Fotógrafos e freelas

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Não faz sentido usar distinções para os assistentes, pois somos todos fotógrafos. Foto:  & Texto: JR  Comodo Filho

Sempre que participo de conversas, percebo os fotógrafos usando o termo “freela” para se referirem aos seus assistentes ou àqueles que contratam para terceirizar determinados eventos. Por outro lado, ouço os “freelas” chamando de “fotógrafos” aquelas pessoas para quem eles prestam serviços como assistentes ou os substituindo em determinados eventos.

Acho isso o fim da picada. Somos todos fotógrafos. Todos temos a mesma profissão, usamos a mesma matéria-prima e sentimos na pele a mesma dor e alegria de sermos o que somos. Na minha opinião, a adoção desses “rótulos” leva a tensões e problemas que seriam evitados ou melhor administrados se todos nos olhássemos como fotógrafos. E ponto.

Por sermos profissionais, a relação entre nós deve ser clara, ética, respeitosa e dentro dos limites da lei. Infelizmente, não vai caber numa única coluna tudo o que precisa ser explicado. Assim, nesta edição, colocarei os problemas mais recorrentes e deixarei vocês pensando até a próxima edição, quando continuarei o tema e apresentarei as respostas e sugestões.

A lista de coisas para refletirmos parece não ter fim: um fotógrafo – seja titular ou freela – precisa se locomover, se alimentar, ter seguro dos equipamentos, arcar com gastos de telefonia celular, Internet, seguro de saúde, cursos de atualização, atualização de seus equipamentos, ter momentos de lazer para arejar o olhar e o cérebro. Será que isso tudo é levado em conta por um “fotógrafo titular” na hora de precificar e remunerar o seu “fotógrafo freela”? Isso parece irrelevante, mas tem sérias consequências na motivação do “fotógrafo freela” e reflexos evidentes na qualidade do material por ele produzido.

Como administramos o acesso do “freela” ao material que ele produziu enquanto ajudava ou substituía o “titular” num evento ou mesmo num job inteiro dentro do estúdio? Já vi fotógrafos titulares simplesmente impedirem que seus assistentes tivessem acesso às fotografias que criaram. Isso é ilegal. Isso é um desrespeito. Mas também não podemos deixar de considerar que muitas vezes o trabalho exige sigilo. E a solução, então, vem através de limites pactuados para o uso do material pelo assistente. Mas, repito, impedir que o fotógrafo “freela” fique com uma cópia de tudo o que produziu não é uma opção.

Fotógrafos “titulares” ou “freelas” precisam conviver com uma ansiedade: e se o outro não aparecer na hora do trabalho? E os motivos desse não aparecimento são os mais variados! O “titular” pode ter sofrido um “piriri” monstro e ficado preso no banheiro ou, simplesmente, ter arrumado mais um job de última hora e decidido deixar o “freela” na jaula com os leões sozinho. Mas também já soube de “freelas” que, na última hora, receberam proposta de um job melhor ou mais rentável e decidiram deixar o “titular” na mão. Obviamente isso somente se resolve com um contrato que amarre as partes, estabelecendo direitos e deveres recíprocos, bem como multas para a hipótese de descumprimento.

Para não me estender demais, vou incluir duas questões no mesmo tópico: os “titulares” que usam imagens dos “freelas” como se fossem suas para ilustrar sites, blogs e até fazer ampliações que vão para as paredes do estúdio. E “freelas” que se apresentam para o mercado como se fossem os responsáveis por um cliente que, na verdade, pertence ao “titular” – isso quando não tentam captar para si aquele cliente que pertence ao “titular”. Felizmente esses dois problemas de origem ética não são tão frequentes, mas existem e precisamos discutir os reflexos jurídicos dessa tremenda falta de respeito.

Uma questão bastante delicada diz respeito ao momento em que um “fotógrafo freela” se torna tão habitual e frequente na vida do “titular” que cria vínculo empregatício com este. Como lidar com essa questão? E o desdobramento, que é a situação em que o antigo “assistente” simplesmente cria o próprio estúdio e passa a competir diretamente com seu antigo “titular”? Já presenciei situações bastante tensas por essa razão.

Concluindo a série de assuntos sobre os quais eu desejo que vocês reflitam, coloco a questão do crédito autoral. Tecnicamente, um fotógrafo “freela” é tão autor de suas imagens quanto o fotógrafo “titular” é das imagens dele. Mas não é comum vermos um “titular” incluindo o crédito dos seus “freelas” no material entregue aos clientes. Como também não é comum um “freela” incluir em seu portfolio a informação de que aquele trabalho foi realizado a partir de ordens ou sob supervisão do “titular”. Os interesses em jogo são os mais variados. Mas vou focar a minha análise no conflito entre ego e dinheiro.

Como vocês devem ter percebido, vamos entrar num terreno pantanoso. Mas tenho certeza que vocês sairão deste debate fortalecidos, olhando para os outros fotógrafos com mais respeito e buscando uma atitude mais conciliatória e menos desconfiada. Afinal, o futuro da nossa profissão depende só de nós.

Fonte: http://bit.ly/Tnb3Qb

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