FOTOGRAFIA DOCUMENTÁRIA E A FSA

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Arthur Rothstein fotografou um pai e seus filhos atravessando uma paisagem árida e devastada durante um a tempestade de areia em Oklahoma, em 1936, durante a depressão norte-americana

“A contemplação das coisas como são, sem substituição ou fora de postura, sem erro nem confusão, é em si algo mais nobre do que uma colheita inteira de invenção.”

Dorothea Lange colou essa citação do artista plástico Francis Bacon na porta de seu laboratório fotográfico.

Durante a depressão norte-americana da década de 1930, Roy Stryker, da Farm Security Administration (FSA, agência governamental norte-americana ligada a áreas rurais), contratou alguns dos fotógrafos documentaristas mais talentosos do país para documentar o impacto do auxilio federal aos agricultores migrantes devido a secas acentuadas e às famílias em busca de trabalho.

Entre os fotógrafos estavam Arthur Rothstein, Bem Shahn, Walker Evans, Dorothea Lange, Carl Mydans, Russell Lee, Marion Post Wolcott, John Vachon e jack Delano. A FSA disponibilizou as fotografias gratuitamente, na esperança de que jornais e revistas as publicassem.

Durante os primeiros três anos, a maior parte dos fotógrafos se concentrou no sofrimento das pessoas.

Nos três anos seguintes, as imagens ficaram mais positivas, por conta dos projetos que ajudavam as pessoas. Nos oito anos de sua existência,  a FSA reuniu mais de 160 mil imagens, que hoje estão guardados na Biblioteca do Congresso dos EUA e que podem ser vistas no seu site: www.loc.gov.

Uma das imagens ícones mais famosas é “Migrant Mother”, de Dorothea Lange, que mostra uma mulher em um acompanhamento de recolocação com um bebê nos braços e duas crianças nos ombros. Seu rosto exprime as terríveis provações por que passaram e sua determinação firme de sobreviver.

 Gordon Parks fez um retrato célebre de uma diarista na frente de uma bandeira dos EUA.

O trabalho para FSA também incentivou inovações. Russell Lee usou flash para mostrar o interior escuro das casas provisórias. Ele até chegou a usar um visor de ângulo reto para poder fotografar as pessoas sem que elas percebessem.

 Walter Evans, ao estilo de Eugene Atget, utilizou câmera de fole 8 x 10 polegadas (20 x 25 centímetros). Uma de suas fotos era de uma cozinha simples na zona rural do Alabama que dizia mais sobre as pessoas sem que elas aparecessem na imagem. Ben Shahn, que era pintor e fotografo, deu às suas fotos um estilo mais pessoal. Margaret

Bourke White pedia às pessoas que fizessem pose para criar composições mais dramáticas.

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