FOTOGRAFAR: ESCREVER COM A LUZ

em dicas de fotografia.

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Escrever é compreender e dominar o uso da linguagem

Em uma abordagem de conotação semântica, a palavra “fotografia” representa o “ato de escrever com a luz”. E é exatamente esta a chave para toda a nossa discussão. O que, afinal, é “escrever”?

Se entregarmos uma folha de papel em branco e uma caneta para uma criança de 3 ou 4 anos, ela vai passar bons minutos fazendo traços aleatórios referida na folha. Se nós, adultos, analisarmos tais traços, provavelmente não conseguiremos absorver nenhuma mensagem a partir deles.

Provavelmente – até onde psicólogos infantis com os quais conversamos -, outras crianças da mesma idade, confrontadas com tais traços, também não vão absorver nenhuma mensagem. Ou seja, tecnicamente, ali não há nada escrito.

Vamos, agora, imaginar uma criança um pouco mais velha, com 5 e 6 anos, que receba uma folha de papel onde esteja escrita a palavra “velho”. Essa criança, devidamente estimulada, conseguirá reproduzir, com maior ou menor competência, o “desenho” das letras que formam a palavra “velho”. E aqui está uma outra questão relevante: a criança escreveu? Não… Ela copiou traços sem saber o significado daquilo que estava fazendo.

Escrever é muito diferentes de rabiscar ou copiar. Escrever é compreender e dominar o uso. A escrita é o processo de registro de caracteres através de um meio, com a intenção de formar palavras e/ou outras amplas construções de linguagem.

Já a linguagem é qualquer e todo sistema de signos que serve de meio de comunicação de ideias ou sentimentos através de signos convencionais, sonoros, visuais, gestuais etc., podendo ser percebida pelos diversos órgãos dos sentidos, o que leva a distinguir várias espécies de linguagem: visual, auditiva, tátil ou, ainda, outras mais complexas, constituídas, ao mesmo tempo, de elementos diversos.

Desta forma, voltando para o universo da fotografia munido dessas reflexões, ousamos sustentar a tese de que o ato de fotografar o controle do processo de registro dos elementos (na fotografia, corresponderia ao uso correto do diafragma, do obturador, do foco, do flash) e a escolha consciente do que será fixado na emulsão ou nos pixels. Mais do que isso, defendemos a tese de que esse processo de registro com a luz deve valer-se de uma linguagem (no caso da fotografia, de enquadramento, composição e muitos elementos de linguagem conhecidas).

Aonde queremos chegar? Simples: se dermos uma câmera fotográfica na mão de uma criança de 5 anos e pedir para ela simplesmente andar pela casa apertando o botão de disparo, o resultado dessa “apertação” de botão será fotografia? E, se dermos a mesma câmera para um fotografo consagrado que, por qualquer motivo, revolva colocar uma venda nos olhos e sair apertando o disparador de forma impensada, o resultado dessa experiência poderá ser chamado de fotografia?

Na nossa opinião, não. Estaremos diante de imagens capturadas, mas não diante de fotografias, pois e elas faltaram os elementos inerentes à escrita com luz: o controle do processo de registro dos elementos e a linguagem.

Mas não há nada de errado em capturar imagens e não fotografar. Entretanto, esta é uma discussão que ganha corpo quando deparamos com milhares de pessoas que reúnem uns poucos reais, compram uma câmera fotográfica qualquer e saem por aí se dizendo fotógrafos. Não são.

Da mesma forma nos, que temos a capacidade de escrever e falar com relativa competências em português, inglês e italiano, seremos um absoluto no exato instante em que desembarcar no aeroporto de Moscou e deparar com uma civilização que se expressa em cirílico.

Esperamos, com este polêmico text, chamar a sua atenção,  para a importância de estudar, compreender, praticar e respeitar a verdadeira fotografia. Ou para assumir que você é um mero captador de imagens – e não há nada de errado nisso! Certo?

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