GRANDES MESTRES DA FOTOGRAFIA: WALKER EVANS

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Foto: Walker Evans

“Os olhos trafegam em sentimentos, não em pensamentos” Walker Evans

Walker Evans (1903-1975) é um dos mais influentes artistas do século 20, além de ser considerado o pai do fotojornalismo documental. As suas fotografias documentais da vida cotidiana, principalmente na obra feita no American Dustbowl, em 1930, o consagraram como uma das maiores forças da fotografia.

Sua exposição individual intitulada Fotografias Americanas, no MOMA em 1938, marcou um novo tipo de fotografia documental. Colaborou com James Agee no livro Let Us Praise Now Famous Men, mostrando a pobreza rural nos Estados Unidos, publicado em 1941.

Suas imagens elegantes e claras inspiraram gerações e gerações de artistas, de Robert Frank a Keith Arnatt. Para muitos, Evans tinha a habilidade de ver o momento presente como se ele já fizesse parte do passado, transformando cenas em arte duradoura.

Durante cinquenta anos, retratou com olhos de poeta e precisão de cirurgião expressões vernaculares da cultura americana moderna: cafés baratos, quartos simples, ruas centrais de pequenas cidades, povos indígenas na beira das estradas. Nascido em Missouri, nos Estados Unidos, Evans desenvolveu seu interesse por pintura e fotografia ainda na infância, época em que clicava sua família e seus amigos com uma Kodak de pequeno porte.

Na adolescência, largou a faculdade para mudar-se para Nova York e começou a trabalhar em livrarias, seduzido pela possibilidade de passar o dia lendo obras dos artistas que amava, T. S. Eliot, D. H. Lawrence, James Joyce, Charles Baudelaire, Gustave Flaubert e E.E. Cummins. Em 1927, depois de um ano estudando em Paris e escrevendo suas próprias histórias e ensaios, retornou a Nova York decidido a se tornar um escritor. No entanto, também passou a direcionar seus impulsos estéticos para a fotografia, onde implantou o que amava na literatura: lirismo, ironia, descrição incisiva e estrutura narrativa.

Suas primeiras fotografias revelam a influência do modernismo europeu, estilo do qual se afastou para se aproximar do realismo, que enfatiza o papel do espectador e o poder poético de temas comuns. Em 1935, aceitou o emprego que consolidaria sua identidade: foi convidado pelo governo dos Estados Unidos para fotografar uma comunidade de reassentamento do governo construída para mineiros de carvão desempregados.

Por esse trabalho, acabou tornando-se o “especialista de informação” da Ressettlement Administration (RA), depois chamada de Farm Security Administration (FSA), uma instituição criada com o objetivo de combater a pobreza rural, uma das principais consequências da Grande Depressão.

Ao lado de fotógrafos como Dorothea Lange, Evans foi incumbido da documentação da vida de moradores de cidades pequenas, com o objetivo de demonstrar como o governo estava se esforçando para melhorar a vida daquelas comunidades. Mostrando pouca preocupação ideológica em seguir os itinerários sugeridos, Evans viu a pauta como uma oportunidade de retratar a essência da vida americana. Suas fotografias de estradas, arquitetura, igrejas rurais, barbearias e cemitérios revelam um respeito profundo por essas tradições, muitas vezes negligenciadas nas grandes cidades. Desde suas primeiras aparições em jornais, revistas e livros no final da década de 1930, essas imagens icônicas entraram na consciência coletiva do povo americano, enraizando-se profundamente na memória do período da Depressão.

Leitor e escritor apaixonado, passou a fazer parte da equipe da Time em 1945. Pouco depois, tornou-se editor na Fortune, onde permaneceu até 1965 — ano em que se tornou professor de design gráfico na Universidade de Yale. Em 1973, Evans passou a trabalhar com a inovadora Polaroid SX-70. As qualidades da câmera casavam perfeitamente com sua busca por uma visão concisa e poética do mundo. Com ela, voltou-se para temas perenes: cartazes, sinais, letras, formas.

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