Fotos corporativas dão lucro e reconhecimento profissional

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Filão a mais nas empresas

Texto: Nildo Teixeira

Relatórios anuais, apresentações para acionistas, festas de final de ano, registro da assinatura de contratos e por aí vai. Muitos fotógrafos nem pensam nas empresas como um potencial mercado para seus trabalhos, mas elas estão aí, em frente a nossa cara, com muitas demandas. “São muitas as oportunidades em que as empresas solicitam serviços fotográficos”, atesta Nelson Toledo, que há mais de 20 anos atua no mercado paulista.

O desenvolvimento de portfolios e relatórios para acionistas e potenciais investidores é um dos filões da chamada fotografia institucional, ao lado do registro de congressos e reuniões de funcionários – em que muitas vezes há exibição de fotografias – produzidas, quase sempre, por um profissional chamado especialmente para isso. Um fotógrafo também pode ser contratado para serviços como registro de perícias ou dos programas de responsabilidade social da empresa, além das atividades do departamento de Recursos Humanos. “É um mercado muito bom, que já foi excelente antes da chegada da fotografia digital”, afirma Toledo.

Ele se refere à proliferação de câmeras digitais, que levou muita gente a “virar fotógrafo” da noite para o dia e acabou provocando uma redução nos trabalhos para fotógrafos já estabelecidos. Mas isso é outra história, um cenário que pode ser mudado com a busca por novos mercados como o institucional, em que, segundo Toledo, “tudo que possa ter um CNPJ é um cliente em potencial: grandes, pequenas e médias empresas, ONGs, institutos, fundações, construtoras, escritórios de arquitetura e design, clínicas… a lista é enorme”, assegura.

O acesso a esse universo, de acordo com o fotógrafo, se baseia muito no conhecimento pessoal. “A indicação ainda é o melhor caminho”, garante, com a experiência de quem já testou anúncios em catálogos especializados, revistas e Internet. “Nada disso supera um cartão acompanhado de um sorriso”, diz. A apresentação pessoal também é importante. “A qualidade dos profissionais está mais nivelada, por isso todos os detalhes podem contribuir para ser seu diferencial”, explica. Com a psicologia desenvolvida nos mais de 20 anos na praça, dá uma dica: “As mulheres notam muito seu sapato; os homens, seu carro”, brinca.

Formado em artes plásticas e pós-graduado em fotografia pelo Senac, Toledo começou a carreira num jornal esportivo. Também fazia trabalhos para assessorias de imprensa e revistas de náutica, tênis e pesca. Em 1994, de olho nos mercados publicitário e corporativo, comprou uma Sinar 4×5 e uma Hasselblad, e com elas sua presença nesses nichos deslanchou – sendo, inclusive, premiada. “Já ganhei dois prêmios Aberje, fazendo parte de equipes que desenvolveram projetos para a Ford e o Carrefour. Além disso, tenho fotos no acervo do Instituto Cultural Itaú e no Museu da Fotografia da Cidade de Curitiba”, orgulha-se.

Esse reconhecimento lhe permite colocar, mesmo em trabalhos encomendados, muitas vezes com layouts rigidamente estabelecidos, um pouco de seu próprio olhar. Sem deixar, claro, de atender as necessidades de quem, no final, assina o cheque. “Você precisa identificar qual a real necessidade do cliente. Tento fazer uma adequação entre seu gosto, o meu olhar e as condições de trabalho”, conta. Ele diz que, ultimamente, tem sido chamado para realizar alguns ensaios, com um olhar mais pessoal. “Nesses casos, a responsabilidade aumenta. É mais fácil seguir um layout ou um roteiro”.

Ele trabalha com equipamento Canon – uma 5D e uma D60, objetivas fixas 20, 35, 50 (macro) e 100mm, além de uma 28-70 e uma 70-210. Usa dois flashes com transmissor e tochas independentes. Já teve um estúdio completo, mas hoje prefere a estrutura que chama de “escritório de fotografia”, um conjunto comercial com escritório, uma sala com miniestúdio de still para pequenos trabalhos, uma copa e um banheiro que se transforma em camarim em algumas emergências. “Quando a produção necessita de um espaço maior, recorro a locações”, explica.

Ampliações em papel fotográfico, para ele, são coisas do passado. “Só nos álbuns de família”. Toledo entrega as imagens gravadas em CD ou DVD, e em alguns casos em fotolivros. Costuma cobrar por saída ou estabelecer uma tabela de preços por foto realizada, de acordo com a conveniência do cliente.

Sobre a questão direito autoral, Toledo diz que é preciso entender que as empresas são um tipo específico de cliente, com necessidades e características próprias. “Não quero filosofar sobre a sociedade contemporânea, mas estamos num mundo volátil. As empresas têm uma rotatividade de pessoal razoável, os projetos estão velhos ou esquecidos depois de um ano, poucas estão preocupadas com arquivos ou banco de dados, tanto que sou sempre chamado para atualizar imagens. Assim, tenho dado autorização sem prazo de vencimento para a maior parte dos trabalhos”, comenta. “Aplico restrições apenas em projetos pessoais e publicidade”, acrescenta.

A publicidade, para ele, é o melhor mercado em termos de grana. “Tem seu grau de exigência mais elevado, e até por isso paga melhor”, analisa. Em termos de satisfação pessoal, no entanto, prefere a fotografia corporativa ou institucional. “Na publicidade, você fica invisível ao dividir a autoria com a equipe da agência, mídia, impressão e tudo mais. Já dentro das empresas, as pessoas reconhecem sua autoria e chegam a te parar no corredor para trocar ideias, dar parabéns. Isso é muito estimulante”.

Fonte: Photos/UOL

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