Em 2011, pelo menos 46 jornalistas foram assassinados no mundo

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Marie Colvin (50 anos), jornalista e Remi Ochlik (25 anos), reporter fotográfico, eram veteranos de coberturas de guerras. A norte-americana Colvin era uma premiada e respeitada correspondente do jornal britânico Sunday Times, onde trabalhava havia duas décadas. Ambos mortos nesta quarta-feira, dia 22/02 em Holms, Siria

Pelo menos 46 jornalistas foram assassinados em 2011 no mundo todo, denunciou nesta terça-feira (21/02) no Cairo o CPJ (Comitê para a Proteção dos Jornalistas), que destacou o aumento da censura governamental através das novas tecnologias. O número ainda pode aumentar, pois o CPJ ainda analisa outras 35 mortes, também registradas em 2011.

Em entrevista coletiva para apresentar o relatório anual sobre os ataques à imprensa, o subdiretor do CPJ, Robert Mahoney, afirmou que as tentativas para o controle da informação se evidenciaram especialmente em países árabes como a Síria, que viveram revoltas populares.

O CPJ, por sua vez, não descarta que esse número possa aumentar, já que estão investigando outras 35 mortes, também registradas em 2011. A ideia é apurar se esses casos estiveram relacionados com o trabalho jornalístico.

Além disso, o CPJ identificou 179 escritores, editores e fotógrafos presos até 1º de dezembro de 2011 no mundo, o que representa um aumento de 34% com relação ao ano anterior, segundo o relatório.

O texto destaca que entre esses profissionais, 42 se encontram em prisões no Irã, onde as autoridades desenvolvem uma campanha de intimidação contra a imprensa, iniciada após as últimas eleições presidenciais.

O responsável do CPJ ainda denunciou que 19 jornalistas foram assassinados em 2011 no Oriente Médio, frente aos seis de 2010, e chamou a atenção sobre a situação destes profissionais na Síria.

 Nesse país, durante as rebeliões contra o governo de Bashar al Assad, quatro jornalistas foram assassinados no último ano, enquanto as autoridades recrutam técnicos para utilizar todo tipo de tecnologias para espionar e perseguir os jornalistas.

Segundo Mahoney, em outros países, como o Egito, houve um aumento significativo dos meios de comunicação que passaram a ser acompanhado por parte das autoridades.

Fonte: http://goo.gl/mFscj

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