HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA

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Autorretrato de Hércules Florence (1804 – 1879) primeiro inventor da fotografia,ocorrido  no Brasil, em 1833, na Vila de São Carlos, atual Campinas, SP

Não existe uma data precisa e nem as etapas dos processos que levaram à criação e expansão da Fotografia, pois desde a antiguidade o homem já conhecia muitas dessas experiências e que aos poucos, cientistas e artistas em diversas épocas e lugares foram descobrindo e aperfeiçoando as partes deste intrincado quebra-cabeças que somente no final do século XIX foi inteiramente montado.

Houve uma série de fatos e descobertas relevantes para a invenção da Fotografia e muitas dessas vieram de dois princípios básicos que o homem já conhecia, mas que esperaram muito tempo para se manifestarem de maneira satisfatória em conjunto, que são:

A Câmara Escura e a existência de Matérias Fotossensíveis. A câmara escura se trata de uma caixa presta vedada com um pequeno furo ou objetiva em um dos lados. A câmara escura só não podia estabilizar a imagem obtida.

Apontada para algum objeto, a luz refletida através deste se projeta para dentro da caixa formando uma imagem dele na parede oposta a do orifício, que dependendo do tamanho do tamanho e da distancia entre ele e o objeto, projeta uma imagem maior ou menor.

Não se sabe a origem exata da câmara escura, entretanto ela foi usada durante toda a renascença e grande parte dos séculos XVII e XVIII para estudo de perspectiva na pintura.

Outra parte intrincada na fotografia e de grande importância diz respeito aos materiais fotossensíveis. Toda matéria existente é fotossensível, ou seja, toda ela sofre modificações com a luz, algumas demoram milhares de anos para se alterarem, outros alguns segundos já lhe são suficientes.

 Na fotografia, para a reprodução de uma imagem é preciso um material de alta fotossensibilidade e após várias pesquisas cientistas e curiosos encontraram esse material: os sais de prata. Os sais de prata modificam-se rapidamente com a ação da luz, enegrecendo-se e na mesma proporção com que recebem luz.

Experiências foram feitas a partir de papéis embebidos em sais de prata, obtendo assim uma imagem, porém esta imagem não se mantinha estável pelo fato da prata permanecer fotossensível.

Este era o principal problema encontrado por cerca de 40 anos, até que então surge no cenário da história Nicéphore Niépce, um cientista amador que procurava uma possibilidade de utilizar a imagem da câmera escura, ao invés de só reproduzi-la.

Ele utilizou em seu primeiro experimento o Betume da Judéia, uma espécie de verniz utilizado na técnica da água, que possui a propriedade de secar rapidamente quando exposto à luz.

Ele usou de muitas formas chapas metálicas emulsionadas com esse betume para imprimir imagens na câmara escura, mas a quantidade de luz que entrava por ela era muito pouca, assim Niépce percebeu, ao tirar uma única imagem de sua janela, que era necessário à entrada de luz em condições de temperatura mais amenas para que o solvente contido no betume não se evaporasse. Atualmente, essa imagem obtida em 1826 ou 27, é considerada a primeira da história. Niépce chamou esse processo de Heliografia ou escrita do sol.

Através da divulgação da Heliografia, Niépce conheceu Louis Jacques Mande Daguerre, que também trabalhava com uma câmara escura, apesar de utiliza-la para a pintura.

Daguerre ficou entusiasmado com a possibilidade de desenvolver uma técnica de reprodução visual eficiente e propôs uma sociedade com Niépse, que mesmo hesitando durante muito tempo, acabou aceitando em 1829.

Mas esta sociedade não durou muito tempo, pois em 1833, niépce acabou falecendo. Daguerre continuou as experiências de Niépse e as aperfeiçoou, mas não sem grandes dificuldades e foi através de um acaso que ele conseguiu resolver o problema da fixação.

Exausto e decepcionado por não conseguir obter resultados satisfatórios, Daguerre jogou uma de suas chapas num armário e esqueceu-se dela. Alguns dias mais tarde, a procura de alguns químicos, ele abriu o armário e se deparou com ela; só que havia uma imagem impressa nela, que antes não estava lá. Daguerre procurou a razão disso e desconfiou que houvesse sido por causa do mercúrio de um termômetro que havia se quebrado. Após alguns testes o resultado foi o Daguerreótipo.

Rapidamente a notícia se espalhou pelo mundo e Daguerre ganhou uma corrida em que não se conhecia o número de participantes.

Nesta corrida destacam-se três personagens: William Talbot, Frederick Herschel e Hércules Florence. Na Inglaterra, William Fox Talbot, trabalhava também desde 1833 num processo similar para obtenção de imagens, encontrando as mesmas dificuldades para fixar estas imagens.

O que ele conseguiu de mais próximo foram impressões diretas por contato sobre o papel e que ele denominou Calótipo.

Talbot tinha em seu círculo de amigos John William Frederick Herschel, no qual trocava diversas experiências e informações. Herschel, em suas experiências, testou diversos sais de prata, tais como Cloreto, Nitrato, Carboneto e Acetato, até descobrir que o Hipossulfito de sódio era o único capaz de interromper a ação da luz sobre a prata.

 O resultado foi perfeito. O papel exposto á luz, pela metade, é embebido com hipossulfito de sódio e em seguida lavado com água. Após a secagem, o papel é novamente exposto á luz. A metade escura permanece escura e a parte clara permanece clara.

Esse sistema, após ser aperfeiçoado por Talbot, permitiu que a Fotografia em papel, aos poucos tomasse o lugar do Daguerreótipo na corrida pela melhor imagem, mas ainda faltavam melhorias a serem feitas, melhorias estas impulsionadas pelo Francês Hércules Florence, que desenvolveu um processo rudimentar de fixação de imagens em papel sensível, primeiramente através de cloreto de ouro, cujo agente fixador deveria ser amônia.

Na falta desta substancia, Florence utilizou sua própria urina para estabilizar as imagens e obteve resultados satisfatórios em 1833. Depois começou a usar outras substâncias mais baratas que o sal de ouro, entre eles o nitrato de prata.

Com base nesses resultados, desenvolveu um método de impressão em papel a partir de originais desenhados em vidro, obtendo cópias por contato de ótima qualidade.

Apesar de Florence não ter dado nenhum nome específico ao seu processo pela câmara escura, seu sistema de impressão foi chamado de Fotografia, por ele e por seu colaborador.

 Segundo consta, foi a primeira vez que se utilizou o termo e ao que tudo indica, cabe a ele o método da nomenclatura. Mas, sua invenção foi um fato isolado na época, sem qualquer tipo de repercussão.

Após vários desenvolvimentos e aperfeiçoamento dos processos fotográficos, surge uma nova figura de suma importância. Trata-se de George Eastman, um bancário que aos 23 anos de idade adquiriu uma câmera fotográfica e apaixonou-se por ela.

 Aborrecido com o lento processo de preparar chapas e utiliza-las imediatamente, ele inicia estudos sobre emulsão gelatinosa e começa a fabrica-la em série. Procurou abreviações para todo esse processo, pois achava complicado de estocagem de chapas de vidro.

Aliando a tecnologia da emulsão com brometo de prata com a rapidez da sensibilidade já existente na suspensão com gelatina e a transparência do vidro, Eastman substitui esta ultima por uma base flexível, igualmente transparente, de nitro celulose e emulsionou o primeiro filme de rolo da história.

Enrolando esse filme, ele poderia ter várias chapas em um único rolo, e construiu uma pequena câmara para utilizar o filme em rolo, que ele chamou de “Câmara Kodak” e que foi lançada comercialmente em 1888, trazendo novos rumos para a história da Fotografia.

Muitos processos foram realizados para que a fotografia evoluísse e se manifestasse artisticamente, surgindo dentro do sistema industrial.

Ela possibilitou ao mundo a modernidade, tornando-o mais ilustrativo e fascinante diante da possibilidade de gravar imagens em chapas metálicas e em papel. O seu surgimento provocou uma revira volta no mundo da arte, enquanto uns estavam maravilhados, outros a amaldiçoavam, condenado-a como uma invenção do diabo que só era vista como uma arte industrial.

Em 1839, várias declarações foram feitas pelo pintor Paul Dela Roche, que via a fotografia como uma arte que estava chegando para deixar a pintura para trás. Ele chegou a declarar que com o surgimento da Fotografia, a pintura estaria morta. Era uma época de mudanças na história da arte, onde muitos não queriam ceder um espaço a fotografia, reprimindo e levando esta até mesmo um hiato.

 Mas não demorou muito para que fotógrafos apaixonados pela sua arte esboçasse uma reação. Eles estudaram e desenvolveram novas técnicas baseadas numa grandes variedades de recursos que proporcionou o melhoramento das imagens. Isso não só trouxe a fotografia de volta, mas também valorizou o seu poder.

É preciso que se entenda que todas essas mudanças na fotografia foram que grande importância, pois é preciso mudar para que haja evolução.

 O princípio da Câmera escura, os sais de prata, a Heliografia, o daguerreotipo, o Calótipo, o emprego da nomenclatura FOTOGRAFIA.

Todos esses foram processos que contribuíram para que a fotografia avançasse e se desenvolvesse como esta forma maravilhosa de arte que ela é. Foram preciso, muitos estudos e experiências para que se entendesse cada processo, levando o homem ao domínio desta arte.

Chegada da Fotografia no Brasil

A história da fotografia na Brasil se iniciou em 1840, mais precisamente no dia 16 de janeiro no Rio de Janeiro, trazida por Abade Louis Compte, que veio de posse de todo material necessário para expandi-la.

Enquanto a Europa vivia uma revolução no universo da arte, o Brasil recebeu o Daguerreótipo com um ar totalmente diferente.

Houve um grande entusiasmo e fascínio, graças aos resultados obtidos e também pelo fato do desenvolvimento do país ser inferior ao estágio em que se encontravam as grandes metrópoles da Europa, o que fez com que as novidades fossem bem recebidas, fazendo com que usufruíssem da nova técnica, que antes so era conhecida teoricamente, pois a economia do Brasil estava voltada para a cultura do café, então conceberam a fotografia como uma invenção europeia maluca, uma mágica divertida.

A fotografia no Brasil se dá, primeiramente pela vinda de Compte, mas o grande difusor desta história foi D. Pedro II, que após ver alguns registros de imagens de Compte, se interessou profundamente pela fotografia e aos 15 anos já era fotografo.

Tornou-se praticamente um colecionador e realizou vários feitos que contribuíram para a expansão da Fotografia no País.

Essa expansão criou uma forte identidade cultural e mais pessoas começaram a se dedicar á Fotografia.

Entre estas pessoas se encontrava Santos Dumont, que demonstra interesse em registrar o voo dos pássaros até conceber o princípios da aviação, e Hercule Romuald Florence, que apesar da existência de poucos recursos e de ter feito descobertas isoladas, desenvolveu e denominou sua descoberta como Fotografia, que apesar de importantes só ficaram conhecidas por pessoas de sua própria cidade, vila de São Carlos, e por algumas pessoas na capital de São Paulo e Rio de Janeiro.

Alguns exemplares de Florence existem até hoje, e estão expostos no Museu da Imagem e do Som, MIS, em São Paulo – SP.

Aproveite para rever mais dicas sobre a História da Fotografia nas suas apostilas, bibliografias e vídeos das aulas de fotografia dos cursos profissionalizante da Escola Focus.

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