Fotógrafo cria obra sobre tempo e mortalidade

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Num canto de seu estúdio, Hiroshi Sugimoto mantém uma espécie de museu particular de história natural, uma pequena parte da imensa coleção de artefatos que ele acumulou durante a trajetória que o tornou um dos fotógrafos de maior sucesso do mundo das artes.

Há um pedaço de rocha lunar salpicada, um pedaço de meteorito de ferro do tamanho de uma bola de futebol e ovos de dinossauro fossilizados que parecem parte do cenário do filme “Alien”.

O trabalho de Sugimoto aborda questões sobre a percepção e a alegação de que a fotografia captura a verdade. Mas seus interesses sempre foram mais amplos, chegando a uma preocupação quase científica com o tempo e sua companheira inconveniente, a mortalidade.

Algumas das primeiras fotos que valeram elogios a esse fotógrafo nascido no Japão são as de dioramas do Museu Americano de História Natural, em Nova York, que ele começou a fazer há quase 30 anos. De certo modo, as fotos eram a natureza vista por duas distâncias –aquela imposta pelo rifle do naturalista e o trabalho do taxidermista, e outra criada pela câmera de grande formato.

Ele compara seu trabalho às etapas sucessivas da fossilização. Há pouco tempo, Sugimoto estava novamente à procura de fósseis no escuro Hall de Florestas Norte-Americanas do museu. Era a primeira vez, em mais de duas décadas, que ele tinha voltado aos dioramas para continuar a trabalhar sobre uma ideia que não o abandona.

A série em vários momentos enfocou animais –ursos polares, bois-almiscarados, antílopes africanos, avestruzes– que, em suas traduções em preto e branco, parecem surreais. Com mais eficácia que os próprios dioramas, eles enganam o olhar, fazendo-nos crer que são imagens da natureza feitas no Serengeti ou no Ártico.

Desta vez, porém, Sugimoto, 64, voltou sua atenção para dioramas dominados por plantas e árvores, que apresentam o que ele vê como sendo uma visão da Terra após o desaparecimento da vida animal mais complexa –um interlúdio relativamente breve no calendário planetário de 4,5 bilhões de anos.

“Talvez seja minha idade”, comentou. “Estou começando a ter uma visão de longo prazo.” Fez um gesto, apontando para fora da janela. “Se não estivéssemos aqui, em cem anos a cidade inteira começaria a parecer com uma floresta outra vez.”

Sugimoto –cujo trabalho agora está exposto em Londres, na Pace Gallery– escolheu nove dioramas para fotografar no museu.

Abrindo caminho no meio do público, seus assistentes montaram molduras altas para cortinas pretas que cobriram os dioramas, para eliminar os reflexos sobre o vidro. Então Sugimoto montou sua máquina fotográfica R.H. Phillips & Sons 8×10 e fez fotos de teste com uma Polaroid.

Para eliminar a possibilidade de reflexos dos holofotes do museu, as pessoas de sua equipe usavam fantasias de ninja.

Sugimoto disse que continuou a voltar ao museu –e a outros museus de história natural pelo mundo afora– em parte porque enxerga neles algo mais real do que a realidade, que ele consegue captar por sua fotografia um pouco melhor a cada vez.

“Estou tentando aproximar minhas fotografias ao máximo possível da minha visão de como elas devem parecer”, explicou.

Fonte: http://bit.ly/TC8fvo

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