FOTOGRAFIA DIGITAL EM BREVES CAPITULOS

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A tecnologia empregada na fabricação de equipamentos fotográficos tem evoluído bastante, porém, existem certos limites difíceis de superar

FOTOGRAFIA DIGITAL EM BREVES CAPITULOS

Capítulo 1 – Cores VAVA

A tecnologia empregada na fabricação de equipamentos fotográficos tem evoluído bastante, porém, existem certos limites difíceis de superar. É o caso do registro fotográfico em cores. Desde o início do seu desenvolvimento, há cerca de 170 anos, a fotografia colorida tenta reproduzir as cores com a mesma qualidade com que o olho humano consegue captá-las. Com todo o requinte tecnológico atual, ainda estamos tentando aproximar a imagem fotográfica das cores reais, especialmente os tons pastéis, combinadas com a infinidade de arranjos de luzes e tonalidades possíveis.

Para driblar esse limite, os fabricantes desenvolveram filmes e sensores digitais mais sensíveis às cores presumivelmente mais fotografadas: vermelho, azul, verde e amarelo, as cores VAVA. Isto justifica porque as atuais câmeras digitais, em geral, tendem a apresentar cores mais vivas.

Fotografias com essas cores apresentam forte contraste e saturação. Os fabricantes de equipamentos resolveram, então, registrá-las com maior destaque. Porém, a criação de mecanismos para exagerar a captação das cores VAVA, acabou prejudicando a fotografia profissional. O resultado disso foi o desenvolvimento de tecnologia de novos sensores, substituindo os antigos CCD pelos atuais CMOS com  parâmetros mais capazes de captar tons tênues e maior profundidade de cor.

 No momento, as câmeras digitais contam com as seguintes profundidades de cores: sRGB (8 bits de cor) e Adobe RGB (16 bits de cor). O número maior de bits representa uma melhor reprodução das cores. Já as placas de vídeo dos computadores estão operando com padrões acima 512MB de cor.

Levando em consideração a composição, fotografias com duas ou três cores VAVA, geralmente ajudam a obter bons resultados.

Capítulo 2 ¬– Pixels e Resolução

A imagem fotográfica da câmera digital é captada através de sensores. Os sensores são compostos por eletrodos que registram a imagem em milhares de quadrados minúsculos chamados pixels. A qualidade da imagem fotográfica depende muito da capacidade do sensor. Esta capacidade – resolução – está relacionada com a quantidade de pixels e o tamanho do sensor.  Quanto maior o sensor e a quantidade de pixels,  melhor  será a qualidade da imagem. No entanto, é necessário também observar outros elementos como, por exemplo, a qualidade óptica das objetivas e tamanho dos arquivos gerados.

Capítulo 3 – Tamanho da Imagem e Compressão

Na fotografia digital, a imagem é captada pelo sensor e armazenada em uma memória eletrônica, geralmente em forma de cartão. Ao contrário do filme da câmera analógica, que já vem especificado com o número de exposições, a quantidade de imagem que um cartão memória consegue armazenar é relativa e depende de dois fatores: a capacidade da memória do cartão e a resolução da imagem capturada, o seu tamanho.

Para aumentar a capacidade de armazenamento, os fabricantes criaram formatos de arquivos que permitem a compressão da imagem, em vários níveis. O mais comum deles é o JPEG. Porém, a reorganização de pixels implica em perda de qualidade da fotografia.

A capacidade de armazenamento dos cartões memória tem sido ampliada e o ideal é salvar a imagem em formatos de arquivos não comprimidos, como o TIFF ou RAW.

 Formatos Tiff são encontrados nas câmeras Nikon. Os demais fabricantes de câmeras reflex digitiais ainda operam com formatos Raw e Jpeg,

Capítulo 4 – Cores Mais Corretas

Se comparada à fotografia analógica, a fotografia digital consegue maior eficiência na gestão da cor. Podemos tratar a imagem digital em softwares e eliminar problemas como as “dominantes de cor”, distorção difícil de resolver na fotografia tradicional. Por outro lado, a riqueza de detalhes ainda é propriedade das câmeras anagólicas.

Na própria câmera digital, podemos recorrer aos comandos balanço de branco e temperatura da cor para conseguirmos resultados mais próximos da realidade, cores mais corretas, segundo a visão humana. Fato, este, que nas câmeras convencionais era contornados com o uso de filtros de correção.

Capítulo 5 – Profundidade de Cor

A Profundidade de Cor consiste nos bits utilizados para representar a cor em um pixel. Na computação gráfica existe uma convenção para avaliar a escala de cores disponível em uma imagem: trata-se do conceito bits por pixel (bpp). A profundidade de cor está relacionada à escala de cores de uma imagem.

A profundidade de cor também pode ser representada através de um Índice de Cores, ou paleta. Existem várias possibilidades de paletas, dependendo da relação bpp. Existem diversos aparelhos que exibem imagens com capacidades diferentes de profundidade de cor. Uma câmera fotográfica de  telefone celular mais simples, por exemplo, padrão VGA, tem resolução de 4 bits por pixel. Equipamentos mais sofisticados conseguem resolução de até 12 bits por pixel na paleta de cores. Quanto mais bits de cor menos ruídos e melhor é o resultado da imagem.

A paleta de cor suporta até um determinado limite de profundidade de cor. Passando deste limite há a opção do modelo de codificação RGB. São as Cores Diretas.  Nesse caso, se codifica no pixel “os três valores de intensidade luminosa que compõem o modelo RGB”

Uma característica do sistema de cores diretas é a distribuição desigual de bits. Devido à menor sensibilidade do olho humano à cor azul, são atribuídos três bits para as cores vermelho e verde e dois bits para a cor azul. Esse sistema foi empregado nos PCs  da década de 1990.

A evolução da tecnológica permitiu um incrível aperfeiçoamento no sistema RGB: das Cores Diretas de 12 bits, passando pelos HighColor,  HighColor 15  e 16 bits, até a coloração Truecolor 24 bits mais 8 bits adicionais, encontrado em alguns equipamentos.

É necessário escolher e configurar o padrão de cores do nosso menu de acordo com o objetivo do projeto. Esta configuração, por outro lado, deverá estar sintonizada com o laboratório fotográfico ou com a gráfica que irá proceder as impressões. Dependendo do caso, o padrão poderá oscilar entre sRGB ou Adobe RBG.

Capítulo 6 – Afinal que extensão de arquivo utilizar?

Podemos gravar a imagem digital em diversos formatos de arquivos. O formato JPEG é um dos mais utilizados. Permite armazenar e comprimir a imagem digital com muita facilidade. A taxa de compressão depende do conteúdo da fotografia. Fotografia com muitas cores e formas, por exemplo, ocupam mais espaço que uma fotografia de um objeto branco. Porém, neste formato, ocorrem perdas (lossy) de qualidade à proporção que aumentamos a compressão e salvamos a imagem. Uma das vantagens do JPEG é a velocidade com que podemos enviar fotografias pela internet. Nesse quesito, é o arquivo mais amplamente usado.

Com o arquivo TIFF disponível em algumas câmeras digitais profissionais, podemos optar por comprimir a imagem com perdas ou não. É recomendado não fazer a compressão para evitar problemas quando utilizamos programas distintos. Nesse formato, há necessidade de muito espaço e atenção na utilização dos canais de cor.  É aconselhável utilizar 16 ou mais bits por canal quando desejarmos imagens com alta qualidade. Dessa forma evitamos problema como o efeito posterização, possível de ser encontrado quando trabalhamos com as opções curvas e camadas do Photoshop em arquivo sem um número de bits por canal de cor suficiente.

Quando o projeto fotográfico exige alta qualidade nas imagens o ideal é trabalharmos com arquivos RAW. Neste formato armazenamos a imagem da forma como o sensor a capturou, sem qualquer tipo de processamento. Isso é uma grande vantagem em relação a outros formatos, pois podemos fazer todos os ajustes necessários, tipo balanço de branco, temperatura da cor etc., em um software adequado. Outra vantagem é que podemos fazer s adequações na exposição ou balanço de cor da imagem. Tais procedimentos seriam impossíveis em JPEG ou TIFF. Para desfrutarmos de todas as vantagens deste arquivo é necessário alguns procedimentos para a captura em RAW. Precisamos conhecer bastante a nossa câmera e efetuar ajustes observando o EV, fotometria etc. Em, suma, a escolha da extensão do arquivo está estreitamente relacionada com o uso das imagens. Fotografia de esportes para publicações em jornais requerem Jpeg. Já imagens para uso editorial ou publicitário, destinadas a tratamento posterior, rexigem extensão Raw.

Conclusão

O ato de fotografar exige-nos muitas escolhas. Na dimensão estética, existem infinitas possibilidades de temas, composição, iluminação etc.  Na dimensão  técnica também temos muitas possibilidades de ajustes no equipamento fotográfico. Vimos nesses capítulos algumas dimensões técnicas importantes. Se desejarmos levar a sério a lição do grande mestre da fotografia norte americana Ansel Adams, sintetizada no conceito de visualização de imagem. Devemos estudá-la bastante  n as dimensões técnicas e estéticas para conseguir o máximo de controle possível dos resultados.

Texto: Prof. Dr. Enio Leite

Fontes: http://escoladefotografiafocus.wordpress.com/category/fotografia-digital-curso/

http://escoladefotografiafocus.wordpress.com/category/curso-de-fotojornalismo-digital/

 

 

 

Sobre o autor

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