Fotógrafo norueguês registra homens que acreditam ser Jesus

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Crédito: Jonas Bendiksen/Magnum/Divulgação. Foto do livro The last testament

O Cristo da Sibéria teve a revelação em 1988 de que era o Messias e mudou o nome para Vissarion

Correio Brasiliense/Arte

Fotógrafo da Magnum foi em busca de homens que se vestem e vivem como Jesus Cristo

Fotógrafo da agência Magnum (organização francesa por onde passaram nomes como Sebastião Salgado e Henri Cartier-Bresson), o norueguês Jonas Bendiksen viveu em uma família em que a fé não era uma questão. Apesar disso, Bendiksen sempre foi fascinado pelos mistérios que envolviam o tema e quis entender como e por que as pessoas acreditavam.

Para isso, ele começou um projeto ousado: acompanhar homens, mundo afora, que acreditam ser o próprio Jesus, filho de Deus. Do brasileiro (e radicado em Brasília) Inri Cristo a um Messias russo, Bendiksen conviveu com esses homens e seus seguidores e tentou se aproximar da crença.

“O projeto foi um caminho para explorar a fé, entender como é acreditar e no que as pessoas podem crer. Quando descobri esses Messias, pensei que era uma oportunidade incrível. Quem iria perder a chance de ir falar com o próprio Divino?”, explica Bendiksen em entrevista ao Correio.

A pesquisa rendeu o livro The last testament, em que são retratados os supostos Messias e as pessoas que, em alguns casos, largaram toda uma vida para segui-los.

A fotografia, explica Bendiksen, foi a linguagem usada para expressar as experiências que teve durante o período. “Eu sempre tento trabalhar de forma simples e calma. Eu realmente não tenho muita ‘técnica’. Meu trabalho é tentar experimentar algo e explorar as questões nas quais eu tenho curiosidade com o uso de uma câmera. A fotografia é uma língua”, analisa.

Ele conta que as pessoas, em geral, foram abertas e solícitas. Elas compartilharam com o fotógrafo as crenças e experiências que tinham e aceitaram a presença de Bendiksen naquele meio. “Eu acho que pensaram que era uma coisa positiva eu estar ali, e realmente tentei não julgar quem estava certo e quem estava errado.”

Muito mais do que decidir o que era real ou não, Bendiksen quis tentar ver com os olhos de quem crê e imaginar como seria o mundo a partir daquele ponto de vista. “Eu pensava: ‘Vamos dizer que esta pessoa é verdadeiramente o Messias, o que o mundo parece ser a partir dessa perspectiva? Quais são as implicações para a humanidade?’”, reflete.

As pessoas que se dizem Jesus e seus seguidores não são, na visão de Bendiksen, mal intencionadas ou oportunistas. “Eu não quero analisar demais isso, mas eu não percebi que era algo feito por poder ou ganho pessoal.” No fundo, a percepção que ele teve era de que elas realmente acreditam naquilo.

“Na maioria dos casos, as pessoas que conheci têm boas intenções. Eles tiveram uma revelação, de acordo com eles mesmos, do próprio Deus, e estão simplesmente agindo por isso, com o que creem que é o melhor para todos nós”, detalha o fotógrafo.

“No fim das contas, quem pode dizer que a teologia da palavra de Inri Cristo é menos plausível do que todas as outras coisas em que as pessoas acreditam em todo o mundo?”

 No Brasil

Bendiksen veio duas vezes para o Brasil. No Distrito Federal, mais especificamente no Gama, ele conheceu e teve contato com Inri Cristo. O Messias brasileiro vive cercado de seguidores que abandonaram tudo para viver ao seu lado e  defendem que ele seja, de fato, Jesus.

A visão que o público, em geral, tem de Inri não é compartilhada pelo fotógrafo. “As pessoas geralmente têm um monte de ideias e preconceitos sobre Inri e seus seguidores, que provavelmente derivam de todo o material que está on-line”, acredita. Segundo ele, os discípulos de Inri são pessoas inteligentes e reflexivas, que encontraram ali um significado para a própria vida.

Eles tiveram também paciência e disponibilidade para falar extensamente com o fotógrafo. Durante a visita de Bendiksen, os discípulos e Inri passaram bastante tempo conversando e expondo ao fotógrafo as crenças que têm. “Eles realmente levaram muito a sério a tarefa de explicar a sua posição e teologia, e me mostraram seu mundo.”

Depois de conhecer tantas pessoas que têm a fé como um ponto fundamental para a vida, uma pergunta se torna incontornável para o fotógrafo: ele passou a acreditar? E a resposta é não. “Eu não posso dizer que a minha própria arquitetura pessoal mudou. Ainda sou o racionalista e cético que sempre fui. Mas tive uma oportunidade de tocar e sentir o que é a fé  —  e vejo que, em vários aspectos, ela é uma coisa mágica e bela em muitos casos”, justifica.

O mais difícil de tudo, revela Bendiksen, é deixar agora o projeto para trás e voltar para a vida cotidiana. “Foram algumas das experiências mais memoráveis da?? minha vida e foi muito especial visitar esse mundo mágico. É difícil agora voltar para minha própria cinza e normal existência comum”, garante.

“O projeto foi um caminho para explorar a fé, entender como é acreditar e no que as pessoas podem crer””

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