Ele retratou o crime em Nova Iorque nos anos 40

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“Weegee: homicídio é o meu negócio”

De Nova Iorque diz-se que é a cidade que nunca dorme. O fotógrafo Arthur Fellig fez questão de retratar o lado mais frenético e sombrio da `Big Apple´ durante os anos 40. Acompanhava as patrulhas policiais na baixa nova-iorquina e fotografava as cenas dos crimes.

Mais conhecido como Weegee, era sempre um dos primeiros a chegar ao local do crime. Holland Cotter do `NY Times´ descreve o seu método de trabalho: “vagueava pelas ruas no seu carro equipado com um rádio da polícia, uma máquina de escrever, equipamento para revelar as fotos na hora, uma muda de roupa e muitos cigarros”.

“Deslocava-se ao local do crime, tirava as fotos, revelava-as na mala do carro e entregava-as de imediato aos jornais”, explica Cotter.

O ambiente escuro e dramático das suas fotografias inspirou um dos géneros cinematográficos mais característicos da época: o film noir. O seu livro `Naked City´ de 1945 foi a base do filme com o mesmo nome, sendo também um dos responsáveis pela fotografia no célebre filme de Stanley Kubrick `Dr. Strangelove´.

Nascido no território que agora é a Ucrânia, Arthur – cujo nome de baptismo Usher foi alterado assim que emigrou para os Estados Unidos em 1909 – começou por trabalhar como `paparazzi´ em Hollywood. Eventualmente, o seu talento levou-o a trabalhar como freelancer para jornais como o ‘Daily News’ e o ‘Daily Mirror’.

“As situações mais fáceis de cobrir são os homicídios. A pessoa está no chão, rígida. Não se vai irritar e muito menos levantar e fugir”, dizia Arthur sobre o seu trabalho. Morreu em 1968 com 69 anos de idade.

As suas fotos são agora exibidas no Centro Internacional para a Fotografia em Nova Iorque, numa exposição chamada  “Weegee: Homicídio é o meu negócio”.

Veja fotos do Weeggee no Google: http://goo.gl/mGiID

Fonte: http://goo.gl/TZO36

Sobre o autor

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