Júlia Margaret Cameron (1815-1879)

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Foto de Júlia Margaret Cameron, 1872

“Espero registrar fielmente a grandeza do ser interior e exterior do homem”.

Nasceu em 1815 e foi educada na Índia, onde aos 23 anos casou-se com um administrador inglês rico e altamente colocado nesse país; Júlia Margaret Cameron esteve sempre rodeada por criados, e provavelmente nunca praticou qualquer tipo de trabalho físico, nem sequer as tarefas domésticas. No entanto, já perto dos cinquenta anos dedicar-se-ia (e chegaria a dominá-lo) ao passatempo mais difícil, sujo e incômodo do século XIX: a fotografia.

Após Charles Cameron se retirar para a ilha de Wright, ele e a mulher regressavam periodicamente às terras que possuíam em Ceilão. Durante uma destas visitas, pelos de fins de 1863, a filha (também chamada Júlia) e o marido ofereceram à senhora Cameron uma câmera para se entreter. Era uma dessas típicas vitorianas que parecia uma caixa de madeira, com objetiva de origem francesa de distância focal de 30cm e abertura fixa de f/7. Com semelhante objetiva seria praticamente impossível obter um retrato completo nítido numa chapa de 22,5cm X 27,5cm – mas isso era o que menos importava a Júlia Margaret Cameron: “quando focava e me encontrava com algo que para mim era muito belo, parava aí, em vez de acionar a objetiva para conseguir maior nitidez, como insistem todos os fotógrafos que deve fazer-se”.

A senhora Cameron trabalhou muito com seu novo passatempo. Teve de aprender por si a combinar as substâncias químicas dos frascos que tinha em seu laboratório improvisado; a verter o colódio úmido “resultante, que parecia melaço, sobre a chapa de vidro polido; a coloca-la no suporte e a fazer uma fotografia enquanto a solução se mantinha úmida; a revelar e fixar o negativo com outras preparações caseiras; e a partir deste, fazer uma fotografia em papel. Nenhuma destas coisas era simples para uma dama vitoriana de sua idade; e até ao final da carreira os negativos da senhora Cameron eram irregulares, com uma revelação descuidada.

Finalmente, a 29 de Janeiro de 1864 a senhora Cameron atravessou os escolhos deste difícil processo. Ainda se conserva o primeiro retrato que fez a uma menina de 9 anos, ao mesmo tempo que escrevia: “Entregue por mim ao pai… O meu primeiro êxito na fotografia completa… Fiz esta fotografia à uma da tarde de sexta-feira, 29 de Janeiro. Copiada, virada, fixada, emoldurada e entregue tal como está às oito da tarde do mesmo dia”. Nessas sete horas a senhora começou sua carreira, até se converter em um dos grandes retratistas do século XIX.

Apesar do trabalho árduo e notável, a senhora Cameron nunca teria alcançado a fama se não tivesse como amigo e vizinho em Freshwater o poeta laureado pela rainha Vitória, Lord Tennyson.  Este entregou-se à máquina fotográfica de Júlia Margaret, e convenceu outras celebridades a fazerem o mesmo. Uma verdadeira provação. Os retratistas profissionais reduziam o tamanho das chapas e aumentavam a quantidade de luz sobre o modelo para diminuírem o tempo de exposição. A carte de visite era o retrato universal da década de 1860, pequeno (da ordem de 10cm X 5cm), frequentemente de corpo inteiro e, em geral, sem qualquer originalidade ou caráter. As fotografias de formato maior da senhora Cameron eram os “primeiros planos” semelhantes às de outro fotógrafo amador, David Wilkie Wynfield, que lhe deu uma só lição. Ela iluminava só de um lado e calculava os tempos de exposição em minutos ao invés de segundos. E só raramente se pode detectar em qualquer das suas fotografias o mínimo sinal de movimento.

Enquanto a senhora Cameron fotografava Tennyson e os seus amigos famosos, tinha a esperança de “estar a registrar finalmente a grandeza do ser interior e exterior do homem”. Talvez tivesse sido isto que levou a fotografar tantos perfis. A “ciência” vitoriana da frenologia alcançara a maior popularidade e talvez pensasse que ao delinear a forma exata das cabeças dos escritores, pintores e cientistas destilasse a essência dos dotes intelectuais deles. Supõe-se também que para eles seria mais fácil não terem de contemplar uma objetiva num cilindro de latão durante as exposições muito demoradas que ela pedia. Thomas Carlyle fixou o olhar na câmera sem pestanejar, pelo que Carlyle como um bloco em bruto de uma escultura de Miguel Ângelo (1867) beneficia do poder e da presença de sua força de vontade visível, quase tangível.

Em 1875 o casal Cameron ficou a viver em Ceilão para sempre. Apesar da senhora Cameron ter continuado a fazer algumas fotografias, especialmente da gente tâmil que trabalhava nas plantações do marido, passou a dedicar-se quase em exclusivo à família. Ao tratar do filho Hardinge, quando este adoeceu, ela própria apanhou um resfriado e morreu em 1879. No necrológio de the Times referiam-se os seus espantosos retratos de Lord Tennyson, Sir John Herschel e Joseph Joachim, entre outros, que se descreviam como “as fotografias mais parecidas com uma pintura… que o mundo viu até hoje”.

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