Escritor relata a história de Robert Capa em biografia

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Robert Capa cobriu cinco guerras e morreu na Indochina

Quando a imagem que ilustra esta matéria foi feita, em 1937, o húngaro Robert Capa tinha a seu lado a alemã Gerda Taro, uma jovem tão audaciosa, politizada e talentosa quanto ele. Foi ela quem flagrou o instante, talvez em um raro momento de tranquilidade, quando ambos se encontravam no povoado Cerro Muriano, nas proximidades de Córdoba, cobrindo o fato como fotojornalistas na Guerra Civil Espanhola (1936-1939).

No confronto com a artilharia pesada no front, Capa carregava uma arma poderosa: a velha Leica de guerra. O que ele registrou neste e em outros conflitos – até o último momento de sua vida, em 1954, quando fotografava em Dien Bien Phu, na Indochina francesa – determinou sua existência não apenas como profissional, como também o tornaria um ícone para muitas gerações seguintes.

“Não é preciso pousar a câmera. As imagens estão lá, basta capturá-las. A verdade é a melhor imagem, a melhor propaganda”, disse Capa, em uma entrevista ao New York World-Telegram, em 1937. Teria ele feito esta declaração a respeito da mais emblemática e polêmica foto que a história do fotojornalismo registra, O Soldado Caído, que o fez ser lembrado até hoje como o maior fotógrafo de guerra que o mundo conheceu?

“Se apurarmos o olhar e ampliarmos o foco, veremos que a foto decisiva e clássica do soldado republicano sendo morto, durante este conflito, não teria a força e difusão que tem se não estivesse no contexto da obra de um fotógrafo que foi além da condição de fotojornalista”, afirma o fotógrafo Rogério Ferrari. Para ele, Capa não fotografava a realidade: ele a vivia.

Arma poderosa – Em Sangue e Champanhe – A Vida de Robert Capa, do jornalista e roteirista de cinema Alex Kershaw, o mito, o legado e o testemunho visual deste fotojornalista que cobriu nada menos do que cinco guerras ganham novas lentes em tempos tão instantâneos como o que vivemos nos dias de hoje.

“Robert Capa é referência para o fotojornalismo e, especificamente, fotografia de guerra. Foi pioneiro neste tipo de cobertura. Ele também viveu em uma época em que a fotografia era responsável por relatar os acontecimentos. Só se conhecia além de sua vista se um fotógrafo fosse lá para contar”, diz João Alvarez, professor de fotojornalismo da Unime.

No livro, é possível perceber como a agitada vida de Capa estava imbricada a um dos períodos mais conturbados da história do século 20.

Relatos de guerra- Capa juntou-se ao grupo que desembarcara em Omaha, em 1944, na Normandia, no sangrento Dia D. O livro relata detalhes deste episódio, quando ele saltou com os soldados na água do mar sob o pesado fogo de artilharia alemã. “A coisa ficou feia. A câmera vazia tremia nas minhas mãos”. O resultado foi uma sequência de fotos publicadas pela Life mostrando a carnificina daquele dia.

Porém, dos quatro rolos de filme de 35 milímetros que Capa enviou à Life naquele junho de 1944, três foram inutilizados por um descuido de um dos assistentes responsáveis pela revelação das fotos.

“Ele viveu o período que marcou a humanidade, que foi a Segunda Guerra. Isso do lado fotógrafo. Além do mais, era uma pessoa cativante, tinha amigos no círculo cultural e pensante da época, como Ernst Hemingway. Também namorou Ingrid Bergman. Não sei se ligado a esse espírito foi-se criando o mito de Capa, um destemido e aventureiro”, diz o professor de fotojornalismo João Alvarez.

A Magnum – Após uma década cobrindo guerras, em 1947 Robert Capa junta-se a George Rodger, Henri Cartier-Bresson e David Seymour para fundar a Magnum, uma cooperativa que se dedicaria a salvaguardar os direitos autorais dos fotógrafos e seus negativos. A agência continua sendo a mais importante do gênero.

No livro, o autor relata a preocupação que Capa demonstrava sobre os freelancers que atuavam como correspondentes. Ele próprio viveu a experiência ao ver um dos seus trabalhos mais importantes ser destruído por um erro da Life, que tentara, à época, fugir da responsabilidade e até culpá-lo pela perda do material que Capa registrou na Normandia.

“Há um outro aspecto que penso que o diferencia e o referencia: hoje, muitos fotojornalistas de guerra e conflitos se relacionam com os acontecimentos de forma eticamente alienada, muitas vezes sem conhecimento sobre o que está em jogo, e, pior, movidos por essa mania urbano-ocidental de adrenalina. Ou estão imbuídos da tal (objetividade) jornalística ou sedentos por imagens espetaculares, proporcionadas por tragédias não tão alheias. Também neste contexto estão aqueles  que acreditam no que fazem, pondo em risco a vida”, opina  Rogério Ferrari.

Com a Leica pendurada no pescoço e um cigarro permanentemente pendendo dos lábios, Capa foi a personificação da coragem e do espírito livre. Os correspondentes de guerra, dizia, tem suas apostas e sua vida nas próprias mãos.

Fonte: http://goo.gl/SqsRo5

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Sobre o autor

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