KRYSTLE WRIGHT: A FOTÓGRAFA QUE CORRE ATRÁS DE TEMPESTADES E NÃO QUER PRÊMIO POR SER MULHER

em Notícias.

Fotografa furacões, já nadou com cachalotes nos Açores e talvez um dia se aventure pelas ondas da Nazaré. Krystle Wright esteve no Exodus Aveiro Fest e falou-nos de aventura, instagram e #metoo.

“O medo é o que nos mantém vivos. Prometi a mim mesma que
se me encontrasse outra vez numa situação extrema e não sentisse medo nenhum,
deveria reavaliar esta atividade”.

José Paiva Capucho/Observador-PT

É assim que Krystle Wright, fotógrafa profissional — e “aventureira” — descreve, “sem arrependimentos”, aquilo que tem sido a sua vida, pelo menos nos últimos treze anos. Esteve no Exodus Aveiro Fest (festival internacional de fotografia e vídeo dedicado a viagem e aventura, promovido pela National Geographic) no passado fim de semana.

E falou com o Observador numa altura em que qualquer um arrisca muitas vezes a vida mas para conseguir o maior número de likes na demanda da mais bela fotografia de paisagem. “Ser fotógrafo profissional vai muito mais além de uma imagem bonita”, conta.

Quem pesquisa pelo nome da fotógrafa pode ficar com inveja.
Ou com falta de ar. É que além das aventuras na terra e no ar — que já lhe
causaram valentes sustos, como o acidente de parapente em 2011 no Paquistão —
através das quais já construiu um portfólio que passa por cinquenta países,
Krystle “caça monstros”, ou seja, tempestades.

“Sou viciada em certos tipos de cenários cheios de
adrenalina, como os que encontrei nas duas últimas primaveras no Tornado Alley

. Ver o poder cru e a beleza da Mãe Natureza é selvagem”. Selvagem,
sim, mas no entender da também cinematógrafa, são momentos que lhe trazem pura
felicidade. “Quando fiz mergulho com cachalotes nos Açores, ou com orcas na
Noruega, e regressei à superfície, comecei a gritar, feliz, como se nada
pudesse articular a explosão de alegria que senti quando a natureza decide
interagir contigo”, comenta.

Mas a conversa não podia debruçar-se apenas sobre as suas
aventuras. É que as redes sociais vieram democratizar a forma como cada um de
nós capta a natureza, o que, muitas vezes, se transforma numa corrida atrás do
maior número de gostos. Ainda que, para a Krystle, “qualquer pessoa que tenha
um aparelho que capta imagens pode ser fotógrafo” — um argumento que, segundo a
própria, já irritou muitos dos seus colegas.

“A diferença entre um fotógrafo amador e um profissional é a
habilidade para ser um contador de histórias [storyteller]. O problema é que,
infelizmente, deslocamos o valor da fotografia para o número de likes, como se
um maior número de seguidores fosse uma validação para ter reconhecimento como
artista”, ainda que daí possam surgir boas oportunidades de trabalho,
argumenta.

Uma das coisas que talvez poucos saibam é o facto da
fotógrafa ter começado no fotojornalismo, tendo convivido de perto com as
mudanças na área. Diz-nos que alguns dos seus colegas fotojornalistas ainda
olham para os anos 90 “com alguma saudade”. Tendo começado como fotojornalista,
Krystle olha para a realidade destes profissionais com algum pragmatismo:
“Posso não estar o dia todo a fotografar vários eventos num só dia mas, como
freelancer, estou sempre a lutar para ter uma atitude teimosa, para ser proativa”.
Ou seja, é possível fazer trabalhos editoriais, mas o lado comercial, onde os
valores financeiros são superiores, também é relevante, conta.

Quando a conversa vira para os movimentos feministas como o
#metoo e de como é que uma fotógrafa enfrenta estes novos tempos, Krystle não
podia ser mais esclarecedora. “O trabalho está a tornar-se irrelevante. Há
alturas em que alguns artistas precisam de uma ajuda para que a sua arte seja
ouvida. Mas o que me faz confusão é quando o talento é suplantado puramente
pelo background ou género do artista”.

Opinião, essa, que até se estende a algumas marcas que
acabaram por se “tornar preguiçosas”, pois escolhem uma agenda que “reclama um
estatuto de uma diversidade politicamente correta que acaba por falhar
completamente o objetivo”. Aqui, Krystle acaba por revelar estar muito mais
preocupada com o valor artístico do que com o próprio autor: “Não quero que me
deem um prémio só porque sou mulher. Espero ser reconhecida pelo meu trabalho”.

Para fim de conversa, fica a promessa de voltar aos Açores,
“um dos sítios preferidos do mundo”, onde até tem amigos que já construíram uma
casa. Sobre se já se aventurou pelas ondas gigantes da Nazaré, provavelmente o
fenómeno natural mais noticiado em Portugal neste momento, Krystle garante que
já as viu, mas que ainda não as navegou: “Seria fenomenal poder ver
pessoalmente. Saltaria na primeira oportunidade para as documentar!”.

Fonte: https://bit.ly/2rn4fNT

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