É UM DESASTRE O QUE ESTÁ ACONTECENDO NO BRASIL, DIZ SEBASTIÃO SALGADO

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“Estamos destruindo instituições que levaram anos para ser construídas”, disse Sebastião Salgado sobre o Brasil

DW-PT

Agraciado com um dos prêmios
literários mais importantes da Alemanha na Feira do Livro de Frankfurt,
fotógrafo brasileiro afirma que homenagem tem significado especial num momento
em que o Brasil vive “situação difícil”.

Em meio aos corredores e
estandes coloridos da Feira do Livro de Frankfurt, destaque para as imagens em
preto e branco de um brasileiro. Laureado com o Prêmio da Paz do Comércio
Livreiro Alemão deste ano, uma das mais renomadas distinções literárias da
Alemanha, o fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, 75 anos, falou a
jornalistas durante o evento nesta sexta-feira (18/10), refletindo sobre seu
trabalho e manifestando preocupação com a situação do Brasil sob o presidente
Jair Bolsonaro.

A organização do prêmio
ressaltou que a homenagem a Salgado deve-se não só a seu trabalho focado em
imagens do cotidiano de pessoas menos favorecidas – como imigrantes, refugiados
e moradores de regiões em que o meio ambiente está ameaçado, caso dos povos
indígenas na Amazônia –, mas também pelo fato de tomar ações práticas, como a
fundação do Instituto Terra.

Por meio do instituto,
Salgado e a mulher, Lélia, já fizeram o plantio de mais de 2,5 milhões de mudas
de árvores em uma área de cerca de 700 hectares que pertencia aos pais dele, na
região do Vale do Rio Doce, entre os estados de Minas Gerais e Espírito Santo.

Salgado receberá o prêmio
numa cerimônia na igreja Paulskirche, em Frankfurt, neste domingo, quando se
encerra a Feira do Livro.

“Para mim, foi uma
grande surpresa [receber o prêmio]. É muito especial. Estou orgulhoso, porque o
prêmio leva ‘paz’ em seu nome. E precisamos de tanta paz. A situação no meu
país está tão difícil. Tão difícil para os indígenas. Por isso, significa muito
para mim receber este prêmio”, disse Salgado, em inglês.

“É preciso parar
a destruição da Amazônia”, diz Sebastião Salgado

Ao anunciar o prêmio para
Salgado, a Federação do Comércio Livreiro afirmou que, com suas fotografias,
ele promove a “justiça e paz sociais” e confere urgência ao
“debate mundial sobre a proteção da natureza e do clima”.

Seu mais recente projeto
chama-se Amazônia. Com imagens de povo indígenas e animais da região, o projeto
deve ser lançado em livros e exposições no Brasil e no exterior a partir de
2021.

“É um desastre o que
está acontecendo no Brasil, não apenas nas florestas, mas sim em toda a
sociedade. Governos de direita e de esquerda respeitam as instituições. Mas
quando há o extremo, como a extrema direita, isso não é respeitado. Estamos
destruindo instituições que levaram anos para ser construídas”, afirmou o
fotógrafo, referindo-se a órgãos como a Funai e o Ibama.

Em seguida, ele criticou
o projeto de flexibilização para o porte de armas de fogo no país, uma das
principais políticas defendidas pelo presidente Jair Bolsonaro, e também a
redução dos incentivos à cultura.

“O Brasil se tornou
um país violento. Se cada um tiver uma arma na mão, vai ficar ainda pior”,
disse. “A cultura também tem sido um desastre. Investimentos têm sido
cortados. Esse governo é um desastre, mas, ao mesmo tempo, vem perdendo poder.
Temos esperança de que ele não chegue ao fim [do mandato]. No entanto, se
chegar, temos que lutar para que não seja reeleito”, disse.

Questionado sobre o que
poderia ser feito para apaziguar o conflito envolvendo terras indígenas e o
agronegócio, Salgado foi direto: “Pressionar. Temos que pressionar o
máximo possível. E pedir ajuda, inclusive da Alemanha. Temos que fazer essa
pressão, e isso pode funcionar”, complementou.

A responsabilidade da
fotografia

Ao comentar seu trabalho
realizado ao longo das últimas décadas, focado em questões humanitárias como o
genocídio em Ruanda e crises de refugiados, Salgado fez questão de salientar
que procura enxergar a dignidade acima da estética. Em todos os continentes.

“Não há diferença de
beleza. Há beleza em todos os continentes, não apenas estética, mas sim de
dignidade. E a dignidade está em todo o lugar. Vocês, que vivem na França, na
Alemanha, vivem na exceção. Eu venho de um país subdesenvolvido, e é preciso
mostrar a realidade do mundo. As pessoas precisam ter direitos iguais”,
afirmou.

O fotógrafo afirmou que o
trabalho documental exige concentração e saúde. Devido à cobertura da guerra
civil que culminou no genocídio em Ruanda – no qual estima-se que 800 mil
pessoas tenham morrido em apenas quatro meses, entre abril e julho de 1994 –,
adoeceu por causa do estresse das cenas que presenciou.

“Tive muitos
pesadelos. Fiquei doente por isso. Mas era preciso ir. É preciso ir quando isso
é o seu trabalho e a sua responsabilidade”, disse.

Depois disso, decidiu
parar por um tempo. E comentou que seguiu para o mesmo local em que a seleção
alemã de futebol ficou hospedada no Brasil, na Copa do Mundo de 2014, em uma
praia localizada a 45 minutos de Porto Seguro, no sul da Bahia.

“Junto com a Lélia,
fiquei lá três meses e me recuperei. Mas é claro que isso [o trabalho] me
afeta. Para mim, a real inteligência humana é a capacidade de adaptação. Quando
você vai contar histórias, o primeiro, o segundo e o terceiro dias são
difíceis. Mas, a partir do décimo, aquilo se torna o seu escritório, com seus
amigos, com as pessoas com quem você trabalha e cria relações. Isso se torna a
sua vida”, enfatizou.

Neste sábado, das 11h às
12h, Sebastião Salgado autografará livros no pavilhão 3.0 da Feira do Livro de
Frankfurt.

Fonte: https://bit.ly/2VVlBMF

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