Fotógrafos captam transformações de cidades brasileiras

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Artistas como Mauro Restiffe, Tuca Vieira e Luiza Baldan expõem em imagens a vida fragmentada das metrópoles. Foto: claraboia do Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (Foto: Mauro Restiffe)

Audrey Furtaneto/O Globo
A Polícia Militar invadiu a Luz, na região central de São Paulo, em 2012, e dispersou, com violência, moradores de rua, traficantes e usuários de drogas do bairro. Um incêndio atingiu o prédio do Memorial da América Latina, em novembro de 2013, dias depois de um guindaste desabar nas obras do Itaquerão, o estádio paulista da Copa do Mundo. Mauro Restiffe e sua Leica cruzavam, então, a capital paulistana, investigando aquela metrópole em transformação.

Para além de registros pontuais (estes de incumbência do fotojornalismo), Restiffe almejava documentar a experiência urbana “dispersa e quase impossível”, em suas palavras.

— O ciclo de evolução das cidades do Novo Mundo é muito acelerado. E isso é, de fato, um bom tema para a arte em geral e para a fotografia — completa o curador Thyago Nogueira, editor da revista “Zum” e coordenador da área de fotografia contemporânea do Instituto Moreira Salles (IMS), que, a partir de hoje, às 17h, e até 28 de setembro, abriga a exposição “São Paulo, fora de alcance”, nome do projeto desenvolvido por Restiffe sob encomenda da instituição.

O projeto dá início a um programa anual do IMS que prevê uma exposição de imagens criadas a partir da parceria entre a instituição e um fotógrafo. Restiffe, que já havia registrado a intervenção policial na Luz para a revista “Zum”, foi convidado por Nogueira a retratar a cidade. Os dois debateram longamente as formas de se retratar a metrópole em mutação. Descartaram ícones, como o edifício Copan, e pensaram em espaços de que não se tem ainda vasto repertório visual. As imagens foram captadas durante caminhadas diárias por bairros centrais e periféricos da capital paulistana, como Brás, Vila Congonhas e Itaquera.

— Há uma dificuldade de se conseguir apreender toda a cidade. Quando saí a campo, tive várias questões em relação a usar a cidade como tema. Como retratar São Paulo? Percebi que era quase impossível. Optei por um registro em que nada é muito pontual, tudo é mais disperso. É uma visão da cidade a partir de uma vivência — diz Restiffe.

Em uma de suas fotos, o incêndio do Memorial da América Latina, que pipocava em sites e programas de notícias, é apenas pano de fundo — o prédio modernista em chamas surge num canto da imensa fotografia, enquanto os trilhos de trens na Zona Oeste de São Paulo ocupam o centro da imagem. O espetáculo de engenharia que se via nas obras do Itaquerão está distante do primeiro plano, como uma paisagem longínqua da cena em que jovens conversam na passarela do metrô do bairro.

As fotografias, na opinião do curador da mostra, combinam “olhar documental e questões da história da arte”. Restiffe dialoga com os street photographers de Nova York, como Robert Frank, e se aproxima de fotógrafos alemães de “tradição mais pictórica”, como Andreas Gursky.

— O que vejo de muito emocionante é que se faz um retrato da cidade que não olha só a arquitetura ou os personagens, mas combina situações. Há uma certa ambiguidade na composição, que reflete um pouco a experiência urbana, estranha e ambígua — afirma Nogueira. — Essas vivências na cidade e suas transformações são questões cruciais para a fotografia acompanhar.

O paulistano Tuca Vieira percorreu, no ano passado, sete cidades de Pernambuco e do Pará para registrar o “espetáculo do crescimento” — a expressão dá título ao ensaio do fotógrafo, que, então, acompanhava uma expedição da Bienal de Arquitetura de São Paulo pelos estados do Nordeste, cujo mote era pesquisar paradigmas do desenvolvimento recente do país.

— Propus fotografar de forma que esse desenvolvimento econômico se refletisse na paisagem da cidade. Quando se faz algo assim, é importante ter consciência de que o trabalho está inserido numa tradição fotográfica. Ir ao interior do Brasil e explorar essas paisagens é algo feito desde a descoberta do país, começando com pintores e, depois, com a fotografia. Procurei fazer com que meu trabalho dialogasse com essa tradição. Se conseguisse isso, ele iria pertencer à história da fotografia — diz Vieira.

Ele se refere a nomes como Marc Ferrez (1843-1923), que a partir de 1903 documentou sistematicamente as obras de construção da Avenida Central, no Rio. Ou ainda Militão Augusto de Azevedo (1837-1905), notável pelo “Álbum comparativo da cidade de São Paulo: 1862-1887”, em que contrapõe registros dos mesmos logradouros feitos nas duas datas. Para Vieira, que se define como “um fotógrafo de lugares” (“Como moro na cidade, é ela que fotografo”, diz), as transformações urbanas recentes, visualmente, refletem-se “numa intervenção pesada do homem na natureza”.

— Minha aposta foi encontrar essa, digamos, violência do homem contra a natureza. Tecnicamente, trabalho à moda antiga, quase século XIX. Demoro para escolher um lugar, fico mais tempo olhando do que fotografando. Tenho um processo lento. A fotografia hoje em dia é muito veloz, fotografa-se muito e enxerga-se pouco. Eu aposto nisso, procuro enxergar mais e fotografar menos. Talvez isso faça com que as imagens tenham valor mais do que fugaz. Quando a fotografia é produto dessa meditação, ela pode se diferenciar desse turbilhão de imagens — completa o fotógrafo.

As fotos que Luiza Baldan fez no Rio parecem fruto de meditação em meio ao caos urbano. São como paisagens silenciosas, e as transformações da metrópole são “detalhes sutis”. Ela registrou, por exemplo, o parque de diversões Terra Encantada, fechado, na Barra da Tijuca. Em primeiro plano, está o espaço abandonado; ao longe, os prédios da cidade.

— Minhas fotografias são observações, muito mais do que constatações. Quando fotografo, tiro as referências geográfica e temporal. Quem vê não sabe nem quando nem onde o trabalho foi feito — diz Luiza.

No Rio, o fotógrafo Cesar Barreto, que lançou no fim do ano passado o livro “Rio pitoresco” (Casa da Palavra), costuma ser o nome mais lembrado quando se trata de registros sistemáticos de mudanças recentes na cidade. Contratado pela prefeitura, ele vinha captando, desde 2011, imagens do Parque Olímpico, as obras no Túnel da Saúde, entre outras grandes transformações locais. A ideia era repetir o que fotógrafos como Ferrez e Augusto Malta (1864-1957) fizeram no Rio do início do século XX: acompanhar, sem pausa, o que surge na cidade. O contrato, no entanto, foi rompido em março do ano passado, e o projeto, antes previsto para seguir até 2016, foi interrompido.

Para Cristiano Mascaro, um dos mais importantes fotógrafos do país, o potencial das transformações urbanas para a fotografia é vasto, mas “há atualmente um predomínio de trabalhos de caráter conceitual” em detrimento da foto documental.

— Todo fotógrafo quer ser artista de bienal, quer acompanhar o que acontece nas artes plásticas, na pintura — avalia Mascaro. — Sempre acompanhei a cidade como fotógrafo num sentido documental, mas não literal, não fiz apenas reproduzir a cidade. Mas percebo que fotógrafos hoje veem o trabalho de representar a realidade como algo redutor. Infelizmente.

Fonte: http://goo.gl/YIutP9   

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