão sendo usados há anos, até mesmo no telescópio orbital Hubble. Também nos microscópios estão sendo utilizados sensores digitais.

Hoje os maiores usuários de imagens fotográficas digitais são os desenvolvedores de multimídia e os webmasters (fotos digitais poupam tempo e dinheiro). Desde que tanto a multimídia como páginas da WEB são apresentadas sempre em monitores de computador (ou projetadas por meio de equipamentos computadorizados), as imagens digitais são uma necessidade. Em pouco tempo o usuário doméstico também estará lidando com desenvoltura com a fotografia digital. Finalmente, outro campo para imagens digitais é o de fotos de identificação para empresas, por exemplo. Pode-se também usar fotos para cartões de visitas, não obrigatoriamente da pessoa, mas de temas que tenham relação com a profissão, atividade ou empresa.

PROGRAMAS RESGATAM IMAGENS ESQUECIDAS

Quantos de nós não possuímos gavetas ou pastas lotadas de fotografias, familiares ou de viagens, em sua maioria esquecidas e totalmente desorganizadas? Certo dia a gente lembra de uma ocasião especial, recorda ter alguma foto daquele momento ou lugar, quer ver ou mostrar a alguém, mas como encontrar a imagem?

Esta é uma questão básica de arquivamento e preservação de imagens digitais. É fácil entender a sua importância quando pensamos no volume de fotos produzidas diariamente por profissionais e amadores pelo mundo. Dos milhares de eventos sociais do nosso cotidiano à cobertura jornalística das guerras no Oriente Médio – apenas para citar dois exemplos – uma multidão de fotógrafos enchem seus HDs de imagens, espalham boa parte disso pela internet e contribuem para a criação de um imenso palheiro imagético, onde não será possível encontrar mais nada sem a ajuda de novas ferramentas, como os metadados. Empresas como Adobe e a própria Apple, vêm se empenhando cada vez mais em atribuir a seus softwares, ferramentas mais eficientes de catalogação digital, organização e busca de imagens. Estes programas ajudam a comprovar a autoria de uma imagem, permitindo que o autor da foto insira seus dados no arquivo digital e faça com que eles sejam protegidos de qualquer alteração futura. Os grandes bancos de imagem estão de olho nas fotos sem autoria, uma mina de ouro espalhada pela internet

O que são os metadados?
Os metadados podem ser definidos como dados sobre dados. Sistemas de busca ainda não são suficientemente inteligentes a ponto de compreenderem o que uma imagem possa significar. Portanto, os metadados representam todas as informações que atrelamos aos dados digitais, para que estes mesmos dados possam ser localizados no futuro. Em um sistema cada vez mais digital, somente dados digitais “inteligentes” vão conseguir circular. Imagens sem metadados dificilmente serão visualizadas ou encontradas no futuro.

Existe um público para o qual ele seja mais indicado?
Todos os fotógrafos, amadores ou profissionais deveriam começar a usar os metadados, já que é super fácil, rápido, automatizado e contribui para criar um diferencial sobre o valor da imagem que ele produz. Em pouco tempo, será uma ferramenta popular para as pessoas que não são especialistas em fotografia, aquelas que apenas tiram fotos de sua família com câmeras digitais.

Quem são os maiores usuários dos sistemas de metadados?
Em todas as grandes empresas de imagem isto já é uma coisa antiga, assim como nos bancos de dados de empresas de moda e publicidade, por exemplo. A catalogação sempre existiu, só que poderiam ser fichas criadas por profissionais em biblioteconomia, com as informações externas à imagem. Agora é possível ter isso dentro do próprio arquivo da imagem. Você tem uma referência e “a ficha” está incorporada à imagem. Ou progredimos na utilização dos metadados, ou não acharemos nada e É como a analogia da agulha no palheiro: com o metadados, ao invés de se perder, a imagem saltaria aos nossos olhos em pouquíssimo tempo. Deveria ser uma ferramenta mais utilizada.

Quais são os programas mais indicados para edição e armazenamento de imagens?

Eles estão em constante evolução. O Bridge foi lançado pela Adobe, que em seguida lançou o Ligthroom para competir com o Aperture, da Apple. Há também outros programas como Extensis Portfolio e o Cumulus, da Canto.

FOTOGRAFIA ANALÓGICA E DIGITAL

Qualquer pessoa acostumada a fotografar com máquinas fotográficas tradicionais, o uso da câmera digital, apesar de incorporar novidades, não exige muito esforço para adaptação.

Vamos relacionar as principais semelhanças e diferenças:

. Nas câmeras digitais não se utilizam filmes, e sim um cartão de memória para armazenamento das imagens. Esse cartão permite que se grave, copie e apague (delete) arquivos de imagens (inclusive vídeo).

• A luz do flash funciona quase como numa câmera comum, e dependendo do modelo da câmera digital, pode vir embutido no corpo e/ou utilizando um flash externo através de conexão por sapata ou pino (a diferença, tecnicamente, é que na fotografia digital existe um pré-disparo para avaliar a luz branca, ou whitepoint, o que obriga ao uso de flashes especiais)

. As câmeras digitais, além de um visor idêntico às das máquinas fotográficas tradicionais (não SLR), incorporam talvez a maior novidade que é um visor através de tela de cristal líquido (LCD) localizado na parte posterior do corpo da câmera. A principal vantagem é que o fotógrafo vê a imagem exatamente como será fotografada. A maior desvantagem é que em ambientes de muita luz (sob o sol, por exemplo), é praticamente impossível usar o visor LCD e, além disso, o uso contínuo do visor acaba rapidamente com a bateria.

• As objetivas são muito semelhantes, mas na fotografia digital, muitas câmeras incorporam o recurso de zoom digital, além do zoom ótico. Acontece que o zoom digital é irreal, uma “aproximação”, ou, melhor ainda, uma “ampliação” gerada por software. Isso resulta numa imagem imprecisa e de cores inconsistentes. De qualquer modo, mais tarde, através de qualquer software editor de imagens pode-se ampliar qualquer parte da imagem.

• Os ajustes de foco, velocidade de obturador e abertura de diafragma, nos modelos mais simples de câmeras digitais, são totalmente automáticos. Contudo, nas câmeras digitais mais modernas, pode-se regular não apenas cada um desses itens  individualmente, mas também estabelecer “sensibilidade do filme”, ou seja, definir se a captura da imagem se dará numa sensibilidade correspondente a 100, 200, 400 ASA ou até mais, dependendo da sofisticação do modelo.

• Muitos dos mais modernos modelos de câmeras digitais também incorporam o recurso de áudio e vídeo, ou seja, é possível filmar alguns segundos ou minutos (depende da capacidade de armazenamento em cartão de memória do equipamento). Também é possível anexar “anotações” de voz numa imagem. As câmeras digitais, diferenciando ainda das tradicionais, vem equipadas com um cabo (geralmente US para conexão da câmera à um computador, para transferência das imagens, mais uma ou mais baterias recarregáveis de longa duração, um cabo de áudio e vídeo que pode inclusive ser conectado a uma aparelho de TV ou videocassete, e o cartão de memória (existem vários tipos que estudaremos adiante) onde as imagens são armazenadas.

Capturar uma boa cena requer oportunidade

Conceitos e procedimentos:

Uma grande fotografia começa quando se reconhece uma grande cena ou motivo. Mas reconhecer uma grande oportunidade não é o suficiente para fotografá-la; o fotógrafo deve estar preparado. E isso envolve o conhecimento de sua câmera de modo a fotografar o que se vê.

• Conceitos de fotografia são os princípios sob os quais está a câmera que o fotógrafo está utilizando. Incluem coisas tais como a relação entre nitidez e tempo de exposição e seus efeitos numa imagem. Entender conceitos responde a qualquer questão de “por que”, que se pode ter sobre fotografia.

• Procedimentos são aquelas características específicas de um tipo de câmera, e a explicação, passo a passo, de como utilizar os controles de uma câmera para capturar uma imagem. Entender procedimentos dá a resposta às questões de “como”. Discussões sobre procedimentos que se usa para câmeras específicas estão integradas aos conceitos, aparecendo quando se aplicam. Esta visão integrada permite que o fotógrafo entenda primeiro os conceitos de fotografia e depois veja como procurar no manual de sua câmera os passos necessários para utilizá-los em qualquer situação.

Para conseguir fotografias mais interessantes e criativas, o fotógrafo precisa entender como e quando usar um mínimo de recursos de sua câmera, como profundidade de campo e controle de exposição. Assim, estará pronto para manter tudo numa cena com nitidez absoluta para exibir melhores detalhes, ou deixar meio nebuloso para dar um ar impressionista à um retrato. Ou tomar closes dramáticos, congelar ações rápidas, criar maravilhosos panoramas, e capturar a beleza de arco-íris, pôr-do-sol, queimas de fogos e cenas noturnas. Não existem regras ou “melhores” modos de fazer fotos. Grandes fotógrafos aprenderam o que sabem experimentando e tentando novos modos de fotografar. Câmeras digitais tornam isso muito fácil porque não existem custos de filmes ou demoras para se ver os resultados. Cada experiência é livre, e cada fotógrafo poderá registrar os resultados imediatamente, ou passo a passo.

Controles da câmera e criatividade

Câmeras digitais com recursos oferecem controles criativos sobre as imagens. Elas permitem que se controle a luz e o movimento em fotografias, bem como o que deve aparecer nítido e o que não deve. Embora as maiorias das câmeras digitais simples sejam totalmente automáticas, algumas permitem que se façam pequenos ajustes que afetarão a imagem. As melhores câmeras oferecem uma ampla gama de controles, em alguns casos mais do que se pode encontrar em uma câmera 35 mm SLR. De qualquer modo, independentemente de quais controles a câmera oferece, os mesmo princípios básicos estão presentes. Mesmo que a câmera seja totalmente automática, é possível controlá-la indiretamente, ou tirar vantagem desses efeitos para controlar as imagens.

Automatismo

Todas as câmeras digitais possuem um modo automático que determina o foco, a exposição e o balanço de cor (White-balance). Tudo o que o fotógrafo tem a fazer é apontar a câmera e apertar o botão do disparo.

• Preparando: Ligue sua câmera e deixe no modo automático. Para conservar as baterias, desligue o monitor LCD e componha a cena pelo visor ótico. Se a câmera tem capa de lente, lembre-se de removê-la antes de ligar a câmera.

Enquadrando a imagem: O visor apresenta a cena que está para ser fotografada. Para enquadrar melhor, experimente o zoom da lente, aproximando ou afastando a cena para escolher a melhor composição. Atenção, se a imagem aparecer embaçada, existe um botão de regulagem do foco do visor para ajuste.

Autofoco: A área que estiver no centro da imagem será utilizada pela câmera como ponto de nitidez principal. O quanto se pode focar dependerá da câmera que se estiver usando.

Autoexposição: A autoexposição programada pela câmera mede a luz refletida pela cena e usa a leitura para estabelecer a melhor exposição possível.

Autoflash: Se a luz estiver muito fraca, o sistema de autoexposição irá disparar o flash da câmera para iluminar a cena. Se o flash será disparado, uma lâmpada de aviso na
câmera, geralmente vermelha, irá piscar quando você pressionar o disparador metade do caminho.

Balanço de luz (White balance): O colorido de uma fotografia será afetado pela cor da iluminação que afeta a cena, assim a câmera automaticamente ajusta o balanço de cor para fazer os objetos brancos na cena parecerem brancos na foto.

O obturador e a exposição

O obturador mantém a luz longe do sensor exceto durante uma exposição (foto), quando abre sua cortina para permitir a luz de atingir o sensor de imagem. O período de tempo em que a cortina do obturador fica aberta afeta tanto a exposição da imagem como o movimento.

Velocidades baixas de exposição do obturador deixam luz atingir o sensor da imagem por mais tempo, permitindo uma foto mais brilhante. Velocidades mais rápidas permitem menos tempo de luz, e assim a foto resulta mais escura.

Em adição ao diafragma (a quantidade de luz que atingirá o sensor de imagem), a velocidade do obturador é o mais importante controle que se tem para a captura da imagem na fotografia.

Entender a velocidade do obturador é vital quando se pretende que um objeto apareça nítido ou tremido na fotografia. Quanto mais tempo o obturador ficar aberto, mais tremido ficará objeto na imagem (tanto em função de movimentos do objeto como por qualquer tremor do fotógrafo).

Apesar das câmeras digitais poderem selecionar qualquer fração de segundo para uma exposição, há uma série de ajustes que tem sido tradicionalmente utilizados quando se usa uma câmera manualmente (que não podem ser feitas em algumas câmeras digitais simples). A velocidade tradicional de disparo (listada a seguir das velocidades mais rápidas às mais lentas), incluem 1/1000, 1/500, 1/250, 1/125, 1/60, 1/30, 1/15, 1/8, 1/4, 1/2, e 1 segundo (em câmeras mais sofisticadas podem chegar a 1/35.000 num extremo e no outro ficar o obturador aberto pelo tempo que o fotógrafo quiser).

Texto: Enio Leite
Focus Escola de Fotografia
http://www.focusfoto.com.br
http://www.escolafocus.com.br

Fonte: http://www.marcosmattos.net/blog/?p=80

 

 

Sobre o autor

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