GRANDES MESTRES DA FOTOGRAFIA – A CRÍTICA, 1943, WEEGEE

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                                               Weegee e o cotidiano noturno de Nova York          

A crítica, de Weegee, tem como tema os contrastes: duas mulheres ricas vestindo peles e jóias suntuosas e uma pobre espectadora solitária, metida em um sobretudo esfarrapado.

Uma das mulheres segura delicadamente sua bolsa de cetim, observada pela mulher desgrenhada que agarra com firmeza sua bolsa contra o própio peito. O uso marcante por Weegee de um poderoso flash ilumina as freqüentadoras da ópera, deixando seus rostos brancos e cerosos e adicionando vida e  brilho às suas joias e peles caras.

Arthur Fellig (Zolochiv, Ucrânia, 12 de junho de 1899 – Nova york, 26 de dezembro de 1968), mais conhecido pelo seu pseudônimo Weege, foi um fotógrafo norte-americano. É conhecido por suas fotografias austeras em preto-e-branco de cenas do cotidiano da cidade de Nova York.

Trabalhou durante as décadas de 1930 e 1940 em Manhattan, Nova York, como fotógrafo para jornais, criando um estilo que se tornou popular por captar os avanços que estavam ocorrendo em Nova York.

 Grande parte de sua obra retrata cenas realistas e duras da vida urbana, do crime, da ofensa e da morte. Publicou em vida livros de fotografia e também trabalhou no cinema, primeiro fazendo seus próprios curtas-metragens e depois colaborando com diretores como Jack Donohue e Stanley Kubrick.

A obra de Weege é um importante legado para a fotografia, tendo inspirado o cenário fotográfico emergente da Nova Iorque dos anos de 1960, ao qual pertenciam, por exemplo, Diane Arbus e Peter Hujar.

O apelido Weege surgiu de um apelido que Fellig ganhou de si mesmo, da equipe da Acme Newspictures ou de um policial graças à sua rapidez em chegar às cenas apenas poucos minutos depois de acontecerem crimes, incêndios ou outras emergências relatadas às autoridades locais.

Trabalhava à noite e competia com a polícia para ser o primeiro a chegar às cenas dos crimes, vendendo suas fotografias para tabloides e agências fotográficas. Suas fotografias, centrada nos arredores da sede policial de Manhattan, foram rapidamente publicadas no Herald Tribune, World-Telegram, Daily News, New York Post, New York Journal American, Sun e outros jornais.

Em 1957, após desenvolver diabete, mudou-se com Wilma Wilcox, uma assistente social Quaker que ele conheceu na década de 1940 e que acabou por cuidar dele e depois de seu espólio fotográfico. Viajou pela Europa até 1968, trabalhando para o Daily Mirror e em uma diversos projetos de fotografia, cinema, palestra e literatura. Em 26 de dezembro de 1968, Weegee morreu em Nova Iorque aos 69 anos de idade.

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