Fotografia newborn: quanto cobrar?

em Artigos e Entrevistas, Dicas & Tutoriais, Notícias.

fotografia, babyborn, recém-nascidos, mercado brasileiro, congressos, feiras de fotografia, profissão, cuidados especiais, quanto cobrar, áreas da fotografia, Escolas de fotografia sp, melhor curso de fotografia Brasil, curso de video Full HD , cursos de fotografia focus,  aulas de fotografia,escola focus, enio leite, escolas de fotografia,  cursos de fotografia online, focus cursos de fotografia sp,  focus fotografia, escola de fotografia sp, curso de fotografia sp ,focus escola de fotografia, curso de photoshop , focus foto,  cursos vips de fotografia,  dicas de fotografia, focus foto, cursos de fotografia zona sul sp, curso de fotografia sp, notícias fotografia, cursos de fotografia zona leste, curso de fotografia zona sul, cursos de cinefotografia Full HD, melhores escolas de fotografia sp, curso técnico de fotografia sp , focus foto , melhores cursos técnicos de fotografia sp, focus foto, curso técnico de fotografia sp   , aulas de fotografia sp

A fotografia de recém-nascidos encanta.  As mãos do papai.

Por Carla Durante

O estilo “newborn” vem ganhando cada vez mais espaço no mercado brasileiro e é assunto frequente nos congressos e feiras de fotografia. Cada vez mais profissionais se especializam nesse nicho específico, que atrai a curiosidade e o interesse até de quem não era fotógrafo e vê nessa área uma oportunidade de buscar algo novo como profissão. São todos bem-vindos!

Fotografar bebês é algo mágico e encantador, o mercado é crescente e se mostra próspero, mas é preciso estar ciente de que se trata de uma atividade trabalhosa, embora não pareça à primeira vista, e que requer cuidados especiais, principalmente no que tange à segurança, conforto e ética com relação ao bebê.

Dito isso, podemos evoluir mais nossa conversa e começarmos a ver como é esse mercado em termos de valores, que serviços e produtos estão inclusos num “pacote de fotografia newborn”, quanto tempo dura uma sessão, que infraestrutura é necessária para a produção desse tipo de fotografia, entre outras coisas, para assim podermos ter uma base de quanto cobrar.

Num mercado tão novo é natural que os clientes ainda não saibam quanto custa esse tipo de trabalho, pois não há termos de comparação. Assim, são os fotógrafos profissionais que vão aos poucos formando essa referência.

Claro que – como em todas as outras áreas da fotografia – não há como “tabelar” os preços. Cada um deve se posicionar de tal forma que atinja o público com o qual pretende trabalhar. Isso varia muito de região para região do país, dentro dos estados também há diferenças de preços dependendo da cidade onde se atua, assim como o nível socioeconômico do cliente. Mas, num ponto em comum todos devemos chegar, pelo menos quem já experimentou fazer esse tipo de fotografia: não dá pra cobrar “baratinho”!

Esse é de fato um produto diferenciado e o tempo exigido para cada sessão, isto é, o trabalho que dá para fazer, deve ser valorizado, tanto pelo próprio profissional quanto pelo seu cliente. Mas já que estamos formando esse novo mercado, acredito que cabe ao profissional se posicionar. No entanto, é importante deixar claro: se o que se vai cobrar não é barato, ele deve ter qualidade! O que estou querendo dizer é que não se trata de cobrar “caro”, é preciso entender que tudo deve estar alinhado: valor, custos, especificidade do trabalho, cuidados, produção, qualidade fotográfica…

Então vamos apenas fazer uma lista, por alto, para ajudar a visualizar o que está em questão, para assim cada um poder tirar suas conclusões.

O fotógrafo que pretende atuar no mercado de fotografia newborn deve ter conhecimento técnico de fotografia e equipamento profissional ou pelo menos de “entrada” para garantir assim qualidade técnica e óptica das fotografias que irá vender.

Esse profissional deve estar ciente dos cuidados específicos com a segurança de um bebê recém-nascido: fazendo seu trabalho sempre em ambiente limpo, tranquilo, aquecido, e ter cuidados com a manipulação do bebê na hora de fazer as poses.

O estilo newborn é bem característico, mas pode ter suas variantes. De qualquer forma, por mais simples que seja, há a necessidade de certa produção: mantas para usar no fundo, props (que são os elementos de um cenário: baldinhos, cestos, bandeirolas, qualquer objeto que vá compor a cena), acessórios (gorrinhos, headbands, roupinhas), wraps (tecidos para embrulhar o bebê) etc.

Não estranhem, por favor, o excesso de palavras em inglês. Junto com o estilo e sua própria nomenclatura, importamos alguns termos (props, wraps, layers…). Algo que aos mais nacionalistas causa arrepios, para nós, fotógrafos dessa área, acaba sendo recebido de forma natural e, digamos, globalizada, já que muitos produtos nós encontramos – por enquanto – apenas no mercado estrangeiro. Como os “wraps”, por exemplo: não se trata de um simples paninho ou fraldinha para embrulhar o bebê.

O tecido é especial, possui uma elasticidade confortável que ao mesmo tempo segura o bebê, não aperta e nem faz marquinhas na sua pele delicada. Aconselho, inclusive, a adquirir uns dois ou três desse tecido. Invista primeiro em cores neutras, que sirvam para meninas e meninos, e depois, aos pouquinhos, vá incrementando sua produção. De qualquer forma, esse é um item que vale a pena investir.

Continuando, além de conhecimento, equipamentos e acessórios, é preciso lembrar que uma sessão com um bebê, na qual serão respeitadas suas pausas para a mãe dar de mamar, trocar a fralda e fazer o bebê dormir de forma tranquila e natural (sem, pelo-amor-de-Deus, jamais fazer uso de medicamentos relaxantes, chazinhos ou qualquer outra mandinga para que o bebê durma!), dura entre três a quatro horas. Talvez um pouco mais ou um pouco menos, dependendo do profissional, mas em média é algo por aí.

Lembre-se sempre: primeiro você montou tudo (os sets da fotografia), depois vai precisar desmontar, guardar os props e acessórios e lavar todos os tecidos que usou – quer o bebê tenha feito xixi ou cocô em cima dele ou não. Tudo deve estar sempre limpinho para a próxima sessão (lavar com sabão neutro ou específico para roupas de bebê – sem perfume).

Depois vem o trabalho da edição (escolha das fotos) e tratamento. Sim, as fotos devem ser tratadas. É assim que se faz profissionalmente com fotografia digital (o tratamento de fotografia faz parte do processo): ajustar brilho, saturação, correção de pele… tudo que achar que vai melhorar a qualidade da imagem final.

Os programas mais usados para isso são o Adobe Lightroom e Adobe Photoshop, entre outros. Daí, então, é preciso ter conhecimento desses softwares, bem como tê-los de forma legal (e não pirata!). Claro, você pode delegar essa etapa, terceirizar. Mas isso também terá um custo.

Daí, vocês já vão vendo quanto investimento! Mas ainda não terminou: como e o que exatamente você vai entregar?

Quantas fotos?

Arquivo digital ou só impresso?

Vai fazer fotolivro, álbum tradicional com fotos, outros produtos impressos?

sso tudo são variáveis que implicam o valor final do que chamamos de “pacote”, que, diga-se de passagem, vai além da sessão fotográfica em si.

Então… ufa!, deu pra sentir que não é pouca coisa e que não vale fazer a conta simples que alguns desavisados fazem: número xis de fotos dividido pelo valor total…

– Ah, puxa! – vão dizer – custa caro cada foto!

É errado esse jeito de pensar. Basta se lembrarem de tudo que leram acima. Não deixem seus clientes pensarem assim! Eduquem-nos. Isso cabe a nós, profissionais e formadores de opinião, criar um mercado justo, digno, coerente e valorizado. Tem que valer a pena!

Estamos fazendo com paixão, com carinho, com cuidado… mas vivemos disso. Então, precisa valer a pena. Se o cliente não pode pagar, paciência… talvez esse não seja o produto para ele. Não são todos, infelizmente, neste Brasil desigual, que vão poder ter um ensaio assim tão especial.

Outro alerta para quem está começando: não cometa o erro de fazer baratinho porque ainda não está totalmente seguroda qualidade do seu trabalho e/ou está formando portfolio. Conselho: faça de graça!

Isso mesmo: faça pelo menos uns cinco ensaios de graça – para amigos ou conhecidos ou para quem não pode pagar.

Atenção: esses bebês não são “cobaias”! Faça apenas o que se sentir seguro e preparado para fazer, mas o fato de não cobrar vai aliviar a pressão sobre você e você vai conseguir a calma necessária para a produção desse tipo de fotografia. Além disso, é importante que você perceba que esse mercado funciona muito no boca a boca. Se fizer barato para um, para dois, para três, vai ser difícil mudar seu preço se o seu cliente vier por indicação. Não se trata de ser “mercenário”, e sim de cobrar o real valor, OK?

Essa ideia serve também para que os fotógrafos se ajudem. Se um cobra muito barato, vai acabar atrapalhando o entendimento do cliente e isso prejudica quem cobra de forma correta. Claro, são só conselhos… o mercado é livre!

Vamos só incrementar um pouquinho mais a lista acima para poder ajudar vocês a terem uma ideia do que entregar para o cliente. E isso por favor entendam que é de uma forma generalizada. Cada fotógrafo – em cada região do país – trabalha de forma um pouco diferente.

Primeira coisa a se entender: em fotografia newborn, devido ao trabalho e como é feito, não entregamos muitas fotos finais. Não é como fotografia de evento (aniversário, batizado ou mesmo o parto). Cada imagem é produzida, trabalhada. Assim, para cada produção (props, figurino ou pose), costumamos fazer de três a seis cliques, variando ângulos, distância focal e composição. Numa sessão às vezes dá para fazer umas cinco ou seis produções diferentes; às vezes dá para fazer só três!

Então, não é bom garantir que você vai entregar muitas fotos. Melhor prometer menos e, se você conseguiu mais fotos, entregue de presente ou cobrando extra (como achar melhor). Mas não prometa 80 fotos e acabe frustrando o cliente se não conseguir essa quantidade. Digo, entregue só fotos boas! Lindas! Não uma foto parecida com a outra para poder dar um número razoável. Foto “parecida” cansa, tira o peso da foto que está ótima. Assim, se tem três ou cinco fotos bem parecidas, escolha apenas uma!

Dessa forma, em média, um pacote de fotografia newborn contém de 20 a 30 fotos. Essas fotos podem ser entregues em alta resolução (com uma cópia dos mesmos arquivos em baixa), gravadas num DVD ou – como hoje alguns fotógrafos já o fazem – entregando numa pendrive, mais um fotolivro de 20 páginas.

Fiz uma pesquisa nos diversos mercados do Brasil e encontrei preços variando entre R$ 680 a R$ 2.500, mais ou menos. Claro que os valores mudam em função de como é o acabamento do fotolivro (que tipo de papel e impressão), quantas páginas o fotolivro vai ter, qual o tamanho das páginas, qual fornecedor o profissional usa, entre outras opções.

Então, dependendo do(s) produto(s) que é(são) entregue(s), os valores podem ultrapassar R$ 3 mil. Mas não deveriam nunca estar abaixo dos R$ 680, embora tenha encontrado algumas pessoas praticando preços de R$ 300 ou – pasmem – até menos!

Como disse, o mercado é livre. Não me cabe julgar. Cada um deve saber o que faz. A minha ideia aqui é apenas pincelar e esclarecer – pelo menos um pouquinho – como eu acredito que devemos nos posicionar e aos poucos formar um mercado coerente.

Procurei ter uma média de valores do Brasil. Mas é sempre bom saber que no geral os custos em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, são mais elevados, tudo custa mais caro nesses lugares (aluguel etc.), então é natural que os valores também o sejam.

Então é isso. Espero que tenha ajudado um pouquinho a ter um ponto de partida para a ideia de quanto cobrar pela fotografia newborn, lembrando que está longe da minha pretensão ser dona da verdade e também esperando um pouco para ver o que acontece, mas já procurando influenciar de forma positiva nesse mercado que está apenas começando. Vamos fazer dele um mercado próspero e duradouro aprendendo a dar-lhe o valor correto e justo?

Fonte: http://goo.gl/Vr5E0s

Focus Escola de Fotografia – Desde 1975
Veja mais notícias:
http://focusfoto.com.br/blogs
Conheça os cursos da Focus:
http://focusfoto.com.br/cursos/
Fale com a Focus:  [email protected]

Sobre o autor

ATENÇÃO: OS TEXTOS, MATÉRIAS TÉCNICAS, APRESENTADAS NESSE BLOG SÃO PESQUISADAS, SELECIONADAS E PRODUZIDAS PELOS ALUNOS, PROFESSORES E COLABORADORES DA FOCUS PARA USO MERAMENTE DIDÁTICO E COMPLEMENTAR ÁS AULAS DE FOTOGRAFIA NAS MODALIDADES DE CURSOS PRESENCIAIS OU A DISTÂNCIA EAD, MANTIDOS PELA FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA, SEM QUALQUER OUTRO TIPO DE PROPÓSITO, RELEVÂNCIA OU CONOTAÇÃO. PARA MAIORES INFORMAÇÕES CONSULTE https://focusfoto.com.br A Focus é a única escola de fotografia no Brasil, que oferece ao aluno o direito de obter seu REGISTRO LEGALIZADO DE FOTÓGRAFO PROFISSIONAL, emitido pelo Ministério do Trabalho, por meio de cursos com carga horária total de 350 horas, incluindo períodos de estágio, preparo e defesa de TCC OS CURSOS DA FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA SÃO RECONHECIDOS PELA LEI N. 9.394, ARTIGO 44, INCISO 1 (LEI DE EDUCAÇÃO) O REGISTRO DE FOTÓGRAFO PROFISSIONAL é unificado, sendo o mesmo obtido pelas melhores Universidades Públicas do Estado de São Paulo. E você poderá obtê-lo EM QUALQUER MODALIDADE DE CURSOS DA FOCUS, presenciais ou a distância EAD em menos de 6 meses de curso. O aluno obterá seu REGISTRO DE FOTÓGRAFO PROFISSIONAL diretamente nas agências regionais do Ministério do Trabalho e Emprego. Este registro é fundamental para o exercício legal da profissão, constituição de seu próprio negócio, ingressos em concursos públicos e processos admissionários em empresas de fotografia, públicas ou particulares, bancos de imagens, agências de notícias, jornalismo e consularização de seu registro de fotógrafo, caso queira trabalhar em outros países ou Ongs. Internacionais, como "FOTÓGRAFOS SEM FRONTEIRAS" entre outras modalidades. SEJA FOTÓGRAFO DEVIDAMENTE REGULAMENTADO. QUALIDADE E EXCELÊNCIA EM EDUCAÇÃO FOTOGRÁFICA É NOSSO DIFERENCIAL HÁ MAIS DE QUATRO DÉCADAS. Os alunos recém-formados pela Focus competem em nível de igualdade com fotógrafos profissionais que estão no mercado há mais de 30 anos. Na FOCUS, o aluno entra no mercado de trabalho pela porta da frente! Os alunos, após formados, são encaminhados para o mercado de trabalho. Cursos 100% práticos, apostilados e com plantão de dúvidas. Faça bem feito, faça Focus! Há mais de 44 anos formando novos profissionais. AUTOR DO PROJETO e MEDIADOR DESSE BLOG: Prof. Dr. Enio Leite Alves, Professor Titular aposentado da Universidade de São Paulo, nascido em São Paulo, SP, 1953. PROF. DR. ENIO LEITE: Área de atuação: Fotografia educacional, fotografia autoral, fotojornalismo, moda, propaganda e publicidade. Pesquisador iconográfico. Sociólogo, jornalista, físico, fotoquímico, inventor e docente universitário. Fotografo de imprensa desde 1967, prestando serviços para os Diários Associados e professor do Sesc e do Curso de Artes Fotográficas Senac Dr. Vila Nova, São Paulo. Fotografo do Jornal da Tarde em 1972 -1973. Em 1975, funda a FOCUS – ESCOLA DE FOTOGRAFIA, primeira instituição de ensino técnico e tecnológico da AMÉRICA LATINA. No mesmo ano, suas fotos são premiadas na 13ª Bienal Internacional de São Paulo, quando a fotografia passa a reconhecida pela primeira vez como obra de valor artístico. Enio Leite, fundador do MOVIMENTO PHOTOUSP no início dos anos 70, com Raul Garcez e Sergio Burgi, entre outros, no centro acadêmico da Escola Politécnica, na Cidade Universitária, São Paulo-SP. Professor de fotografia publicitária da Escola Superior de Propaganda e Marketing, (ESPM), 1982 a 1984. Mestre em Ciências da Comunicação em 1990, pela Escola de Comunicação e Artes, USP. Doutor em História da Fotografia, Fotoquímica, Óptica fotográfica e Fotografia Publicitária Digital, em 1993, pela UNIZH, Suíça. No ano de 1997 obteve Livre Docência na Universitá Degli Studi di Roma Tre. Professor convidado pela Miami Dade University, Flórida, 1995. Pesquisador e escritor, publicou o primeiro livro didático em língua portuguesa sobre fotografia digital, Editora Viena, São Paulo, maio 2011, já na quarta edição e presente nas principais universidades brasileiras portuguesas. Colabora com artigos, ensaios, pesquisas e títulos sobre fotoquímica, radioquímica, técnica fotográfica, tecnologia digital da imagem, semiótica e filosofia da imagem para publicações especializadas nacionais e internacionais. (Fonte: Agência Estado - 12/03/2019)

Comentários

  1. Ana Sousa -

    Gostei muito da matéria. Estou apenas iniciando, mas quero começar de forma correta.

  2. Enio Leite -

    A sua iniciativa é correta Ana Paula. O primeiro passo deve ser bem dado, para isto procure uma escola profissionalizante que tenha história e que encaminhe os alunos para o mercado de trabalho.

Deixe seu comentário

  • (não será mostrado)