Fotógrafo revela que quase não tirou foto histórica de João do Pulo em 75

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Ari Gomes e Edson Mauro seguram registro histórico de João do Pulo após ouro em 1975 (Foto: Reprodução SporTV)

Ari Gomes e Edson Mauro seguram registro histórico de João do Pulo após ouro em 1975 (Foto: Reprodução SporTV)

Sem credencial, Ari por pouco ficou sem entrar no estádio da disputa do salto triplo. 

De folga, o radialista Edson Mauro correu até um orelhão para transmitir recorde Foi no dia 15 de outubro de 1975 que João Carlos de Oliveira entrou definitivamente para a história do esporte brasileiro. Nessa data, o cabo do exército que ainda não era conhecido como João do Pulo conquistou medalha de ouro ao quebrar o recorde mundial do salto triplo, com o tempo de 17s89. A marca foi alcançada nos Jogos Pan-Americanos do México.

Responsável pela única fotografia do momento marcante, Ari Gomes revelou que o registro quase não foi permitido.   – Nesse dia eu não estava credenciado. Não me lembro por que fui para o atletismo. Ainda bem que eu fui. Papai do Céu ajuda também, né? Estava no lugar certo na hora certa.

Eu não poderia entrar na pista, tinha que ter uma espécie de um crachá. Tinha um rapaz que já conhecia da sala de imprensa e falei: “Olha, pelo amor de Deus, eu só vim fotografar um brasileiro. Aquele escurinho que está lá. Eu só quero fotografar aquele escurinho, o brasileiro”. Tanto é que eu só entrei para fotografar o João do Pulo. Quando falaram “prepara o João”, falei: “Vou lá e saio”. Fui e fiquei – contou Ari Gomes, na época fotógrafo do “Jornal do Brasil”.

Outro profissional que teve a oportunidade de acompanhar presencialmente o momento histórico foi o radialista Edson Mauro, da “Rádio Globo”. A emissora era um dos poucos veículos de comunicação brasileiros presente nos Jogos. O estúdio, instalado em um hotel na Cidade do México, enviava o áudio para o Rio de Janeiro e a cobertura era feita por telefone. Edson estava de folga naquele dia, mas assim como Ari contou com a sorte para vivenciar aquela grande notícia.

Pelo amor de Deus, me põe no ar que eu tenho uma notícia!”

– Ele tinha batido recorde no salto em distância. Já tinha ouro. Criei uma pauta: “Vou ver, hoje o cara vai saltar de novo”. De repente aparece no placar: “novo recorde mundial, 17s89”. Foi uma festa da imprensa brasileira na bancada dos jornalistas brasileiros. Corri para o orelhão telefônico, enchi de ficha e liguei para o hotel: “Pelo amor de Deus, me põe no ar que eu tenho uma notícia!  Me põe para o Rio direto!”.

Entrei acho que no programa do Aroldo de Andrade e falei: “O brasileiro João Carlos de Oliveira acaba de bater o novo recorde mundial”. Não era João do Pulo na época – lembrou o narrador Edson Mauro, ainda em atividade na “Rádio Globo”.  Após a conquista, João Carlos de Oliveira passou a ser almejado pela imprensa. Esperado para uma coletiva de imprensa no hotel em que estava hospedado, no dia seguinte ao segundo ouro conquistado no Pan do México, o atleta estava dormindo quando Ari Gomes foi ao seu quarto e acabou fazendo papel de assessor de imprensa do saltador.

 – No dia seguinte tinha a coletiva do João. Dez horas da manhã e o João dormindo. Fui ao quarto dele. Naquela época podia, não tinha tanta segurança como tem hoje. Tinha livre acesso. Restrito, mas tinha. Fui e falei: “Ôh João, ôh bacana, acorda, a imprensa toda está aí”.

O João não tinha noção. Ele chorou porque tinha batido um recorde. Mas ele não tinha a noção de mídia – contou. Já conhecido como João do Pulo, o atleta brasileiro voltou a conquistar medalhas de ouro nos Jogos Pan-Americanos de San Juan, Porto Rico, em 1979, também nas disputas de salto em distância e salto triplo. João ainda conquistou outras duas medalhas, porém de bronze, nas Olimpíadas.

Ambas foram no salto triplo, uma em 1979, nos Jogos de Montreal e outra em 1980, em Moscou. João Carlos de Oliveira teve que interromper sua carreira em 22 de dezembro de 1981, quando sofreu um grave acidente automobilístico na Via Anhanguera, no sentido Campinas-São Paulo. Ficou quase um ano internado na UTI até que sua perna direita precisou ser amputada.  João do Pulo faleceu em 1999 devido a cirrose hepática e infecção generalizada.

Seus últimos anos de vida foram na solidão, com problemas de depressão, alcoolismo e até mesmo de ordem financeira.  Chegou a ser preso por não pagar pensão alimentícia a um de seus dois filhos. Sua única fonte de renda era o soldo de segundo tenente reformado do Exército.

Fonte: http://glo.bo/1JK6KKY

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