Edward Weston – A Fotografia enquanto Arte

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Edward Weston, nú feminino, 1936

Fotógrafo norte-americano, Edward Weston nasceu em 1886, no Illinois, Estados Unidos,  mas foi criado em Chicago, onde frequentou a Oakland Grammar School. Seu pai  lhe ofereceu a sua primeira máquina fotográfica, uma Bull’s-Eye.

Aos 16 anos  fez suas primeiras fotos, demonstrando um grande talento em sua infante prática no campo da fotografia artística. Com 20 anos já havia publicado seus trabalhos.

Começou  fotografar   como hobby, os parques de Chicago, enquanto trabalhava como  Office-boy e vendedor. Frequentou o Illinois College of Phototography, trabalhando no verão como laboratorista  em um estúdio de fotografia.  Em 1906, Weston  vai  para a Califórnia, onde trabalhou como fotógrafo de retratos, batendo de  porta em porta.

Em 1911, montou o seu estúdio na Califórnia, que viria a manter até 1922. Graças à sua técnica de foco suave e ao seu estilo pictorialista foi conquistando reconhecimento internacional, que lhe valeu vários prêmios e menções de fotografia profissional.

Após visitar uma exposição de arte moderna na Feira Internacional de S. Francisco, começou a sentir-se cada vez mais insatisfeito com o seu trabalho. Em 1922 conhece Alfred Stieglitz, Paul Strand e Charles Sheeler, contatos que viriam a influenciar a mudança na sua carreira.

Em 1922, Weston fotografou seu filho Neil nu. Apesar de não ser exatamente um trabalho do estúdio, a imagem foi aceita como uma clássica escultura em fotografia.

 Em 1923 mudou-se para a cidade do México, onde abriu um estúdio com a sua aprendiz e amante Tina Modotti, de quem fez retratos e nus de estúdio durante vários anos. Por meio dela, contatou com vários artistas do renascimento mexicano, incluindo Rivera, Siqueiros e Orozco, que acabariam por influenciá-lo  em novas propostas estéticas. Acabaria por abandonar a técnica do foco suave e iniciar-se no estudo de formas naturais.

Com a ajuda de Modotti, realizou um trabalho fotográfico de mais de 200 obras para o livro Ídolos por trás dos altares, de Anita Brenner.

 Em 1926 voltou para a Califórnia. Esse período de 1926 a 1930 significou para Weston um dos mais significantes de sua carreira, realizando seus trabalhos mais representativos. Começou a trabalhar no que iria torná-lo realmente famoso: os close-ups (planos de pormenor) de formas naturais, nus e paisagens. Mais tarde, em 1932, foi um dos membros fundadores do grupo F/64, um grupo de fotógrafos puristas que reunia nomes como Ansel Adams, Willard Van Dyke, Imogen Cunnigham e Sonya Noskowiak.

Nesse mesmo ano é publicado o livro “The Art of Edward Weston”, com aproximadamente 40 fotografias deste fotógrafo. Entretanto, foi também o primeiro aluno a receber uma bolsa de estudo do Guggenheim Institute, o que lhe possibilitou fotografar detalhadamente o oeste e o sudoeste dos Estados Unidos da América.

Visitou o Deserto de Mojave em 1928, onde se deparou pela primeira vez com a paisagem. O deserto o impressionou, e como resultado, abriu portas para novos caminhos criativos.

A partir de 1929, iniciou sua célebre série de arte abstrata. Realizou sua primeira exposição individual em Nova Iorque no ano de 1930. Em 1932, foi membro fundador do grupo de fotógrafos puristas, f/64, junto com Ansel Adams, Willard Van Dyke, Imogen Cunningham e Sonya Noskowiak. Seu primeiro livro de fotografia, The Art of Edward Weston (A arte de Edward Weston) foi publicado no mesmo ano.

Em 1935 se estabeleceu em Santa Mônica, onde encontrou lugares de grande inspiração, como nas dunas da Baía de Oceano. Nos últimos anos de sua vida, sua obra se fez mais sutil e diversa, porém, sem a força dos trabalhos anteriores. Em 1946 se divorciou de sua segunda esposa, Charis, e lhe apareceram os primeiros sintomas da síndrome de Parkinson.

Em 1947 teve seu primeiro contato com a fotografia em cores, mas com certas reservas.

A maior retrospectiva do seu trabalho, com cerca de 300 fotos, foi apresentada em 1946 no Museu de Arte Moderna, em Nova York. A sua vida foi retratada no filme The Photographer, de Willard Van Dyke.

Weston ainda trabalhou até ao fim dos anos 40, mas a doença de Parkinson acabaria por impedi-lo de prosseguir a carreira. As suas últimas fotografias foram tiradas em 1948, em Point Lobos. Morreu Widcat Hill, Carmel, California , em 1 de janeiro de 1958. Foi um dos fotógrafos internacionais mais importantes do século XX.

Veja mais fotos de Edward Weston: http://goo.gl/pe5Q7

Texto: Enio Leite

Sobre o autor

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