Fotografias de Nair Benedicto

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Vi Ver, fotografias de Nair Benedicto, 200 pp., Brasil Imagem – Produção Cultural em Fotografia, São Paulo, 2012, R$ 80; lançamento em 27/10, às 11h, na Casa da Imagem (Rua Roberto Simonsen, 136b –São Paulo, SP – ao lado do Pateo do Colégio)

No dia 27 de outubro, a fotógrafa paulista Nair Benedicto lança Vi Ver, livro que reúne fotos de sua autoria feitas em quatro décadas de trabalho, muitas das quais inéditas. Além das fotos de Nair, a obra conta com textos de Rubens Fernandes Junior, Laís Tapajós, Atenéia Feijó, Andréia Peres, Iza Salles e Siã Osair Sales (Kachinawa) e projeto gráfico de Ricardo Tilkian. Vi Ver foi lançado no final de agosto deste ano em Porto Alegre (RS), por ocasião do 6º Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre – Festfoto, do qual Nair foi a homenageada desta edição. A edição das fotos é da própria autora, que optou por apresentar um conceito bem amarrado, dividindo o volume em duas partes: Amazonias, na qual apresenta a região amazônica sob uma ótica humanitária e social e Desenredos, onde narra as histórias que a comoveram e motivaram em seus quarenta anos de fotografia.

“Não pretendi fazer uma retrospectiva do meu trabalho, mas sim uma revisão, pois na correria do atendimento aos clientes, a edição sempre ficava sujeita ao imediatismo. Na medida em que avançava na pesquisa, ia encontrando fotos nunca editadas, símbolos das mudanças pelas quais o País vem passando nesses últimos 40 anos. Senti que essas fotos-memórias do País não deveriam permanecer num arquivo privado. Decidi, assim, pela edição de dois blocos: AMAZONIAS e DESENREDOS. Amazonias, porque são várias e tive a oportunidade de estar documentando em momentos fundamentais: nos anos oitenta e noventa, épocas em que o próprio governo estimulava o desmatamento. Vi o nascimento de várias cidades. Trabalhei com tribos Kaiapó, naqueles tempos com mais de 40 anos de contato, e também com os Araras, um mês após serem contatados, entre outros. Conheci, in loco, o que é um estado extrativista como o Pará, onde todos chegavam somente para extrair. Já Desenredos são as histórias que permanecem sem solução, nas grandes e pequenas cidades. Em São Paulo, Amazonias e Desenredos se entrelaçam muitas vezes nos trabalhos dos grafiteiros, nos lembrando sempre a origem indígena da cidade. E o inexorável tempo foi o fio condutor da edição.”

Carlos Carvalho, coordenador do FestFoto, considera que o trabalho da fotógrafa Nair Benedicto “se confunde com a própria história contemporânea desse Brasil que resistiu para poder existir. A busca da dignidade ainda existente nos segmentos sociais excluídos que vemos nas fotos de trabalhadores e trabalhadoras das décadas de 80 e 90 do século passado, hoje se consolida na realocação das classes mais destituídas em uma nova classe média. A organização política que vemos em fotos das assembleias dos metalúrgicos do ABC paulista se transformou no atual projeto político que promoveu a maior redistribuição de renda da história do país. Crianças que resistiam nas ruas (e ainda resistem) encontram hoje a construção de um país voltado para elas. O que Nair Benedicto buscava ressaltar nos anos de resistência vem se transformando em política pública e novo paradigma de justiça social. Assim, a trajetória fotográfica de Nair se confunde com a própria história contemporânea do Brasil. Sua vida pessoal é por si só um capítulo desse Brasil que para existir teve que resistir e que se apresenta como novo apenas aos que não tiveram olhos para enxergar a gênesis desse processo”.

A autora

Nair Benedicto é jornalista formada em Comunicações pela USP – Universidade de São Paulo, Tem sua produção fotográfica voltada para temáticas sociais, especialmente as que envolvem mulheres, crianças, populações indígenas e ecologia. Participou de várias exposições nacionais e internacionais como fotógrafa e editora tendo trabalhos publicados em jornais e revistas tanto no Brasil quanto no exterior.

Tem fotos integrando os acervos do MOMA – Museu de Arte Moderna de Nova York, do Smithsonian de Washington, do MAM-Museu de Arte Moderna em São Paulo e no Rio de Janeiro, do Patrimônio Histórico da Cidade de São Paulo, e da coleção Pirelli-MASP. Foi uma das fundadoras da Agencia F.4 e do Nafoto-Núcleo dos Amigos da Fotografia. Coordenadora Geral do I e II Mês Internacional da Fotografia em 1993 e 1995, e do I Seminário Internacional em 1994.

Trouxe pela primeira vez ao Brasil, Josef Koudelka, Graciela Iturbide, Martim Chambi, Keiichi Tahara, Joan Fontcuberta, Mark Sealy, Walter e Naomi Rosemblum, entre muitos outros. A atuação do Nafoto permitiu a abertura de Museus importantes para a fotografia, como o Masp. Atualmente dirige a N Imagens, que concentra a veiculação de seu acervo e produção. A importância de sua produção fotográfica – já premiada por diversas vezes na área do jornalismo – foi também reconhecida com o Prêmio Trip Transformadores 2010.

Fonte: http://bit.ly/UDDe0Y

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Sobre o autor

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