Evandro Teixeira

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Ele é um dos nomes mais conhecidos do fotojornalismo brasileiro. Profissional há mais de 43 anos, 38 deles dedicados ao Jornal do Brasil, Evandro Teixeira tem no falar a tranquilidade típica do baiano e o carisma de um veterano que conseguiu com qualidade e simplicidade do trabalho bem sucedido transmitir sentimentos como a amizade na célebre foto do trio Chico Buarque, Tom e Vinícius assim como o surpreendente tombo do policial motoqueiro. Vivendo de fotografia, seja através de projetos grandiosos como o que deu origem ao livro “Canudos, 100 anos” ou no dia-a-dia da Redação do jornal. Evandro diz que começaria tudo outra vez com mais intensidade. A fotografia brasileira só tem a agradecer.

É possível viver de fotografia no Brasil? Você incentivaria um jovem a ser fotógrafo?

Evandro: Apesar do mercado não ser o ideal, sim. Minhas duas filhas trabalham na área de comunicação. Uma é jornalista e uma é fotógrafa. Acho que como em todas as profissões no Brasil, não podemos deixar de incentivar os jovens a lutar pelo seu ideal. Têm que encarar, criar novos caminhos. Nunca desanimo ninguém. O importante é ter fé, qualidade e buscar sempre atingir um objetivo. Nunca tive ajuda de ninguém, nunca entrei pela janela. Hoje em dia, isso é raro. Sempre digo aos jovens que o importante é aprender, estudar muito, ler muito. Existem muitos cursos bons, eles têm que aproveitar todas as informações sobre as novas técnicas.

O que você acha da fotografia digital?

Evandro: Não tenho nada contra, pelo contrário, usei uma digital para cobrir a Copa. Todas as agências do mundo usam digital. Fiz a cobertura dos Jogos Pan Americanos só com digital. Eu fazia as fotos e enviava do próprio ginásio. A rapidez com que a imagem chega à Redação é muito grande. Os jornais mudaram muito da época em que comecei (em 1959 no Diário da Noite). Acho um absurdo você comprar o jornal de domingo no sábado à noite. Antes, nós fechávamos o jornal às 23 horas, às vezes, o deadline da primeira página era uma da manhã. Hoje em dia, fecham às 20 horas ou até antes! Sou contra a manipulação da imagem. Um exemplo é do jornal O Dia. Há uns anos atrás, eles colocaram uma imagem da passagem do ano novo, da queima de fotos na praia de Copacabana com uma visão do Leme para o Posto Seis com o Cristo Redentor no final da praia. Geograficamente o Corcovado não fica ali. Isso é enganar o leitor! Sou contra esse tipo de manipulação.

Para ser conhecido aqui, é preciso fazer sucesso lá primeiro?

Evandro: Isso é verdade. O brasileiro não reconhece seu produto. Não dá valor. O Brasil é um país tão rico, temos tantas coisas maravilhosas e existe essa mania de destruir, de desfazer do que é seu. O meu amigo Sebastião Salgado é conhecido mundialmente pelo projeto Êxodos e hoje tem outro projeto muito bonito aqui no Brasil que é a Fundação Sebastião Salgado para a Mata Atlântica. Evidentemente que o trabalho dele foi reconhecido lá fora primeiro. O olhar dele é de um brasileiro, porém ele vive há muitos anos em Paris. A vivência dele não é mais brasileira. A fotografia brasileira é uma das melhores do mundo, super criativa, temos belos profissionais, mas é muito difícil ser reconhecido aqui.

Você se inspirou em alguém quando começou a fotografar?

Evandro: Eu me espelhei muito no Eugéne Smith e quem diz que não se inspirou em Cartier Bresson está mentindo… me inspirei nele também. No Brasil, meu grande mestre foi José Medeiros. A revista O Cruzeiro na década de 50 foi a grande revolucionária do fotojornalismo, um marco na história da fotografia brasileira. Luiz Carlos Barreto, Henri Ballot, Flávio Damm e José Medeiros eram excelentes fotógrafos do time de O Cruzeiro. Tinha admiração por todos eles.

Já teve problemas com relação ao direito autoral de alguma foto?

Evandro: Conheço várias histórias sobre direitos autorais. Para exemplificar tem um caso em Roraima. Um fotojornalista (Wank Carmo) ganhou na justiça uma ação contra um Senador do Estado (João França) por uso indevido de fotos em calendário da gráfica do Senado. A justiça apreendeu e leiloou uma caminhonete cabine dupla do Senador que teve que pagar as custas judiciais e honorários do advogado. Eu tenho uma briga na justiça que começou em 1993. A Folha de SP não deu crédito em uma foto que fiz de uma motocicleta Harley Davidson. Era uma matéria de página inteira no domingo e no lugar do meu crédito estava escrito “Folha Imagem”. Como essa foto foi exposta em São Paulo e muito divulgada naquela ocasião, deve ter ido parar no Arquivo do jornal. Toda foto minha tem atrás o carimbo com meu nome. Estou brigando até hoje. Temos direitos e devem ser respeitados.

Em sua opinião, o que é um fotógrafo profissional?

Evandro: É aquele que encara o trabalho com realidade, com profissionalismo. É levar o trabalho a sério, conduzir as coisas com perfeição e qualidade. Ser honesto, sério com sua profissão. Eu conheço grandes fotógrafos que não vivem da fotografia, mas são profissionais naquilo que fazem, no trabalho fotográfico que apresentam.

Você tem uma lente preferida em seu trabalho?

Evandro: Não. Eu gosto muito de grande angular. Gosto de Leica. Tenho cinco e as utilizo em meus projetos pessoais. No meu livro “Canudos, 100 anos” usei uma Leica 21mm. No jornal, uso Canon EOS 1N com uma lente 20-35mm, uma 70-200mm, uma 300mm e um duplicador. Esse é o material do dia-a-dia. É o básico do fotojornalismo. São lentes que te dão mobilidade; com duas câmeras, não precisa ficar mudando nada. Em futebol uso muito a 400mm. Em jogos oficiais não posso ficar nas laterais e nem no escanteio, aí utilizo a 70-200mm pra ficar mais aberto. É uma lente ideal para trabalhar nessas ocasiões.

Quem são os grandes nomes da fotografia brasileira?

Evandro: Entre muitos, cito o Rogério Reis, Pedro Martinelli, Orlando Brito, Wilson Pedrosa, Lula Marques, Antonio Milena.

Se você nascesse de novo, seria fotógrafo?

Evandro: Faria tudo de novo, com mais intensidade ainda. Se eu ganhasse na loteria, iria ser mais fotógrafo ainda… Trabalharia com mais intensidade, mais tranquilidade, mais tempo. O meu tempo é muito corrido. Canudos foi uma realização pessoal. Era um projeto acalentado por muitos anos. O Rio Grande do Norte é a terra de minha avó; lia “Os Sertões” e ficava planejando ir e fotografar. Mas o patrocínio foi difícil. Em 1990 eu disse: é agora ou nunca! Consegui fotografar muitos sobreviventes como Dona Cotinha que ainda está viva com 111 anos. Muitos já morreram. Lavei a alma neste projeto em que trabalhei cinco anos. Recentemente, recebi um e-mail de um jovem fotógrafo de São Paulo, o Marcos Issa que esteve lá, falou em meu nome com a gente do local e foi muito bem recebido. Isso é uma grande recompensa.

Tem algum projeto acontecendo agora?

Evandro: Sim, tenho um que já comecei sobre a Feira de São Cristóvão aqui no Rio. Outro é “A Cara do Rio”, um projeto sobre as pessoas que tem a ver com a cidade, que são tipicamente cariocas.

Um grande momento, uma foto pessoal que te marcou?

Evandro: Não se pode dizer que o grande momento já foi concretizado. Gosto de uma foto de uma total simplicidade. Transmite singeleza pelas figuras humanas envolvidas. Foi em um casamento em Parati-RJ. É uma foto simples que onde quer que seja exposta, chama atenção. No Centro de Artes Georges Pompidou em Paris, fiquei emocionado ao ver as pessoas admirando-a.

Quais foram os momentos importantes como fotojornalista?

Evandro: A foto do Forte de Copacabana debaixo de chuva na noite de 1° de abril de 1964 antes da chegada de Castello Branco; a queda de Salvador Allende e a ascensão de Pinochet no Chile; a morte e enterro de Pablo Neruda, certamente foram coberturas marcantes. Uma reportagem dramática foi o massacre das 957 pessoas envenenadas. Um suicídio coletivo de seguidores de uma seita liderada por Jim Jones. Dormi em uma hospedaria imunda e com ratos pois era a única do local. Fotografei cadáveres por 10 dias.

Alguma exposição prevista para o segundo semestre deste ano?

Evandro: Sim, estarei participando em Nova York na Galeria da Leica de uma mostra coletiva. São 40 fotógrafos do mundo e fico feliz por estar ao lado de Sebastião Salgado e outros grandes nomes como Robert Capa, Marc Ribaud, Fabio Ponzio e Luis Castañeda. Vou expor individualmente na Galeria Leica na Alemanha até o final do ano.

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