Fotografias de José Medeiros em exposição na Maison de l’Amérique Latine em Paris

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Ritual de iniciação das filhas de santo fotografado por José Medeiros

Com sua Rolleiflex, o fotógrafo José Medeiros (1921, Teresina-1990, Itália) registrou em preto e branco parte importante da história do Brasil. Não a história que se passava nos gabinetes do poder mas a do povo brasileiro, do homem negro das cidades, de índios em seus primeiros contatos com o homem branco, do homem do sertão e, particularmente, do Rio de Janeiro da década de 50, quando era doce viver na “cidade maravilhosa”.

A Fundação Moreira Salles, que organizou a deslumbrante exposição “Chroniques Brésiliennes”, na Maison de l’Amérique Latine, no Boulevard Saint-Germain, em Paris, inaugurada em setembro deste ano, possui 20 mil clichês de José Medeiros.

Os curadores Sergio Burgi e Elise Jasmin apresentam um artista que retoma em sua obra temas caros aos intelectuais brasileiros dos anos 30: o papel do negro na sociedade brasileira, a cultura afro-brasileira, o lugar do Nordeste no Brasil moderno, os índios, o folclore.

O repórter fotográfico da revista “O Cruzeiro”, onde trabalhou por muitos anos, foi chamado de “poeta da luz” e suas fotos são obra de um mestre que ensinou sua arte em Cuba, na escola de San Antonio de los Baños, fundada por Gabriel García Márquez.

As soberbas imagens que ocupam a grande área de exposição da MAL ganharam as páginas dos jornais franceses, que louvaram um artista excepcional que ajudou a impor seu estilo graças ao talento e à curiosidade sem par. Glauber Rocha dizia que José Medeiros –que foi diretor de fotografia de diversos filmes do Cinema Novo– era “o único fotógrafo que soube traduzir a luz brasileira”.

Medeiros é um cronista sem igual quando se trata de retratar o Rio dos anos 50, tema ao qual a segunda parte da exposição é dedicada. Seja nas fotos das praias da zona sul, no baile da Estudantina, no famoso baile de carnaval do Teatro Municipal, seja nas corridas de cavalo do Jockey Club com as elegantes desfilando chapéus e vestidos da moda, o olhar de Medeiros equivale ao de um refinado e sutil cronista.

 Uma de suas fotorreportagens especiais para O Cruzeiro, “As noivas dos deuses sanguinários”, um estudo sobre o ritual de iniciação das filhas de santo em um terreiro de candomblé na Bahia, foi mostrada em Paris este ano, de outubro a novembro, na Maison Européenne de la Photographie com grande sucesso. Algumas dessas fotos estão na mostra da Maison de l’Amérique Latine.

Medeiros foi o primeiro foto jornalista a ter permissão de registrar cenas de consagração de filhas de santo. O realismo, que pode chocar os mais sensíveis, não impede uma certa beleza poética, apesar da violência do ritual do sangue e das penas de animais na cabeça raspada das noviças do candomblé, que têm o corpo pintado de pontos brancos e parecem totalmente alheias, num estado de transe flagrado pela câmera mágica de Medeiros.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1014972-fotografo-jose-medeiros-e-tema-de-exposicao-em-paris.shtml

 

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