Exposição em Berlim mostra músicos através das lentes de grandes fotógrafos

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Martin Schoeller mostra o lado sensível de Jay-Z em um restaurante em Nova York

Mostra “Rocks”, em cartaz na capital alemã, apresenta dezenas de fotografias do mundo da música, em imagens que ajudaram a construir ícones, como Johnny Cash, Rolling Stones, John Lennon e Madonna.

Uma viagem através de retratos dos mais influentes músicos das últimas décadas registrados por alguns dos grandes nomes da fotografia. A exposição Rocks, em cartaz em Berlim, quer mostrar o que de mais interessante aconteceu na interseção entre música e fotografia nas últimas décadas, através de obras de Richard Avedon, Annie Leibovitz, Gered Mankowitz e Albert Watson.

 As fotos exibidas na mostra são muito mais que apenas imagens de músicos. Elas ajudaram a construir ícones e mitos, fazendo que os retratados não apenas expressassem música, mas também um estilo de vida. Juntos, eles influenciaram significantemente o mundo das artes.

 Sem a pretensão de mostrar uma cronologia da música em fotografias, Rocks é uma seleção de cem fotografias, de mais de 30 diferentes músicos e bandas que foram fotografados por 20 dos mais famosos fotógrafos do planeta. As fotos mostram não apenas a vida excêntrica desses artistas, mas também diferentes nuances de personalidades, que às vezes reforçam o mito do sexo, drogas e rock’n’roll.

 Diferentes retratos

Retratos fotográficos podem contar a história de uma vida, influenciar a personalidade e a reputação de um artista diante do público, criar manifestos, ter força política ou simplesmente unir tudo isso e se tornar parte do conhecimento coletivo. O estimulo visual da fotografia se relaciona com as noções que se tem do artista fotografado, criando mais uma camada em como sua personalidade é vista.

Há diferentes representações de como esse músicos são vistos na mídia. Algumas imagens têm um caráter documental ou marcam um momento no palco. Outro tipo de fotografia que vem se tornando cada vez mais popular são as feitas pelos fotógrafos que perseguem celebridades para obterem imagens inéditas. A cultura do paparazzi veio para ficar e mostra uma relação, muitas vezes agressiva, de quando uma fotografia é mais que um retrato – mas muitas vezes, ao mesmo tempo, um tapa na cara da privacidade desses músicos.

 O camaleão David Bowie pode ser visto em diferentes épocas e em imagens de três diferentes fotógrafos

Se a cultura dos paparazzi veio para ficar, ela cresceu, alimenta-se e prolifera-se na internet. A rede também tem mostrado cada vez mais músicos de novas maneiras. Celulares com câmera e redes sociais não só estreitam a comunicação entre artistas e fãs, mas também dão a possibilidade e a facilidade para artistas mostrarem autorretratos feitos sem grandes produções e em situações cotidianas. O que, para muitos, é um balde de água fria na fantasia.

Mas o foco da exposição é o artístico. Fotógrafos que não apenas documentam o que vdeem, mas que conseguem captar uma nuance do artista que é nova ou desconhecida, criando muitas vezes um novo olhar artístico que traduz, visualmente, o trabalho do músico retratado. A sinergia entre dois artistas criou diversas imagens que representam esses músicos no consciente coletivo. Algumas dessas imagens fazem parte da exposição Rocks.

 Séries e parcerias

Entre as imagens exibidas está a famosa série feita por Richard Avedon com os Beatles. Os ingleses, ainda como um quinteto, aparecem em algumas interessantes imagens da fotógrafa Astrid Kirchherr. Ela retratou os primeiros anos da banda em Hamburgo e foi ela que aconselhou o grupo a trocar o topete, moda entre os roqueiros na época, pelo cabelo caído na testa, criando uma das principais características visuais da banda. Uma das fotos mais famosas da exposição é a de Annie Leibovitz, em que John Lennon nu abraça Yoko Ono.

Um fotógrafo famoso pela sua parceria com músicos é o holandês Anton Corbijn. Sua série exibida na exposição traz retratos icônicos de Johnny Cash, Patti Smith, Tom Waits e Nick Cave, com a foto da capa de seu disco The Boatman’s Call. Corbijn foi responsável por criar imagens marcantes de artistas através de longas parcerias. Ele colaborou com capas de discos, fotos de divulgação e direção de vídeo clipes de artistas como Joy Division, U2 e Depeche Mode, retratados na exposição.

 Outra famosa parceria que pode ser vista em dois retratos é entre a estrela do pop Madonna e o americano Herb Ritts, conhecido por suas belas fotos em preto e branco. Uma divertida imagem da cantora com as orelhas do Mickey em um hotel em Tóquio e outra mais sexual na Califórnia para o encarte do disco Immaculate Collection. Ele também dirigiu o vídeo para a música Cherish de Madonna.

 Os Rolling Stones aparecem em diversas fases de sua carreira pelos olhos de Sante D’Orazio, Peter Lindbergh e Terry O’Neill. Um dos pontos alto entre as imagens do legendário grupo inglês é a foto de Jerry Schatzberg feita em 1966, onde Mick Jagger e companhia aparecem vestidos de mulher. David Bowie é outro que é amplamente retratado. O inglês mostra porque recebeu o apelido de camaleão do pop em uma grande impressão do retrato de Brian Duffy que ilustrou a capa do disco Aladdin Sane e em uma série de fotos de Steve Schapiro.

Entre os artistas mais contemporâneos, o rapper Snoop Dog vira um samurai em um impressionante retrato de Olaf Heine. Já Kanye West é reproduzido diversas vezes mostrando toda sua metrossexualidade na foto de Ralph Mecke, inspirada em um editorial de moda. As divas do pop, Rihanna e Lady Gaga aparecem nuas, respectivamente, nas imagens de Russell James e Ellen von Unwerth. Gaga está trabalhado com o badalado fotógrafo americano Terry Richardson em fotos e vídeos para o seu próximo disco Artpop.

Entre a nova geração de fotógrafos, um dos destaques é Michelangelo Di Battista, que realça suas coloridas e exuberantes imagens com uma camada extra de tinta criando um interessante contraste entre cor e sombras. A exposição ainda conta com obras de Harry Benson, Michael Comte, Dominique Issermann, Nadav Kander, Elaine Mayes, Romney Müller-Westernhagen, Martin Schoeller entre outros.

 “Rocks” está em cartaz na galeria Camera Works em Berlim até 17 de agosto.

 Fonte: http://goo.gl/NIcCY

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