FOTOGRAFIA PANORÂMICA

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Os panoramas ocupam um lugar especial dentro da fotografia. Ainda que proporções que excedam 2:1 possam parecer exageradas, para paisagens e outras locações grandiosas, elas até que são bem satisfatórias

Para entender o porquê, precisamos voltar à questão de como a visão humana funciona. Nós vemos por varredura, vasculhando a cena, e não pela apreensão imediata dela toda em um único instante congelado. O foco de atenção do olho percorre a cena, geralmente muito rápido, e o cérebro monta a informação.

Todos os formatos fotográficos padrão – aliás, a maioria dos formatos de pintura também – são áreas que podem ser absorvidas em uma rápida sequência de varredura. O processo normal de olhar para uma imagem consiste em primeiro pegar o máximo que for possível com um olhar prolongado e, depois, voltar à imagem para ver os detalhes que parecem ser interessantes.

Um panorama, por outro lado, permite que o olho se ocupe apenas de uma parte da imagem por vez, o que, de modo algum, é uma desvantagem porque replica o modo de olharmos para uma cena real qualquer. Além de acrescentar um elemento de realismo à foto, isso ralenta o processo visual e, pelo menos em tese, prolonga o interesse em explorar a imagem.

Todavia, isso tudo depende de que a fotografia seja reproduzida em tamanho razoavelmente grande e de que seja vista suficientemente de perto.

Essa virtude dos panoramas – de concentrar o espectador em um ponto e apresentar apenas um pouco da imagem à visão periférica – é seguidamente explorada no cinema, no qual uma tela alongada é coisa normal. Sistemas especiais de projeção, tais como o Cinerama e o IMAX, baseiam-se no efeito realístico de envolver a imagem em torno do espectador. Imagens panorâmicas estáticas tem efeito similar.

O quadro também pode ser estendido de outros modos em pós-produção, esticando (usando ferramentas de software geométricas para deformação, distorção, entre outras) ou até por clonagem.

Certas imagens permitirão ser estendidas em uma ou mais direções – por exemplo, estender o céu para cima ou alargar o fundo de umas natureza-morta em estúdio, Layouts de revista costumam sugerir isso, ainda que haja considerações éticas relacionadas a esse tipo de manipulação, que resulta em imagens que não necessariamente são como foram vistas.

Aproveite para rever mais dicas sobre técnicas de fotografia panorâmica nas suas apostilas, bibliografias e vídeos das aulas de fotografia dos cursos profissionalizante da Escola Focus.

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